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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Cinco dicas que empresários devem adotar para receber bem nos Jogos Olímpicos de 2016




Sem dúvida alguma o comércio varejista, restaurantes e a rede hoteleira está com expectativas bem positivas com a vinda de vários turistas que irão assistir aos Jogos Olímpicos de 2016.   

Muitos desses empresários investiram em seus estabelecimentos, realizaram reformas, adquiriram novos produtos, ampliaram estrutura para conquistar a medalha de primeiro lugar na preferência e lealdade do cliente. Contudo, diante de tanto esforço, esses empreendedores ainda esbarram nas questões problemáticas relacionadas a saúde e segurança, que o governo do Rio de Janeiro, e o Brasil, despejam diariamente sobre as cidades.
  Talvez, esses dois pontos podem ser o motivo de insônia de muita gente que espera retorno de seus investimentos.

Mas a boa notícia, é que o trabalhador brasileiro tem a simpatia e a alegria a seu favor. E por isso, mais do que contar com uma bela estrutura – o que também é essencial, é preciso apostar as fichas em um extraordinário atendimento, único e especial. Não apenas atendê-los, mas sim superá-los. É preciso encantar as pessoas e para isso preocupar-se com todos os detalhes que tragam diversão, felicidade e satisfação.  Tudo isso faz com que um mesmo produto que a concorrência tenha, possa ser vendido em maior quantidade e até com preço mais alto, pela sua empresa.

Sei que pode parecer puro idealismo. Mas, na verdade, é uma excelente estratégia, clara e eficiente. Apenas atender as expectativas, a prestação de serviço estaria fazendo como qualquer concorrente, sendo igual, o que é fatal para qualquer segmento.

Problemas acontecem? Sim! Quando? Há todo tempo, mas é preciso identificá-los o quanto antes para que não ocorra novamente e essa agilidade de resposta, que se faz necessária no dia a dia, só se obtém quando o empresário entende que o fundamental do negócio é o colaborador. É preciso pensar nele, para que ele pense no cliente final. O encantamento do cliente externo é uma consequência do encantamento do cliente interno. Por isso, o ideal é cuidar da manutenção e difusão de sua cultura em todas as fases, passando pela contratação, treinamento e reconhecimento.

Para que possamos pôr em prática este plano de atendimento, sugiro cinco lições de excelência, que estão em meu livro O Poder da Atitude (Ed. Gente, 2012):

Lição 1 - Use o poder da história-  Acredite na história da sua organização, na sua história, e use seu poder para influenciar a todos, tanto colaboradores quanto clientes. Se a pessoa que trabalha na sua organização não acredita, acabou. Por isso, ela tem de saber qual é a visão, a missão e os valores que sustentam sua organização, e saber bem claramente por que trabalha lá, aonde vai chegar etc.

Lição 2 - Antecipe-se aos problemas- Todas as empresas e pessoas enfrentam problemas diariamente. Para que você possa trabalhar com excelência, deverá não apenas resolvê-los da melhor maneira possível, como antecipá-los. Assim, conseguirá surpreender e ir além. Além disso, quanto antes você resolve um problema, menor ele é e mais fácil é a solução, pois consegue assim evitar confrontos e conflitos. Se deixarmos um cliente chegar até nós com um problema, ele poderá vir emocionalmente descontrolado, e aí o problema será maior. Se você o aborda antes, com certeza minimiza o estresse e o próprio problema.

Lição 3 - Exceda as expectativas- Exceder as expectativas é uma estratégia eficaz. Isso é algo sempre possível de fazer, ao criar magia no ambiente de trabalho, oferecendo sempre um pouco mais do que os clientes querem, ou seja, criando experiências inesquecíveis para eles. É preciso ir além.

Lição 4 - Cuide obsessivamente dos detalhes- Cuidar de detalhes também é uma maneira de exceder as expectativas dos clientes e gerar qualidade acima da média. Preocupe-se obsessivamente com todos os detalhes, pois isso faz a diferença no resultado dos negócios.

Lição 5 - Celebre cada sucesso- Não importa qual é a meta que você tenha, grande ou pequena. Se forem vinte vendas, celebre todas, desde a primeira. Vendeu o primeiro produto, celebre. Seu sorriso contamina os clientes. Envolva as pessoas nessa magia e faça com que elas comprem de você.

Realize um atendimento mais do que bom, um atendimento que excede, que encanta o cliente, agrega valor aos seus produtos e aos seus negócios. Isso traz um impacto indiscutível nos resultados e só pode ser realizado por colaboradores extraordinários.

Vamos focar no primeiro passo (o poder da história) para que possamos parar de jogar a responsabilidade na Gestão Pública e entender a importância de eventos desse porte para o país. Devemos aprender a ter orgulho das nossas conquistas e, acima de tudo, batalharmos, juntos, para que tudo saia da melhor forma possível, começando pelo excelente atendimento que podemos prestar aos nossos "convidados" do mundo inteiro que virão nos visitar! Vamos mostrar o que temos de melhor: as pessoas!


Alexandre Slivnik - autor do best-seller O Poder da Atitude e O poder de Ser Você. É  sócio-diretor do Instituto de Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). Palestrante e profissional com 17 anos de experiência na área de RH e treinamento, é formado em educação física pela Universidade Mackenzie, com ênfase em qualidade de vida empresarial. É atualmente um dos maiores especialistas em excelência Disney no Brasil, tendo visitado e estudado profundamente os parques e feito os treinamentos do Disney Institute sobre os temas excelência em liderança, inovação e criatividade, qualidade em serviços e excelência em negócios. Leva periodicamente vários grupos de executivos brasileiros para treinamentos in loco nos bastidores do complexo Disney, em Orlando, nos Estados Unidos, para estudar e ensinar como as empresas podem incorporar a mesma excelência e felicidade, o que é também tema de suas palestras, cursos, treinamentos e seminários. ontatos com o autor: www.slivnik.com.br -alexandre@slivnik.com.br 

 

Credibilidade: como anda a sua?



Basta abrir os jornais para ver nomes de empresas e pessoas serem jogados na lama. As notícias sobre corrupção ganharam um espaço cativo na mídia e, com isso, a preocupação com a credibilidade e reputação ganharam uma importância antes inimaginável. Cuidar do seu nome ou da sua marca se tornou algo vital para sua sobrevivência ou a dos seus negócios.

Boa parte dessa relevância é advinda das facilidades da tecnologia. Com os smartphones, capazes de fazer fotos e vídeos em alta qualidade, qualquer passo em falso pode ganhar a rede em questão de segundos. A moça honesta, trabalhadora, mãe de família, vê sua vida desmoronar ao ser gravada por um celular saindo do motel com o melhor amigo do marido. O que dizer então do executivo, filho de família rica, que está preso há mais de um ano por denúncias de corrupção?

É, credibilidade independe de cargo, formação ou classe social. Todos precisam cuidar da sua. E a primeira coisa a se fazer é refletir sobre o que realmente as pessoas pensam sobre você ou sua empresa. Você realmente é visto como gostaria? Existe uma grande diferença entre o que eu de fato sou e o que os outros pensam que sou.

Faça uma análise honesta. Considere que pessoas e empresas não são perfeitas. Valorize seus pontos fortes enquanto aprimora os fracos. Mostre que está em constante busca por melhorias. Temos que estar sempre em evolução. Pessoas não buscam marcas perfeitas. Buscam transparência e sinceridade.

Crie uma identidade única. Se você se comportar com seus pais de um jeito, com seu parceiro de outro e com amigos de um modo diferente, provavelmente vão te achar falso. Aquele que trata cada um de um jeito, de acordo com seus próprios interesses. O mesmo acontece com as empresas. Se seu site comunicar uma coisa, o seu porteiro, recepcionista, vendedor ou mesmo os produtos e serviços comunicarem outra, certamente sua credibilidade será afetada.

Outro exercício importante é rodear-se de pessoas e marcas com boa reputação. Na própria bíblia está escrito “diga-me com quem andas, que te direi quem és”. Sendo assim, esteja sempre ao lado de gente boa, de empresas boas. Sua credibilidade também depende de quem está à sua volta. Que o digam os delatores das operações da polícia federal.

Por fim, seja coerente. Prometa apenas o que puder cumprir. E lembre-se de cumprir o que prometeu. Você e nem a sua empresa vão acertar sempre, mas a intenção verdadeira e o desejo de se aprimorar sempre é o que faz a diferença quando o assunto é credibilidade. Sem dúvida, vale muito a pena investir na sua.



Marília Cardoso - fundadora da InformaMídia, jornalista com pós-graduação em Comunicação Empresarial e MBA em Marketing.

Urgente: mudança de rumo das cidades




As principais cidades do mundo começaram a ser desenhadas há séculos, e elas não estão preparadas para o que acontecerá a partir dos próximos anos: a quase extinção do comércio popular de rua; o abandono dos antigos edifícios comerciais; a fuga das indústrias; as mudanças na relação de emprego; a robotização; e a inteligência artificial. Cabe ao poder público adaptar as cidades às novas necessidades, vocações e desejos. Tudo isso sob os preceitos da sustentabilidade.

Em meados do século passado, iniciou-se a revitalização do centro das cidades portuárias como Rotterdam, Baltimore, Boston, Buenos Aires, Sidney e Barcelona. Foram intervenções bem-sucedidas que reverteram a degradação da área central destas cidades. Algo que, de forma mais modesta, está sendo feito no Rio de Janeiro. Porém, se no século passado a degradação foi maior nas cidades portuárias, agora o problema será de todas as médias e grandes cidades. As novas tecnologias e as mudanças de comportamento social irão, em menos de 10 anos, alterar o comércio, a indústria, o ensino, a relação de emprego, o trânsito, a construção civil e, consequentemente, o perfil urbano.

Já estão sobrando espaços no centro das cidades. É a hora de, a exemplo de Seul, na Coréia do Sul, fazer aflorar os rios e riachos que foram canalizados; desadensar eliminando edificações desnecessárias, criando percursos pelo interior das quadras, deixando o centro respirar; evitar a “musealizaçãodo patrimônio histórico, dando vida aos mais importantes exemplares da arquitetura. Veremos também uma diminuição natural do trânsito nos grandes centros urbanos. Isso ocorrerá, principalmente, pela diminuição drástica da frota de automóveis, motivada pela mudança da cultura do carro próprio com a adoção do compartilhamento, por alternativas privadas e inteligentes de otimização de transporte e pelas soluções que evitam o deslocamento das pessoas.

Obviamente, toda essa transformação vai refletir em mudanças na construção civil. Os edifícios comerciais deverão vender oportunidade de gerar negócios e não somente espaço. Hoje, vemos a diminuição da demanda para os edifícios de salas comerciais. Diversas variedades de coworkings vocacionais irão substituí-los. Os prédios residenciais deverão atender aos novos hábitos de consumo e relacionamento. Os projetos deverão viabilizar a prestação de novos serviços nas dependências do condomínio, sejam nos apartamentos ou nas áreas comuns. Assim como offices nas áreas comuns, para que os moradores possam receber pessoas para assuntos de trabalho.

A tendência no Brasil é de prédios com aproximadamente 65 pavimentos, altura que só Balneário Camboriú (SC) ousou alcançar. Com este número de pavimentos, equacionado pelo número de torres e de elevadores independentes, o número de apartamentos poderá ser suficiente para sustentar um condomínio inteligente, para todas as classes sociais. É importante salientar que, independentemente do tamanho, as edificações deverão sempre ser amigáveis aos pedestres e à escala humana ao nível do solo. 

No Brasil, mais de 84% da população vive em área urbana. Em todo o mundo, esse índice não para de crescer. Para o Departamento dos Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, gerir áreas urbanas é um dos principais desafios do século XXI. Para evitar a degradação dos centros urbanos, é fundamental que as iniciativas públicas e privadas comecem a agir agora. Os poderes executivos e legislativos deverão decidir se essas transformações levarão progresso ou pobreza para suas cidades. As oportunidades que as novas tecnologias e comportamentos sociais estão trazendo são muitas. Planejar, legislar e decidir com visão de futuro é a diferença entre a evolução e o caos urbano.



Carlos Sandrini -arquiteto e urbanista, fundador e presidente do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br).

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