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domingo, 30 de maio de 2021

Carrapatos em cachorros

Descubra os esconderijos dos carrapatos em cachorros e como evitá-los


Quem tem animal em casa com certeza já enfrentou o terror que são os carrapatos em cachorros e sabem que esse vilão é sempre uma ameaça a ser evitada.

Algumas pessoas associam esse problema com os locais rurais. Entretanto, mesmo morando em local urbano, os carrapatos também podem se tornar um grande problema.

Infelizmente, esse tipo de situação é enfrentada pelos pets e, se um carrapato se alojar no cão, já é o bastante para deixar o animal doente.

Por serem pragas muito pequenas, é muito fácil se infiltrar nos pelos. Se o tutor não ficar atento, a chance de um carrapato se reproduzir é muito grande, afirma a veterinária Livia Romeiro do Vet Quality Centro Veterinário 24h. Por isso, é importante manter sempre a atenção com banhos em dia e devidamente penteados.


Mas afinal, o que são carrapatos?

Os carrapatos nada mais são do que parasitas que sugam o sangue dos animais. E ele não atinge somente os cães. 

Estes parasitas podem atingir outros animais, como cavalos e gatos. Mas, diferente dos cães, os felinos costumam ter mais problemas com as pulgas.

Por se hospedarem na pele do cachorro, esses parasitas podem causar alguns problemas de pele – como a alergia.

Existem alguns tipos de carrapatos em cachorros. Mas o mais frequente é o carrapato marrom, que é super adaptável em áreas urbanas.

Esse tipo de parasita tem quatro fases da vida: sendo a primeira o ovo, depois a larva, depois a ninfa e a adulta por último.

Diferente do que muitos acreditam, o carrapato não vive dentro os pelos do cachorro. Ele apenas se alimenta do sangue do pet.


Em quais locais os carrapatos se escondem?

No corpo do cachorro, os carrapatos têm alguns lugares preferidos para se esconder e aproveitar do sangue do pet.

É importante verificar alguns lugares no corpo do animal, principalmente se ele estiver com muita coceira.

Por serem locais quentes e úmidos, não deve-se esquecer das orelhas do pet e arredores, entre os dedos, perto ou até mesmo embaixo do rabo. 

Ao redor dos olhos, nas axilas e no pescoço também podem ser uma escolha agradável para o parasita.

Alojado nesses locais do corpo do pet, os carrapatos em cachorros podem durar até cinco dias sem serem percebidos e mantendo-se alimentados.


Carrapatos podem transmitir doenças

Além de incomodar os cães, os carrapatos são capazes de transmitir doenças não somente para o pet, mas também para as pessoas ao redor dele.

Algumas doenças comuns que eles transmitem são a febre maculosa, doença de Lyme e anaplasmose.

Por isso, é importante que se o tutor encontre um parasita solto nos pelos do pet, leve o cão até um médico veterinário.

Não é indicado retirar o carrapato de qualquer maneira, pois pode resultar em uma inflamação na pele do cachorro. Por isso, a visita ao veterinário é mais indicado, já que um profissional saberá melhor como tratá-lo neste caso.

No caso de uma infestação, é importante tratar o pet e também realizar uma limpeza geral no ambiente que ele mais fica.

Como eles não ficam somente no pet, é muito provável que eles se fixem em outros cantos da casa como colchão e até os tapetes da sala e dos quartos.


Como identificar carrapatos em cachorros?

É difícil encontrar esse parasita no cachorro. Principalmente se ele tiver uma pelagem muito longa, mas também não é uma missão impossível.

Quando um carrapato se aloja no corpo do cão, ele passa a apresentar alguns sinais de incômodo. Sendo assim, se o tutor notar que o cachorro está balançando demais a cabeça, pode ser uma forma de dizer que existe um parasita no seu canal auditivo.

Por ser uma praga que pode causar coceiras, se notar que o seu animal de estimação está se coçando mais do que o normal, é importante dar uma olhada para saber o que está acontecendo.

Idas ao veterinário são sempre indispensáveis. Principalmente se, neste caso, o cachorro apresentar sintomas como: 

  • Febre;
  • Apetite reduzido;
  • Estranheza ao andar;
  • Mancar;
  • Sinais de dor ou desconforto frequentes.


Como prevenir o carrapato?


A boa notícia é que os carrapatos em cachorros podem ser evitados com algumas prevenções. 

O tutor deve evitar passear em locais que podem conter carrapatos mas, se não for possível, é importante checar o animal quando chegar em casa.

Lembrando que é importante que o tutor não deixe o seu cão deitar e rolar nas gramas dos parques, já que existem carrapatos que gostam de gramados. Os carrapatos adultos são visíveis a olho nú, então fique atento após o passeio.

Existem alguns tratamentos específicos para conter os parasitas de se alojarem no seu cão. Cada produto vai agir de forma diferente, então é importante checar com o médico veterinário do seu pet para descobrir a melhor forma de protegê-lo.

Outra forma de proteger seu cachorro contra os carrapatos, é utilizar produtos específicos para limpar o ambiente em que o cão mais frequenta. 

Como os carrapatos não precisam de muito para ficarem em um local, é interessante optar por produtos que realmente acabem com este parasita. Afinal, não é qualquer produto de limpeza que consegue derrotar o carrapato.


UM em cada CINCO cachorros vai desenvolver CÂNCER

A incidência da doença em cães tem relação com o aumento da expectativa de vida, explicam as médicas veterinárias responsáveis pela Onco Support, única clínica especializada em oncologia para pets no RS

 

Câncer é a principal causa de morte em cachorros, gerando 5300 óbitos para cada 100 mil animais. Os dados são de estudos nos Estados Unidos, mas números similares também podem ser encontrados no Brasil: segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Santa Maria, um em cada cinco cães irá desenvolver câncer. O motivo da alta incidência, no entanto, é positivo. Com uma expectativa de vida cada vez maior, os animais se tornam mais suscetíveis à doença, algo que também é verdadeiro nos humanos.

“Apesar de não podermos prever quem terá câncer, sabemos que existem fatores de risco para a doença, como estilo de vida e predisposição genética. Além disso, a incidência da doença é maior nos mais velhos. Essas condições são verdadeiras para humanos e animais. Para os cachorros, alguns outros fatores específicos também podem interferir. Cães de grande porte e de raças puras, por exemplo, têm mais propensão a doenças”, explica Letícia Fratini, doutora em Ciências Veterinárias na área de cirurgia de pequenos animais com ênfase em oncologia e diretora da Onco Support, única clínica especializada em oncologia para pets no Rio Grande do Sul.

Raquel Michaelsen, diretora da Onco Support que atua na área de clínica oncológica e quimioterapia, aponta que é possível ficar de olho em sinais de que o cão esteja doente. “Em cachorros, o câncer se manifesta principalmente na pele, nas mamas e nas genitais. Alguns indicativos de que há um tumor são inchaços que não somem ou continuam crescendo, feridas que não se fecham, sangramentos e perda de peso. Além disso, dificuldade para respirar, se alimentar, fazer as necessidades e se movimentar também podem apontar para algum problema. Visto que check-up anual deles não inclui exames de sangue ou de imagem como os de humanos, é importante ficar de olho nos sinais para verificar se o cão está doente”, aponta a médica veterinária. 

A Onco Support é uma unidade do Grupo Hospitalar Pet Support e foca no acolhimento dos animais com câncer utilizando as mais modernas e avançadas estratégias em oncologia veterinária no Brasil. A clínica é o primeiro centro especializado no atendimento oncológico de cães e gatos no Estado.

Além de equipamentos de alta tecnologia para diagnóstico e tratamento preciso das patologias dos animais, o centro tem dois blocos cirúrgicos e 17 leitos de internação. Para o conforto dos animais, há berços ao invés de jaulas e, em casos específicos, o tutor pode passar a noite na companhia do seu pet. O centro ainda realiza procedimentos pouco rotineiros em Medicina Veterinária como análise histopatológica no transcirúrgico, assim como cirurgia oncológica e eletroquimioterapia.

 

 


Sobre o Onco Support

O Onco Support é uma unidade especializada do Grupo Hospitalar Pet Support, sob o comando das médicas veterinárias Letícia Fratini e Raquel Michaelsen com o suporte dos sócios fundadores do Grupo Hospitalar Pet Support, os veterinários Ruben Lundgren Cavalcanti, Daniel Sia e Eduardo Sousa. Focada no atendimento de animais com doenças oncológicas. Preparada para dar assistência 24h, a unidade dispõe de equipamentos de alta tecnologia para a realização de procedimentos como análise histopatológica no transcirúrgico, cirurgia, eletroquimioterapia e internações de média a alta complexidade, além de especialidades-suporte focadas no paciente oncológico.

 

Dra. Leticia Fratini - atua na área de cirurgia e clínica oncológica. Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2010) e residência em cirurgia de pequenos animais no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS (2011-2012). É mestre em Ciências Veterinárias (2014) pelo Programa de pós-graduação em ciências Veterinárias (PPGCV-UFRGS) na área de cirurgia de pequenos animais com ênfase em oncologia clínica e cirúrgica. É Doutora em Ciências Veterinárias (2019) pelo Programa de pós-graduação em ciências Veterinárias (PPGCV-UFRGS) na área de cirurgia de pequenos animais com ênfase em oncologia clínica e cirúrgica.

 

Dra. Raquel Michaelsen - atua na área de clínica oncológica e quimioterapia. Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011), residência em clínica de pequenos animais no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS.2012-2013) e especialização em oncologia pelo Instituto Qualittas.


Cachorros sentem frio? Com queda de temperatura, especialista Petlove dá dicas para proteger seu pet dos dias mais gelados

Divulgação
Com pelagem curta, Chihuahua, Pinscher e Fox Paulistinha são algumas das raças que mais sentem frio


Com a queda nas temperaturas e os meses mais frios do ano se aproximando, a vontade de ficar debaixo das cobertas aumenta. Isso não é diferente para os cachorros, pois, apesar da pelagem, eles também sentem frio.

Jade Petronilho, coordenadora de conteúdo da Petlove, explica que muita gente acha que, por serem peludos, os cachorros podem não sentir frio, mas isso não é verdade e pode variar de acordo com a raça. "A temperatura corporal média de um canino chega a 39º graus. Um Husky Siberiano, que possui a pelagem espessa feita especialmente para resistir ao frio é, por exemplo, mais resistente ao frio que um Pinscher, uma raça de pelo curto nada adaptada a condições tão adversas.", explica a profissional.

A especialista explica que, a pelagem dos pets serve como protetor térmico tanto para o frio quanto para o calor e, de modo geral, quanto mais denso for o pelo do cão, menos rio ele deverá sentir, por isso, cães de pelo curto geralmente merecem mais atenção durante o outono e o inverno. "Além da densidade da pelagem, a gordura corporal também é um fator que contribui para o cachorro ser mais (ou menos) resistente ao frio. Ou seja, os cães magros e com pelos mais curtos e menos ‘cheios’ são os que mais sofrem".

Entre as raças que mais sentem frio, estão o Chihuahua, Pinscher, Greyhound, Whippet, Galgo italiano, Dachshund de pelo curto, Boston Terrier e Fox Paulistinha (Terrier Brasileiro).


Como saber se o cachorro passa frio?

Entre os sinais para saber se o cachorro está com frio estão os tremores e a busca por contato físico. Se o animal passar muito tempo deitado ou encolhido, se ele dormir mais que o habitual, ou estiver em letargia, os pais e mães de pet também devem ficar atentos.

Mudanças na respiração e nos movimentos respiratórios também são sinais de atenção. A busca por abrigos e locais mais isolados ou a aproximação de pessoas e animais também indicam que ele pode estar com frio.

Uma forma de descobrir como está a temperatura do corpo do pet é tocar na ponta das orelhas dele ou nos coxins - as famosas almofadinhas das patas. "Se um desses locais estiver muito gelado, o animal precisa se aquecer. Deixe sempre uma coberta disponível para o animal, se ele permitir e não se incomodar, vista uma roupinha e o coloque em um local quentinho e confortável para que ele durma bem e se proteja", ensina Jade.

A especialista também dá outras dicas importantes: "Com a queda da temperatura, vale apostar na redução da frequência de banhos e, caso seja necessário banhá-lo, aquecer um pouco mais a água e secar muito, mas muito bem! Se você tem um filhote, vale acostumá-lo desde já com o uso de roupas. Você pode fazer isso escolhendo um modelo adequado e confortável para o tamanho do seu pet, que não limite seus movimentos, associando a um momento de ‘festa’, com muito carinho e brincadeiras", finaliza.

 


Petlove


11 dicas para ter aves pet

 

Confira os cuidados essenciais para escolher gaiola, comedouros, brinquedos e manter uma rotina saudável para a ave


As aves pet, entre elas espécies populares como os periquitos, calopsitas e agapornis, estão cada vez mais presentes nos lares brasileiros. No entanto, antes mesmo de adquirir uma ave pet, é importante criar um ambiente adequado e seguro para esse tipo de animal. Confira 11 dicas para ter aves pet em casa.


1 - Investimento

O primeiro passo é compreender o valor a ser investido em gaiola, comedouros e outros objetos para que a ave tenha um lar saudável. Outra questão fundamental é estimar o valor de rações e alimentação de qualidade. Somente eventualmente e como petisco pode ser oferecido o mix de sementes, já que as sementes são ricas em gordura e não devem ser oferecidas diariamente à ave.

A dieta das aves deve ter como base a ração indicada para a espécie, sendo complementada com vegetais. “Você vai ter que comprar uma ração extrusada de qualidade. Esse animal precisa de uma dieta variada, saudável, a base da ração extrusada, com verduras, legumes e frutas. Além disso, são aves extremamente inteligentes, é um animal que demanda contato conosco, interação, brincadeiras. Isso custa tempo, custa dinheiro”, afirma a médica veterinária Bruna Barbosa, que atualmente é uma das responsáveis pela área de internação da Safari, uma empresa de São Paulo que presta serviços veterinários para hospitais e zoológicos.


2 - Pets em casa

Se a pessoa já tiver um outro animal em casa, como cachorro ou gato, precisa tomar muito cuidado e planejar a aquisição da ave, de modo que a ave pet tenha um ambiente só para ela e seguro. A ave não deve ficar solta em casa sem supervisão, pois corre o risco de ser atacada por outros animais. O cuidado é válido até mesmo para a interação entre diferentes espécies de aves. “Não tem problema você ter aves de espécies diferentes, mas com certeza não é recomendado deixá-las na mesma gaiola. A gente recebe na rotina veterinária muitos animais que sofreram por briga, que se machucaram, uns já chegaram até sem bico”, afirmou Bruna ao podcast Psitacast.


3 - Quarentena

Ao adquirir uma ave, é fundamental levar o animal para check-up com um médico veterinário. A ave pode ser portadora de um patógeno e demorar para manifestar uma doença, então o acompanhamento médico é imprescindível nesse momento. A quarentena é ainda mais importante se a pessoa já tiver outras aves em casa, para evitar que a introdução de uma nova ave no ambiente contamine as demais. “Na rotina veterinária, infelizmente atendemos muitas aves que acabam vindo ao óbito porque o tutor não tomou esse cuidado com a questão sanitária”, alerta Bruna.


4 - Escolha da gaiola

Ao comprar uma gaiola ou viveiro, deve-se observar a qualidade do material, a facilidade de limpeza e o tamanho. “As aves têm um bico muito forte, então não adianta querer economizar comprando uma gaiola mais barata como essas de alumínio, porque com certeza elas podem destruir. E quando a gente pensa nessa destruição, não é só uma questão financeira. Às vezes elas engolem esse material, então temos dois problemas: o da destruição em si, que é meramente monetário, e o risco de ingestão de material metálico, que vai necessitar de atendimento veterinário urgente, muitas vezes comprometendo a própria vida do animal”, alerta Bruna.

A gaiola ou viveiro deve facilitar a rotina de higiene. Os melhores modelos são os que apresentam uma grade e gaveta removível no fundo da gaiola, para permitir uma limpeza eficiente. “As aves não devem ter contato com as próprias fezes”, diz a veterinária. Em relação ao tamanho e formato da gaiola ou viveiro, é recomendável que haja espaço suficiente para a ave se movimentar e abrir integralmente as asas no interior da gaiola ou viveiro. Também é importante que a gaiola ou viveiro seja quadrada ou retangular. As opções com outros formatos comprometem a noção espacial e podem estressar o animal. “Existem livros e trabalhos científicos que abominam as gaiolas redondas, isso não só para as aves, em zoológicos, os recintos redondos são totalmente contraindicados”, alertou a médica em entrevista ao Psitacast.


5 - Comedouros e bebedouros

É fundamental escolher comedouros e bebedouros com tamanho indicado para a espécie escolhida, para que a ave tenha uma postura adequada ao se alimentar e evitar que ela defeque sobre esses objetos, contaminando alimentos e água. Em relação ao material, a opção mais recomendada é o comedouro/bebedouro de porcelana. “Eu só gosto dos comedores de porcelana, são mais fáceis de limpar, então não ficam aquelas placas de sujeira acumulada como nos de alumínio e de plástico. E o principal é que os de porcelana não vão virar objeto de destruição. Apesar de ser mais caro, é muito melhor para a sua ave”, opina Bruna.


6 - Poleiros

Os poleiros devem ser colocados no interior da gaiola ou viveiro com cuidado, para que não haja sobreposição. A disposição dos poleiros deve evitar o acúmulo de fezes e eles não podem atrapalhar a movimentação do animal. Também é importante escolher poleiros com espessura adequada para a espécie e somente de madeira macia, não utilizando opções de plástico ou outro material. É possível incluir opções como os galhos naturais de goiabeira, por exemplo, ou de outras plantas – desde que a planta não seja tóxica para a ave. Esses cuidados vão permitir que a ave se exercite e não machuque as patas.


7 - Iluminação e sono

É importante que as aves tomem sol diariamente, por cerca de 15 minutos, para beneficiar a saúde. Mas o ambiente das aves não pode ter iluminação natural ou artificial excessiva e deve ser respeitado o fotoperíodo. As aves precisam dormir 12h por noite então, ao anoitecer, elas devem ficar em ambiente escuro e o mais silencioso possível. Aves que ficam acordadas durante a noite podem se estressar e desenvolver distúrbios hormonais e reprodutivos, entre outros problemas. “A iluminação é algo muito simples, mas infelizmente ela é muito negligenciada pelos donos de aves”, opina Bruna.


8 - Ventilação e temperatura

O ambiente das aves não pode ser abafado, mas também não pode permitir a passagem de correntes de ar. “O sistema respiratório das aves é muito sensível então excesso de vento com certeza faz mal para as aves”, diz Bruna. A temperatura ideal para a ave varia conforme a espécie, mas, em geral, as aves demandam temperatura superior a 28 graus. O frio pode matar a ave, por isso, em muitos casos pode ser recomendado utilizar lâmpadas de aquecimento ou aquecedores, mas com o cuidado de manter a umidade do ar em níveis desejados.


9 - Enriquecimento ambiental

As aves que vivem solitárias ou que levam uma vida entediante podem desenvolver distúrbios em cativeiro, desenvolvendo algum comportamento obsessivo-compulsivo que prejudica a saúde como, por exemplo, o hábito de arrancar as próprias penas. Desse modo, é importante investir em enriquecimento ambiental, oferecendo muitos brinquedos de madeira e criando atividades para estimular a ave e prevenir o estresse, como treinos de voo e atividades de forrageamento.


10 - Higiene

A limpeza frequente do local é fundamental para promover um lar saudável para as aves. A médica veterinária Bruna Barbosa recomenda limpar a gaiola com álcool ou com amônia quaternária e esperar o cheiro do produto ser eliminado antes de retornar com a gaiola para o ambiente das aves. Se não for possível, é importante pelo menos lavar a gaiola com água fervente. “A higiene é importantíssima para evitar a transmissão de doenças para as nossas aves e evitar que elas tenham contato com as próprias fezes”, afirmou durante entrevista ao Psitacast.


11 - Perigos no ambiente

A presença de móveis, pias, persianas, eletrodomésticos e até mesmo tomadas de energia podem representar riscos de acidentes para a ave. “Elas saem bicando tudo. Então, ave solta, somente com supervisão!”, alerta Bruna. O proprietário da ave também deve ter cuidado com a armazenagem de rações, guardando os alimentos em armário limpo e distante de produtos de limpeza, por exemplo, para evitar contaminação e possível intoxicação no animal.


sábado, 29 de maio de 2021

A discriminação e a evolução do respeito ao LGBT no ambiente do trabalho



O mundo, principalmente desde o século XVI, demonstra através de pensadores e intelectuais que possuem como norte a ciência, importantes alterações oriundas do convívio do homem com a sociedade em vários aspectos. Referidos pensadores, cada um a seu modo e em seu tempo, acabaram por nos revelar um cenário encaminhado no tecido social dos direitos e percepções humanas que objetivam a cada dia resguardar e implementar as garantias individuais, que se distancia muito da ideia do que era até então a visão dos direitos assegurados para sociedades ditas comunitárias. René Descartes foi um dos primeiros a anotar – ainda no século XVI – o início dessa necessidade humana de deslocamento do que poderíamos chamar de eixo central social anterior. Noutras palavras, em tempos passados a vida de cada um tinha uma espécie de destino em todos os ângulos já pré-moldado por aquilo que a sociedade prescrevia como possível e correto.


Ao longo do tempo, houve significativa alteração do pensamento e da percepção das coisas, inclusive pelas próprias alterações interrelacionais, pois o humano começa então a visualizar que alguns de seus anseios, angústias e desejos acabavam sendo limitados pelas barreiras sociais e até mesmo religiosas impostas. Ou seja, a fôrma não era capaz de suportar o tamanho do bolo. De lá para os dias atuais, através de duras lutas carregadas de sofrimentos solitários, inclusive pela discriminação de seus próprios familiares, finalmente chegamos num momento em que a ponta do iceberg do respeito começa a aparecer para esses humanos descartados, ficando numa guerra interna entre ser o que se é ou ser apenas a representação de um desenho feito pela sociedade.


No ambiente do trabalho nunca foi diferente. Piadas, comentários desprovidos do menor respeito ao próximo, afastamento dos grupos de trabalho, velados constrangimentos no ato da contratação, dispensas de empregados com desculpas esfarrapadas, entre tantos outros acontecimentos antes, durante ou depois da contratação de emprego ,com origem na descoberta do direcionamento individual sexual dado à vida por aquele empregado fosse ele LGB ou T.


Quatro consoantes capazes de separar o homem ou a mulher do sentimento de simplesmente “ser humano”. Contudo, como advertiu Jean Paul Sartre numa de suas máximas do pensamento contemporâneo "O importante não é o que fazemos de nós, mas o que nós fazemos daquilo que fazem de nós”.


Em simples palavras, o mundo já não se sustenta no olhar do outro que teima em determinar que sua origem humilde não poderá ser alterada, sua religião será sempre a mesma, sua educação está vinculada ao limite da dita casta de onde se originou, e sua vontade sexual ou sua expressão como identidade pessoal permanecerá inalterada ao sabor da vontade social.


Esse comando não existe e não pode existir mais.


Há, hoje, a exigência do respeito que se dá pela resistência contra o olhar preconceituoso e não afetivo, exigindo um “não olhar desprezível”. O humano deve ser o que ele quiser ser. A felicidade, enquanto instante de vida, é do seu pertencimento e não de terceiros ou de qualquer comunidade que pretenda lhe exigir posturas.


O direito evolui a cada dia nesse sentido, com fundamento na isonomia de tratamento e na não discriminação do humano. Em qualquer das consoantes já citadas (LGBT) ou ainda outras que porventura tendam a se aproximar da felicidade do humano precisam do respeito da sociedade. Tanto o texto constitucional, quando trata das garantias e direitos fundamentais, quanto a Lei 9.029/95 já proíbem com clareza solar discriminações de qualquer espécie.


Eventual ato desde o balançar de uma cabeça em sentido negativo, seja de um superior hierárquico ou de qualquer colega de trabalho deve ser prontamente rechaçado pelo empresariado. De outro lado, levada ao Judiciário tal questão, deve de plano, como aos poucos têm ocorrido, rechaçado o procedimento com indenizações capazes de exigir uma postura educacional da empresa no sentido de coibir o posicionamento.


Não obstante comprovar tais posturas não seja um ato fácil para o discriminado, se torna necessário que o fato seja levado ao setor de compliance da empresa, e na inércia, há opções como sindicatos, Ministério Público do Trabalho e o próprio Poder Judiciário, através de um processo em face da empresa numa última hipótese.


O importante é registar que não há categoria de humano, todos, independentemente de suas escolhas de felicidade, que só a eles devem importar, merecem o nosso pleno e profundo respeito.

 


Ricardo Pereira de Freitas Guimarães - advogado, especialista, mestre e doutor pela PUC-SP, titular da cadeira 81 da Academia Brasileira de Direito do Trabalho e professor da especialização da PUC-SP (COGEAE) e dos programas de mestrado e doutorado da FADISD-SP


Inscrições para provas do Revalida começam na segunda (31) e interessam a cerca de 15 mil médicos formados fora do Brasil

 Alguns candidatos estão formados há anos e ainda não puderam concluir o processo de validação. Pandemia faz tema ser ainda mais urgente com a necessidade de mais profissionais na linha de frente da Covid-19

 

As provas que autorizam médicos formados no exterior a trabalhar no Brasil nunca interessaram tanto à população brasileira como em tempos de pandemia da Covid-19 e falta de profissionais, principalmente nas regiões mais afastadas dos grandes centros. Isso se explica por termos cerca de 15 mil médicos interessados em trabalhar no país, mas que precisam de autorização legal para exercer suas atividades. O Revalida 2020 teve sua primeira etapa realizada em dezembro e as provas práticas foram marcadas para 10 e 11 de julho. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais lançou o Revalida 2021, que tem inscrições abertas a partir da próxima segunda-feira (31). A primeira etapa da edição 2021, com prova teórica, está marcada apenas para 5 de setembro.

 

O exame do Revalida é condição necessária para que os médicos formados em universidades estrangeiras possam atuar regularmente no Brasil. Sem esta aprovação, eles estão impedidos de exercer a profissão no país e auxiliar no combate à pandemia, como explica o médico e professor especialista no exame, Matheus Ferreira. “Há muita expectativa tanto para a prova prática da edição 2020, quanto para a versão 2021 do exame. O Brasil é um país que precisa de profissionais de medicina e o revalida é a forma que existe para colocá-los no mercado”. Não são realizadas edições do Revalida pelo Inep desde 2017, e neste intervalo de tempo só foram validados diplomas em exames realizados por algumas Universidades Federais. “Temos uma demanda reprimida enorme, por isso a urgência em aplicar as provas”, destaca Ferreira, que neste momento é coordenador de cursos online para candidatos ao exame. Historicamente a taxa de aprovação no Revalida é de 18,4%, sendo que na última edição do exame, em 2017, foi de apenas 5%.

 

A situação gera apreensão em profissionais como Stefanya de Oliveira, formada em medicina na cidade de Santa Cruz, na Bolívia, em 2018. Após a formatura, a primeira prova do Revalida foi em 2020 e ela foi aprovada na primeira fase, e fará a segunda em julho. “É um sentimento de incerteza pelo longo período de espera do processo e, ao mesmo tempo, sofremos muito com preconceito nas redes sociais, enquanto nossa única vontade é trabalhar e ajudar o país neste momento”, desabafa. Stefanya segue uma rotina árdua de estudos para a prova prática, com uma média diária de 8h entre aulas e atividades de monitoria “Estou fazendo cursos online e estudando por conta própria, além de participar de grupos de estudos e trocar conteúdos com outros profissionais”, explica.

 

Preparação para as provas

 

Mesmo sem ter um cronograma bem definido em relação às provas das duas etapas do exame, os médicos formados no exterior seguem estudando e se preparando para conseguir a aprovação. Empresas na área de tecnologia e saúde oferecem cursos de preparação em formatos mais longos (extensivos) ou curtos (intensivos) que preparam os candidatos para as provas. “Com este intervalo grande entre as provas os candidatos precisam manter uma rotina de estudos e praticar questões, já que muitos voltaram para o Brasil e estão sem contato com a rotina médica”, destaca Matheus Ferreira, que é coordenador de cursos para Revalida na Sanar há 3 anos. 

 

Cronograma

As inscrições para a primeira fase do Revalida 2021 são de 31 de maio a 11 de junho.

Os aprovados na primeira fase do Revalida 2020 devem se inscrever para a prova prática entre os dias 31 de maio e 4 de junho.

A aplicação da primeira etapa do exame 2021 está prevista para o dia dia 5 de setembro, em oito capitais brasileiras: Brasília (DF), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Recife (PE), Rio Branco (AC), Salvador (BA) e São Paulo (SP).

A etapa prática (2ª fase) do Revalida 2020 terá provas nos dias 10 e 11 de julho.

 

Mais informações

Acesse aqui o Edital



Fontes: Matheus Ferreira e Stefanya de Oliveira


Dia da energia elétrica: como as empresas podem reduzir consumo

 A escolha de gastar menos energia pode desencadear mais lucro aos negócios

29 de maio marca o Dia da Energia Elétrica, data em que empresas e consumidores devem refletir sobre a necessidade de apostar em ações mais sustentáveis no dia a dia, usando o recurso de forma consciente. O uso da iluminação e da ventilação natural, por exemplo, evitando acender lâmpadas, é uma das medidas simples que garante a diminuição do consumo de energia elétrica.

Pesquisa realizada pelo Sebrae Mato Grosso, com 354 empresas e lideranças, por exemplo, identificou que dentre os custos que mais pesam no dia a dia do negócio, a energia elétrica representa 15,44% e o custo com pagamento de pessoal 34,28%. Portanto, cabe uma atenção especial por parte das empresas na busca de alternativas para reduzir o custo com energia elétrica.

Para diminuir o valor das contas de luz dos restaurantes que está à frente, situados em Maringá (PR), Marcelo Reis tentou rever os processos internos. “Nesta fase de pandemia, desligamos 80% dos freezers dos estabelecimentos. Percebemos que utilizávamos menos esses equipamentos no horário de pico. Sendo assim, colocamos o timer para fazer o desligamento deles. Isso já desencadeou resultados positivos”, ressalta.

Segundo ele, antes mesmo da crise sanitária, a preocupação com o consumo de energia estava no radar e, agora, precisou colocar as ações sustentáveis em prática com rapidez: “A otimização do uso dos recursos deve estar em primeiro plano. Assim, as empresas e o meio ambiente são beneficiados. Ao priorizar o indicador de sustentabilidade, vejo resultados na hora. É o caso também do cuidado com o lixo que geramos, que é separado”.

A história da Pousada Encantos da Terra localizada em Canela (RS) também passa pela adoção de medidas de redução de energia. Mauro Vinícius Salles e sua esposa Tânia Viana Pereira queriam ter uma empresa mais sustentável. Entre as várias práticas sustentáveis adotadas no empreendimento, a redução de consumo de energia foi essencial. O consumo de energia foi enfrentado com pequenas ações, buscando eficiência com lâmpadas que consomem menos e hábito de apagar luzes e equipamentos. A atitude impactou diretamente o negócio dele. “Nosso negócio ganhou com as medidas e tivemos mais controle da gestão neste período de pandemia”, afirma.


Consumo

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) revelam que o consumo de energia elétrica no Brasil recuou 1,5% em 2020 na comparação com o ano anterior, impactado especialmente pelos efeitos da pandemia de coronavírus. Ainda segundo a CCEE, houve queda de 3,4% no mercado regulado, no qual os clientes são atendidos pelas distribuidoras de energia.

Na vanguarda da sustentabilidade, o Sebrae integra projetos que promovem a aplicação de energias renováveis nos pequenos negócios. A estratégia é tão relevante que, entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU para 2030, constam Água Limpa e Saneamento, Energia Acessível e Limpa, Cidades e Comunidades Sustentáveis e Consumo e Produção Responsáveis.


Veja 7 medidas simples para reduzir a energia nas empresas:

  1. Aproveite a iluminação e a ventilação natural. Evite acender as lâmpadas durante o dia, aproveite a luz natural. Abra as janelas, cortinas, persianas e deixe a luz do dia iluminar sua empresa.
  2. Apague as lâmpadas dos ambientes desocupados.
  3. Limpe as lâmpadas e luminárias.
  4. Dê preferência a lâmpadas de LED ou fluorescentes.
  5. Pinte ambientes em cores brancas ou claras.
  6. Mantenha os equipamentos elétricos sempre em bom estado.
  7. Realize manutenção preventiva.

Confira 5 alimentos para ajudar a parar de fumar

No Dia Mundial sem Tabaco, a Bio Mundo separou algumas opções saudáveis que podem ajudar na luta contra o vício


Para de fumar certamente é um ato difícil para muitas pessoas. Isso acontece porque o vício já está relacionado à rotina, por exemplo, no consumo de café, ansiedade e ao humor. Porém, a prática não traz à saúde nenhum benefício e pode ser responsável por diversos tipos de câncer e doenças cardíacas e pulmonares.

No processo de parar de fumar, o primeiro passo é reconhecer os estímulos que levam à prática. A cafeína, por exemplo, faz com que a pessoa se sinta mais ansiosa, pois é um ingrediente estimulante e as substâncias viciantes da nicotina do cigarro liberam no corpo uma sensação incrível de prazer. Para controlar a vontade e a ansiedade, a inserção de atividades físicas e o consumo de uma alimentação equilibrada são grandes aliados nessa batalha.

Para contribuir com a data que visa o controle do tabagismo, a partir da conscientização dos malefícios, a Bio Mundo, franquia de alimentos naturais e saudáveis, separou opções de alimentos e bebidas para quem deseja largar a dependência de forma mais tranquila e natural.


Chá de ervas


Além de ser uma bebida natural à base de água, os chás são calmantes e uma boa opção para substituir o café. A grande dica é realmente tirar da dieta bebidas que contenham cafeína, substância que aumenta o desejo pelo cigarro, diminuindo a ansiedade. Fatores que estão diretamente ligados à vontade de fumar.


Laranja: um dos principais alimentos para largar o cigarro


O cigarro causa uma grande perda de nutrientes, entre eles a vitamina C, e o fazer a reposição dessa vitamina por meio da ingestão da fruta, o fumante sente menos vontade do cigarro.

 

Isso ocorre pois, ao perder os nutrientes e as vitaminas, o corpo costuma buscá-los em elementos da nicotina, o que causa severa dependência. Com o consumo de laranja, a vitamina C retorna ao organismo, que passa a sentir menos falta do fumo.


Óleo de linhaça


Rico em ômega 3, o óleo de linhaça estimula a liberação da serotonina, hormônio responsável por equilibrar o humor, fator importante para quem quer parar de fumar. Além da substância estar relacionada a perda de peso, já que ao parar de fumar algumas pessoas notam o ganho de calorias.

 

Castanha-do-pará


A castanha-do-pará é rica em selênio, mineral com alto poder antioxidante que auxilia na prevenção de doenças e no fortalecimento do sistema imunológico, além de estar ligado a melhora do humor. Com o consumo de poucas unidades ao dia já é possível atingir a recomendação diária de nutrientes, que contribuem também na melhora do cansaço, tristeza e ansiedade.


Leite


Um copo de leite também pode ser um grande aliado nessa luta. Pesquisas confirmam que tanto o leite quanto os seus derivados, como queijo ou iogurte,ajudam a eliminar a nicotina do organismo do fumante, e também alteram o sabor do cigarro.

 

Bio Mundo

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Quem disse que sopa não é janta?


Estão chegando os dias mais frios e a vontade de tomar uma boa sopa só aumenta, certo? E não precisa vir com aquele papo de que sopa não é janta.
 

A sopa pode ser janta, pode ser almoço e está muito longe de ser comida de doente ou de criança. E para que você saiba mais sobre esse prato presente em todos os cantos do planeta, não deixe de ler!

 

A sopa na história 



Sopa é um alimento líquido ou pastoso, que pode ser feita com água, cereais, hortaliças e carnes de diversos tipos. 

Ela está presente na alimentação humana desde a pré-história, desde que o homem encontrou um meio de aquecer a água para cozinhar os alimentos e percebeu que as carnes duras ficavam mais macias e saborosas quando cozidas em água com ervas. 

A partir daí, a sopa nunca mais nos abandonou e todas as civilizações incorporaram a sopa em sua alimentação. E não é por acaso, trata-se de um prato fácil e acessível, de considerável valor nutritivo e energético. 

A Bíblia nos conta que os hebreus, no Egito, preparavam suculentos caldos. Em Atenas, a sopa de lentilhas era um sucesso. Na China, os camponeses tomavam sopas de arroz e favas. Em Roma era comum a sopa de farro (grão típico da Itália, semelhante ao trigo mas de consistência mais dura) e grão de bico, com verduras, legumes, frutas e queijos. 

Já na Idade Média, os abades eram grandes adeptos do prato e era comum encontrar nos mosteiros de 5 a 6 sopas distintas diariamente. E, na mesa do pobre, ela era, de longe, o alimento mais importante. De ovos, favas, abóbora, alcachofra, alho-poró, ervilha, couve, rabanete e outras hortaliças, era ela que ajudava a engolir o pão duro e escuro dos camponeses. 

Foi também na Idade Média que as sopas conquistaram a nobreza. Mas para os reis, os caldos eram fartos em carnes e condimentados com muitas especiarias. 

Mais tarde, nas mãos dos mais célebres chefs franceses, as receitas reais se enriquecem e, no século 19, por toda a Europa, as sopas passam a abrir o menu dos jantares das boas mesas.

 

As sopas mais famosas do mundo 

Entre as sopas mais famosas do mundo podemos citar:


Canja de galinha 

Canja é uma sopa típica portuguesa, feita à base de arroz ou macarrão, que tem, segundo a cultura popular, grandes propriedades medicinais, em particular no tratamento da diarreia de modo a combater a desidratação. No mais, em certos locais, existe a tradição de dar apenas canja às mulheres depois do parto.

Pesquisas apontam que essa sopa é originária da China onde é chamada congee e é muito provável que tenha sido trazida da China por portugueses devido, precisamente, às suas propriedades reconfortantes e medicinais. No entanto, outra versão, aponta sua origem na Índia, na Costa de Malabar, porto de Calicute, onde Vasco da Gama aportou em 1492. Era chamada de kenji (ou kenge), palavra que designava um caldo quente e salgado, ao qual os portugueses acrescentaram a galinha.

Por influência portuguesa, a canja é muito consumida no Brasil.


Caldo verde 

Outro clássico da culinária portuguesa, o caldo verde ganhou o mundo e é uma atração em festas populares de Portugal e também no Brasil.

Ele surgiu em meados do século XV no norte de Portugal, especificamente na região do Minho e com o passar do tempo, a receita foi adaptada de acordo com as regiões em que era preparado. A mistura teria surgido por causa dos lavradores, que utilizavam ingredientes baratos, provenientes de suas terras para a produção de um caldo. 

O caldo verde é uma sopa deliciosa, que pode, sozinha, valer por uma refeição completa, principalmente nos dias mais frios. Sua receita leva couve picada fina, batata, cebola e linguiça portuguesa ou paio e fica muito bem quando acompanhada de uma broa de milho e um bom vinho tinto.


Capeletti in brodo


Cappelletti in brodo é uma sopa típica italiana.

Ela é feita com um caldo (brodo) aromático e muito saboroso que pode ser à base de carne, frango ou legumes com massa do tipo capeletti, com o recheio de sua preferência. Ela é ótima para aquelas noites frias de inverno, ainda mais se acompanhada de uma taça de vinho.

E por curiosidade, o nome ‘cappelletti’ vem de um chapéu medieval. Cappello, em italiano, significa chapéu e cappelletti é seu diminutivo, massa típica da Emilia Romagna, região setentrional da Itália.

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Chef Bianca Folla


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