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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

Infertilidade e impotência não têm relação direta, explica urologista


 Condições devem ser investigadas e tratadas de maneira específica


A infertilidade, caracterizada pela dificuldade de se reproduzir, e a impotência sexual, distúrbio que consiste na complicação em alcançar e manter a ereção do órgão sexual masculino, são condições muito confundidas pela população brasileira e mundial. Pensando nisso, o urologista e fundador da Lifemen®, rede de clínicas que reúne serviços especializados na área de saúde sexual masculina, Dr. Emilio Sebe Filho, separou uma série de dicas para esclarecer a relação entre infertilidade e impotência.

“Ser infértil não é o mesmo que ser impotente, pois um homem que apresenta dificuldade em manter a ereção, pode, sim, ter fabricação de esperma regular e normal”, explica. O especialista pontua, ainda, que a confusão acontece porque para que ocorra uma gestação é necessária a transferência de espermatozoides para o útero. Portanto, é normal que em alguns relacionamentos nos quais o homem sofre de impotência sexual, também haja dificuldade da parceira engravidar.

O médico ressalta, ainda, que a Lifemen®, apoia e disponibiliza tratamentos para diferentes problemas sexuais, como a impotência e a infertilidade. “Existem outras maneiras de possibilitar a gravidez, caso essa seja uma vontade do casal, como a inserção do espermatozoide por meio de inseminação artificial. É importante explicar que apesar de tal técnica proporcionar a gestação, ela não cura a impotência, que pode ser tratada através de aparelhos específicos, reposição hormonal, remédios, entre outros”, pontua.

Entenda mais sobre impotência e infertilidade:


Infertilidade

O mal é descrito como o impedimento total ou parcial de se procriar, podendo ser causado por fatores como baixa produção de testosterona; distúrbio da tireoide; produção acima da média do hormônio prolactina; varicocele (aumento dentro dos vasos sanguíneos dos testículos); infecções no aparelho reprodutor; tumores na hipófise; uso de remédios; problemas genéticos e outras disfunções que afetam a ejaculação, como a ejaculação retrógrada.

Dr. Filho reforça que o tratamento da infertilidade deve ocorrer a partir de um acompanhamento médico que possa investigar a verdadeira causa do problema e indicar o procedimento mais adequado.


Disfunção erétil ou impotência sexual

Conhecida mais popularmente como impotência sexual, a disfunção erétil consiste na dificuldade em alcançar e manter a ereção do pênis, devido à quantidade insuficiente de sangue na região. O transtorno pode ocorrer por diversos fatores, como o uso exacerbado de álcool e drogas; obesidade; utilização de certos medicamentos e problemas psicológicos, como depressão e ansiedade.

Dr. Emilio explica que a disfunção erétil pode ser tratada de diferentes maneiras, que incluem o uso de remédios, terapia de reposição de hormônios, uso de aparelhos especializados e até mesmo cirurgia. Em alguns casos, o urologista recomenda também consulta conjunta com um psicólogo ou psiquiatra e terapia de casal. “Esse tipo de acompanhamento pode tratar outras questões, como depressão, medos e inseguranças que podem contribuir para o problema”, explica.

 “Mostrar a diferença dessas complicações é muito importante para encorajar a busca por um médico de confiança e para um tratamento adequado”, finaliza o urologista.







Perda de dentes na população adulta


Pesquisa do IBGE aponta que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e 41,5%, acima dos 60 anos já perderam todos


Quem nunca teve medo de perder um dente? As consequências são muitas, dentre elas, a aparência fica pior, conseguir emprego fica mais difícil, o namoro e até mesmo o casamento podem acabar, o tom de voz fica diferente, a autoestima fica abalada e o convívio no dia a dia torna-se um problema. A perda de dentes é o segundo fator que mais prejudica a qualidade de vida de pessoas entre 45 e 70 anos, segundo dados de pesquisa que ouviu 600 latino-americanos, entre eles 151 brasileiros. O estudo “Percepções Latino-americanas sobre Perda de Dentes e Autoconfiança”, feito pela Edelman Insights, enfatiza ainda que, para 32% dos entrevistados, a perda de dentes os impede de ter um estilo de vida saudável e produtivo.

No Brasil, de acordo com dados do IBGE e Ibope, cerca de 39 milhões de pessoas usam próteses dentárias, sendo que uma em cada cinco delas tem entre 25 e 44 anos de idade. A pesquisa destaca também que 16 milhões de brasileiros vivem sem nenhum dente e 41,5% das pessoas com mais de 60 anos já perderam todos.
De acordo com o oral designer, Telmo Santos, a ida regularmente ao dentista é de extrema importância, principalmente para evitar a perda dos dentes. E se isso ocorrer, a odontologia dispõe de diversos tratamentos para sanar esse problema. “Temos uma grande procura na área da implantodontia, que a cada dia apresenta novos produtos de excelentes qualidades, permitindo tratamentos menos evasivos e com mais precisão”, diz.
De um modo geral, a cirurgia de implante dental pode ser definida como um procedimento de colocação de parafusos cirúrgicos de titânio no interior da estrutura óssea da boca do paciente, e essa estrutura irá substituir a raiz original. “Indicado para pessoas que perderam de um, mais ou todos os dentes, seja por algum tipo de doença na boca ou um acidente, o procedimento pode contribuir consideravelmente para a saúde e a estética das pessoas”, explica Telmo Santos.


Exames genéticos transformam a vida de autistas


Mesmo ainda desconhecida por muitas pessoas, a medicina personalizada oferece informações que mudam a vida de famílias com entes que sofrem de distúrbios neurológicos


O cenário é quase sempre o mesmo: quando o bebê começa a crescer, a família, o médico responsável ou até o professor percebe que existe algo de errado. A grande questão é descobrir: o que? A partir daí, tem início a saga à procura de uma resposta: psicólogos, neurologistas, terapeutas comportamentais, fonoaudiólogos... um longo, lento e caro caminho em busca de um diagnóstico.

Foi o que enfrentou a enfermeira Anna Carolina Rovai, quando seu filho tinha apenas dois anos. "O tempo passava e as terapias não apresentavam nenhum sinal evolutivo, parecia uma investigação interminável que me colocava mais questionamentos e cada vez menos respostas claras", comenta.

Perdidas em meio a tantas informações desencontradas, muitas famílias que passam por esse desafio se sentem espectadores de um problema sem solução. No entanto, a "medicina personalizada", algo que já vem aos poucos se tornando presente em muitas áreas da saúde, pode ser a grande chave para diminuir o sofrimento de muitas pessoas. Os testes genéticos ainda estão longe de ser rotineiros, mas são uma ferramenta chave neste processo de medicina personalizada e, as informações que eles oferecem, podem efetivamente mudar vidas.

Como a tecnologia genética ainda é muito recente, muitas pessoas ainda não compreendem totalmente sua utilidade. O importante é entender sua verdadeira função. Os exames genéticos têm como principal objetivo fornecer informações que possibilitem abordagens de diagnóstico e tratamento mais precisas, alterando muitas vezes o curso de tratamentos ou permitindo a prevenção de sintomas que podem impactar negativamente o dia a dia de um paciente. Com ela, é possível entender as características únicas de cada paciente. Algumas mutações revelam que o indivíduo é propenso a condições médicas, como convulsões, obesidade ou problemas renais, por exemplo. Além disso, o acesso a essas informações também permite conectar pessoas que compartilham da mesma mutação.

No Brasil, a startup de biotecnologia TISMOO é a única que realiza esse trabalho com foco no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA) e outros transtornos neurológicos de origem genética. Através de sua especialidade e da combinação singular de ciência e tecnologia, a empresa tem como missão melhorar e acelerar as inovações para permitir que milhares de famílias impactadas pelo autismo possam diagnosticar, cuidar e tratar de seus filhos de uma maneira cada vez mais rápida, mais eficiente e menos dolorida.

Para Anna, após conhecer a TISMOO, as respostas, ainda que atrasadas, mudaram significativamente o atendimento de seu filho: "Ganhamos um novo horizonte, paramos o tratamento que ele realizava e seguimos todas as orientações e terapias propostas, posso dizer que a TISMOO foi um divisor de águas no tratamento do meu filho. Seis meses após a terapia correta ele era praticamente outra criança, começou a falar, brincar com os amigos, e as estereotipias e a ecolalia diminuíram. Hoje, meu filho tem seis anos, está ingressando na primeira série do ensino fundamental e sendo alfabetizado sem necessitar de nenhuma adaptação dos materiais escolares, em um colégio regular, além de diversas outras conquistas em seu desenvolvimento que conseguimos alcançar".

Embora sejam altamente inovadores e precisos, os exames genéticos ainda são pouco conhecidos por toda a população mundial. Nos Estados Unidos, por exemplo, o teste genético ainda é oferecido para cerca de uma em cada três crianças com autismo apenas. No entanto, o objetivo da TISMOO é transformar esse cenário, disseminando cada vez mais o acesso a essas informações, como explica o Dr. Alysson Muotri, cientista cofundador da startup e considerado um dos maiores especialistas em autismo do mundo: "O trabalho desenvolvido na TISMOO beneficia muitos pais ao oferecer o alívio de descobrir qual mutação genética seus filhos têm e qual tratamento especializado deve ser aplicado. 

Conhecer qual o tipo de autismo (quais os genes causais envolvidos) é importante porque os futuros ensaios clínicos irão recrutar pessoas baseando-se justamente nesses dados. Todos, inclusive os indivíduos neurotípicos, se beneficiarão desse conhecimento, já que estamos descobrindo como a genética humana contribui para o desenvolvimento neural".

Atualmente, a OMS (Organização Mundial de Saúde) considera que cerca de 1% da população mundial ou 70 milhões de pessoas estão inseridas no espectro autista. No Brasil, não existem dados consolidados, mas, considerando a estimativa da OMS, devem existir cerca de 2 milhões de indivíduos afetados e poucas clínicas e serviços específicos para esse tipo de tratamento.





TISMOO
www.tismoo.com.br


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