Pesquisar no Blog

quinta-feira, 18 de julho de 2019

Instituto Magnus entrega 9 filhotes para socialização


Futuros cães-guias serão socializados por famílias pelo período de um ano

O Instituto Magnus – iniciativa sem fins lucrativos, especializada no treinamento de futuros cães-guia – gerido pela Adimax Pet e localizado em Salto de Pirapora (SP), entregou no último dia 12 de julho, os nove filhotes da primeira ninhada, nascida na maternidade da instituição, para suas famílias socializadoras.
A família socializadora tem um papel essencial no primeiro ano de vida dos filhotes que futuramente atuarão como cães-guias, pois tem o compromisso de expor os cães a uma rotina diária que conta com tarefas como: andar em transporte coletivo, passear em espaços públicos, conviver com outros animais e pessoas, entre outras atividades. Todos os custos, desde alimentação, medicamentos, acompanhamento veterinário e adestramento são de responsabilidade do Instituto Magnus. 
“Esta etapa é fundamental para a formação do cão-guia, pois somente convivendo com a família em sociedade é que ele aprende a se comportar em determinadas situações. Estamos sempre em busca dessas famílias para a continuidade do nosso trabalho. Vale lembrar o quanto isso é para uma boa causa, pois quem contribui para este processo, está ajudando, enfim, as pessoas com deficiência visual a retomarem sua rotina com muito mais confiança e autonomia”, declara Thiago Pereira, gerente geral do Instituto Magnus.
Além de ensinar ao filhote muito do que ele precisa saber para sua futura profissão, a família colabora com uma mudança social ensinando a todos que cruzam seu caminho sobre direitos e deveres de uma pessoa com deficiência visual e cão-guia. O processo todo dura cerca de 18 meses, até que o animal possa ser entregue à pessoa com deficiência visual, que participa da última etapa de treinamento para se adaptar ao novo companheiro. Nesta etapa, os usuários ficam hospedados de 15 a 20 dias na instituição, em um hotel construído exclusivamente para isso.
Para aqueles que desejam conhecer o Instituto, é possível realizar uma visita monitorada, que deve ser agendada com antecedência pelo e-mail: contato@institutomagnus.org ou por meio do telefone: (15) 3042-1110 ou 99755-7201. As visitas são realizadas às terças e quintas-feiras, em dois períodos: das 10h às 11h30 ou das 16h às 17h30, além de um sábado por mês das 10hs às 11h30. E quem tiver interesse em fazer parte do programa pode tirar todas as dúvidas e se inscrever pelo site do Instituto: www.institutomagnus.org.

Instituto Magnus
Endereço: Estrada vicinal Antônio Militão, 122 – Parque Pirapora, Salto de Pirapora (SP). 
Acesso: Pela Rodovia João Leme dos Santos, km 116, sentido Sorocaba a Salto de Pirapora. 900 metros de estrada de terra à direita após a passarela de pedestres.

Sobre o Instituto Magnus
Localizado em Salto de Pirapora, interior de São Paulo, o Instituto Magnus é uma iniciativa sem fins lucrativos, gerido pela empresa Adimax Pet. O trabalho do Instituto é contribuir para a inclusão social através do cão-guia em diversas esferas da sociedade, por isso, além do treinamento e entrega dos cães, suas atividades também são palestras informativas e educativas, vivências, dinâmicas de grupos e ações de divulgação para conscientização e engajamento de pessoas para a causa.

Pesquisa da Proteção Animal Mundial expõe os problemas de animais silvestres mantidos como pets



Relatório “Crueldade à Venda” aponta que mais de 37 milhões de aves são criadas em cativeiros no Brasil, incluindo mais de três milhões de passarinhos em gaiolas em cerca de 400 mil criadores amadores legalizados. Os dados compõem a campanha “Animal silvestre não é pet”.


O comércio de animais silvestres como bichos de estimação, seja este ilegal ou não, é uma prática cruel que gera inúmeros sofrimentos a espécies nativas do Brasil. Além disso, é um incentivo ao tráfico de animais, que representa uma das maiores ameaças para a fauna no mundo. As conclusões são do relatório Crueldade à Venda, apresentado pela Proteção Animal Mundial, organização não-governamental que atua em prol do bem-estar animal. De acordo com a pesquisa, atualmente, mais de 37 milhões de aves são criadas em domicílios brasileiros e mais de três milhões de pássaros vivem em gaiolas em mais de 400 mil criadores amadores legalizados. 

O relatório é parte da campanha “Animal silvestre não é pet”, lançada pela Proteção Animal Mundial para conscientizar a população sobre a importância de conservar os animais silvestres em seu habitat natural. “A população precisa entender que animais silvestres não devem ser mantidos como bichos de estimação. Diferente de cães e gatos, esses animais não passaram pelo processo de domesticação e apresentam características naturais incompatíveis com a vida em cativeiro, o que gera um enorme sofrimento para eles”, explica o gerente de Vida Silvestre da Proteção Animal Mundial, Roberto Vieto.

“Mesmo tendo todo cuidado, carinho e atenção, é impossível satisfazer as necessidades de bem-estar desses animais e permitir a expressão de seus comportamentos naturais quando mantidos como pets”, afirma Vieto, explicando que o objetivo da campanha “Animal silvestre não é pet” é esclarecer essa questão para possíveis compradores de animais silvestres. “Para aquelas pessoas que já possuem um bicho de estimação silvestre legalizado em casa, a orientação é para que não o solte ou abandone este animal, e que procure assistência veterinária especializada para tentar oferecer os melhores cuidados possíveis”, diz o veterinário. 

Segundo os dados da pesquisa, no Brasil os animais silvestres mantidos como pets mais comuns são as aves, principalmente passarinhos e aves canoras, seguido por psitacídeos, como araras, papagaios e periquitos.  A pesquisa também revelou que 46% dos brasileiros compram animais silvestres de maneira impulsiva, o que demonstra uma decisão baseada em falsa expectativa e que pode comprometer o bem-estar da espécie e gerar sofrimento. 

A maioria dos compradores (39%) revela que família, amigos e pessoas próximas são a maior influência para a compra de animal silvestre, mas as mídias sociais também exercem uma grande influência no comportamento dos compradores. Os conteúdos disponíveis no Youtube, por exemplo, são o terceiro maior responsável por esse incentivo no Brasil (23%).

“Trata-se de uma indústria, que além de perpetuar uma prática cruel, estimula o tráfico de animais silvestres. Prova disso é que as 70% espécies mais criadas comercialmente e mantidas em criadores amadoristas são também as espécies mais traficadas. Os esforços para proteger a fauna silvestre devem estar dirigidos para preserva-los no seu hábitat natural, cuidar da natureza, e promover uma cultura de respeito pelos animais silvestres”, afirma Vieto.


Sobre a Proteção Animal Mundial
A Proteção Animal Mundial (World Animal Protection) é uma organização internacional focada no bem-estar animal, sem fins lucrativos e em operação há mais de 50 anos. A ONG trabalha no mundo inteiro com um único objetivo: proteger e salvar animais silvestres, pondo fim ao sofrimento desnecessário, além de mantê-los no lugar do qual pertencem; o seu habitat natural.

CRMV-SP orienta como viajar com seu pet de carro ou avião


Médicos-veterinários explicam o que pode e o que não pode na hora da viagem

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), há mais de 52 milhões de cães e 22 milhões de gatos no Brasil. E 61% dos tutores desses animais os consideram como membros da família – o que explica o fato de ser cada vez mais comum o planejamento de viagens com os pets, para que eles participem das férias da família.
Para que esta experiência seja tranquila, tanto para os animais quanto para os tutores, os médicos-veterinários do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) dão algumas orientações e esclarecem dúvidas frequentes neste período.

Pré-requisito: saúde em dia
“Antes de viajar com seu cão ou gato, uma visita ao médico-veterinário é muito importante para garantir que ele está em boas condições de saúde. Isso inclui observar se as vacinas e a vermifugação estão em dia, se ele está com alguma medida preventiva atualizada para evitar pulgas ou carrapatos e se não apresentou mudanças de comportamento recentemente. Outra função importante do profissional é avaliar o destino da viagem, para receitar medidas protetivas de acordo. Por exemplo, se vai à praia, tem que se proteger contra a dirofilariose, a doença o verme do coração. Se vai a uma região endêmica, ver se precisa de proteção contra leishmaniose, entre outras”, explica Carolina Filippos, que faz parte da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais do CRMV-SP.
Limitações físicas, doenças, idade avançada e sobrepeso são alguns dos fatores que podem exigir repensar a ideia de viajar com o pet. Outra questão aconselhada pela especialista é uma reflexão prévia sobre a região da viagem, o trajeto necessário e o perfil do animal. “Meu cachorro ou gato se adapta facilmente a um ambiente novo? Ele está acostumado a passear com a família ou fica incomodado sempre que há uma alteração na rotina? Vamos para um lugar em que o animal passará muito calor? Ele poderá ser incluído nos planos de passeio das férias? Todas essas perguntas são relevantes para pensarmos se o bem-estar do pet será assegurado durante a viagem propriamente dita e nos dias fora de casa.”
Após uma avaliação cuidadosa e se estiver tudo bem, o médico-veterinário poderá emitir um Atestado de Saúde do Animal, que deve ser levado na viagem, junto com a carteira de vacinação do pet. “Ter em mãos um atestado de saúde emitido por um médico-veterinário é uma garantia a mais em casos de fiscalizações durante a viagem”, destaca Anne Pierre Helzel, assessora técnica médica-veterinária do CRMV-SP.
Mais um aspecto importante a levar em conta e que precisará da orientação do médico-veterinário, é se o pet toma alguma medicação controlada ou de uso contínuo. Nas situações em que o tratamento é mantido, a receita atualizada também deverá acompanhar a família. 

Segurança sobre quatro rodas
Para transporte de animais em carro, o Código de Trânsito Brasileiro prevê alguns cuidados. Animais no colo, no banco do carona ou com a cabeça fora da janela podem resultar em situações de risco, tanto para os pets quanto para os demais ocupantes do veículo, bem como multa.
Entre as opções permitidas, estão as caixas de transporte, que têm que ser adequadas ao tamanho do animal, acopladas ao cinto de segurança, com ventilação em todos os lados e porta e travas de ferro. Para cães maiores ou que não ficam em caixas, também existem cintos de segurança que podem ser ligados às guias. “Antes de sair para muitas horas de viagem, vale fazer um teste, para ver se o animal se adapta a esses acessórios. E se não sente enjoo em trajetos de carro”, lembra Carolina Filippos.
As pausas durante a viagem também são essenciais, a cada duas ou três horas ou quando o comportamento do pet indicar que é preciso. “Além de permitir que o animal ande um pouco e desestresse, as paradas são importantes para que o pet possa tomar água, se refrescar e fazer suas necessidades”, orienta a integrante da Comissão Técnica de Clínicos de Pequenos Animais.
Deve-se observar, ainda, a temperatura do veículo durante a viagem. A dica é escolher os horários mais frescos do dia, para evitar o desconforto térmico do animal.

Segurança nas alturas
Se a viagem for de avião, o primeiro preparativo é verificar as regras da companhia aérea, pois as diretrizes podem variar de uma empresa para outra e conforme o destino final. Uma das exigências é o Atestado de Saúde do Animal, assinado por um profissional registrado no Conselho Regional de Medicina Veterinária.
Para o transporte internacional de animais, também serão solicitados outros dois documentos: o Certificado Veterinário Internacional (CVI), que deverá ser emitido para cada viagem que o animal for realizar, ou o Passaporte para Trânsito de Cães e Gatos, que poderá ser reutilizado em várias viagens. Ambos são emitidos de graça pelo Sistema de Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Vale salientar que, para a concessão do passaporte, é obrigatória a identificação eletrônica do animal, por meio de um microchip.
As documentações possuem a finalidade de atestar as condições de saúde do animal e o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trajeto até o país de destino.
“A reflexão sobre a necessidade da viagem é ainda mais importante no caso do avião, pois o animal precisaria ficar mais tempo na caixa de transporte, no compartimento destinado aos animais, ou mesmo na cabine junto com os tutores, enfrentando diferença de pressão e barulho”, alerta Carolina Filippos.
Já quando se fala em viagens de navio, animais como passageiros são mais raros, afinal a maior parte das companhias não permite – a não ser nos casos de cães-guia.

Outras dicas
Independentemente do pet ser treinado e manter a calma durante viagens, uma precaução a ser tomada antes de sair de casa é providenciar uma identificação para a coleira do pet, inserindo nome, endereço e contato dos tutores.
Por fim, na visita ao médico-veterinário, este profissional também poderá auxiliar o tutor na montagem de um kit de primeiros socorros personalizado, de acordo com as características de cada pet. “Os medicamentos imprescindíveis vão depender do animal. De modo geral, podemos indicar analgésicos, antieméticos (contra enjoos), anti-histamínicos (para reações alérgicas), pomada cicatrizante e colírio lubrificante, sempre com exame prévio de um médico-veterinário para atestar que o pet está em condições de receber tais medicações”, explica Carolina.
Além de medicamentos, a médica-veterinária indica a inclusão de insumos para pequenos curativos, como soro fisiológico para lavagem de feridas, solução antisséptica, esparadrapo microporado, gazes e bandagem. Tudo isso contribuirá para uma viagem mais tranquila, com momentos de lazer para todos.

Sobre o CRMV-SP
O CRMV-SP tem como missão promover a Medicina Veterinária e a Zootecnia, por meio da orientação, normatização e fiscalização do exercício profissional em prol da saúde pública, animal e ambiental, zelando pela ética. É o órgão de fiscalização do exercício profissional dos médicos-veterinários e zootecnistas do Estado de São Paulo, com mais de 37 mil profissionais ativos. Além disso, assessora os governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.


Posts mais acessados