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quinta-feira, 18 de julho de 2019

Entenda os efeitos do álcool na saúde sexual masculina


Urologista explica que bebida atua negativamente sobre a liberação de hormônios

Consumir bebida alcoólica para diminuir a timidez antes de uma relação sexual é uma tática usada por diversos homens. Porém, o que poucos sabem é que o uso do álcool pode também prejudicar o desempenho sexual - segundo Dr. Emilio Sebe Filho, urologista e fundador da Lifemen, as bebidas alcoólicas mais atrapalham do que ajudam o homem na hora do sexo.
“Um homem completamente embriagado perde muito de sua força, energia, concentração e sensibilidade. O álcool é um potente depressor do sistema nervoso central, ou seja, quem bebe pode ficar sonolento e com os reflexos lentos. Nesse estado não é possível desenvolver uma ereção satisfatória. E mesmo para quem consegue manter uma ereção, a baixa sensibilidade no corpo e no pênis vai atrapalhar o usufruto de uma relação realmente prazerosa”, explica o especialista.
Dr. Emilio aponta, ainda, que o álcool, assim como muitas drogas, atua negativamente sobre a liberação de hormônios, incluindo a testosterona e a serotonina, provocando redução do apetite sexual. Se a quantidade de álcool for muito alta também poderá prejudicar o fluxo sanguíneo. “Pode ocorrer uma vasodilatação em todo o organismo, o que leva sangue para todas as partes do corpo. Assim, a quantidade de sangue nos vasos no pênis diminui, o que dificulta e não sustenta a ereção”.
Além disso, o médico pontua que o uso excessivo de bebidas alcoólicas pode contribuir para o surgimento de diversas doenças, como as cardiovasculares, a diabetes, a obesidade, e todas atrapalham o desempenho sexual.
 

Lifemen®

Solidão: o mal do século pode não ser uma opção mas sim uma contradição



Filósofo Fabiano de Abreu traz o seu ponto de vista para a questão da solidão, cada vez mais comum na sociedade, mesmo em meio a globalização e ferramentas como redes sociais e comunicadores instantâneos de internet


Apesar de todas as ferramentas tecnológicas, que prometem nos unir como espécie e sociedade, o ser humano parece estar cada vez mais isolado. Um estudo conduzido conjuntamente pelas Universidades de Harvard, da Califórnia, e de Chicago, pelo Dr. John Cacioppo, mostrou que pessoas solitárias costumam espalhar seu modo de encarar a vida a quem os cerca e que, após um tempo, esse grupo acaba se posicionando à margem da sociedade. Isto parece estar realmente acontecendo. 

Sobre isso, o filósofo e estudioso do comportamento humano Fabiano de Abreu pondera que de fato podemos estar vivendo uma epidemia de tristeza, viralizada pela internet: “Como disse Renato Russo: O mal do século é a solidão. Cada um de nós imerso em sua própria arrogância. Esperando por um pouco de afeição. A verdade é que sempre esteve diante dos nossos olhos o que podemos chamar de mal e que vem chegando de forma rápida, ocasionando o que chamo de: “doença da tristeza”, e que se espalha na velocidade da internet como uma epidemia em nossos dias”. 

No entanto, apesar de compreender e concordar com o estudo do professor Cacioppo, o filósofo refere que na verdade a solidão no atual contexto de sociedade vai na contramão do caminho trilhado até aqui pela humanidade: “A solidão no mundo contemporâneo é a contradição da uma realidade instintiva. Estamos criando uma cultura solitária, individualista, supostamente resultante da evolução, mas na verdade estamos causando um duelo com a nossa personalidade instintiva de sobrevivência e com tudo que fomos programados para ser ao longo das eras. A solidão é um contrassenso. Nós nascemos, crescemos, reproduzimos e morremos, isso está em nosso instinto, faz parte da nossa natureza, e para cumprir todos esses passos precisamos estar em sociedade. Logo, relacionamento é o principal motivo para estarmos vivos, ou o ciclo não continuará e nossa raça entrará em extinção.” 

Fabiano argumenta ainda mais sobre o tema, tomando como base argumentos de outros filósofos, como Jean-Paul Sartre que acreditava numa solidão epistêmica: “Sartre acreditava que a solidão é parte fundamental da condição humana por causa do paradoxo entre o desejo consciente do homem de encontrar um significado dentro do isolamento e do vazio do universo. Eu acredito que não nascemos para viver sozinhos, e isso faz parte de uma certeza instintiva e inata. É fato que precisamos nos agrupar para sobreviver, desenvolver e cumprir nosso ciclo que está programado em nossa mente de primatas que somos, mente esse que está em conflito com a mente tecnológica e nos causando diversos transtornos e destruição”.

O filósofo também pondera sobre algumas das “soluções” dos nossos dias para a questão da solidão: “Hoje em dia existe até mesmo a profissão de “personal friend”, que para mim é como se fosse um psicólogo sem formação e disfarçado de uma pessoa comum. Uma profissão que deve ser vista com cuidado e que não pode ser confundida com um psicólogo de verdade, que é o verdadeiro especialista para casos que já possam trazer algo mais sério para a própria vida". 

Estatísticas apontam que em Portugal, mais de 13% das casas são de pessoas que moram sozinha, no Brasil mais de 15%. Países como Alemanha mais de 33%, Estados Unidos 28%, Noruega 33%, Reuno Unido 32%. No Japão há quem paga para um companheiro apenas dormir ao lado. A solidão está na origem de uma série de patologias. Aumento de 26% do risco de morte prematura.


Fabiano de Abreu lista tópicos dos possíveis motivos para esta condição imposta pela pós modernidade aos indivíduos de nossa sociedade.

1- Liberdade excessiva

Nunca fomos tão livres em toda a história da humanidade, para fazer o que queremos, para ir e vir. Mas a verdade é que a humanidade sempre precisou de alguém superior para controlar e impor um código moral e de conduta, inclusive a figura de um Deus. A liberdade excessiva pode, na verdade, impedirmos de ser plenos, pois as pessoas não sabem o que fazer com a tal liberdade.

2- Vergonha e timidez

Estes dois itens podem ter a ver com baixa auto-estima e uma auto-imagem subestimada. A partir do momento em que se reconhece o seu próprio valor e talento, e que cada um é especial a sua maneira, perde-se a vergonha e a timidez. Não há diferença nas pessoas, sejam ricos ou pobres, e logo não há do que se envergonhar.

3 - Fragilidade dos laços afetivos 

Falta de tempo por causa do trabalho, necessidade de uma vida com melhores condições a frente das emoções. Precisamos ter tempo para dedicar a nossos filhos, pais e parentes para uma boa saúde mental.

4 - Cultura programada inconsciente 

Estamos programando uma cultura que combate a cultura instintiva, se é que podemos chamar assim. Nossa cultura hoje parece ser contra os nossos instintos mais básicos de sobrevivência. Isolar-se nunca garantiu a sobrevivência de nossa espécie.

5 - Orgulho moral 

Medo de interagir por insegurança ou preocupação com o que vão pensar. Segurança pessoal e auto-estima está ligado a interação social. Todos temos talentos, todo ser humano é especial e nunca inferior. Ter a certeza disso é complementar uma vida social.

6 - Querer estar só versus precisar estar com alguém (solitude e solidão)

A busca do equilíbrio é um desafio constante mas, como o que eu chamaria de “regra da vida”em que tudo tem que ser com moderação, temos que conseguir separar o “time(termo em inglês)” de nossos momentos e cotidiano. Estar em solitude é diferente de ser solidão. Todos precisamos de momentos sós para encaixar os pauzinhos e colocar pingos nos “is" de nossas vidas. Mas não confunda momento com estado fixo.

7 - Sentir-se só mesmo quando está entre outras pessoas 

Isso acarreta no que chamo de “doença da tristeza” que antecede qualquer uma das doenças patológicas ou que faz parte dela. Quando reconhecemos esse estado, precisamos usar dessa "solitude infinita" para que seja um momento.

8 - Ser tolerante 

Intolerância não só rima com ignorância mas faz jus a qualidade. Ser tolerante faz parte de um intelecto programado que resulta de forma positiva. Estar só por não tolerar os outros, também é uma forma egoísta de vida.

9 - Optar pela solidão e preferir pets

Algumas pessoas, ironicamente, dizem que preferem seus animais de estimação do que a convivência com as pessoas. Na verdade, isso pode expressar o medo de serem traídas, ou de reviverem experiências ruins do passado em outros relacionamentos. Essas pessoas não querem ficar sozinhas, mas também não confiam em trazer para suas vidas uma outra pessoa, e ai optam por um pet.

10 - Solidão tecnológica 

Assim como bebés não comem se não forem alimentados, não construimos muros sozinhos. Não comercializamos sem alguém para comprar, não adoecemos sem um médico para ajudar. Ficar preso em um lugar interagindo com pessoas online e olhar para o lado e se ver sozinho, é uma solidão por traição de si mesmo.

Vanessa Scarcella

Educação socioemocional: as relações humanas no ambiente escolar


A educação socioemocional é uma abordagem inovadora em relação à aprendizagem. Além da absorção do conteúdo didático, ela também leva em consideração outras necessidades do estudante, visando ajudar a constituí-lo como indivíduo inserido em sociedade. 
 
Valores como responsabilidade, empatia, ética, amizade, cidadania, honestidade, solidariedade, colaboração, entre muitas outras características cada vez mais desejáveis nos relacionamentos humanos, devem ser ensinados, praticados e estimulados no ambiente escolar. 
 
As novas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) exigem que, a partir de 2020, todas as escolas brasileiras incluam em seus currículos habilidades socioemocionais. Mas, apesar de a exigência ser uma novidade, o Colégio Elvira Brandão já atua no desenvolvimento dessas habilidades há algum tempo.

 
Como incluímos as habilidades socioemocionais no Elvira Brandão?
 
“Nosso principal escopo”, como explica o articulador relacional do Elvira, Igor Bezerra Ramos, “é preparar o estudante para a vida, não somente oferecendo competência técnica, mas trabalhando a autenticidade e a cidadania para exercer seu papel social”. 
 
Compreender que os estudantes precisam se sentir apoiados, acolhidos e, sobretudo, seguros emocionalmente, em um mundo contemporâneo volátil, inseguro, complexo e ambíguo, é cada vez mais importante. 
 
“Precisamos desenvolver a consciência sobre si e sobre o outro, tanto nas instituições familiares quanto escolares. É nesse ponto que entra o nosso eixo ensino-aprendizagem, que pressupõe a necessidade de um investimento afetivo e emocional no processo educativo, tanto da parte do estudante quanto do educador” completa Igor. 
 
O Colégio Elvira Brandão é uma escola sociointeracionista, que acredita na potência do trabalho coletivo e na construção do conhecimento a partir das interações. As propostas pedagógicas da escola são estruturadas a partir de metodologias ativas, onde a autonomia é fundamental nesse cenário, pois, para o trabalho colaborativo, é necessário ter empatia e respeito, habilidades socioemocionais presentes na nova base curricular.
 
Outro pilar do Colégio é a cultura maker, cujos processos também abrem um campo emocional permeado pelas motivações, frustrações e cooperações dos estudantes. É um outro cenário para o trabalho das competências e também para a prática dos educadores, que utilizam o acolhimento, a escuta ativa e a facilitação para desenvolver essas habilidades. 
 
Os estudantes do Elvira contam também com a colaboração do PROVE, parceiro do Colégio que convida jovens do 9º ano do Ensino Fundamental II ao 3º ano do Ensino Médio a fazerem uma autoanálise a partir de intervenções no campo socioemocional que atuam nos três níveis de relação do indivíduo (consigo mesmo, com o outro e com o mundo).
 

O conceito de educação socioemocional e seu pilares
 
Este conceito surgiu em 1994 quando um grupo de pesquisadores dos Estados Unidos se reuniu para criar a Colaboração para Aprendizagem Acadêmica, Social e Emocional (CASEL, na sigla em inglês). Mas a origem das ideias que levaram à sua elaboração data de muito antes. 
 
Desde a década de 1930, diversos psicólogos vêm desenvolvendo pesquisas sobre a constituição da personalidade humana, o que levou à emergência do conceito dos chamados “Big Five”. O Big Five é um conjunto de eixos que abrigam qualidades ligadas aos traços de caráter que, segundo a teoria, se combinam para criar capacidades como o pensamento crítico e a criatividade. Esses eixos são: abertura ao novo; consciência ou autogestão; extroversão ou engajamento com os outros; amabilidade e, por último, estabilidade ou resiliência emocional.
 
Na prática, essa aplicação de conceitos da psicologia somada à obra de outros grandes pensadores da educação como Vygotsky, Piaget e Paulo Freire, se traduziu no reconhecimento, como diz a especialista norte-americana Pamela Bruening, de que o aprendizado não se dá alheio ao contexto social. E isso, por sua vez, levou a uma série de medidas implementadas ao currículo de escolas norte-americanas, com a ajuda do CASEL. Os resultados obtidos, como o governo federal veio a reconhecer, foram bastante encorajadores.
 
A educação socioemocional se baseia em cinco pilares, compreendidos como as capacidades positivas a serem desenvolvidas pelos estudantes. São eles: 

  • Autoconhecimento.
  • Autogestão, autogerenciamento ou autocontrole.
  • Consciência social.
  • Habilidades sociais ou habilidades de relacionamento.
  •  Tomada de decisão responsável.
     
No rastro dos experimentos do CASEL, outros países como o Canadá, a Austrália, a Finlândia e, recentemente, o Brasil vêm implementando, com êxito, o pensamento da educação socioemocional – o que não significa a aplicação mecânica de métodos preestabelecidos, mas a elaboração de estratégias adaptadas para cada contexto, com base nesses princípios.


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