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quarta-feira, 17 de agosto de 2016

3 lições para o profissional tirar da Olimpíada




Maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos recebem os olhares de bilhões de pessoas a cada quatro anos. Neste mês, atletas dos quatro cantos do planeta se reúnem no Rio de Janeiro para competir por medalhas e entrar para a história, mas não é apenas pelo espetáculo e pela emoção que merecem a nossa atenção: eles também podem nos deixar lições muito valiosas para colocarmos em prática em nossa carreira.

Confira algumas dicas que podem ser aplicadas no nosso dia a dia de trabalho:

1 – Visão de futuro: para os atletas, uma Olimpíada sempre começa quatro anos antes, logo após que a anterior termina, e eles têm uma percepção muito clara de quais são os seus objetivos. Um bom exemplo é o nadador norte-americano Michael Phelps, que, antes dos Jogos de Pequim, em 2008, declarou que a sua meta era conquistar oito medalhas de ouro, pois o recordista anterior em um único evento, o seu compatriota Mark Spitz, tinha sete. Ou seja, Phelps foi específico em sua visão.

Mas o que podemos aprender com isso? Todo profissional, independentemente do ramo de atuação, precisa ter a sua própria visão de futuro, precisa traçar um plano de carreira para definir aonde pretende estar em um, cinco ou dez anos. E isso não depende apenas da empresa, mas, principalmente, do profissional. Afinal, se você não souber o que deseja, como vai alcançar suas metas?

2 – Equilíbrio emocional: é a tal “inteligência emocional”. Todos os atletas treinam muito e alguns deles chegam com chances iguais de subir ao pódio, Mas o que será que faz a diferença para conquistar a tão desejada medalha de ouro? Certamente, é a forma como lidam com a emoção no momento decisivo.

Os atletas europeus, por exemplo, são vistos como “pessoas frias”, mas, na verdade, são mais concentrados e treinados no ponto de vista emocional. Quando tudo está bem, conseguimos ter ideias criativas, e os pensamentos bons fluem.

É isso que os atletas nos ensinam o tempo todo: precisamos ter inteligência emocional para lidar com os momentos de pressão e de crise. Assim como nas competições, o ambiente corporativo oferece técnicas e treinamentos semelhantes, porém uns “tropeçam” por falta de autocontrole, enquanto outros se superam para conquistar o sucesso.


3 – Disciplina: não adianta nada ter uma visão de futuro se não tiver disciplina para fazer acontecer. Ter concentração significa saber lidar com os fatos difíceis, pragmáticos e com a realidade. É fazer o sacrifício que for necessário para alcançar a meta. Cada atleta, durante quatro anos antes de uma Olimpíada, treina em média oito horas por dia – alguns treinam muito mais. Um dia sem treino é um segundo, um golpe ou um ponto para longe da medalha. Muitas pessoas desejam o sucesso profissional, mas não correm atrás de seus objetivos. Como disse Aristóteles, o grande filósofo grego, “nós somos o que repetidamente fazemos. Excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.

Ouça os conselhos de Aristóteles, se inspire na dedicação de Phelps e procure fazer tudo de forma excelente todos os dias. Assim como uma medalha de ouro, o sucesso no mundo corporativo não surge do nada, é preciso muita inspiração e, principalmente, transpiração.



Daniela do Lago - coach de carreira, palestrante, professora dos cursos de MBA da Fundação Getúlio Vargas nas disciplinas de Gestão de Pessoas, Comportamento Organizacional, Comunicação e Relacionamento Interpessoal e escritora. Em 2014 lançou o livro “Despertar Profissional”, pela Editora Integrare, que contém dicas práticas de comportamento no trabalho.

Ortopedista detalha lesões mais comuns no esporte



Conheça os principais problemas que afetam atletas profissionais e amadores de diferentes modalidades


No clima de Jogos Olímpicos, muitas pessoas se motivam a praticar um esporte, já que a atividade física sempre é bem-vinda e previne uma série de doenças. Mas é preciso tomar cuidados. “O primeiro passo é procurar o especialista adequado antes de praticar um esporte, para que lesões sejam evitadas e para que o exercício seja melhor aproveitado”, orienta Leandro Gregorut, ortopedista na Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo.

Gregorut, que foi médico da Seleção Brasileira Feminina de Handebol nos Jogos de Londres, em 2012, explica ainda que mesmo quando o atleta está bem preparado fisicamente e com técnica apurada, ele está sujeito a se lesionar. “Portanto, tanto atletas profissionais, quanto amadores, devem saber sobre as lesões mais comuns e se preparar para que sejam evitadas”, afirma.

Abaixo, o ortopedista explica as lesões mais comuns de algumas modalidades Olímpicas:

Atletismo: “Quando falamos de atletismo, quase sempre pensamos em categorias que envolvem corrida, tais como as provas de velocidade ou as provas de longa distância. Acabamos nos esquecendo do resto, como arremesso de disco, martelo, peso, pentatlo moderno, salto em altura e com vara. De uma maneira geral, as lesões mais comuns no atletismo são as lesões musculares, tais como as distensões e as rupturas musculares devido à grande intensidade em esforço, velocidade e volume que os músculos são utilizados para realizar a qualquer tipo de prova. Entorses de tornozelo e joelho vêm em seguida, mas são bem menos prevalentes”.

Futebol: “A lesão mais frequente é a distensão muscular, seguida por entorse de tornozelo. No entanto, elas não são as mais incapacitantes, pois são lesões de pouca gravidade que, com alguns dias ou semanas de tratamento fisioterápico, podem colocar o jogador de novo na ativa. Entorse de joelho com ruptura do Ligamento Cruzado Anterior (LCA) e lesões dos meniscos associadas são as lesões incapacitantes mais comuns no futebol, pois são de tratamento cirúrgico e o atleta pode voltar aos treinos somente seis meses após a cirurgia”.

Ginástica Rítmica/Artística: “Nesta modalidade esportiva, as distensões musculares também são as mais prevalentes, em conjunto com as entorses de tornozelo, punho e joelho. Mas existem algumas lesões específicas para cada modalidade: Argolas – lesões no ombro; Cavalo – distensão muscular; Barras Paralelas e Assimétricas – traumas e fraturas por queda ao solo, sendo os traumas cervicais os mais temidos”.

Handebol: “As lesões nos dedos devido aos bloqueios dos arremessos e ao tipo de marcação realizada são as lesões mais prevalentes. Em seguida, são as entorses de tornozelo, joelho e lesões no ombro, devido à grande potência dos arremessos”.

Natação: “As lesões nos ombros são as mais incapacitantes. No entanto, as mais prevalentes são as dores nas costas, tais como lombalgia e dorsalgia”.

Tênis: “As lesões nos ombros e as entorses de tornozelos e joelhos são as lesões típicas desse esporte. Os ombros são afetados devido ao grande esforço necessário à partida e os joelhos e tornozelos devido a grande intensidade de mudança de direção e velocidade que os atletas desenvolvem. É muito comum também dores nas costas e as famosas epicondilites (inflamações nos cotovelos) devido ao volume de treinos e jogos”.

Voleibol: “As entorses de tornozelos, joelhos e lesões nos ombros são as mais prevalentes do vôlei. Os dois primeiros devido aos atletas pularem no bloqueio e caírem em cima dos pés de seus companheiros, desequilibrando-se e lesionando-se. As lesões nos ombros ocorrem devido à grande velocidade exigida para fazer um saque ou dar uma cortada”.

Boxe: “As contusões no punho e face são as lesões mais prevalentes a curto prazo. A longo prazo, as lesões cerebrais devido aos constantes impactos na cabeça podem aparecer”.



Leandro Gregorut – CRM/SP 104.351 - Ortopedista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, o profissional foi médico da Seleção Brasileira Feminina de Handebol quando a equipe conquistou o Campeonato Mundial de Handebol Feminino em 2013, na Sérvia; e também durante as Olimpíadas de Londres, em 2012. Graduado pela Faculdade de Medicina da USP, possui especialização em Cirurgia de Ombro e Cotovelo e em Medicina Esportiva. Além disso, é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Ombro e Cotovelo, da Sociedade Brasileira de Medicina Esportiva e do The American College of Sports Medicine.

Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo

Ansiedade pode atrapalhar atletas nas competições



Treinamento físico e emocional, alimentação e apoio psicológico podem reduzir efeitos no organismo 


A competição mais importante para a vida do atleta está chegando. Foram quatro anos de treinamento e preparação que serão colocados à prova para tentar conquistar a medalha de ouro. O frio na barriga e a falta de sono que surgem as vésperas das competições podem caracterizar ansiedade, que varia de acordo com o indivíduo.

 Quando existe um acontecimento específico no mundo exterior, a resposta interna do nosso corpo é imediata. As reações podem estar ligadas diretamente às formas como cada um pensa e organiza os acontecimentos. No caso dos atletas que vão aos Jogos Olímpicos, por exemplo, são as sessões de treinamentos divididas entre as competições.

A ansiedade é considerada um sentimento normal, que pode surgir como um aviso sobre a possibilidade de frustrações das suas necessidades sociais, como ameaça ao seu sucesso ou status social, a separação das pessoas que ama, a impotência de realizar o que deseja e também a possíveis danos à integridade física. Em denominações clínicas, a ansiedade é uma excitação no sistema nervoso central, com repercussões físicas e psicológicas, como o excesso de fluxo habitual do corpo e da mente. Em geral, tem um caráter negativo no senso comum, sempre vista como um mal estar ou insatisfação. 

 Contudo, existem situações em que ela passa a ser uma doença. A angustia é caracterizada no momento em que o indivíduo não consegue identificar qual é o objeto causador ou o seu desejo para o surgimento da ansiedade. Para Patrícia Bader, psicóloga do Hospital e Maternidade São Luiz Itaim, as pessoas precisam tentar entender os motivos que podem causar a ansiedade. “O importante é identificar as qualidades dessa ansiedade, além de entender se ela fará você continuar em busca de seu objetivo ou o deixará paralisado”, orienta. Ela pode aparecer em vários momentos, como nos diferentes processos de treinamento, quando o atleta tenta melhorar seus números, ou coloca em prática toda sua estratégia.

 Para reduzir os efeitos da ansiedade no organismo, devem ser sempre levadas em conta algumas questões importantes que podem influenciar diretamente nos resultados: treinamento físico e emocional, alimentação, cuidados com o corpo e apoio psicológico. Mesmo os mais experientes não estão imunes à ansiedade, uma vez que esse atleta pode estar disputando um último evento da sua vida, por exemplo. A seu favor, vários outros eventos que se acumularam como forma de proteção e referência. Contudo este atleta padece de outros problemas, como a dispersão da carreira e o envelhecimento, por exemplo, fatos inerentes à condição de competir em alto nível. 

 A profissional elencou, ainda, cinco aspectos psicológicos fundamentais para o atleta se manter longe do problema:

Concentração
São quatro anos de treinamento para um acontecimento que pode durar pouco tempo. Qualquer outro elemento importante na vida do atleta que pode afetá-lo deve ser retirado dos pensamentos, evitando prejuízos à concentração. Já que o risco de desconcentrar e ficar emocionalmente abalado por um acontecimento é alto. 

 Motivação
Cada atleta busca se motivar de uma maneira diferente. Essa ferramenta pode ser extraída do desempenho do outro, por exemplo, mas em linhas gerais é considerada um item mais subjetivo. Há quem prefira ver o outro ou assistir a acontecimentos passados. Nos esportes em grupos, o recomendado é se manter junto ao grupo, pois a união é um dos fatores responsáveis pela motivação. 

 Foco
O foco tem correlação direta com objetivo final. O ideal é encontrar um ponto específico e tê-lo como referência de investimento, preocupação e controle, que no caso de um atleta tem a ver com ser vencedor. Durante o processo de treinamento, cada um vai estabelecendo outras metas, como melhorar o tempo, por exemplo. Alinhar formas de treinamento ou melhorar a alimentação. O foco pode ser uma pequena ou uma grande meta.

Apoio da família
A presença de pessoas queridas nos círculos sociais deixa o atleta seguro de quem ele é e o faz se sentir acolhido.

 Fé ou espiritualidade
Uma crença leva à sensação de que você está sendo protegido por uma entidade, uma motivação que não pode ser mensurável.

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