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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Crises política e econômica e violência estimulam contratação de seguros



Cada vez mais pessoas estão contratando seguros no Brasil, conforme as estatísticas da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). As crises política e econômica e o aumento da violência afligem os brasileiros, mas servem de combustível para as corretoras de seguro inovarem nas estratégias para atrair mais clientes. Em 2016, quem contratou seguro teve acesso a indenizações, benefícios, resgates e sorteios no valor global de R$ 121,6 bilhões – veja os dados da CNseg mais adiante.

A personalização dos seguros para atender nichos específicos de consumidores, coberturas extras de bens e capacitação dos corretores são exemplos de iniciativas desse mercado.


Brasileiro mais preocupado em proteger vida e patrimônio

As corretoras enxergam que cada vez mais o brasileiro está preocupado em proteger sua vida, seu patrimônio e também garantir uma renda futura, por meio do seguro. A Corretora de Seguros Bancorbrás, por exemplo, exibe em sua carteira uma variedade de planos aderentes a essas estratégias, como: seguro residencial com cobertura para bicicleta, seguro para festas, seguro de vida para portadores de diabetes ou produtos específicos voltados para mulheres e praticantes de esportes radicais.


Seguro permite ‘pensar no futuro’ de forma planejada

Segundo Alessandra Monteiro, Gerente Executiva da Corretora de Seguros Bancorbrás, o objetivo das corretoras é reforçar a mensagem ao público de que há a opção vantajosa de “pensar no próprio futuro” tendo respaldo na contratação de um ou mais planos de seguro. “Contratar um seguro não deve ser encarado como uma despesa. É um exercício financeiro em que é possível planejar a contratação de acordo com a capacidade de pagamento de modo a resguardar qualquer um de nós em momentos críticos, afirma Luiz Carlos.”

A Corretora de Seguros Bancorbrás também investe continuamente na capacitação dos Consultores, todos com certificação técnica pela Funenseg (Escola Nacional de Seguros), para prestarem orientações aos consumidores interessados em saber mais sobre as proteções tradicionais e inovadoras no mercado.


Crescimento na venda de seguros em 2016

A estratégia da Corretora de Seguros Bancorbrás guarda relação com o desempenho do setor em âmbito nacional em 2016. No ano passado houve crescimento na contratação de seguros em segmentos como o de “vida individual” e “acidentes pessoais” (27,4%) e também no de “previdência privada” (21,9%). Segundo o presidente da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano, este desempenho positivo teve como um dos motivadores a postura mais preventiva e preocupada das pessoas em garantir uma renda no futuro para si ou seus familiares.

Segundo a CNseg, o mercado de seguros, sem considerar o ramo de saúde, teve expansão de 9,2% em 2016 sobre os resultados de 2015, totalizando R$ 239,3 bilhões em prêmios, segundo dados da Susep.

No ano passado, o setor de seguros pagou R$ 121,6 bilhões em indenizações, benefícios, resgates e sorteios, um crescimento de 7,6% ante 2015. Já as chamadas reservas técnicas, recursos que as seguradoras acumulam para fazer frente a essas obrigações, alcançaram R$ 785 bilhões, aumento de 19,3%, na mesma base de comparação.


DICAS PARA CONTRATAÇÃO DE SEGUROS

Os especialistas em seguros listam algumas dicas para o consumidor ser bem-sucedido na hora de contratar um ou mais seguros. Confira algumas:

- é importante lembrar que é fundamental que o segurado tenha o apoio de um corretor de seguros habilitado pela Susep. Este profissional é capacitado para indicar as opções de planos adequados a cada perfil de cliente, além de orientá-los sobre outros produtos complementares.

- se a contratação ocorrer diretamente por meio de uma corretora de seguros, o consumidor deve se informar se a empresa em questão é habilitada pela Suspep. O consumidor deve evitar fechar negócio com empresas não habilitadas, pois estas não seguem as regras de gestão financeira e nem oferecem garantias de reservas para o pagamento dos valores contratados.

- muita atenção às corretoras on-line, que proliferaram nos últimos anos. Neste modelo, não há contato da corretora ou do corretor durante o processo de contratação. Assim, aumentam os riscos de erros por parte do cliente e de problemas para o eventual recebimento de valores em caso de sinistro.

- o consumidor não deve esconder ou dar informações incompletas ao corretor de seguros. Do contrário, estará sujeito a não receber o pagamento dos valores contratados quando algum evento negativo (chamado “sinistro”) ocorrer.




Você sabe o que fazer em casos de acidentes com cargas tóxicas?



Especialista do Hospital 9 de Julho orienta quais os cuidados devem ser tomados em situações como as de acidente com cargas tóxicas; vazamento de produtos químicos durante o transporte em estradas são relativamente comuns


Nos últimos *10 anos foram registrados mais de dois mil acidentes com cargas tóxicas nas principais vias do Brasil. Segundo o Dr. Renato Poggetti, cirurgião especialista em trauma e coordenador do Centro de Trauma do Hospital 9 de Julho, a identificação correta do produto químico e socorro às vítimas são determinantes para salvar vidas: “O atendimento imediato é fundamental para aumentar as chances de vida”.

O médico lembra que pessoas que têm o primeiro contato com o acidentado precisam tomar algumas atitudes. “Assim que acontece um acidente, deve-se chamar o atendimento pré-hospitalar. Enquanto ele não chega, é importante ter alguém que tenha noções de primeiros socorros para ajudar o acidentado”. Alguns pontos são determinantes no momento do acidente:·  

       Manter a calma – é uma situação delicada, mas que exige toda tranquilidade do socorrista. Enquanto a vítima está nervosa, o papel das pessoas ao redor é acalmá-la até o socorro especializado chegar.

·         Estar em segurança – saber identificar o produto tóxico do acidente é importante para manter o acidentado e o socorrista em segurança. É indicado, sempre que possível, o uso de luvas e máscaras para evitar o aumento da contaminação.

·         Conter sangramentos – caso a vítima esteja sangrando, estancar o sangramento é o primeiro passo para evitar hemorragias. Não é recomendado, porém, movimentar o paciente para evitar lesões.

·         Detalhes do acidente – assim que o atendimento pré-hospitalar chegar ao local, deve-se informá-los qual foi o histórico até aquele momento e o que já foi feito como primeiros-socorros.

A legislação vigente determina que todos os veículos que transportam cargas tóxicas devem conter informações que facilitem a identificação dos produtos transportados.  Para o Dr. Poggetti, identificar o tipo de carga que causou o acidente é primordial: “Cada produto tem uma particularidade e essa informação faz toda a diferença no tratamento”.

Listamos abaixo algumas substâncias químicas e como identificá-las no caso de acidentes tóxicos:

Produto explosivo - são subdivididos em níveis de explosão em massa até pequenas explosões.

Gás não inflamável – são produtos tóxicos e que podem causar asfixia caso sejam inalados.

Gás inflamável – gases que se tornam mais perigosos em contato com o ar causando maior propensão a incêndios.

Substância sujeita a combustão espontânea – substâncias que podem causar combustão espontânea e, que em contato com a água, emitem gases inflamáveis.

Oxidante – produtos que podem liberar oxigênio e causar incêndios ou alastrá-los.

Produto radioativo – material que pode emitir radiação.

O especialista Dr. Poggetti explica que caso a contaminação aconteça por produtos radioativos ou que possam contaminar outras pessoas ao redor, é necessário o atendimento por uma equipe especializada: “O paciente é levado para uma área destinada a descontaminação. O profissional de saúde que vai acompanhá-lo deve usar roupas especiais para se proteger e evitar que o produto seja levado para fora daquela sala”.
É importante seguir estas orientações quando houver acidente com cargas tóxicas. Assim, é possível diminuir o risco de contaminações e de sequelas em quem foi atingido.





Fonte:http://www.cetesb.sp.gov.br/2017/02/03/regis-e-a-rodovia-com-mais-acidentes-com-cargas-toxicas-aponta-cetesb/




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