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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Queda no rendimento escolar pode estar relacionada ao uso excessivo de computador



Especialista aponta sete dicas para ficar conectado sem prejudicar os olhos

Muitos pais, hoje em dia, reclamam do tempo excessivo que seus filhos passam diante do computador, do videogame, e do telefone celular. Principalmente nas grandes cidades, os adolescentes estão sempre conectados. O problema é que esse excesso de foco na visão de perto pode provocar embaçamento, contrações involuntárias do músculo ocular, dor nos olhos, dor de cabeça constante, dor nos ombros e no pulso, entre outros sintomas – atrapalhando o rendimento ocular. Essa ‘Síndrome da visão do computador’ costuma acometer entre 50% e 90% das pessoas que passam muito tempo conectadas – incluindo crianças. Por isso, é preciso estar atento aos sinais que os olhos dão e fazer o possível para atenuar o problema.

“A ‘Síndrome da visão do computador’ é semelhante a qualquer outra lesão por estresse repetitivo. Isso acontece quando a pessoa repete os mesmos movimentos, sempre mais e mais. Sendo assim, se o paciente prosseguir com o mesmo padrão de comportamento, seu quadro irá se agravar, até chegar um momento em que não se consegue continuar sem tratar o problema”, diz o cirurgião-oftalmologista Renato Neves, diretor-presidente do Eye Care Hospital de Olhos, em São Paulo.

Neves explica que, diante do computador ou do celular, os olhos são constantemente forçados a focar textos e imagens, se mover para frente e para trás ao conferir papéis e voltar a ler o que está na tela, alinhar o que está sendo objeto da sua atenção... Enfim, os olhos têm de acomodar imagens diversas vezes para que o cérebro possa interpretar corretamente a informação. “Essa repetição contumaz invariavelmente acaba provocando sintomas desagradáveis, aumentando a queixa do paciente. E tudo começa com um déficit na hidratação ocular. Enquanto normalmente piscamos 30 vezes por minuto, essa frequência pode cair para nove vezes por minuto ao usar o computador por muitas horas e muitos dias seguidos, fazendo disso uma rotina”.

O especialista explica que pacientes com histórico de doenças oculares vão ser ainda mais afetados pela ‘Síndrome da visão do computador’. “Quem tem astigmatismo ou dificuldade para enxergar de perto é mais vulnerável ao problema, principalmente se não costuma consultar um oftalmologista regularmente para atualizar o grau dos óculos ou lentes de contato. Também quem passou dos 40 tem mais chances de apresentar essas queixas, até porque, com o tempo, as lentes naturais dos olhos se tornam menos flexíveis, prejudicando o ajuste de foco para perto e para longe. É a presbiopia”.

Diante dessa realidade, Renato Neves apresenta sete dicas para evitar a ‘Síndrome da visão do computador’:

1.           Pisque com mais frequência. “Piscar é um santo remédio para vista cansada e pode evitar crises de olho seco. Isso porque, ao piscar, você lubrifica os olhos e previne também a irritação ocular. Quando estiver conectado, seja no computador, seja no telefone celular, procure parar um pouco para piscar várias vezes seguidas, olhar para longe e para os lados, e só depois volte ao que estava fazendo. Usar lágrimas artificiais também é um bom recurso para hidratar a visão.”

2.           Controle a iluminação.  “Ficar exposto a um ambiente de estudo ou lazer excessivamente iluminado é tão prejudicial quanto olhar diretamente para a luz do sol através da janela. Quando estiver usando o computador, reduza pela metade as lâmpadas do ambiente e procure controlar a entrada de luz natural com cortinas ou filmes. Além disso, a luz deve entrar sempre lateralmente no ambiente.” 

3.           Reduza o brilho.  “O brilho produzido pelas superfícies planas e pela tela do computador pode provocar bastante cansaço nos olhos. Instale, de preferência, uma tela antirreflexo no monitor e procure substituir o branco brilhante das paredes por tons pastel com acabamento fosco.”

4.           Se possível, atualize computador e celular. “Os novos monitores cansam bem menos a vista do que os antigos. Isto porque já vêm com uma superfície antirreflexo e com melhor definição de imagens. Com relação ao tamanho da tela, se possível opte pelas maiores porque são visualmente mais confortáveis. O mesmo vale para os celulares – que também estão com telas maiores, do tamanho da palma da mão.” 

5.           Pare o que está fazendo de duas em duas horas. “Ficar concentrado por muitas horas diante do computador não faz bem nem aos olhos nem ao resto do corpo. Adote pausas mais longas a cada duas horas de uso de computador. Assim, você poderá descansar a vista, relaxar o pescoço, alongar o corpo, esticar as pernas, caminhar, se hidratar e retomar suas atividades com mais disposição mental e olhos descansados.”

6.           Se proteja da luz violeta dos leds. “No longo prazo, a exposição à luz azul violeta dos eletrônicos pode resultar em risco aumentado para DMRI (degeneração macular relacionada à idade) e catarata. Hoje em dia, os telefones celulares mais modernos têm um recurso chamado ‘night shift’. Trata-se de um método que ajusta a temperatura da cor da tela dos aparelhos. Esse recurso foi implantado justamente depois que um estudo demonstrou o quanto o uso de smartphones/tablets pode causar problemas de insônia nos usuários.”

7.           Vá ao oftalmologista uma vez ao ano. “Visitar um oftalmologista uma vez por ano é indicado para quem tem mais de 40 anos ou problemas de visão que exigem acompanhamento periódico. Porém, quem passa muito tempo conectado também está sujeito a alterações na visão. Sendo assim, tão logo começarem a surgir os primeiros sintomas da ‘Síndrome da visão do computador’ é importante recorrer a um especialista para se prevenir de alterações visuais recorrentes ou persistentes.”





Fonte: Dr. Renato Augusto Neves, cirurgião-oftalmologista e diretor-presidente
do Eye Care Hospital de Olhos (SP)  - www.eyecare.com.br





Acidentes em gravações reforçam a importância do gerenciamento de riscos nas produções cinematográficas



Existem consultorias especializadas que podem avaliar a exposição aos riscos e proteger os profissionais envolvidos


Uma dublê morreu nesta segunda-feira (14) durante as gravações do filme Deadpool 2. Ela sofreu um acidente enquanto participava de uma cena em uma motocicleta. O estúdio não divulgou a identidade da vítima. O ator Ryan Renolds, que interpreta o anti-herói lamentou a morte da colega.  

Pouco mais de um mês atrás, o dublê John Bernecker também sofreu um acidente fatal durante as filmagens da série The Walking Dead. Ele caiu de uma altura de sete metros e teve um ferimento sério na cabeça. Depois do acidente, a produção da oitava temporada da série foi adiada.

Além deles, o ator Tom Cruise se machucou durante as gravações do filme Missão Impossível 6. Conhecido por dispensar dublês nas cenas de ação, Tom não conseguiu realizar um salto entre dois prédios. O ator, que estava equipado com cabos de segurança, conseguiu se segurar na beirada do prédio, mas ao se levantar, saiu mancando.

Esse tipo de acontecimento reforça a importância do gerenciamento de riscos nas produções televisivas e cinematográficas. Existem consultorias especializadas que podem avaliar a exposição aos riscos e proteger os profissionais envolvidos. Existem também corretoras de seguros e seguradoras para proteger os produtores dos impactos financeiros que esses acontecimentos podem causar.

Em geral, as produções de Hollywood já contam com esse tipo de proteção. Agora, essa consciência está se desenvolvendo também no cinema nacional.

Em julho entrou em cartaz nos cinemas brasileiros o novo filme protagonizado por Selton Mello: Soundtrack. A obra tem o apoio da consultoria e corretora de seguros Aon. Ao invés de oferecer apenas um apoio financeiro para a realização do filme, a Aon fez um estudo dos riscos envolvidos nas etapas de pré-produção, produção e pós-produção e desenhou o pacote de seguros. A seguradora escolhida foi a Chubb, uma das pioneiras no segmento.

“Nossa primeira preocupação foi entender, em termos gerais, como os diretores pretendiam executar o filme. Precisávamos conhecer o cenário de riscos, a equipe envolvida, equipamentos, objetos cenográficos, condições e locações onde as cenas seriam filmadas. Todo o briefing da produção, desde a pré-produção até a pós-produção”, explica Midiã Borges, especialista em Riscos e Seguros para Entretenimento e Eventos na Aon Brasil.

O desenho do pacote de seguros do filme reuniu coberturas como seguro de acidentes pessoais para a equipe e os prestadores de serviço, morte acidental e por qualquer causa, invalidez permanente total ou parcial, além de assistência médica e odontológica. “Diante de um projeto cinematográfico, do seu gênesis até seu último momento, que é após o seu lançamento, nós estamos sempre administrando riscos”, analisa Julio Uchoa, Produtor Executivo do SoundTrack.

Com o objetivo de dar tranquilidade aos produtores, também foram consideradas outras coberturas importantes que muitos não se atentam na hora da contratação como: o seguro de responsabilidade civil, que cobre reembolso por danos involuntários, materiais e corporais, causados a terceiros, decorrentes de acidentes relacionados com as atividades exercidas para produção e realização da filmagem; o seguro de não comparecimento, que serve para reembolsar os custos de produção caso um artista fundamental, ou até mesmo o diretor do filme, não possa comparecer à gravação em um determinado dia; o seguro designado como suporte, para indenizar o segurado caso algum acidente provoque a perda do HD onde o filme está armazenado; e proteção de equipamentos cinematográficos, para ressarcir o valor de equipamentos de gravação, sonorização e projeção, objetos cenográficos, figurinos ou veículos de cena que por algum motivo sejam danificados durante as filmagens ou até mesmo roubados.

“Proporcionalmente, o custo do seguro é tão barato comparado ao custo da produção cinematográfica, que a exposição aos riscos não compensa, mas ainda é preciso quebrar alguns paradigmas e desenvolver uma cultura de seguros no segmento audiovisual brasileiro. Esse é o nosso papel como consultoria: analisar e cuidar dos riscos dando tranquilidade para os produtores realizarem sua arte”, acredita Midiã.


Acidentes durante gravações resultam no pagamento de grandes indenizações

Infelizmente, acidentes no estúdio são relativamente comuns e podem resultar em ferimentos e fatalidades, multas e indenizações. “Nos Estados Unidos e Europa, poucas produtoras se arriscam a iniciar projetos sem coberturas completas para as mais variadas situações. Com o amadurecimento do cinema nacional, essa percepção também está se desenvolvendo no Brasil”, afirma a especialista em Riscos e Seguros para Entretenimento e Eventos da Aon Brasil.

Algumas das principais empresas cinematográficas do mundo compilaram dados de acidentes em estúdios desde o ano 2.000 até hoje. Ao todo, foram registradas 37 mortes. “Mesmo que a produção seja muito cuidadosa e os riscos extremamente bem gerenciados, acidentes acontecem”, diz Midiã Borges.

De fato, existem diversas histórias públicas de acidentes em grandes produções. Durante a filmagem de Guerra nas Estrelas: O despertar da Força, uma porta hidráulica da nave espacial Millenium Falcon foi fechada no momento errado e quebrou a perna esquerda do ator Harrison Ford. O evento desencadeou uma investigação do departamento de Saúde e Segurança do Reino Unido, que aplicou uma multa de £ 1,6 milhão na produtora do filme. Na época, o responsável pela apuração disse que havia “risco de morte”. Felizmente, Harrison Ford sobreviveu.

O ator britânico Roy Kinnear não teve a mesma sorte na filmagem de O retorno dos Mosqueteiros. Ao filmar uma cena com um cavalo, ele sofreu uma queda, quebrou a bacia, teve uma hemorragia interna e morreu no dia seguinte em um hospital em Madri. A família do ator processou a produtora e recebeu £ 650 mil de indenização.

Durante a gravação de uma sequência de ação para o filme Cyborg, de 1989, o ator Jean-Claude Van Damme acidentalmente acertou o colega Jason Rock Pinckney no olho esquerdo. Pinckney perdeu a visão daquele olho e Van Damme teve que pagar uma indenização de quase US$ 500 mil.

“Na medida em que a indústria amadurece, seus riscos vão se tornando mais complexos. A produção audiovisual brasileira está em transformação e agora precisa desenvolver um olhar de gerenciamento de riscos”, conclui Midiã.





Aon Plc (NYSE: AON)





Saiba o melhor momento para procurar um médico geriatra



O envelhecimento pode ser muito mais tranquilo quando há o acompanhamento do especialista correto


A média de expectativa de vida dos brasileiros subiu de 62,5 anos em 1980 para 73 em 2010, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para que seja possível atingir essa desejada longevidade com qualidade de vida, a busca por um profissional geriatra deve ser a mais precoce possível. Dúvidas como: “que tipo de médico devo procurar para tratar este sintoma?”,  “não aguento mais ir a tantos médicos, será que não há um médico que resolva a maior parte dos meus problemas?”, podem ser solucionadas por esse especialista que, ao contrário do que a maioria das pessoas pensam, não precisa ser procurado a partir de uma idade exata.

Segunda Aline Thomaz, geriatra da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, embora haja aumento da expectativa de vida, homens e mulheres vivem boa parte desses anos com incapacidades importantes e ainda há o preconceito em relação ao processo natural do envelhecimento, que faz com que uma parte das pessoas considere que só devem ir a um especialista quando se sentem mais velhas. “O geriatra está habilitado a tratar de situações complexas do processo de envelhecimento. Isso significa que ele irá avaliar aspectos físicos, mentais e psicossociais, com o objetivo de detectar as incapacidades, fazer o planejamento terapêutico e a reabilitação, focalizando não só no diagnóstico e tratamento de doenças específicas, mas principalmente na manutenção e recuperação da capacidade funcional.”

Com conhecimento em todas as áreas do corpo humano – desde o cérebro até as unhas do pé - o geriatra trata de doenças clínicas como: hipertensão arterial, diabetes, osteoporose, Alzheimer, acidente vascular encefálico, incontinência urinária, tonturas, quedas e tudo que possa interferir na qualidade de vida da pessoa idosa, atuando também no campo dos cuidados paliativos, com foco no bem-estar dos portadores de doenças sem possibilidade de cura.

Aline explica que é comum que as pessoas tenham muitas dúvidas sobre o momento exato de procurar o geriatra, mas que é necessário dar atenção a pequenos sinais do corpo que podem aparecer antes dos 60 anos.  “Postergar a ida ao especialista pode ser, sim, um problema, especialmente quando muitas coisas são consideradas “naturais do processo de envelhecimento” e, na verdade, não são. Como, por exemplo: lapsos de memória frequentes, perda de urina de forma involuntária, quedas, idas frequentes ao pronto-socorro, isolamento em casa, entre outras”.

Por outro lado, muitas pessoas não apresentam os sintomas comuns do envelhecimento, mas chegam à vida idosa com muitas doenças que podem incapacitar e dificultar a qualidade de vida. “Quando o idoso apresenta três ou mais doenças crônicas instaladas, recomenda-se centrar o seu cuidado com um geriatra. É recomendável também que seja realizada uma Avaliação Geriátrica Ampla (AGA), onde o paciente será avaliado globalmente, seus órgãos e sistemas serão vistos de forma integrada, juntamente com a sua capacidade funcional e aspectos sociais, psicológicos e culturais.”

Nas unidades da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, os pacientes são atendidos dentro das melhores práticas, fazendo com que ele tenha o acompanhamento do geriatra desde a sua entrada até o recebimento da alta, realizando a Avaliação Geriátrica Ampla. Dessa forma, o médico fica responsável pelos encaminhamentos e análises necessárias para o paciente, possibilitando a visão global de cada caso e diminuindo o período de tratamento dentro do Hospital. Em casos de internação, uma equipe multidisciplinar empenhada em sua recuperação e restabelecimento da sua saúde fica à disposição do paciente.





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