Pesquisar no Blog

segunda-feira, 19 de março de 2018

APRENDE AQUI, LULA


            Setores carentes da sociedade talvez se sintam mais seguros com alguém que posa de provedor de condições mínimas para sua subsistência, ainda que, em tudo mais, represente permanência na miséria. Setores privilegiados da elite funcional e empresarial brasileira devem a Lula muito dinheiro fácil, ainda que isso represente o caos e prisão ali adiante. Não se confunda, então, o povo brasileiro com Lula e vice-versa. Lula não representa o povo e não representa a elite porque a fruta estragada não significa o cesto e, menos ainda, a feira.
O povo brasileiro, contudo, não é como Lula. Lula não sabe o quanto ganha, nem quem lhe paga as contas. Não sabe o que tem e fornece essas respostas aos magistrados que o interrogam. Seus filhos beneficiaram-se do sobrenome e enriqueceram em negócios que tangenciavam o governo por vários lados. O povo brasileiro, enfim, não é como esses corruptos e corruptores do PT. Nem como os do PSDB, do PMDB, do PP e outros que reinaram nos governos petistas e buscaram proteção no governo Temer. Que a porta de entrada da cadeia lhes seja de serventia.
Como isso foi acontecer? De onde saiu a ideia de que um país pobre possa providenciar fortuna para quem se dedica às tarefas de Estado? Por que a corte republicana se julga titular de direitos, privilégios e padrões de consumo que não estavam sequer em cogitação no período monárquico? Quem enfrentar a difícil, mas fascinante, tarefa de perscrutar o perfil desses criminosos de colarinho branco, certamente vai encontrar indivíduos convencidos de que a unção popular é um “Abre-te Sésamo!” que franqueia acesso à gruta de Ali Babá. Uma espécie de direito de conquista que acompanharia o ato de posse. A pessoa não se considera extrapolando os limites da decência quando achaca um empreiteiro, recebe comissão num financiamento em banco oficial, ou é gratificado por emendar medida provisória para benefício de alguém em detrimento do interesse nacional.
Foi o mal de Lula e de muitos outros. O ex-presidente não se constrange com tantos benefícios concedidos por pessoas que, de algum modo, colheram antes ou colheriam depois os correspondentes favores.  Recebia, na boa, o terreno, o sítio e suas obras, o tríplex, os jatinhos e helicópteros à disposição, a conta corrente aberta em seu nome, um estádio para o Corinthians, as milionárias palestras pagas por empreiteiras que se beneficiavam de seu poder. A ele, a tantos como ele e aos muitos que julgam normais tais padrões de conduta, convém lembrar o exemplo do ex-governador gaúcho Valter Peracchi Barcellos num tempo em que probidade não era exceção, mas regra. O ex-governador, homem de poucas posses, ao término do mandato, retornou para seu pequeno apartamento de dois dormitórios num bairro de classe média de Porto Alegre. Amigos – amigos mesmo – cotizaram-se em segredo e lhe compraram um bom apartamento num bairro melhor.  O coronel, imediatamente, enfrentando a mágoa e as reclamações dos que o haviam presenteado, doou o imóvel à Santa Casa de Misericórdia.
Por quê? Pelo seguinte, Lula: para que ninguém ousasse ver, naquela manifestação de estima, reconhecimento por algum benefício indevido que o governador houvesse prestado aos doadores.
Saibam os mais jovens: o Brasil não era um país como este em que vivemos hoje.




 Percival Puggina - membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.

A ansiedade do ser humano e seu impacto nos negócios


Todos já cansamos de ouvir como cada vez menos o ser humano tem tido paciência para lidar com as coisas do dia a dia. Há uma grande chance de você começar a ler esse texto e não terminá-lo. Esse comportamento deriva muito do imediatismo criado pela internet nas pessoas. Compras no e-commerce tem que ser entregue em poucos dias, cadastros tem que ser super fáceis de preencher (falo um pouco disso em um outro texto meu) e demorar a responder o Whatsapp pode até ser considerado rude. Nesse ambiente, temos cada vez feito mais coisas ao mesmo tempo e dedicando menos de nossa atenção a cada uma delas. De acordo com uma pesquisa da Microsoft Canada publicada em diversos portais de respeito como New York TimesTime Magazine e The Guardiano ser humano tem hoje um foco médio de 8 segundos em alguma tarefa antes de mudar o seu foco de atenção. Esse número caiu de 12 segundos nos anos 2000, uma queda de 33%, e já menor que o tempo de foco de um peixe dourado (9 segundos).

Não obstante, muitos CMOs e CEOs reclamam de como é cada vez mais difícil atingir um potencial consumidor com uma propaganda, já que sua atenção está sendo dividida entre tantos estímulos e sua atenção a qualquer uma delas é muito limitada. Para superar esse obstáculo, empresas tem agido em duas frentes diferentes. Algumas tem focado em criar campanhas cada vez mais originais (e/ou apelativas) de forma a “aparecer” no meio de todo o resto. Outras têm reconhecido o problema e mudado o seu jeito de agir para refletir essa mudança de comportamento. Facebook, Youtube e Snapchat, por exemplo, têm feito muito dinheiro com campanhas de marketing de pouquíssimos segundos no formato de vídeo
Na Coblisistema de controle de frotas, telemetria e roteirização, enfrentamos esse problema recentemente. No passado, nosso site demorava muito para carregar (cerca de 15 segundos). Sabíamos que esse número era muito ruim, ainda mais porque era uma média - haviam potenciais clientes esperando muito mais para ver nossa página, especialmente aqueles acessando de dispositivos móveis em conexões lentas. Não era claro, no entanto, quanto isso afetava o resultado da empresa e se justificava parar um time de tecnologia apenas para corrigir o problema.
Fomos estudar os impactos de um projeto como esse e encontramos diversos resultados interessantes. Um estudo conduzido pela empresa Skilled e postado no blog do Hubspot, em particular, apontou efeitos dramáticos do aumento na velocidade de carregamento de um site. Algumas empresas citadas incluíam até mesmo a Amazon, na qual um aumento de 1 segundo no tempo de carregamento do site equivaleria a $1.6 bilhão em receita perdida em um ano. Outro exemplo interessante era o da Autoanything, que aumentou suas vendas em 13% cortando o tempo de carregamento do site pela metade.
Animados pelos benchmarks resolvemos ir atrás e arrumar o nosso site e obtivemos resultados interessantes:
    Loading time do site na primeira semana de janeiro - mudança foi feita dia 3
Em apenas alguns dias o Bounce Rate (% das pessoas que saem da página sem nenhuma interação - quanto menor melhor) caiu 4 pontos percentuais. Pode parecer pouco, mas isso equivale a efetivamente 20% mais pessoas de fato vendo o nosso site!
    Bounce Rate não variava até o 4o dia quando fizemos as melhorias no site
Apesar de a correlação não ser perfeita, um aumento de 20% de pessoas efetivamente interagindo com o site deve aumentar as vendas em algo próximo a 20% também. O valor disso para um negócio é imenso! Enquanto discutimos quem contratar e novas iniciativas grandiosas de marketing, uma simples mudança nos bastidores acaba tendo um impacto imensamente maior.
E há ainda muito espaço para melhora. O site ainda tem muito espaço para melhorar, tanto em sua velocidade de carregamento quanto ao design propriamente dito. O sucesso dessas mudanças são diretamente ligadas a preferência do nosso consumidor final. E nessa época em que as pessoas prestam cada vez menos atenção e exigem serviços de maior qualidade, melhor não nadar contra a corrente.
E se você leu o artigo até aqui, já tem mais atenção que um peixe dourado.


A Reforma Trabalhista e o RH como protagonista



A Reforma Trabalhista foi assinada há quase um ano, e as novas leis de trabalho vieram para modernizar a CLT, que completa 75 anos em 2018. Mas depois de tantas décadas com a mesma legislação engessada, é normal que haja um período de adaptação às novas leis, certo?

Ainda vemos muita insegurança e dúvidas por parte dos empresários, trabalhadores e RH no que se refere à reforma, principalmente quanto a regulamentação do trabalho remoto (home office) e dos altos empregados, por questões meramente jurídicas. Entretanto, com a mudança da legislação em si, erros e dúvidas em si são justificáveis.

Também há um outro fator que deve ser levado em conta na equação: o eSocial. O sistema que unifica os dados trabalhistas, previdenciários, entre outros dos trabalhadores é outra novidade nos RHs. Claramente estamos em uma fase de mudanças, flexibilização e desburocratização, mas para o sucesso desta transição, é imprescindível que se cumpram as tarefas da melhor e mais correta forma. E o RH, nesse sentido, é a peça chave, o x dessa conta.

E como o RH está lidando com essas novas realidades? É a questão que todos os empresários deveriam se fazer agora. Investir na mudança é uma saída viável, que deve ser encarada não como custo, mas como investimento. Uma profilaxia ao vencimento de prazos e a possíveis multas. Contratar um software de automação de processos, que programe e execute de forma inteligente, ágil e correta as novas informações dentro das novas leis é um jeito.

Porque afinal, bancar os custos de um sistema como esse dará tempo para o RH pensar mais estrategicamente - e não gastar tanto tempo com o operacional. Não só isso, como irá otimizar o trabalho e reduzir erros em um momento de adaptação, que tudo deve ser realizado na mais perfeita ordem para que, com a boa funcionalidade dos processos, todas as dúvidas sejam esclarecidas paulatinamente.

Com isso, se todas as partes se comprometerem a respeitar as novas leis e, mais do que isso, cumprirem exatamente os novos termos, mais fácil aprenderemos a trilhar este novo caminho.






Jeanderson Gripa - Gerente de Desenvolvimento de Sistemas da Benner


Posts mais acessados