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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Seu pet está velhinho? Saiba quais cuidados necessários


É necessário fazer algumas alterações no hábito e na rotina do animal e ficar atento às mudanças de comportamento

A velhice chega para todos os seres vivos. Apesar de a gente desejar que nosso melhor amigo seja sempre ativo e cheio de energia, em algum momento, a idade vai fazer com que seu comportamento mude.
Mas isso não é motivo para não proporcionar conforto e carinho para quem passou a vida toda nos dando muito a amor e gestos de companheirismo e fidelidade. Saiba quais são os cuidados necessários para que o seu pet se torne um velhinho saudável.

Alimentação especial
Fornecer alimentos de qualidade e ricos em vitaminas e nutrientes deve ser uma preocupação que devemos ter com nosso pet desde o seu nascimento. Quando ele está idoso, o cuidado deve ser redobrado.
Quando ele atingir a idade entre 7 e 9 anos, é preciso nutri-lo de acordo com suas novas necessidades . O intervalo entre uma refeição e outra deve ser diminuído para que ele não passe muitas horas sem comer e desenvolva quadros de hipoglicemia.
No entanto, a quantidade de alimento deve ser reduzida. Depois de certa idade, o metabolismo de cães e gatos passa a precisar de um número menor de calorias. A necessidade energética diminui, aproximadamente, 20% em comparação aos pets mais novos.
Não deixe de consultar o veterinário para que ele indique a ração mais apropriada para seu amigo e oriente acerca das porções e dos horários das refeições. 

Visitas regulares ao veterinário
Seu amigo deverá ser consultado em intervalos menores. A saúde dos pets idosos tende a ficar cada vez mais fragilizada, o que implica na baixa imunidade, menor capacidade para resistir às infecções e aumento de chances de desenvolver doenças, como catarata, diabetes, cardiopatias, problemas ósseos e problemas nos dentes. 
Por isso, ele deve ser monitorado com maior frequência para que seja possível fazer o diagnóstico precoce de possíveis enfermidades, o que auxilia no rápido início do tratamento e proporciona maior qualidade de vida ao pet.
É muito comum que animais idosos desenvolvam problemas renais e hepáticos. Diante disso, é necessário fazer exames laboratoriais e de imagem para acompanhar o funcionamento desses órgãos. 

Calendário de vacina e vermifugação sempre em dia
Independente da idade, todos os animais tendem a contrair doenças causadas por vírus, bactérias e protozoários. Portanto, é de extrema importância manter o calendário de vacinas atualizado.
O médico veterinário orientará se houver necessidade de inserir novas vacinas, de forma a manter seu amigo protegido e ajudar as células de defesa do organismo. 
Medicamentos para bloquear o surgimento de vermes também devem ser administrados normalmente. O mesmo serve para antipulgas e anticarrapatos. 

De olho no peso
A tendência é que os pets idosos desenvolvam sobrepeso por conta do metabolismo, que fica mais lento. A obesidade pode gerar diabetes, problemas na coluna, nos joelhos e enfermidades no coração.
Para evitar quadros como esses, mantenha seu amigo ativo, mas sempre lembrando que ele possui suas limitações físicas e que é preciso respeitá-las. Caminhe com ele por alguns minutos e promova brincadeiras que não demandem esforço físico intenso. 
Com essa rotina, além de garantir que ele esteja saudável fisicamente, você proporcionará estados de alegria e felicidade. Isso é fundamental para evitar quadros relacionados à depressão, doença que pode atingir pets idosos. 

Adaptando o ambiente
A artrite é uma doença muito comum em animais idosos, principalmente naqueles de grande porte.  Ela acaba limitando a mobilidade porque causa uma ligeira rigidez nas articulações ou, dependendo do quadro, pode promover total debilidade. 
Para não forçar as articulações do seu amigo, evite que ele circule por locais onde haja escadas. Caso ele suba na cama ou no sofá, adapte um apoio para que ele suba sem muito esforço.
Evite deixar a caminha do seu pet em espaços onde há muita umidade ou corrente de ar frio. Sol em excesso também não é bom.  A capacidade pulmonar de pets idosos diminui consideravelmente, o que pode gerar doenças respiratórias, como pneumonia.
O ideal é que ele tenha à sua disposição um cantinho arejado, confortável e de fácil acesso sempre que ele quiser tirar um cochilo. 

Mudanças no comportamento
Ficar mais quietinho e dormir por mais tempo é um sinal de que seu amigo está na terceira idade. Além desse comportamento, ele pode fazer xixi em locais diferentes daquele que foi ensinado que era o correto.
Não brigue com ele. Assim como acontece com os humanos, a bexiga deixa de funcionar corretamente. Se ele fizer xixi no lugar errado, é porque não conseguiu segurar a urina por muito tempo. 
Se isso acontecer, nada de castigá-lo. O ideal é limpar o local sempre que ele não estiver vendo para que ele não assimile que fazer xixi é proibido. Isso pode gerar outros problemas do trato urinário.  
Você também irá sentir que, devido a todas as dificuldades que são próprias da velhice, ele ficará mais dependente de você em todos os sentidos: para comer, brincar, dormir entre outros.
Por isso, não hesite em fazer o máximo de companhia e que você está sempre por perto, para apoiá-lo, dar muito amor e fazer com que ele se sinta membro de uma família em que ele pode sentir conforto e segurança. 
Quanto mais você ficar atento aos sinais que ele dá, mais fácil será identificar se há a necessidade de procurar por um veterinário 24h e garantir que ele receba sempre os cuidados necessários e adequados para a situação. 


Memória ruim? Sono de má qualidade pode ser o problema


Conheça o papel de uma boa noite de sono para a aprendizagem e bom funcionamento do cérebro

Em uma sala de aula, um jovem aluno esquece uma das fórmulas matemáticas que passou a noite estudando. No escritório, um empresário é lembrado de uma reunião, que ele mesmo havia marcado com um cliente logo pela manhã. A expressão “esqueci” pode ser muito comum no dia a dia de algumas pessoas, mas a frequência dela pode indicar alguns problemas como estresse e, até mesmo, a falta de uma boa noite de sono. Mas qual seria a relação de dormir bem com a memória?
Um estudo realizado pela Universidade da Califórnia - Riverside e publicado no “Journal of the International Neuropsychological Society”, revela pela primeira vez os impactos negativos isolados de três fatores que contribuem para a perda de memória recente: sono, idade e humor. Os pesquisadores chegaram à conclusão que uma noite mal dormida afeta de forma quantitativa a capacidade de memorização das pessoas, ou seja, diminuem as chances de eventos e tarefas serem armazenadas no cérebro.
Segundo a consultora do sono da Duoflex, Renata Federighi, um descanso de qualidade é essencial para a construção da memória. “É na fase mais profunda do sono que o nosso cérebro consolida toda a aprendizagem adquirida durante o dia. Esse estágio é importante para construir e fixar conhecimentos. A privação do repouso atrapalha o desempenho desse ciclo, o que aumenta as chances de esquecermos informações recentes”, destaca.
Para a formação da memória são necessárias três fases. As duas primeiras, aquisição e evocação, acontecem quando se está acordado, é neste momento que o cérebro obtém novas experiências e informações, ao mesmo tempo que relembra conhecimentos já adquiridos. Enquanto que a consolidação, terceira fase, ocorre durante o sono.
Dormir bem também vai ajudar a manter o foco e o raciocínio necessários para a construção da memória nas fases ligadas ao período do dia em que as pessoas estão acordadas. “A memória está relacionada com tarefas conectadas à cognição das pessoas, como o aprendizado, raciocínio, resoluções de problemas e compreensão. A privação do sono e interrupções dele podem causar problemas cognitivos e emocionais. Por esse motivo, um repouso de qualidade deve ter um papel de destaque na manutenção da saúde mental” completa Renata.
Alguns cuidados podem ser seguidos para melhorar a noite de sono. “Se atentar para o uso de travesseiro e colchão que ofereçam conforto e prezem por manter uma disciplina postural vai colaborar para um descanso de qualidade. Além disso, manter o ambiente arejado, silencioso e o mais escuro possível e seguir uma alimentação leve e saudável até três horas antes de dormir, podem auxiliar em noites mais agradáveis”, conclui a consultora da Duoflex.

Duoflex

Idosos sentem-se invisíveis e sem importância, diz especialista



De acordo com Pablo González Blasco, fundador da Sobramfa, estar disposto a ouvir os idosos da família é o melhor presente para comemorar a data. O médico ainda sugere rever o filme “As filhas de Marvin”, para refletir sobre generosidade, amor e amizade


No dia 26 de julho, brasileiros e portugueses comemoram o Dia dos Avós. Apesar de não ser uma data forte para o comércio, trata-se de um dia importante para valorizar a presença de muitos idosos na vida de tantas famílias – o que deve aumentar, tendo em vista o aumento da expectativa de vida. Essa data foi escolhida em razão da comemoração do dia de Santa Ana e São Joaquim, pais de Maria e avós de Jesus Cristo. Por isso, é ainda mais comemorada pelos cristãos. Mas nem tudo é festa. É crescente a queixa de idosos que se sentem relegados a segundo plano não apenas pela família, mas pela sociedade de modo geral – como se fossem invisíveis.

Estudo realizado na Universidade de Oxford (Reino Unido) revelou que 40% dos avós de quase 1.600 crianças tomavam conta delas com alguma frequência e que 33% das avós maternas se dedicavam diariamente a seus netos. Essa amostragem revela a importância da parceria entre os avós e os pais que trabalham fora e enfrentam uma rotina de trabalho e deslocamento cada vez mais estressante. Os mais velhos interagem muito mais com as crianças e adolescentes da família, estando aptos para resolver desde problemas corriqueiros até conversar com seus netos sobre planos para o futuro e ainda aconselhar sobre namoro e tudo o que envolve as amizades. Mesmo diante de uma crise familiar ou separação dos pais, os avós costumam oferecer alguma estabilidade aos mais jovens.

De acordo com Pablo González Blasco, fundador da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo, as queixas dos idosos se intensificam bastante depois dos 70 anos, quando os filhos ainda estão absorvidos com questões de trabalho, relacionamento e finanças, e os netos já conquistaram alguma independência. “É justamente nesse ponto que tem início uma das piores crises da terceira idade. É quando o idoso deixa de sentir-se útil e, pior, percebe que ninguém presta atenção nele. Culturalmente, os idosos não estão no radar dos mais jovens. É como se eles tivessem de ocupar um espaço para envelhecer sem causar muitos inconvenientes. Parece cruel, mas é a realidade de muitas pessoas – principalmente dos homens, que têm menos intimidade com os membros da família”.

Na opinião do médico, que atua fortemente na formação de jovens médicos humanistas, capazes de compreender que os idosos experimentam os mesmos anseios por aceitação, amor e significado, um dos melhores presentes para o Dia dos Avós é estar disposto a ouvir sem julgamentos e sem pressa o que os membros mais velhos da família têm a dizer. “À medida que envelhecemos, perdemos força e habilidade, perdemos pessoas queridas, perdemos o controle e a saúde. Quando o indivíduo idoso encontra respaldo da família para sentir-se amado, respeitado e acolhido, consegue enfrentar as perdas do envelhecimento com mais razões para ser grato”.

Especialista em utilizar o Cinema como metodologia de ensino da medicina centrada no paciente, Blasco chama atenção para temas importantes largamente abordados no filme “As filhas de Marvin”. Lançado no Brasil em 1997, o filme conta a história de duas irmãs de meia idade – interpretadas por Meryl Streep e Diane Keaton. Enquanto uma deixou a cidade e foi viver sua vida, a outra cuidou do pai que há muitos anos sofreu um derrame e é totalmente dependente. O problema central é que a filha cuidadora está com leucemia e, além de lidar com sua própria doença e angústias, precisa superar a mágoa e garantir que sua irmã saberá cuidar do pai caso ela não possa mais. “Desde o início, encontramos um diálogo difícil. Ao longo do filme, temos uma aula sobre a ciência do cuidar – neste caso, com muita dedicação e pouca técnica. O desempenho fabuloso das atrizes é apenas a ponta do iceberg de um outro duelo, mais apaixonante do que a representação cênica. As brigas entre amor e egoísmo, personificadas nas duas irmãs, são batalhas diárias que cada um deve travar consigo mesmo, pois todos carregamos, de algum modo, essas irmãs dentro de nós”.

O médico argumenta que as pessoas não são quimicamente puras, não nascem boas ou más, mas se constroem no acontecer humano. “É preciso cruzar verticalmente a tendência negativa do egoísmo e transformar em algo positivo. É preciso, primeiro, modificar a sintonia e situar o amor no seu verdadeiro âmbito, no governo da vontade, abandonando a tirania do gosto, abandonando a toca do egoísmo que nos isola dos outros – que nada mais é do que um túmulo de quem vive para si mesmo e desconhece que o amor nos torna felizes quando o entregamos aos semelhantes. A mensagem que sobrevive ao filme é essa: somos mais felizes quando conseguimos amar e nos doar, muito mais até do que nos sentirmos amados. Por isso, trazendo esse exemplo para nossa vivência, a dica não é dar atenção aos avós e idosos de modo geral apenas numa data comemorativa, mas sempre que for possível”. 





Fontes:
Prof. Dr. Pablo González Blasco, especialista em Medicina Humanista, diretor-fundador da Sobramfa – Educação Médica & Humanismo, e autor dos livros “Medicina de família e cinema”, “Educação da afetividade através do cinema”, “Lições de liderança no cinema”, entre outros.  www.sobramfa.com.br



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