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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Como driblar a "armadilha" da compulsão alimentar nas festas de final de ano


Especialista em obesidade Gladia Bernardi, autora do best-seller "O Código Secreto do Emagrecimento" explica como aproveitar as ceias de Natal e Ano Novo sem comer de forma exagerada, evitando colocar a saúde e a boa forma em risco




O final do ano está chegando, e com ele, as tradicionais festas de confraternização, encontros com amigos, ceias em família, e muita comida. Todos esses ambientes já são propícios para comer em exagero, mas a maioria das pessoas ainda conta com o desgaste físico e psicológico acumulado no ano, principalmente por conta do trabalho, como "incentivo" para os excessos. A vontade de "relaxar" é uma das justificativas para o exagero na hora de comer.

A boa notícia é que há alternativas para desfrutar dessa época do ano sem grandes prejuízos para a saúde nem sofrimento, e o segredo está em trabalhar a mente. Gladia Bernardi, especialista em obesidade e autora do best-seller "O Código Secreto do Emagrecimento", explica que é normal as pessoas desejarem uma "recompensa" pelo ano exaustivo e acabarem deixando o emocional tomar conta. Por isso, acabam comendo mais do que de fato gostariam e ficam com sentimento de culpa.

Segundo pesquisa do The New England Journal of Medicine, as pessoas tendem a engordar 2 kg durante as festas de fim de ano, mas não perdem esse excesso integralmente depois. O estudo, realizado com quase 3.000 pessoas nos Estados Unidos, Alemanha e Japão, mostrou que os participantes emagreceram apenas 1,5 kg - acumulando em média 0,5 kg a cada ano.


Fome emocional x Fome racional

Como trabalhar a mente para evitar esse tipo de compulsão? No best-seller, Gladia explica os dois sistemas que controlam nosso cérebro: o "bottom up" (emocional) e o "top down" (racional). Como a principal forma de manter-se saudável é uma reconstrução de padrões de pensamento para a criação de hábitos, é fundamental o equilíbrio entre esses dois sistemas.

"Os momentos de exagero na comida ocorrem geralmente quando o sistema "bottom up" – emocional – toma conta do cérebro e de suas ações, o que não pode acontecer. É preciso que o sistema emocional permita receber conselhos do racional para que ambos possam agir em harmonia", explica a especialista.

O uso excessivo na rotina diária do sistema "top down" – racional – faz com que, em momentos de festividades, grande parte das pessoas queiram deixá-lo de lado, o que é importante e saudável, mas não pode ser feito de maneira integral. É preciso que os sistemas realizem ações comportamentais juntos, não individuais.

"Nossa vida não teria graça nenhuma se vivêssemos apenas sob o comando da razão, é importante que o emocional esteja presente nos momentos de descontração. Mas é preciso entender que o segredo para não cair em compulsão é acionar o 'top down' antes de comer, impedindo assim os exageros e o sentimento de culpa", comenta Gladia.


Como acionar o racional durante as festas?

·         "Trabalhei como um(a) doido(a) o ano inteiro, mereço comer o máximo que eu aguentar". Epa, calma! Realmente, você merece momentos de prazer e diversão após tanto trabalho e uma rotina exaustiva o ano inteiro, mas isso não é motivo para comer em exagero. "Esse pensamento é uma forma de sabotar a mente, e apenas contribui para a compulsão. Comida não pode ser o centro da felicidade", alerta Gladia. Segundo a especialista, essa frase significa que o sistema "bottom up" (emocional) tomou conta da mente. "Lembre-se: é preciso permitir que o "top-down" (racional) entre em ação e os dois atuem em conjunto. Aproveite aquele doce saboroso, mas não precisa acabar com a travessa", ensina ela.

·         "Ah, já comi um, mesmo, mais quatro ou cinco ou tantos outros não vão fazer diferença". Esse também é outro pensamento muito comum para justificar uma compulsão. Não é porque você comeu um alimento gorduroso que vai "abrir a porteira" para comer sem limites. "Saiba aproveitar uma comida gostosa sem excessos, e não sentirá culpa nem terá prejuízos significativos depois. É comum esse tipo de pensamento durante as ceias de final de ano, o que leva a mais momentos de compulsão e faz com que a pessoa postergue a reprogramação do cérebro para a criação de hábitos".

·         "Estou satisfeito(a), mas vai demorar para eu comer isso de novo, então vou pegar mais". Essa é clássica no fim do ano. Realmente, não é sempre que nos deparamos com pratos elaborados e tantos tipos de doces como nessa época. Por isso, é importante aproveitar os alimentos, mas, novamente, esse tipo de pensamento não pode ser uma forma de justificar uma compulsão. "Se você já está satisfeito, para que ficar sofrendo pelo "futuro" em que não vai ter o alimento? Importante lembrar que as ações que constroem hábitos no cérebro são feitas diariamente e em pequenos momentos. Evitar esse tipo de ação também vai contribuir para a reprogramação da sua mente para manter uma rotina mais saudável no futuro e sem sofrimentos", recomenda Gladia.

·         "Vou começar a dieta a sério no ano que vem, então agora vou extravasar". "Em meu livro, apresento uma técnica para não sofrer com dietas restritas e ter uma vida prazerosa. Para isso, é importante a construção de hábitos no cérebro para que ele seja programado a viver bem com uma rotina saudável. Como isso é feito? Diariamente, em pequenos momentos. Uma possível dieta restrita no futuro não pode justificar um momento de compulsão. É preciso equilíbrio em ambos os momentos", diz.

Não há nenhum mal em aproveitar as festas para comer aqueles doces diferentes e experimentar refeições saborosas, desde que sem excessos. "O importante é exercitar a mente para que não se deixar levar pelas emoções de momento, nem pela ideia de "recompensa". O equilíbrio é a chave para se divertir nas festas, experimentando alimentos diferentes sem ficar com a consciência pesada", finaliza.





Gladia Bernardi - Autora do recém-lançado livro "Código Secreto do Emagrecimento (Ed. Gente), Gladia Bernardi é nutricionista e desenvolvedora do método de coaching de Emagrecimento Consciente, baseado na neurociência, na programação neurolinguística e em coaching. Por meio de técnicas e ferramentas pioneiras, que dispensam dietas restritivas, prescrição de medicamentos ou mesmo intervenções cirúrgicas para emagrecimento, visa transformar profissionais da área da saúde, coaches e consultores independentes em especialistas em emagrecimento junto a pacientes. Atualmente, já formou mais de mil profissionais de todo o Brasil e é responsável pelo evento "Por um mundo mais leve", que é realizado anualmente e defende que qualquer pessoa pode emagrecer se estiver em harmonia com a mente.


ABERTA TEMPORADA DE VISITAS! DICAS PARA HOSPEDES E ANFITRIÕES MANTEREM A CASA LIMPA


É hora de comprar presentes, montar a árvore de Natal, rever os amigos e a família. Com isso, o entra e sai de pessoas em casa costuma aumentar e manter a organização da casa é um desafio. O coordenador técnico da Maria Brasileira, franquia de serviços e cuidados, João Pedro Lucio, preparou algumas dicas de limpeza e organização que irão facilitar o dia-a-dia e ajudarão a manter o lar em perfeita harmonia




Durante as festas de final de ano é muito comum receber os amigos e familiares, principalmente aqueles que moram distantes e que resolvem prolongar a visita por dias seguidos. Mas para que os momentos de confraternização não virem uma verdadeira dor de cabeça, o coordenador técnico da Maria Brasileira, João Pedro Lucio, preparou um guia com dicas rápidas de limpeza e organização que podem ser feitas, não somente pelos donos da casa, mas também pela visita durante o tempo de estadia.


:: Usou, guardou!

Para iniciar uma bagunça, basta apenas tirar as coisas do lugar e não devolvê-las. "Imagina 15 pessoas fazendo a mesma coisa? Neste caso, a regra é clara: tirou, usou, guardou." Segundo o especialista, a falta de organização, além de deixar a casa com o aspecto de suja, dificulta a localização de itens depois que a visita for embora. "Encontrar qualquer coisa pode ser uma árdua tarefa", explica João.


:: Incentive a colaboração de todos

Para manter a organização, o ideal é guardar os itens mais usados em locais de fácil acesso. "Itens de cozinha, por exemplo, devem estar em armários nos quais todas as pessoas alcançam. Se colocados muito altos, os mais baixinhos deixarão os utensílios em bancadas e pias." Outro exemplo são os itens de cama, principalmente se o pessoal for dormir em cômodos fora dos quartos. O ideal é disponibilizar um local para que travesseiros, mantas e lençóis sejam guardados, como baús, caixas ou até mesmo um armário de acesso a todos. Também é importantíssimo que o morador da casa dê o exemplo. "Se o dono da casa não estiver muito ligado na organização, a visita poderá seguir a mesma linha. O problema é que a visita vai embora, mas a bagunça fica", lembra.


:: Todo dia é dia de lavar a louça

"Quem nunca adiou a tarefa de lavar a louça suja para o dia seguinte que atire a primeira pedra", brinca. Quando a casa está cheia de visita, pia cheia pode ser um problemão. "Além de ser anti-higiênico, se ninguém lavar a louça, faltará itens limpos na hora de fazer as refeições", comenta João.

Uma dica do técnico da Maria Brasileira é criar um calendário de revezamento, no qual cada dia uma ou duas pessoas são responsáveis por lavar, enxugar e guardar os itens de cozinha. "Quando há uma pessoa responsável por alguma tarefa, ela ficará constrangida se não fizer o que foi designado a ela. É uma maneira de manter tudo em ordem", aconselha.

Outra dica é utilizar, sempre que possível, itens descartáveis. "Naqueles almoços de confraternização, vale e apena investir em pratos, copos e talheres que poderão ir para o lixo depois", conta.


:: Use e abuse da área externa da casa

Uma maneira de deixar a casa limpa e organizada é tentar concentrar todas as reuniões e confraternizações nas áreas externas da casa, como quintais, coberturas e grandes sacadas. "A ideia é que as pessoas fiquem o menor tempo possível dentro de casa. Assim, é importante organizar as áreas com os itens necessários, como lixeiras, pontos para organizar comes e bebes e guardanapos", afirma João. O técnico da Maria Brasileira conta que são locais mais fáceis de serem limpos e não demandam grande quantidade de produtos e itens de limpeza. "Um rodo, um pano e um desinfetante resolvem o problema", indica.


:: Guarde produtos de limpeza em locais estratégicos

Por mais que o morador da casa possua uma preocupação com a limpeza e organização do lar, não é fácil supervisionar os cômodos a todo momento. Para que não haja constrangimento ao pedir a ajuda dos visitantes, uma boa estratégia é deixar alguns produtos de limpeza em locais que mais acumulam sujeira, como o banheiro.

Outras dicas:

- Deixar atrás no vaso sanitário, mas de uma maneira visível, um frasco de desinfetante e uma escova sanitária. "É uma mensagem subliminar. Se sujar, limpe";

- Ainda no banheiro, vale a pena investir em um aromatizador de ambiente. "O cômodo será utilizado por todos, então vale a pena deixá-lo com um cheiro mais agradável";

- Na cozinha, o detergente e a esponja de lavar louça devem ficar sempre em cima da pia. "É uma maneira de evitar que as pessoas não lavem a louça porque 'não acharam' os itens de limpeza";

- Rodos, vassouras e panos de chão podem até ser guardados dentro de um armário, na lavanderia. Mas, ao receber a visita e apresentar a casa, é importante não esquecer de dizer que ela tem acesso livre a todas as áreas, inclusive quando precisar de algum item de limpeza. "Dessa maneira a mensagem é passada de maneira discreta e sem saias justas", finaliza João.


Vinho lidera a preferência dos consumidores nas festas de final de ano, aponta pesquisa


Levantamento ainda revela que, com tantas opções de rótulos, a bebida se destaca entre os itens para presentear


Uma bela taça de espumante já é algo emblemático na hora do brinde, no entanto, nos últimos anos, uma outra bebida tem ganhado espaço nas celebrações, especialmente nas ceias de final de ano: o vinho. É o que revela um levantamento exclusivo feito pela Banca do Ramon – um dos empórios mais tradicionais do Mercado Municipal de São Paulo. A pesquisa “Hábitos Alimentares do Brasileiro – preferências, dietas e tendências de consumo”, revelou que 43% dos 1.021 entrevistados preferem o vinho convencional para acompanhar a ceia. A bebida alcoólica, obtida através da fermentação de uvas, está à frente, até mesmo, de drinques icônicos como o espumante e a popular sidra.

O estudo ainda aponta que, dentre os alcoólicos mais populares, o vinho é, disparado, o preferido na hora de presentear. As possíveis razões? Além da diversidade de rótulos, atendendo a variados gostos e bolsos, o vinho certamente se destaca por suas propriedades nutricionais, pois, diferente das outras bebidas alcoólicas, pode trazer benefícios a saúde.

A cor da saúde

Espumante, frisante, champanhe – você sabia que, salvo suas particularidades, eles também são diferentes tipos de vinho? Mas, ainda que muitos não consigam imaginar o brinde de “boas festas” sem o charme das “bolinhas” presentes nesses rótulos, existem ótimas razões para inovar e apostar no vinho convencional para acompanhar a ceia. Além de harmonizar perfeitamente com muitos pratos típicos natalinos, os vinhos, especialmente aqueles obtidos de uvas escuras, fornecem mais nutrientes. É o afirma a nutricionista Juliana Tomandl “Devido seu processo de fermentação, o vinho tinto possui maior concentração de resveratrol – um fitonutriente presente na casca da uva. Essa substância é um potente antioxidante, que, no organismo, previne contra o envelhecimento precoce e a ação dos radicais livres, responsáveis pelo surgimento de diversos males.”

E qual o segredo desse “elixir”? Nesse tipo de vinho, a fermentação ocorre após o “esmagamento” das uvas. Os resíduos desse processo, ou seja, as cascas e sementes, ficam “de molho” junto com o suco durante a fermentação, conferindo a bebida não só a coloração característica, mas também níveis elevados de taninos e resveratrol. “Estudos apontam, inclusive, que apreciar a bebida moderadamente contribui para a proteção da pele, das artérias e, até mesmo, do cérebro e do coração” – ressalta Tomandl.

Presente versátil

A mesa farta é um dos principais símbolos dessa época do ano e, nesse quesito, o vinho também é um grande aliado: a bebida não só harmoniza com vários pratos como também pode ser usado no preparo e cozimento dos alimentos, dando um toque sofisticado nas receitas. A consultora da Banca do Ramon cita alguns exemplos: “Carnes suínas como pernil e lombo, muito populares nas comemorações de final de ano, vão bem com vinhos roses e tintos suaves. Os tintos frutados, por sua vez, harmonizam com pratos que levam molho agridoce, amêndoas, laranjas e tangerinas. Tem espaço até para a sobremesa: o panetone ou chocotone casa bem com a doçura do vinho do Porto. Lembrando que, mesmo quem é abstêmio, pode usar essas bebidas nas marinadas, molhos e reduções, preservando o sabor sem consumir, necessariamente, o álcool dessas bebidas.” – explica Tomandl.

E essa versatilidade é, possivelmente, um dos motivos pelos quais até mesmo quem não bebe opta pelo vinho na hora de presentear: segundo a pesquisa realizada pelo empório, ele é a escolha de 86% dos entrevistados, ficando a frente, até mesmo das cervejas artesanais (9%) e da brasileiríssima cachaça (3%).

A escolha mais saudável

Agora, se a saúde é o principal argumento para incluir essa bebida não só na ceia, mas também no dia a dia, como escolher corretamente? E mais: o quanto apreciar para colher os benefícios? De acordo com a nutricionista, a primeira regra para o consumo saudável de vinho é a moderação “É importante lembrar que, embora tenha seus benefícios, ainda se trata de uma bebida alcoólica e, portanto, é preciso consumi-lo com responsabilidade. Para indivíduos saudáveis, que não fazem uso de medicação contínua, pessoas com problemas crônicos ou gestantes, a ingestão de uma taça (até 200 ml) por dia é considerada um bom hábito. Ressaltando também que, por si só, o vinho não faz milagres, é preciso seguir uma dieta equilibrada para, de fato, favorecer o organismo.”

E quanto ao rótulo, existe diferença? De acordo com Tomandl, embora os vinhos brancos e roses também sejam capazes de fornecer nutrientes, os tintos são os mais recomendados. “Especialmente os produzidos a partir de uvas Tannat e Cabernet Sauvignon, pois possuem maior concentração de antioxidantes. Os rótulos com menos açúcar e menos álcool também são mais vantajosos para a dieta, por isso, os vinhos secos de baixa graduação alcoólica são as melhores pedidas, especialmente se forem de procedência orgânica.”





Fonte: Banca do Ramon



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