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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Butantan inicia nova etapa de testes da 1ª vacina brasileira para a dengue



A partir desta quarta-feira, a Santa Casa de Misericórdia, parceira do instituto, começa os testes clínicos com 1,2 mil voluntários; o estudo também está em desenvolvimento no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, na capital paulista, e em outros 12 centros pelo Brasil

O Estado de São Paulo inicia nesta quarta-feira, 17 de agosto, os testes em humanos na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo da primeira vacina brasileira para a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan, unidade da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e um dos maiores centros de pesquisa biomédica do mundo.

Cerca de 1,2 mil pessoas de 18 a 59 anos devem participar do estudo no centro, que integra a terceira e última etapa de testes antes de a vacina ser submetida à aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), para que possa ser produzida em larga escala pelo Butantan e disponibilizada para campanhas de imunização em massa na rede pública de saúde em todo o Brasil.

Na Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, os ensaios clínicos serão conduzidos pelo professor José Cassio de Moraes. Os voluntários serão selecionados por meio do programa Estratégia de Saúde da Família, desenvolvido pelo Centro de Saúde Escola da Santa Casa de Misericórdia, um dos primeiros do país, criado em 1967.

Os testes já estão em andamento em Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Porto Velho (RO) na região Norte, em mais dois centros no Estado de São Paulo (Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto), em um centro de pesquisas de Fortaleza (CE) e em Porto Alegre (RS). Ao todo serão 14 centros de pesquisa credenciados pelo Butantan para a realização dos estudos (confira relação completa abaixo).

Os testes envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades nas cinco regiões do Brasil. São convidadas a participar do estudo pessoas saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos.  Os participantes do estudo são acompanhados pela equipe médica por um período de cinco anos para verificar a duração da proteção oferecida pela vacina.

A vacina do Butantan, desenvolvida em parceria com os Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH, na sigla em inglês), é produzida com vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos.

“Com os vírus vivos, a resposta imunológica tende a ser mais forte, mas, como estão enfraquecidos, eles não têm potencial para provocar a doença. A vacina deve proteger contra os quatro sorotipos da dengue com uma única dose”, explica o diretor do Instituto Butantan, Jorge Kalil.

Nesta última etapa da pesquisa, os estudos visam comprovar a eficácia da vacina. Do total de voluntários, 2/3 receberão a vacina e 1/3 receberá placebo, uma substância com as mesmas características da vacina, mas sem os vírus, ou seja, sem efeito. Nem a equipe médica nem o participante saberão quais voluntários receberam a vacina e quais receberam o placebo. O objetivo é descobrir, mais à frente, a partir de exames coletados dos voluntários, se quem tomou a vacina ficou protegido e quem tomou o placebo contraiu a doença.

Os dados disponíveis até agora das duas primeiras fases indicam que a vacina é segura, que induz o organismo a produzir anticorpos de maneira equilibrada contra os quatro vírus da dengue e que é potencialmente eficaz.

“A dengue é uma doença endêmica no Brasil e em mais de 100 países. A vacina brasileira produzida pelo Butantan, um centro estadual de excelência reconhecido internacionalmente, será certamente uma importante arma de prevenção, protegendo nossa população contra a doença e suas complicações”, afirma o secretário de Estado da Saúde de São Paulo, David Uip.

Histórico
Em 2008, o Instituto Butantan firmou parceria de colaboração com o NIH, passando a desenvolver, no Brasil, uma vacina similar a uma das estudadas pelo instituto americano, composta pelos quatro tipos de vírus da dengue.

Um dos grandes avanços do Butantan no desenvolvimento da vacina foi a formulação liofilizada (em pó), que garante a estabilidade necessária para manter os vírus vivos em temperaturas não tão frias, permitindo seu armazenamento em sistemas de refrigeração comum, como geladeiras, além de aumentar o período de validade da vacina (um ano).

Nas etapas anteriores, a vacina foi testada em 900 pessoas: 600 na primeira fase de testes clínicos, realizada nos Estados Unidos pelo NIH, e 300 na segunda etapa, realizada na cidade de São Paulo em parceria com a Faculdade de Medicina da USP (através do Hospital das Clínicas e do Instituto da Criança) e com o Instituto Adolfo Lutz.

Ter a vacina desenvolvida e produzida por um produtor público nacional é uma vantagem competitiva para o Brasil, pois garante a disponibilidade do produto, permitindo a autossuficiência produtiva, além de garantir preços mais acessíveis.

Confira abaixo as cidades contempladas pelo estudo e os centros de pesquisa que convidarão e acompanharão os voluntários da vacina da dengue do Butantan:

REGIÃO NORTE
CIDADE
CENTRO DE PESQUISA
Manaus (AM)
Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado
Porto Velho (RO)
Centro de Pesquisas em Medicina Tropical de Rondônia
Boa Vista (RR)
Universidade Federal de Roraima

REGIÃO NORDESTE
CIDADE
CENTRO DE PESQUISA
Aracaju (SE)
Universidade Federal de Sergipe
Recife (PE)
Centro de Pesquisas Aggeu Magalhães – Fiocruz Pernambuco
Fortaleza (CE)
Universidade Federal do Ceará

REGIÃO CENTRO-OESTE
CIDADE
CENTRO DE PESQUISA
Brasília (DF)
Universidade de Brasília
Cuiabá (MT)
Universidade Federal do Mato Grosso
Campo Grande (MS)
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul

REGIÃO SUDESTE
CIDADE
CENTRO DE PESQUISA
São Paulo (SP)
Faculdade de Medicina da USP
Santa Casa de Misericórdia
São José do Rio Preto (SP)
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto 
Belo Horizonte (MG)
Universidade Federal de Minas Gerais

REGIÃO SUL
CIDADE
CENTRO DE PESQUISA
Porto Alegre (RS)
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul


Higiene e cuidados fundamentais durante as atividades físicas com Dr. Bactéria!



 Inverno, primavera, verão, outono, independente da estação do ano, as academias de ginástica se proliferaram por todo o País e o brasileiro descobriu o prazer e os benefícios das atividades físicas.


Com a finalidade de um corpo malhado ou escultural ou mesmo com a intenção da prevenção de doenças, as pessoas se direcionam para as academias existentes em todos os bairros. Muitas delas apresentam estrutura suficiente de equipamentos e aparelhos para esta finalidade. No entanto, muitas se esquecem de se aprofundar no quesito higiene e prevenção de doenças.

A mesma coisa acontece com os freqüentadores que, com a finalidade de malhar e definir músculos, se esquecem de preceitos básicos de higiene que podem levar a infecções e possíveis doenças decorrentes de aparelhos e equipamentos contaminados. Entre as muitas infecções e doenças, podemos citar várias infecções com pus, conjuntivite, diarréias, micoses (tineas e pé-de-atleta), doenças da pele, entre outras.

Preceitos Básicos com Dr. Bactéria- o biomédico Roberto Martins Figueiredo.
- Boa alimentação direcionada para o tipo de treinamento que vai efetuar. Isto pode parecer voltado somente para o ganho de massa muscular, mas no entretanto, é fundamental no que diz respeito a manutenção da resistência do  organismos, tendo em vista que vai haver uma perda energética substancial com o decorrer do treinamento. Uma consulta com um profissional nutricionista seria indicado entro destas situações.

Com relação ao aspecto higiênico algumas normas devem ser seguidas:


- Roupas de algodão ou tecido que não segure suor;


- Evitar alimentos que possam ficar abertos, tipo chocolates ou doces abertos, balas ou dropes que a embalagem permaneça aberta podendo atrair insetos e outras pragas;


- Evitar treinamentos quando estiver com infecções de pele (micoses, furúnculos, entre outros);


- Evitar treinar quando acometido por alguma doença pulmonar ou das vias aéreas, como gripe, resfriado, tuberculose, pneumonia, etc;


- Após a utilização de aparelhos ou equipamentos que impliquem em um contato físico, proceder a desinfecção com álcool (puro) passado com papel descartável;


- Antes da utilização seria prudente a mesma passagem de álcool (puro) com papel descartável


- Não utilizar dois dias seguidos o mesmo tênis, deve ser deixado para secar totalmente, polvilhar dentro dele um pó antisséptico;


- Evitar garrafas de água que possuam dentro do símbolo de reciclagem (triangulo) a numeração 3 ou 7, tendo em vista o risco de Bisphenol A. Dar preferência para marcas que tenham o símbolo BPA Free;


- Lavar as garrafas de água diariamente com água. Uma vez por semana, lavar com água, detergente, enxaguar bem e imergir em uma solução de (1 colher se dopa de água sanitária mais 1 litro de água), por 10 minutos;


- Misturas alimentícias (que são tomadas antes, durante ou pós os treinamentos), não devem permanecer, após preparadas, por mais de duas horas a temperatura ambiente;


- Utilizar toalhas próprias que deverão ser lavadas diariamente (trocadas);


- Ao tomar banho, utilizar um sabonete que tenha na sua composição princípios bactericidas;
- Evitar estrados de plásticos nos chuveiros, pois são de difícil higienização;


- Enxugar muito bem o corpo, sobretudo entre os dedos dos pés;


- Mantenha a limpeza e a higiene dos locais;


- Nunca se esquecer de lavar bem as mãos antes de comer algo, sobretudo após usar os sensores de digitais tão comuns atualmente nas academias.


Atividade física durante inverno proporciona menor desgaste ao corpo, diz educador físico



Assim como em outras épocas do ano, no inverno praticar atividade física exige cuidados especiais para garantir que o treino tenha resultado eficiente e não prejudique a saúde da pessoa. Os benefícios para o corpo são consideráveis, especialmente pelo menor estresse metabólico proporcionado pelas temperaturas mais baixas, porém, alguns cuidados devem ser redobrados, orienta o educador físico e proprietário da DM Sports assessoria esportiva, Douglas Miranda.

Para o personal Douglas Miranda,  o clima não deveria influenciar no hábito de praticar atividade física, mas o fato é que com a queda da temperatura cai também a motivação de muitos que praticam atividade física. Ele classifica o inverno como a melhor época para se treinar e destaca que 9ºC é a temperatura ideal para a prática de corrida, de acordo com pesquisas sobre parâmetros metabólicos, citando a Maratona de Berlim – Alemanha, onde a temperatura média na época do evento varia de 9ºC a 11ºC e atletas quebram recordes mundiais na distância disputada.  Miranda ainda ressalta a importância da frequência da atividade física em todas as estações do ano e orienta sobre os cuidados que devem ser tomados no inverno como roupa adequada e principalmente hidratação, tendo em vista que normalmente a umidade relativa do ar fica mais baixa nesta época do ano.  “No tempo seco e frio o suor evapora antes de escorrer pelo corpo, por isso as pessoas não acreditam que estão se desidratando, mas é preciso se reidratar”, orienta Miranda.

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