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quinta-feira, 8 de março de 2018

Dia da Mulher: Hospital São Camilo incentiva cuidados com os rins em data comemorativa





Doença renal crônica atinge mais de 120 mil pessoas por ano no país


dia 8 de março é comemorado o Dia Internacional da Mulher, data importante para reforçar o cuidado e a atenção que as mulheres devem ter com a saúde. Com esse mesmo objetivo, outra celebração é o Dia Mundial do Rim – comemorado no mesmo 8 de março – que alerta para a necessidade de cuidar deste órgão. “Os rins são extraordinários, filtram o sangue, produzem hormônios, absorvem minerais, produzem a urina e equilibram, de forma saudável, a acidez e a alcalinidade”, destaca Pedro Dotto Junior, nefrologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.  

As mulheres têm maior propensão à infecção do trato urinário, que pode atingir os rins e gerar alguma complicação no quadro. “Para isso, é muito importante evitar segurar a urina por muito tempo, ingerir por volta de 2 a 2,5 litros de água ao dia, além de procurar atendimento médico imediato aos sinais de queimação para urinar, perda involuntária de urina, odor urinário incomum, vontade de urinar com muita frequência e em pouca quantidade”, afirma o especialista.

Em situações de infecções urinárias repetidas (mais de três episódios ao ano), é importante investigar com um nefrologista, que irá identificar as possíveis causas e direcionar a prevenção adequada. As doenças renais são, em grande parte, silenciosas. Nesse caso é importante realizar avaliações médicas rotineiras que incluam exame de urina e avaliação da função renal. Como a hipertensão arterial é uma das grandes causas de insuficiência renal, é necessário conferir a pressão arterial em toda consulta médica. 

“Evitar o sobrepeso e obesidade também é importante, pois são causas diretas de dano renal, bem como fatores predisponentes para a principal causa de insuficiência renal crônica no mundo, que é o diabetes mellitus”, reforça o nefrologista.

O especialista também orienta a evitar automedicação e ficar alerta com medicamentos que possam prejudicar os rins, especialmente a classe dos anti-inflamatórios não hormonais. “Além disso, se o paciente for portador de hipertensão arterial ou diabetes mellitus, deve seguir rigorosamente o tratamento e manter o acompanhamento com um nefrologista”, conclui.  



A DOR DA MULHER



Cármen Lúcia escuta as vítimas da violência doméstica


Advogadas, artistas, fisioterapeutas, juízas, mães. A violência contra a mulher é uma dor que une milhares de brasileiras. Às vésperas do Dia Internacional da Mulher, a ministra Carmen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), se reuniu com cinco delas e ouviu relatos emocionados de quem já encarou de perto a brutalidade que deixa marcas no corpo e na alma. “Eu quis ouvir a dor das mulheres que passaram por experiências traumáticas, que são compartilhadas por todas as mulheres do mundo”, afirmou a ministra. 

Sandra Batista foi uma das mulheres que atendeu ao convite da ministra. Em 2016, ela perdeu uma das filhas para a covardia. Aos 20 anos, a estudante Louise Ribeiro teve a vida interrompida por um colega da Universidade de Brasília, que a asfixiou e queimou parte do seu corpo porque ela não quis continuar um relacionamento amoroso.

“Hoje, eu revivi tudo o que aconteceu com a minha filha, mas a gente não pode fugir. Temos que unir a nossa dor, nossa força, nossas histórias. A vida continua e essa união mostra que não estamos sozinhas”, disse, emocionada. 

A fisioterapeuta Cristina Lopes, 52 anos, concorda com Sandra. Há três décadas, ele teve 85% do corpo queimado após seu então marido, movido por um ciúme doentio, atear fogo nela.  “Estou realmente muito surpresa com a sensibilidade da ministra Cármen Lúcia. Só mesmo uma mulher para propor uma coisa tão real e, ao mesmo tempo, tão doída.” 

O agressor de Cristina foi condenado a 13 anos e 10 meses de prisão. A punição é referência no combate à violência doméstica no Brasil.  “A Lei Maria da Penha foi um marco na história brasileira, pois um crime que não é punido, é permitido. ” Cristina, hoje com 52 anos, se formou em fisioterapia, tem especialização no tratamento de queimados, e é vereadora em Goiânia.

O ódio de um ex-companheiro também motivou a agressão sofrida pela advogada Letícia Pereira, 30 anos, outra convidada do encontro. Moradora de Juiz de Fora (MG), em fevereiro de 2015, ela foi espancada a pauladas, por — supostamente — ter traído o homem com quem namorou por dois anos. “Ainda sou refém do medo, mas acho importante essa postura de humanização do Poder Judiciário. Tivemos uma reunião muito emocionante com Cármen Lúcia”, disse Letícia.
  Da direita para esquerda,  Letícia, Sandra, Cristina, Cármen Lúcia, Tatiane e Mariene. FOTO: Gil Ferreira/Agência CNJ, 

 O caso de Letícia foi o primeiro em Minas Gerais a ser enquadrado na Lei Maria da Penha e a ir a júri popular. O agressor da advogada foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão por tentativa de feminicídio duplamente qualificado - motivo torpe e sofrimento desnecessário à vítima.  Letícia teve afundamento de crânio, fraturas no braço direito e na mão esquerda. Ela ficou 14 dias internada e, desde então, precisou fazer sete cirurgias.

“Ainda vivo com medo e iniciativas como essa ajudam a amenizar esse sentimento”, explica Letícia. Até hoje, como consequência do espancamento, a advogada tem fortes dores de cabeça, vive com acompanhamento psicológico e psiquiátrico e se submete a tratamento para recuperar o movimento das mãos e dos braços.

Fortalecimento

A juíza Tatiane Moreira de Lima, que atua justamente em uma vara de violência doméstica em São Paulo, se viu vítima de um drama em 2016.  Um homem, que era parte em processo sob responsabilidade da magistrada, invadiu o gabinete dela e ameaçou incendiá-la e matá-la. O trauma causado pelo episódio acabou superado. Ela passou a difundir um programa de recuperação de homens que agridem mulheres e fazer palestras sobre o assunto.  

O agressor foi condenado a 20 anos de prisão por tentativa de homicídio e cárcere provado. Para Tatiane, a vivência faz parte do passado. “Esse encontro promovido pela ministra promoveu o fortalecimento de todas as mulheres, para que elas não se calem e consigam superar a violência. Juntas, percebemos que somos muito mais fortes”, afirmou a juíza. 

Um desentendimento entre a cantora e atriz Mariene de Castro, 39 anos, e seu então companheiro acabou em violência doméstica, em 2012. A baiana, que tem um filho com seu agressor, prestou queixa por lesão corporal e ameaça e ainda aguarda o fim do processo que tramita na Justiça.

Entusiasta da Lei Maria da Penha, ela pede mais mobilização das pessoas, homens e mulheres. “Nessa semana dedicada à mulher, um encontro como esse só pode repercutir positivamente. Acho que foi uma grande oportunidade para mulheres falarem de suas dores e de suas histórias, com muita verdade, muita entrega e muita sinceridade. Clamamos por um país sem violência, de homens mais generosos, de pessoas mais humanas”, lembrou Mariene. 

Estado-Juiz

Para a ministra Cármen Lúcia, ouvir o relato dessas mulheres é uma oportunidade de dar voz a quem teve a vida marcada pela violência. “O Estado, que assumiu a responsabilidade de fazer a justiça no sentido humano, no plano do Estado-Juiz, tem que dar espaço para que essas pessoas falem, para que possamos dar a oportunidade da sociedade contribuir com as mudanças e também mudar a estrutura estatal que garanta que haja punição. Eu quis me reunir com pessoas que têm o que falar e querem ser ouvidas”, disse a presidente do STF e do CNJ.




Letícia Pereira
Moradora de Juiz de Fora (MG), a advogada Letícia Pereira foi agredida a pauladas, em fevereiro de 2015, pelo ex-companheiro. O caso foi o primeiro no estado de Minas Gerais a ser enquadrado na Lei Maria da Penha e a ir a júri popular. Em agosto de 2016, Quéssio Claudomir da Silva foi condenado a 10 anos e oito meses de prisão por tentativa de feminicídio duplamente qualificado - motivo torpe e sofrimento desnecessário à vítima. 

Cristina Lopes
Hoje fisioterapeuta e vereadora em Goiânia, aos 20 anos, Cristina Lopes Afonso foi vítima da fúria do então marido. Em 1986, o ex-companheiro, movido por ciúmes, jogou álcool no seu corpo e ateou fogo. Ela teve 85% do corpo queimado. O agressor recebeu condenação de 13 anos e 10 meses de prisão. A punição é, até hoje, referência no combate à violência doméstica no Brasil. Cristina se formou em fisioterapia e tem especialização no tratamento de queimados. 

Tatiane Moreira de Lima
Titular da Vara de Violência Doméstica do Fórum do Butantã, em São Paulo, Tatiane Moreira de Lima é juíza há 11 anos. Em 2016, ela viveu um drama quando um homem invadiu seu gabinete e ameaçou incendiá-la e matá-la. O agressor respondia a processo na vara sob comando da magistrada por ter agredido a ex-mulher. Ele foi condenado a 20 anos de prisão por tentativa de assassinato e cárcere privado. No ano passado, Tatiane criou uma campanha contra o assédio sexual nos ônibus, trens e metrôs na capital paulista. 

Mariene de Castro
Cantora e atriz baiana, Mariene de Castro foi vítima de violência doméstica e, em 2012, prestou queixa por lesão corporal e ameaça contra o ex-companheiro com quem teve uma filha. Um ano depois, a assessoria da artista se manifestou sobre caso, destacando que Mariene reforçou sua crença na Justiça, especialmente na eficácia da Lei Maria da Penha na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. 

Sandra Batista
Em março de 2016, Sandra Batista, mãe da então estudante de biologia da Universidade de Brasília Louise Ribeiro sofreu um duro golpe. A filha de 20 anos foi brutalmente assassinada por um colega de faculdade que premeditou o crime. Aluna brilhante, a jovem foi asfixiada e teve o corpo parcialmente queimado. No ano passado, o agressor acabou condenado a 23 anos de prisão por homicídio quadruplamente qualificado: motivo torpe, meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio. 



Thaís Cieglinski
Agência CNJ de Notícias


5 tabus da vagina e da saúde íntima feminina



No mês em que é comemorado o Dia Internacional da Mulher, a Vagisil marca reconhecida mundialmente por cuidar da saúde íntima das mulheres convida todas as mulheres a quebrar tabus e ter um papo sem vergonha. Veja 5 tabus que queremos deixar para trás:

1.    Vagina é vagina!
 
Quantas vezes adotamos um nome fofo para nos referirmos à vagina? Uma pesquisa realizada pela Vagisil mostra que 1 em cada 4 mulheres tem vergonha de falar a palavra vagina. Quanto mais naturalidade tivermos ao falar sobre, mais íntimas ficamos dela e, consequentemente, mais saudáveis.


2. Vagina tem cheiro e é normal! 

Sim, toda vagina possui um odor natural. Porém, ele sofre grande variação, entre muito forte, tolerável e suave. É normal o cheiro da região íntima perder o frescor ao longo do dia por conta do suor produzido nas glândulas da região íntima. Nosso ciclo hormonal, assim como nossos hábitos do dia a dia influenciam na alteração do odor, como o uso de roupas muito justas, sabonete inadequado, excesso de peso, medicamentos e até mesmo a nossa alimentação. Assim como não gostamos de conviver com o odor proveniente da axila, também podemos evitar os odores da vagina com desodorantes íntimos que previnem a formação de odores e dão a sensação de frescor o dia todo.


3. Vagina precisa de cuidados diários

Os cuidados da região íntima devem ser levados a sério, uma vez que negligenciados podem acarretar problemas de saúde, portanto lembre-se que a vulva tem necessidade de respirar. Então, evite roupas muito apertadas e com tecidos grossos. Durante o dia, priorize aquelas que são 100% algodão e deixe as rendas para as noites de amor. Dormir sem calcinha é a melhor maneira de ventilar a área.

Além disso, redobre a atenção com a higiene: não vale passar qualquer sabonete, é preciso usar os específicos. O sabonete íntimo é ideal porque apresenta o nível adequado de pH, levemente ácido, assim como nossa vagina, por isso ajuda a equilibrar a flora vaginal. Nas estações mais quentes do ano, como transpiramos mais, podemos tomar até dois banhos por dia.

4.    Lubrificantes feitos para mulheres? Sim, eles existem! 
 
Durante a relação sexual muitas mulheres sentem desconforto, em função de estarem pouco lubrificadas na vagina. O lubrificante pode ser o principal aliado nesse momento, porque ajuda a mulher a relaxar, já que elimina o ressecamento e o incômodo. O lubrificante íntimo exerce muito bem seu papel na cama, evitando lesões e diminuindo atrito durante o sexo. Além disso, muitas vezes a mulher demora mais tempo do que o homem para sentir-se excitada, então esse produto é um grande aliado para “chegar lá”, e deixar tudo mais gostoso e fácil.
Atenção: escolha um lubrificante feito para mulheres! A região é muito delicada, por isso é sempre importante procurar produtos específicos para atender às características da região vaginal. É fundamental comprar apenas produtos que foram testados ginecologicamente, que sejam hipoalergênicos, sem álcool e sem bactericidas. Existem marcas com produtos especialmente desenvolvidos para a região íntima da mulher. E vale sempre o lembrete: em caso de alergia ou irritação, suspender o uso e procurar a ginecologista.

  1. 5.    Uma vagina saudável visita a ginecologista regularmente
Outros dados da pesquisa realizada pela Vagisil mostram que 37% das mulheres, quando possuem um incômodo relacionado ao odor procuram informações por meio da Internet e que 33% delas esperam o problema se resolver sozinho. 

Por melhores que sejam nossos cuidados com a vagina, a visita regular ao ginecologista e os exames preventivos anuais são indispensáveis. Forte odor, coceira ou uma aparência estranha na calcinha no final do dia indicam que algo não vai bem, portanto procurar um médico é o mais prudente com a própria saúde.

O Dia Internacional da Mulher é um momento oportuno para nos lembrarmos do cuidado que podemos ter com nós mesmas!






*Vagisil é uma marca reconhecida mundialmente por sua missão de cuidar da saúde íntima das mulheres, com produtos inovadores e comprovadamente eficientes. 

** Colaborou com esse texto: Dra. Patricia Varella, ginecologista e obstetra pela Universidade de São Paulo



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