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sexta-feira, 25 de junho de 2021

Inverno: tempo frio atrapalha na doação de sangue

Especialista do CEJAM faz alerta para importância do ato, que pode salvar muitas vidas


Criado em 2015 pelo movimento Eu Dou Sangue e incorporado ao calendário do Ministério da Saúde, o Junho Vermelho tem como objetivo despertar a solidariedade nas pessoas acerca de um dos gestos voluntários que mais salvam vidas: a doação de sangue.

O mês foi escolhido, pois, durante o inverno, que começa em 21 de junho, o número de doações cai consideravelmente, deixando os estoques dos hemocentros vazios Brasil afora.

De acordo com o clínico geral Kauê de Cezaro dos Santos, diretor do Hospital Municipal de Cajamar, gerenciado pelo CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", diariamente, milhares de pessoas vítimas de traumas graves, pacientes cirúrgicos e portadores de câncer, entre outros, podem se beneficiar com as transfusões sanguíneas.

Segundo o especialista, uma doação pode ser revertida em diversas modalidades de transfusão, como plaquetas e hemácias, por exemplo. Dessa forma, o sangue doado por uma pessoa pode salvar até quatro vidas.

"Doar sangue significa ter a chance de ofertar o direito de vida ao próximo. O sangue é como se fosse o combustível do corpo. Ele leva o oxigênio às células e, assim, garante a nutrição adequada dos órgãos e tecidos. Na ausência dele, há dificuldade de os sistemas do corpo funcionarem corretamente", explica.



Pandemia

Além do inverno, outro agravante para a diminuição no número de doações foi a pandemia da Covid-19. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde, em 2020, o registro de doações caiu cerca de 10% no país.

"Observamos uma queda relevante na quantidade de bolsas nos hemocentros neste período. Acreditamos que a situação pandêmica e os lockdowns aplicados nos estados determinaram a redução de pessoas nos hemocentros, impedindo, assim, a manutenção dos estoques", destaca o Dr. Kauê.

O médico afirma que é necessário explicar às pessoas o impacto que a doação pode trazer à vida dos necessitados. Segundo ele, o conhecimento e a empatia são partes fundamentais neste processo. "Saber o quanto podemos impactar na vida de uma pessoa, com esse gesto de amor que é a doação de sangue, é imprescindível."

Além do benefício de ajudar alguém que precisa, doadores de sangue também podem receber alguns direitos especiais, entre eles meia entrada em estabelecimentos culturais e atividades recreativas e o direito a atendimento prioritário em filas de banco, assim como idosos, deficientes e gestantes, segundo a Lei n° 219/09.



Qualquer pessoa pode doar sangue?

Para doar, é necessário ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 50 quilos e estar em boas condições de saúde. Gripes e resfriados, ingestão de bebidas alcoólicas, extrações dentárias ou acupunturas pedem um tempo maior para que a doação possa ser realizada e devem ser ditos antes do ato.

Gestantes ou mulheres em fase de amamentação não podem doar, assim como usuários de drogas, pessoas expostas a doenças sexualmente transmissíveis e com diagnóstico de hepatite após os dez anos de idade.

Além disso, procedimentos como tatuagens, maquiagem definitiva e micropigmentação - procedimento estético que utiliza agulhas - exigem 12 meses para que a doação seja feita, tal como situações nas quais há maior risco de adquirir IST’s.

"Antes da doação, os voluntários passam por uma entrevista que analisa as possibilidades de doação ou não naquele momento. Todas as informações obtidas são mantidas em sigilo", explica o médico.

Candidatos à doação que apresentaram infecção pela Covid-19 são considerados inaptos por um período de 30 dias após a recuperação clínica completa.

De acordo com o Dr. Kauê, voluntários que tiveram contato direto domiciliar ou profissional com casos suspeitos ou confirmados de contaminação devem aguardar 14 dias após o último dia de contato para realizar a doação de sangue. Isso também serve para profissionais de saúde que trabalham diretamente com pacientes.

Além disso, a vacinação contra o Coronavírus também pode influenciar no período de doação. Candidatos que receberam a Coronavac, da Sinovac/Butantan, podem doar 48 horas após cada dose, enquanto os que foram vacinados com a AstraZeneca, da Fiocruz/Oxford, e com a Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, exigem um período de 7 dias após cada dose.


A doação pode ser feita mais de uma vez ao ano, sendo até quatro doações ao longo de 12 meses para homens, com um período de 60 dias entre uma e outra, e de até três doações ao ano para mulheres, com um espaço de 90 dias entre elas.

No site
https://www.prosangue.sp.gov.br, é possível ter acesso aos hemocentros mais próximos para a doação de sangue, além de descobrir os tipos sanguíneos mais necessitados no momento.

No ato da doação, é necessário apresentar documento oficial com foto recente, que permita a identificação do candidato.



CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim"

 

Gordura no fígado e obesidade: qual a relação?

O médico Paulo Lessa explica como a esteatose hepática pode estar ligada ao excesso de peso

 

A esteatose hepática é uma doença mais comum do que se imagina. Conhecida popularmente como “gordura no fígado”, ela ocorre quando o órgão é preenchido por gordura de forma excessiva. A estimativa é que 30% da população apresente o problema. 

“É um distúrbio que vem se tornando cada vez mais conhecido, que se caracteriza pelo acúmulo de gordura no interior dos hepatócitos, as células do fígado”, explica o médico Paulo Lessa (@drpaulolessa).  

É verdade que essa maior incidência se deve ao fato de mais médicos solicitarem ultrassonografias de abdômen e detectarem a condição. Outra razão que explica sua frequência é o aumento dos casos de obesidade – especialmente no Brasil. 

“Por mais que a maioria das pessoas associe a doença ao abuso no consumo de álcool, ela também aparece por conta do excesso de peso, assim como o uso de certos medicamentos e doenças como as hepatites virais”, aponta. 

Ter gordura no fígado é absolutamente comum, mas, se a quantidade passa dos 5%, é o momento para se preocupar, pois o órgão torna-se volumoso e pesado.  

“O fígado é uma glândula que possui diversas funções, como desintoxicar o organismo, sintetizar proteínas e armazenar glicose, o açúcar do sangue. O órgão ainda produz a bile, um composto que ajuda no processo de eliminação de toxinas e na digestão dos lipídios. Assim, a presença de um pouco de gordura no fígado é normal. Mas a situação começa a se complicar quando esse acúmulo está acima do esperado”, ressalta. 

Quando a esteatose está em níveis mais leves, são raros os sintomas. No entanto, os intermediários e avançados já dão sinais do seu aparecimento. “Entre eles, estão cansaço, fraqueza, perda de apetite, inchaço, dor de barriga e dor de cabeça constantes, hemorragia, fezes sem cor, pele e olhos amarelados, alterações no sono e confusão mental”, lista Lessa. 

Se não for tratada corretamente, a doença é capaz de evoluir para hepatite gordurosa, cirrose hepática e até câncer no fígado, que gera insuficiência no órgão.  

“Nesses casos, o fígado não só aumenta de tamanho, como também adquire um aspecto amarelado, sendo que, normalmente, sua coloração é marrom-avermelhada. Em algumas situações, torna-se necessário fazer um transplante”, alerta o doutor. 

Caso haja suspeita de gordura em excesso no fígado, alguns exames podem ajudar no diagnóstico. Paulo elenca as principais formas de identificar a doença. 

“O paciente pode apresentar alterações em exames de sangue, já que a esteatose é a causa mais comum de elevação das enzimas do fígado em exames de rotina. Além disso, o aumento do fígado pode ser detectado no exame físico ou ainda por métodos de imagem, como a ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética. Há casos em que a confirmação do diagnóstico depende de biópsia. Entre todos, porém, o exame mais importante é a elastografia transitória, que mede a elasticidade do tecido hepático e a quantidade de gordura acumulada no fígado”, descreve. 

Já o tratamento para o transtorno baseia-se em três pilares principais: estilo de vida saudável, alimentação equilibrada e prática regular de exercícios físicos. 

“A boa e velha mudança na alimentação é sempre certeira. Elimine do cardápio todo consumo de açúcar, farinha branca e gordura ruins e coma vegetais, grãos, castanhas e carnes magras. Também não se esqueça de praticar atividade física. Essa é a melhor forma de ficar livre da doença e garantir a sua saúde”, recomenda. 

Para manter a saúde em dia, é fundamental fazer consultas regulares ao seu médico de confiança, principalmente após os 40 anos. “Procure um profissional que entenda do assunto e que tenha uma equipe multidisciplinar para te ajudar da melhor forma possível”, finaliza Lessa.


Saiba como identificar complicações no Pé Diabétic

Pessoas com diabetes devem examinar os pés diariamente e ficarem atentas ao aparecimento de qualquer alteração ou lesão


O dia 26 de junho é o Dia Nacional do Diabetes e a Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV) adverte sobre os riscos que a doença representa. Entre eles está o Pé Diabético que, se não tratado corretamente, pode trazer sérias consequências ao portador. Denomina-se Pé Diabético a presença de infecção, ulceração e/ou destruição de tecidos profundos associados às anormalidades neurológicas e a vários graus de doença vascular periférica em pessoas com Diabetes Mellitus (DM).

A cirurgiã vascular e membro da SBACV, Dra. Rina Maria Pereira Porta, alerta que os pacientes com diabetes que têm maior risco de lesão e complicações mais graves nos pés são os que apresentam as seguintes alterações:

  • Neurológica: dormência ou sensação de queimação nos membros inferiores, formigamento, picadas, choques, dores que podem evoluir para dor profunda, diminuição ou perda da sensibilidade tátil, térmica ou dolorosa.
  • Pele: Há locais ásperos, ressecados, com calosidades/calos, mudança de cor (avermelhado), inchaço e rachaduras ou com aumento da temperatura, e a presença de micose, especialmente entre os dedos. Sempre que possível é preciso solicitar ajuda de um familiar ou responsável para identificar esses sintomas.
  • Ortopédicas: alterações no formato dos pés, como dedos em formato de garra, aumento na curvatura do pé ou ausência dessa curva (pé plano), se os dedos estão um em cima do outro (sobrepostos) ou se tem joanete.
  • Vascular: o paciente queixa-se de dor nas coxas ou panturrilha para caminhar e que passa quando descansa (claudicação), ou dor em repouso. Pode haver diminuição da temperatura dos pés e os dedos ficam mais pálidos ou arroxeados e escuros. Ao exame, não se palpa pulsos nos pés.

A Dra. Rina também ressalta que toda pessoa com diabetes deve ter o exame clínico realizado ao menos uma vez por ano por profissionais habilitados. “A ausência de sintomas em pessoas com diabetes não exclui a doença, elas podem apresentar neuropatia assintomática, doença arterial periférica, sinais pré-ulcerativos ou mesmo uma úlcera”, diz a cirurgiã.  Ainda, segundo ela, pessoas com diabetes têm menor imunidade e apresentam maior risco de infecção. “Muitas vezes, a infecção se torna generalizada e ocasiona febre, taquicardia e a piora do estado geral, principalmente se o diabetes estiver descontrolado”, afirma.

Os cuidados mais importantes para evitar complicações são: o controle dos níveis de glicemia e do peso; realização de atividade física; cuidados de higiene; hidratação da pele e cutícula; corte adequado das unhas; examinar os pés diariamente com atenção ao aparecimento de qualquer ferimento e procurar ajuda de um profissional de saúde rapidamente ao identificar um problema. A doutora explica que a unhas não podem ser feitas por conta própria ou por qualquer pessoa, mas por um profissional especializado. Outro ponto importante que a especialista sinaliza é que a pessoa com diabetes não deve andar descalço mesmo dentro de casa ou na praia, e nunca usar sapatos “moles”, de pano, borracha ou de solado flexível e fino. Os sapatos devem ter o solado antiderrapante, proteger e acomodar bem os pés e serem usados com meias de algodão, sem costura, cano alto e cor clara.

O pé que não está com lesão também precisa de atenção especial porque acaba sendo sobrecarregado, servindo de apoio e frequentemente ferido em pouco tempo. Quando uma pessoa está com um ferimento no pé, ela deve utilizar uma muleta, andador ou bengala para auxiliar a locomoção, e não pular sobre um pé só, porque isso aumenta o risco de quedas, sobrecarga, atrito ou entorse e lesão.

O acompanhamento médico de um especialista vascular é extremamente importante. 

 


SBACV -  Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular

www.sbacv.org.br.

 

Diabetes pode causar complicações a longo prazo se não for corretamente tratad

Evitar a ingestão de açúcares industrializados e exames de rotina são necessários para controle


Especialista ressalta importância de exames e acompanhamento periódico

 

De acordo com o Atlas da Diabetes, uma em cada onze pessoas entre 20 e 79 anos tem diabetes. No Brasil, são mais de 16 milhões e a estimativa é que metade dessa população não saiba que tem a doença. Quando corretamente diagnosticada e tratada, a pessoa com diabetes pode ter menos complicações e assumir um estilo de vida mais saudável e adequado à sua condição.

O clínico geral do HSANP, Renan Conde, explica que a diabetes é uma doença que se caracteriza pelo desequilíbrio do açúcar no sangue e que pessoas nessa condição podem ter complicações como diminuição da visão e neuropatia, por exemplo. Por isso, é preciso ter o acompanhamento periódico multidisciplinar desde o diagnóstico. “Algumas complicações da diabetes são a longo prazo, mas se a pessoa tiver um estilo de vida saudável e acompanhamento adequados, ela poderá prolongar sua saúde por mais tempo e evitar o aparecimento dessas dificuldades logo no início”, ressaltou.

Para minimizar os riscos de desenvolvimento do diabetes, um estilo de vida saudável com exercícios regulares e uma dieta balanceada, rica em verduras, frutas, legumes e proteína é importante, evitando o consumo constante de produtos industrializados ou ricos em açúcares.


Exames de rotina

Exames de rotina podem identificar tanto o diabetes quanto a condição de pré-diabetes, quando os níveis de glicose são considerados fora da normalidade, porém ainda não são tão altos para se diagnosticar o diabetes. O diabetes pode ser tipo 1 ou 2, cada um com características específicas. No entanto, o mais comum é o de tipo 2, que acomete 90% das pessoas com diabetes.

A glicemia de jejum é o exame mais utilizado para acompanhar os níveis de açúcar no sangue. Quando seu resultado está entre 100 e 125 mg/dl, a glicemia está alterada, o que pode ser um indício do pré-diabetes. A partir desse resultado, a pessoa deve ser acompanhada por um médico que solicitará exames complementares, como o de glicose pós-prandial ou da hemoglobina glicada, para verificar melhor a curva glicêmica.


Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é mais raro, acometendo apenas 10% das pessoas que têm a doença. É considerada autoimune, pois o sistema imunológico destrói as células pancreáticas tipo beta, que produzem insulina.

Uma das características mais comuns do diabetes tipo 1 é a perda de peso. Além disso, pessoas com diabetes tipo 1 podem ter uma complicação grave chamada cetoacidose diabética. Muitas vezes esse é o primeiro sinal da doença. Diabéticos que apresentam cetoacidose podem apresentar sintomas como náuseas, vômitos, dor abdominal, confusão mental, prostração e dificuldade respiratória.


Diabetes tipo 2

Nesse tipo de diabetes, os sintomas podem ser leves, por isso o diagnóstico frequentemente é realizado durante exames de rotina, quando alguma anormalidade é identificada. “A doença pode ficar silenciosa por anos, por isso é importante fazer check-ups de saúde anuais, para ver se está tudo normal”, recomenda o dr. Renan Conde, clínico geral do HSANP.

Alguns dos sintomas mais comuns do diabetes são inespecíficos, por isso, ao identificá-los, é preciso ter atenção e buscar exames complementares. A excessiva sensação de sede, visão embaçada, mau hálito frequente e cansaço causado pela desidratação do organismo são alguns sintomas que necessitam de acompanhamento.

O cansaço constante, por exemplo, acontece porque o organismo diabético não assimila glicose suficiente e, por isso, é como se estivesse constantemente em jejum. Já a visão embaçada, por outro lado, pode ser causada pelo excesso de glicose no sangue. “Tanto o cansaço, que pode indicar a baixa glicose no sangue, quanto a visão embaçada, que pode significar aumento dessa glicose, são indicativos de desequilíbrio do corpo. Por isso esses sinais precisam ser verificados”, complementa o médico.

Em relação ao mau hálito, ocorre quando há deficiência de insulina e o corpo começa a usar a gordura para suprir essa carência. Ao gerar energia por meio da gordura, o corpo produz cetonas eliminadas na respiração e, responsáveis pelo hálito ruim.

Além desses sintomas, a pessoa com diabetes pode ter infecções frequentes na bexiga, na pele ou em outros órgãos, além de dificuldade na cicatrização de feridas, causada pela dificuldade na coagulação do sangue.


Primeiros casos da diabetes

Apesar de ser considerada uma doença da modernidade, associada a hábitos alimentares irregulares e de produtos industrializados ricos em açúcar, frituras e dietas ricas em gorduras, aumentando o peso corporal e aumentando o risco de desenvolvê-la, o diabetes não é novidade. Desde o Egito antigo, há mais de 3 mil anos, existem registros de doenças com sintomas semelhantes. Na Índia, documentos antigo apresentaram inclusive os dois tipos de diabetes.


HSANP 

As principais dúvidas sobre Diabetes

 Cardiologista aponta as principais questões sobre a doença que atinge mais de 13 milhões de brasileiros 

 

No Dia Nacional do Diabetes, a cardiologista Rica Buchler, da Clínica Buchler e diretora da reabilitação cardíaca do Instituto Dante Pazzanese, elencou as perguntas mais recebidas em seu consultório. Segundo a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil é o 5º País no mundo com o maior número de pessoas com diabetes e, por isso, é importante conscientizar para uma doença que cresceu exponencialmente na população brasileira nos últimos anos. Trata-se de uma das principais causas de morte no País devido a complicações decorrentes da doença. 

“Causada pela baixa produção do hormônio insulina, que controla a quantidade de açúcar no sangue, o diabetes é responsável por diversas complicações. Destaco as alterações cardiovasculares que podem levar diálise por insuficiência renal crônica e até mesmo cirurgias para amputações dos membros inferiores”, explica Rica Buchler. “Por isso, vale reforçar - principalmente nessa data - a importância de uma rotina ao médico e manter os exames em dia. O diabetes é prevenível por meio do controle do colesterol alto e da hipertensão. Além disso, uma alimentação equilibrada e a prática de exercícios físicos regularmente são essenciais para ter qualidade de vida”, alerta a especialista. 

 

Com a pandemia de Covid-19, os cuidados devem ser diferentes em relação ao controle do diabetes? 

Com a pandemia as pessoas que convivem com diabetes devem ter cuidado redobrado. Elas fazem parte do grupo de risco sendo mais suscetíveis para desenvolver as formas mais graves de Covid-19. Siga todos os cuidados de higiene e distanciamento social, além disso realize suas consultas e exames periodicamente.  

 

O que gera diabetes? 

O diabetes tipo 2 pode ser desencadeado por excesso de peso, levando à síndrome metabólica. Ressalto que também pode ter causas autoimunes, genéticas ou secundário a outras doenças. 

 

Diabético não pode ingerir bebida alcóolica e nem comer açúcar?  

O que orientamos é o equilíbrio e, claro, evitar excessos, como falamos anteriormente. Em alguns casos é indicado o controle por insulina.  

 

Diabetes tem relação com o peso? 

É mito dizer que apenas pessoas obesas possuem diabetes, não existe essa relação específica. O aumento de peso está relacionado principalmente com o surgimento do diabetes tipo 2 secundário com a resistência periférica à ação da insulina, principalmente em tecidos muscular e adiposo e no fígado.  

 

Existe uma faixa etária para ter a doença? 

O diabetes pode atingir qualquer faixa etária, desde recém-nascidos a idosos, depende de qual diabetes. Podemos dizer que o mais prevalente é o diagnóstico após os 40 anos, muitas vezes associados ao ganho de peso, consumo de bebidas alcóolicas e outros hábitos nocivos à saúde. 

 

Existe cura? 

Infelizmente ainda não foi desenvolvida a cura, mas é possível controlar. O diabetes é uma doença que pode ser prevenida e tratada. O mais importante é fazer periodicamente os exames e se cuidar. 

 

Hemocromatose hereditária: diagnóstico de Felipe Neto chama atenção para doença

A hepatologista Dra. Suzete Notaroberto explica o que é a doença e como deve ser o tratamento

 

É muito comum termos uma forte atenção com a falta de ferro no organismo. Mas e quando o problema é o contrário, o excesso de ferro? Foi exatamente esse o diagnóstico que recebeu, recentemente, o influencer Felipe Neto e o qual chamou atenção para esta doença até, então, pouco comentada: a hemocromatose hereditária.

Conforme explica a hepatologista Dra. Suzete Notaroberto, a hemocromatose é uma doença genética, que provoca acúmulo de ferro no organismo devido à maior absorção intestinal do metal, causada por mutações nos genes responsáveis pelo metabolismo desse elemento. “É fundamental uma análise bem feita do paciente para o diagnóstico e uma descoberta precoce pode ser decisiva para o tratamento. Essa é uma doença que pode afetar diversos órgãos, levando ao desenvolvimento de cirrose, câncer de fígado, diabetes mellitus, insuficiência cardíaca, artrite e até falta de libido”, salienta a especialista.

Estudos internacionais mostram que cerca de 1% da população é acometida pela hemocromatose. Por aqui, não há estimativas precisas, mas conforme relata a hepatologista, um estudo brasileiro, de 2001, mostrou que, entre doadores de sangue, a presença de mutações relacionadas a ela era de 7% a 20%.

Fraqueza, desânimo, redução da libido, impotência sexual, dores nas articulações e alteração na coloração da pele, que se torna mais escura, são alguns dos sintomas que acabam chamando atenção para um procura médica e realização do diagnóstico.

“Esses são sintomas comuns da hemocromatose e geralmente aparecem após os 40 anos em homens e após a menopausa nas mulheres. Mas, existem formas mais raras em que os sintomas surgem mais cedo, as quais chamamos hemocromatose juvenil. Esta do Felipe Neto, deve ser uma dessas formas mais raras, pois ele ainda é muito jovem”, comenta.

O tratamento da doença é um método simples e comum, uma espécie de sangria. “O paciente deverá passar por sessões semanais de retirada de sangue, com controle médico avaliando os níveis de transferrina e ferritina sérica. Quando normalizado, a sensação de bem-estar do paciente é evidente e as melhoras de dores abdominais também, o que mostra a evolução do tratamento”, finaliza a hepatologista.





Dra.Suzete Notaroberto - graduada em medicina pela PUC Campinas, com residência médica em gastroenterologia pela Universidade Júlio de Mesquita Filho - UNESP de Botucatu e Mestrado em Medicina (Clínica Médica) pela Universidade de São Paulo. É médica-endoscopista no Hospital Guilherme Álvaro, em Santos, e atua em ambulatório e consultório nas especialidades de gastroenterologia e hepatologia.

Dólar abaixo de R$ 5: cenário passageiro ou tendência?


A notícia de que o dólar ficou cotado abaixo do patamar de R$ 5 pela primeira vez em mais de um ano animou o mercado e os investidores. Desde 10 de junho de 2020, o preço da moeda americana enfrentava oscilações para cima dos cinco reais e chegou bem perto de R$ 5,70. Mas por que o dólar está abaixo de R$ 5 agora e o que esperar daqui para frente?

 

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o preço da moeda já vinha recuando nas últimas semanas por conta do maior otimismo dos investidores com a aceleração da imunização contra a Covid-19. Com eles investindo mais dinheiro no Brasil, o dólar ficou disponível em maior volume para negociação. Situação que favoreceu também os seguidos recordes da bolsa de valores, que superou os 131 mil pontos.

 

Mas não é apenas isso que vem aumentando a oferta da moeda americana por aqui. Analistas do mercado financeiro relacionam a queda do câmbio à divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que elevou a Selic para 4,25% na última semana. O documento sinaliza que o Banco Central vai endurecer o tom de combate ao aquecimento econômico – com possível aceleração das altas da taxa básica de juros nas próximas reuniões. E com os juros mais altos, também aumenta a taxa de retorno a investidores que aplicam em real, puxando a entrada do dólar no país.

 

Vale destacar que, no exterior, o câmbio também desvalorizou após o mercado ficar mais tranquilo com a afirmação do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, de que a alta da inflação no país é transitória.

 

Agora, a principal pergunta do brasileiro é se o preço do dólar diminuirá ainda mais nos próximos dias. Para respondê-la, é importante contextualizar que, atualmente, os R$ 5 é uma marca psicológica, uma espécie de “ímã”. Ou seja, quando a moeda começa a se distanciar desse valor, o próprio mercado se movimenta para que ela volte a essa marca. Nesse sentido, pode até ser que o câmbio se aproxime ainda mais dos R$ 4,90, mas também é possível que retorne ao patamar de R$ 5, podendo chegar de novo em torno de R$ 5,15, por exemplo.

 

Apesar desse efeito de atração nos R$ 5, não é possível afirmar por quanto tempo o dólar se manterá nesse patamar. Mas com as projeções sendo revisadas cada vez para cenários mais otimistas, pode ser que fiquemos por um curto tempo nessa faixa.

 

De qualquer maneira, é muito importante contar com a ajuda de um assessor de investimentos para ter recomendações sobre o cenário mais adequado para a compra do dólar e como investir de acordo com a atual cotação da moeda.

 


Lucas Brigato - assessor de investimentos, head de Câmbio e sócio da Ethimos.


Redução de medidas restritivas não é suficiente para a retomada do faturamento dos pequenos negócios

 Nova edição da Pesquisa de Impacto, realizada pelo Sebrae em parceria com a FGV, revela que queda de receitas se mantém estável desde fevereiro

 

Apesar do novo movimento de reabertura da economia e da diminuição das restrições promovidas pelos governos estaduais e municipais, em função da crise causada pela Covid-19, o percentual de empresas que continua registrando perdas no faturamento (79%) continua inalterado desde o último mês de fevereiro. O índice é o pior desde julho de 2020, quando 81% dos pequenos negócios revelavam perda de receitas. Esse é o resultado da 11ª edição da pesquisa “O Impacto da pandemia do coronavírus nos Pequenos Negócios” realizada pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O levantamento também revelou que - na média - as pequenas empresas estão faturando 43% menos do que o registrado antes da pandemia, o pior resultado desde julho do ano passado (45%).

De acordo com o estudo, o número de empresas que atuam em locais com restrição caiu de 54%, em fevereiro (2020), para 32%, em maio e a quantidade de pequenos negócios operando (com ou sem mudança) se manteve estável em 80%, nesse mesmo período. “A pesquisa nos permite perceber que apenas a autorização para reabertura das empresas não é fator suficiente para influenciar de forma positiva o faturamento desses negócios. Por isso é fundamental que a vacinação seja acelerada e que sejam criadas novas políticas que amparem os empreendedores, ampliem o acesso ao crédito e reduzam o custo desses empréstimos de forma rápida”, analisa o presidente do Sebrae, Carlos Melles.

A queda no movimento de recuperação também tem deixado os donos de pequenos negócios cada vez mais aflitos e apreensivos. Eles acreditam que o retorno à normalidade ocorrerá apenas em outubro de 2022, ou seja, daqui a 18 meses. Esse índice tem crescido desde novembro do ano passado, quando o tempo de retorno estimado estava em 14 meses. “Todo esse cenário tem feito com que 56% dos entrevistados estejam aflitos e preocupados com o futuro das suas empresas, já que para 75% deles a empresa é a principal fonte de renda da família”, observa o presidente do Sebrae.


Inadimplência e crédito

O número de pequenos negócios com inadimplência subiu pela segunda pesquisa consecutiva e atingiu o patamar de 36%, três pontos percentuais acima do detectado em fevereiro e se equiparou com o nível constatado em julho de 2020. "Reduziu o movimento de endividamento. O cenário ainda não é grave, mas precisamos ligar o sinal de alerta e acompanhar essa evolução, além de ficarmos muito atentos aos MEI que apesar de estarem menos endividados estão mais inadimplentes do que as micro e pequenas empresas”, ressalta o presidente do Sebrae.

Metade dos donos de pequenos negócios buscaram crédito desde o início da pandemia, sendo que 45% deles procuraram as instituições financeiras em 2021, o que pode representar uma nova tendência de crescimento de procura por crédito. Além disso, o percentual de sucesso nos pedidos de crédito subiu de 11%, em abril do ano passado, para 52% nesse último mês. “Esse índice cresceu muito de fevereiro para cá. Na penúltima edição da pesquisa, 39% tinham obtido aprovação em seus pedidos de empréstimos. Essa evolução pode ser explicada pela forte queda no número de pedidos represados ao longo do último ano. Agora apenas 5% ainda aguardam uma resposta dos bancos, o que mostra uma maior velocidade para diminuir a quantidade de empréstimos estocados”, pontua Melles.


Metodologia

A pesquisa quantitativa entrevistou 7.820 microempreendedores individuais (MEI) e donos de pequenos negócios entre os dias 25 de maio e 1º de junho, em todos os estados e no Distrito Federal, por meio de formulário online. O erro amostral é de +/- 1% para os resultados nacionais. O intervalo de confiança é de 95%.


5 iniciativas que as pequenas empresas devem adotar desde já para sair mais fortes da pandemia

A Covid vem tendo um grande impacto sobre as pequenas empresas em todo o mundo, forçando algumas a se reinventar e até mesmo a fechar as portas permanentemente. Por outro lado, também impulsionou o crescimento de outras, graças ao avanço de uma digitalização forçada pela crise sanitária.

No PayPal, acompanhamos de perto os desafios de merchants de todos os tamanhos, mas, principalmente, os menores, que têm demonstrado uma enorme resiliência. E sabemos o quanto será importante estar preparado para a pós-pandemia – para recuperar vendas e conquistar novos mercados.

A seguir, elenquei cinco iniciativas que pequenos e pequenas empreendedores e empreendedoras devem adotar desde já para sair mais fortes da crise – à medida que a rápida mudança para o digital continua a todo o vapor.

Veja se você já está fazendo algumas delas. E invista em todas.

 

1. Garanta uma experiência omnicanal contínua (front-end e back-end).

Por causa da Covid, a penetração do comércio eletrônico no Brasil atingiu um recorde histórico em 2020, atingindo cerca de 9% nas vendas do varejo online, aumento de 4 pontos em relação ao ano anterior. Faz sentido, principalmente se levarmos em conta que, em 2020, mais de 500 mil novos e-commerces foram abertos no Brasil segundo pesquisa que a BigDataCorp. fez sob encomenda do PayPal.

No entanto, muitas pequenas empresas ainda não têm presença online. Além disso, ter experiências omnicanal contínuas pode ajudar as PEs a atenderem às novas expectativas dos consumidores. Isso não significa ter três sistemas distintos para comércio online, móvel e na loja, o que pode impactar confusões de inventário e gerenciamento de pedidos. Ao contrário, significa ter uma experiência conectada, tanto no front-end quanto no back-end.

Por exemplo, no front-end, alguns consumidores desejam adicionar um item ao carrinho de compras online e, em seguida, querem ir à loja física para experimentá-lo. Ou, inversamente, podem querer experimentar um item na loja e escolher o tamanho ou a cor certos – se não estiver disponível na loja – separado em seu carrinho de compras online.

Para permitir isso, as pequenas empresas devem se certificar de que seu back-end integra relatórios, pagamentos, inventário e gerenciamento de pedidos – além de uma integração perfeita com os parceiros terceirizados.

 

2. Certifique-se de que sua empresa e clientes estejam protegidos contra fraudes.

O comércio continua a se mover rapidamente para o modo online, assim como os golpistas e fraudadores. De acordo com levantamento da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em segurança digital, houve alta de 394% nas ameaças eletrônicas em 2020, na comparação com 2019.

O phishing foi uma das fraudes mais comuns dentre as detectadas pela Apura (14%). Também tiveram destaque a criação de perfis falsos (28,9%), a manipulação de dados bancários (19,8%) e o vazamento de cartões de créditos (15,1%).

Em um nível básico, é importante fazer coisas como monitorar suas transações e contas de clientes para identificar quaisquer sinais de alerta, como envio inconsistente ou informações de faturamento, por exemplo. Também é importante contar com um parceiro seguro na hora do checkout, de preferência que não compartilhe as informações pessoais e financeiras de seus clientes.

 

3. Permita que os clientes paguem como quiserem, oferecendo opções flexíveis.

Para garantir que os consumidores possam continuar a comprar o que desejam e precisam da maneira que preferirem, as empresas devem se certificar de que estão oferecendo todas as opções possíveis – incluindo a flexibiliade do pagamento.

Além dos cartões de crédito, do boleto e do Pix, é fundamental que essas empresas tenham no portfólio carteiras digitais, como o PayPal, que permitem, inclusive, pagamento eletrônico via cartão de débito. Muitos consumidores preferem preservar o limite de seus cartões de crédito para compras mais caras ou emergências. Por isso, investir em um sistema de recebimento digital via débito é uma opção interessante. Além disso, as e-wallets são mais seguras tanto para quem compra quanto para quem recebe.

 

4. Faça parcerias com fornecedores terceirizados de confiança, para manter o foco no negócio.

As pequenas empresas têm muito a fazer, incluindo gerenciamento de seu site, marketing para clientes e potenciais clientes, gerenciamento de back office, contratação e gerenciamento de equipe, atendimento ao cliente e muito mais.

É importante saber quando assumir algo e quando terceirizar certas tarefas para parceiros de confiança. Eles podem ajudá-lo a configurar um site de comércio eletrônico, por exemplo, ou gerenciar a contabilidade, criar campanhas de marketing mais eficazes etc.

Isso porque trabalhar com parceiros permite a empreendedores e empreendedoras se concentrarem no que fazem melhor: fabricar e vender.

 

5. Aproveite as informações dos clientes para tomar melhores decisões.

Em um mundo no qual os dados ganharam status de panaceia, aproveitá-los bem é crucial para quem empreende. Invista em ferramentas de gestão que permitam entender os consumidores e, principalmente, suas preferências. Assim, você tem mais chance de tomar decisões certas ao descontinuar um produto ou serviço; ou substituí-lo por um novo. E também passa a gerar melhores experiências de compra para o cliente.

Os dados também são uma ferramenta importante para ajudar a impulsionar estratégias de preços e ofertas direcionadas, que podem ajudar muito na conversão de clientes. Também pode ser usado para melhorar as taxas de autorização de compra e gerenciamento de fraudes e para entender quais tipos de campanhas de marketing são mais eficazes.

Sabemos que estamos no caminho certo para atravessar a pandemia, mas também sabemos que muitas das novas tendências digitais e online vieram para ficar. Ao implementar as dicas acima, você pode ajudar sua empresa a vencer a Covid, e o Brasil, a ter um varejo ainda mais forte

 


Felipe Facchini - Head de Vendas do PayPal Brasil


ESPECIALISTA ENSINA COMO IDENTIFICAR FAKE NEWS NA ÁREA DA SAÚDE

Laís Junqueira, gerente de Qualidade, Segurança do Paciente e Inovação da Elsevier explica como detectar notícias falsas e por que elas têm maior potencial de compartilhamento.


A pandemia provocou o crescimento exponencial da disseminação de informações na área da saúde, principalmente nas redes sociais. O volume é tão grande que muitas pessoas não conseguem discernir quais dados são baseados em evidências científicas ou em inverdades. Para elucidar esta questão,  Laís Junqueira, gerente de Qualidade, Segurança do Paciente e Inovação da Elsevier e membro do conselho científico da Sociedade Brasileira de Qualidade do Cuidado e Segurança do Paciente, dá dicas aos internauta para reconhecer notícias falsas e avaliar as fontes de informação.

Um estudo realizado pelo Massachusetts Institute Of Technology (MIT) mostrou que as notícias falsas têm 70% mais probabilidade de serem compartilhadas do que as notícias verdadeiras.  A análise foi realizada com base em 126 mil histórias contadas no Twitter, entre 2006 e 2017.  De acordo com a pesquisa, essa propensão ocorre por dois fatores: a novidade e a emoção. “Os seres humanos se sentem mais compelidos a disseminar notícias novas porque têm a sensação de que se encaixam e navegam melhor pelo mundo”, afirma Laís Junqueira. Já as emoções mais frequentes em relação aos twitters falsos são de surpresa e repulsa.   

 A gerente da Elsevier dá dicas de como se comportar perante uma notícia recebida pela internet. Confira:

1.       Segure o impulso de compartilhar – antes de passar a informação adiante, respire e avalie a sua veracidade.


2.       Verifique os fatos – existem vários sites de pessoas e entidades que se dedicam a levantar a veracidade de uma informação.


3.       Localize a fonte – analise a confiabilidade da fonte. Se ela a notícia provem de um blog desconhecido ou não circulou na mídia, há grande risco de não ser verdadeira.


4.       Contra ou a favor – as pessoas gostam mais de compartilhar informações que vão ao encontro de suas convicções. Mesmo que você goste daquilo que leu, confira sua veracidade antes de passar a notícia adiante.


5.       Desconfie das correlações – muitas fake news fazem correlações com fatos verídicos a fim de estabelecer um nexo, que induza o leitor a acreditar no que lê. Por isso, antes de compartilhar, confira se a correlação estabelecida é legítima ou espúria.


6.        Compartilhe notícias verdadeiras – uma forma de reduzir a circulação de fake news é disseminar notícias verdadeiras.


7.       Procure informações confiáveis – consulte os sites da Organização Mundial da Saúde e da Elsevier para ler notícias de fontes fidedignas ou tirar dúvidas.

 

Laís Junqueira afirma que, desde o ano passado, circularam muitas fake news em relação à covid-19, com temáticas diversas, de acordo com os diferentes momentos da pandemia. “Atualmente os temas mais abordados são sobre medicamentos em comprovação científica e vacinas”, ressalta. Ela destaca que para fornecer informações confiáveis sobre a covid-19 a Elsevier disponibiliza um hub que pode possui seções tanto para profissionais de saúde como para o público leigo. Ele pode ser acessado pelo link https://elsevier.health/pt-BR/covid-19/home.

 



Elsevier

www.elsevier.com

 

 

Neste sábado é celebrado o Dia Internacional de Combate às Drogas

Pesquisa da Fiocruz chama atenção para o aumento no consumo de bebida alcoólica na pandemia


Amanhã, dia 26 de junho, é celebrado o Dia Internacional de Combate às Drogas, uma data importante que chama a atenção da população para os problemas que a venda e o consumo de drogas acarretam, a exemplo da dependência química, uma questão de saúde pública.

Quando o assunto é drogas, devem ser levadas em conta tanto as substâncias como maconha, crack e cocaína quanto o cigarro e o álcool. Todos eles podem resultar em vício! Falando especificamente das bebidas, na população em geral, houve um aumento de 18% no consumo durante a pandemia.

O pico significativo de maior ingestão alcoólica se deu entre as pessoas de 30 a 39 anos de idade, representando 25%, e logo atrás vem os mais jovens, de 18 a 29 anos, em que 19% deles apontaram também maior consumo de bebida.
Esses são dados da Convid - Pesquisa de Comportamentos, promovida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais e a Universidade Estadual de Campinas.

A análise destaca ainda que esse aumento está associado à frequência do aparecimento de sentimentos de tristeza e depressão neste cenário pandêmico. Ou seja, segundo a pesquisa, quanto mais a pessoa se sente triste e depressiva, mais ela consome bebida, o que é um perigo.

"A pandemia pode acarretar uma sobrecarga emocional intensa, ou seja, provocando estresse, ansiedade, medo, angústia, tristeza e desamparo. Conforme o desconforto gerado por esses sintomas vai se intensificando, as pessoas acabam buscando meios de ‘medicar’ esses sinais através de substâncias que estimulem a sensação de entorpecimento", explica o psiquiatra da Clínica Maia, Dr. Fábio Cantinelli.

Segundo ele, o perigo está no fato de que conforme se aprofunde esse hábito, podem entrar em cena fatores genéticos de predisposição ao vício em álcool e outras drogas, podendo resultar no desenvolvimento da dependência química.

Vale ressaltar que a bebida alcoólica, por exemplo, afeta o Sistema Nervoso Central, agindo como agente depressor, sendo assim, ela pode desencadear ou acentuar crises de pânico, ansiedade, e pode favorecer transtornos como depressão.

O especialista afirma que a perda da rotina de antes, ocasionada por este momento complicado que ainda estamos vivendo, também tem como consequência a mudança de hábitos e comportamentos, o que pode ser uma porta de entrada para o uso de drogas.

"Devemos ter ciência de nossas fraquezas e vigiar nossos comportamentos. Mesmo estando mais em casa, manter uma rotina com horários para se alimentar, dormir e se exercitar é primordial, assim como para o lazer. Além disso, pessoas próximas podem nos servir de advertência ou freio a um determinado comportamento. Mas é importante olhar pra si mesmo, se conhecer, e pedir ajuda, se necessário", completa o médico.

A flexibilização da Ficha Limpa e as irregularidades insanáveis

A Câmara dos Deputados, por esmagadora maioria, aprovou alteração da Lei da Ficha Limpa, flexibilizando a inelegibilidade decorrente das rejeição de contas de gestores públicos prevista no alínea “g” do inciso I do artigo 1º da Lei 64/90. O texto do projeto de lei propõe impedir a aplicação da “pena máxima” da inelegibilidade aos políticos que tiveram as contas rejeitadas ao ocupar cargos públicos e forem punidos apenas com multa. 

A proposta inseriu o parágrafo 4º-A, o qual afasta a inelegibilidade nas hipóteses em que a única pena imposta ao gestor é a multa, senão vejamos:”§ 4o-A. A inelegibilidade prevista na alínea ‘g’ do inciso I deste artigo não se aplica aos responsáveis que tenham tido suas contas julgadas irregulares, sem imputação de débito, e sancionados exclusivamente com o pagamento de multa.”

A redação proposta é imprecisa e está em contradição com a alínea “g” do inciso I do artigo 1º da Lei Complementar 64/90. Explica-se. Atualmente a legislação de regência estabelece que: “g) os que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos ou funções públicas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II do art. 71 da Constituição Federal, a todos os ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários que houverem agido nessa condição”.

Dessa forma, para que haja a imposição da gravíssima sanção política da inelegibilidade, o gestor púbico tem que ter sua conta rejeitada por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade. Portanto, são irregularidades que não ensejam a imposição apenas de pena de multa ao gestor, em decorrência da gravidade da irregularidade que possibilidade a declaração de inelegibilidade.

A Câmara dos Deputados teria contribuído mais se tivesse proposto alteração do dispositivo com escopo de esclarecer o que vem a ser vício insanável. A maioria das discussões na seara eleitoral reside na amplitude do termo “irregularidade insanável”, o que pode resultar em indevida declaração de inelegibilidade.

A alteração aprovada pela Câmara dos Deputados, que segue para o Senado e depois para sanção do presidente Jair Bolsonaro, será absolutamente inócua, haja vista que raramente termos uma irregularidade insanável decorrente de ato doloso de improbidade que resultará apenas na imposição de pena de multa.

 


Marcelo Aith - advogado especialista em Direito Público e professor convidado da Escola Paulista de Direito (EPD)


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