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quinta-feira, 8 de março de 2018

Os três pilares do aprendizado



A educação brasileira passa por um profundo processo de transformação com a implantação da nova Base Nacional Comum Curricular. Precisamos estar prontos para este processo, ajudar nossos professores a fazer essa transição e oferecer a nossos alunos ensino de qualidade e alinhado com os novos tempos. Para cumprir essa missão, precisamos enxergar a educação do futuro levando em conta 3 aspectos importantes: segurança, pertinência e experiência.

O acesso às ferramentas tecnológicas que facilitam o consumo e propagação do conhecimento já chegou a todas as camadas sociais. A tecnologia não é mais vista como uma barreira para o conhecimento. E seu uso começa cada vez mais cedo. Pensando nisso, torna-se fundamental cuidar de nossas crianças. Quando permitimos que alunos, a partir dos 6 ou 7 anos, se aventurem em busca de conteúdo na internet, é o mesmo que deixarmos esses estudantes atravessarem sozinhos uma avenida enorme e movimentada sem levá-los pela mão. Como educadores, temos a responsabilidade de guiá-los, oferecendo um aprendizado seguro e de qualidade. Essa segurança só será garantida com conteúdos confiáveis, produzido por fontes que saibam aliar tradição e inovação.

Em momentos de transição, com a grade curricular sofrendo alterações, os responsáveis por gerar conteúdo devem ter em mente que os temas e materiais propostos devem ser pertinentes, perfeitamente alinhados com o momento e o novo perfil de estudante que temos em sala de aula. O mundo mudou, a forma de ensinar e interagir com o conhecimento também mudou. Os conteúdos que os alunos precisam aprender devem fazer sentido para eles. É preciso atribuir a esses materiais um significado prático, para que eles consigam responder ‘para que’ estão aprendendo aquilo, a fim de que estabeleçam vínculos entre escola e vida, enxerguem a relação entre conteúdos de diversas disciplinas e, com isso, aprendam, percebendo que a escola tem sentido.

E para cumprirmos de fato nossa missão, precisamos encarar o grande desafio que é promover uma experiência capaz de envolver o estudante. Estamos diante de uma nova geração de alunos, que aprendem de forma muito diferente de como se aprendia 10 anos atrás. É preciso entender a dinâmica dessa nova geração para organizar a aprendizagem de maneira que os estudantes se sintam incluídos e se identifiquem com os propósitos da escola, se envolvendo com o conteúdo. Cabe, portanto, a professores e gestores escolares a responsabilidade de entender este novo cenário e oferecer ao novo aluno uma experiência que promova o engajamento necessário para garantir um aprendizado efetivo e permanente.






Cleia Farinhas - gerente pedagógica da Editora Positivo. 


Por que exigir que seu filho tire boas notas durante a infância pode ser um problema?

O sucesso escolar do educando vai acontecer quando tivermos em sintonia três pontos: a escola, a família e o aluno. Cada um dando conta do que compete a si. Exigir que seu filho tire boas notas em todas as matérias pode se tornar um problema. Não me entenda mal, ter um desempenho satisfatório envolve ter bons resultados, o que é bom para o aluno. No entanto, é normal que durante sua curva de aprendizado o estudante vá melhor em algumas matérias do que em outras. A avaliação na infância não é mensurada, pois não há notas até o segundo ano. É uma proposta de observação, análise do desempenho e portfólio, mais qualitativa do que quantitativa. Conforme o tempo passa, há uma medição desse conhecimento. Quando trabalhamos com crianças, não podemos ter o objetivo na nota. É preciso atenção na dedicação e no empenho.

A exigência deve acontecer no sentido de elas trazerem o seu melhor, ter dedicação e se sentirem motivadas. É necessário respeitar a faixa etária, pois temos que mostrar a responsabilidade de cada um em fazer o seu melhor, desvinculando da nota e deixando que seja uma consequência. É normal que alguns sejam bem-sucedidos em determinadas disciplinas por diversos motivos, dentre eles habilidades e competências. Com mais de 30 anos de atuação na área de educação e hoje também como coordenadora pedagógica da Educação Infantil e 1° ano no Colégio Salesiano Santa Teresinha, em São Paulo, percebi que os pais devem lidar de uma forma mais positiva com as notas e suas exigências com os filhos. Eles sempre devem optar por conversar e mostrar que as notas, altas ou baixas, são consequências do aproveitamento escolar. Se o aluno se empenha e se dedica, o resultado é bom. Se não foi satisfatório, é necessário ver o porquê. A nota é um resultado que serve também para avaliação, temos que refletir sobre ela, independentemente de qual seja.

Reforço que não ter momentos de convívio diário com o filho também pode interferir no desempenho escolar, por exemplo. Mas essa relação deve ser mais do que uma simples refeição diária. Sei que é difícil falar em um momento, pois se todos estão próximos, mas cada um em seu celular, também não foi válido. A questão é a presença efetiva. Hoje muito se fala que é melhor qualidade do que quantidade de tempo. Mas existe uma reflexão sobre isso, pois atualmente há uma demanda grande de trabalho, fazendo com que muitas vezes a criança passe o dia sem a família. As pessoas delegam muito a terceiros, mas na verdade a educação é responsabilidade de pai e mãe. A escola trabalha a escolarização, a família a educação, e isso só acontece com a presença.

O tempo necessário com o filho é a família que vai estruturar. Uma avó, uma babá ou qualquer outra pessoa não vai educar no lugar dos pais. Portanto, é importante que a família tenha um tempo com essa criança. De chegar em casa e deixar tudo para estar com ela. Não somente em momentos bons, mas também na hora do limite, que é necessário para um desenvolvimento saudável. Agora o quanto isso vai acontecer são os familiares que têm de organizar por conta da demanda de trabalho existente. Isso também é importante para a criança, não só financeiramente, mas para que ela veja um bom exemplo de responsabilidade, entendendo que é possível nos realizar profissionalmente.







Gislene Naxara  - Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, Gislene Maria Magnossão Naxara atua na área de educação há 32 anos. Formada em Pedagogia e pós-graduada em Psicopedagogia pela Mackenzie, cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias na Rede Salesiana.

Ensinando aos filhos que a vida é uma perspectiva




Perspectiva é definitivamente uma palavra de múltiplos significados, note que ela pode estar relacionada ao modo como se analisa determinada situação ou objeto. Mas pode ser também um ponto de vista sobre uma situação em específico, ou mais ainda, pode ser panorama do momento ou do que se espera pela frente.
A palavra e seu significado são tão poderosos que dentro das artes visuais, por exemplo, a perspectiva é entendida como uma técnica de pintura. Em fotos da mesma forma, consegue criar um efeito ilusório nas pessoas que visualizam determinada imagem a partir de um ângulo específico e a distância.
Assim como no mundo das artes o significado de perspectiva pode ser aplicado em nossas vidas, afinal, através de efeitos ilusórios ou não, visualizamos nossos problemas e a vida como ela se apresenta através da forma com que enxergamos e lidamos com tudo a nossa volta.
Sou pai de três adolescentes e sempre proponho a eles a pratica de um simples exercício: Olhar os problemas que estão acontecendo em suas vidas por uma outra perspectiva:
Imagine um tabuleiro de Xadrez com um jogo em andamento, só que no lugar de um jogador ao lado da mesa, se posicione “fora do jogo” olhando o tabuleiro de cima, apenas como um expectador.
Você vai começar a olhar saídas para uma nova jogada e o mais interessante é que vai ver também algumas possíveis jogadas de seus oponentes. Até mesmo para um “xeque-mate” contra você, vai saber como se portar naquele momento.

Só o fato de ter mudado a perspectiva, seu cérebro vai oxigenar e o ponto de vista será outro em todos os sentidos.
Faça isso na sua vida agora, saia de cena, da angústia e do foco no problema, olhe as coisas (de fora) como se não fosse com você, levanta a cabeça! Respire, olhe pra cima e ao seu redor, ande, não fale sobre o assunto por um tempo. Aos poucos você vai perceber novas ideias, outros caminhos e quem sabe uma solução ou novas oportunidades.
A vida é como um jogo de Xadrez, por vezes temos que nos mover com outras opções e em outras direções.
Palavra de quem faz isso, sempre!

 

João Kepler Braga - O autor de “Educando filhos para empreender” é empreendedor, especialista em startups, e-commerce, marketing digital, empreendedorismo e vendas, speaker internacional, reconhecido como um dos conferencistas mais sintonizados com inovação e convergência digital do Brasil. Também é escritor e coautor dos livros “O vendedor na era digital”, “Vendas & Atendimento” e “Gigantes das Vendas”. Kepler foi premiado como um dos maiores incentivadores do ecossistema empreendedor brasileiro e é associado nas Investidoras Bossa Nova Investimentos e Seed Participações. Foi, também, vencedor do prêmio Spark Awards da Microsoft, como investidor anjo do ano.


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