Sem
dúvida alguma o comércio varejista, restaurantes e a rede hoteleira está com
expectativas bem positivas com a vinda de vários turistas que irão assistir
aos Jogos Olímpicos de 2016.
Muitos
desses empresários investiram em seus estabelecimentos, realizaram reformas,
adquiriram novos produtos, ampliaram estrutura para conquistar a medalha de
primeiro lugar na preferência e lealdade do cliente. Contudo, diante de tanto
esforço, esses empreendedores ainda esbarram nas questões problemáticas
relacionadas a saúde e segurança, que o governo do Rio de Janeiro, e o
Brasil, despejam diariamente sobre as cidades.
Talvez, esses dois
pontos podem ser o motivo de insônia de muita gente que espera retorno de
seus investimentos.
Mas
a boa notícia, é que o trabalhador brasileiro tem a simpatia e a alegria a
seu favor. E por isso, mais do que contar com uma bela estrutura – o que
também é essencial, é preciso apostar as fichas em um extraordinário
atendimento, único e especial. Não apenas atendê-los, mas sim superá-los. É
preciso encantar as pessoas e para isso preocupar-se com todos os detalhes
que tragam diversão, felicidade e satisfação. Tudo isso faz com que um
mesmo produto que a concorrência tenha, possa ser vendido em maior quantidade
e até com preço mais alto, pela sua empresa.
Sei
que pode parecer puro idealismo. Mas, na verdade, é uma excelente estratégia,
clara e eficiente. Apenas atender as expectativas, a prestação de serviço
estaria fazendo como qualquer concorrente, sendo igual, o que é fatal para
qualquer segmento.
Problemas
acontecem? Sim! Quando? Há todo tempo, mas é preciso identificá-los o quanto
antes para que não ocorra novamente e essa agilidade de resposta, que se faz
necessária no dia a dia, só se obtém quando o empresário entende que o
fundamental do negócio é o colaborador. É preciso pensar nele, para que ele
pense no cliente final. O encantamento do cliente externo é uma consequência
do encantamento do cliente interno. Por isso, o ideal é cuidar da manutenção
e difusão de sua cultura em todas as fases, passando pela contratação,
treinamento e reconhecimento.
Para
que possamos pôr em prática este plano de atendimento, sugiro cinco lições de
excelência, que estão em meu livro O Poder da Atitude (Ed. Gente, 2012):
Lição 1 - Use o poder da história- Acredite na história
da sua organização, na sua história, e use seu poder para influenciar a
todos, tanto colaboradores quanto clientes. Se a pessoa que trabalha na sua
organização não acredita, acabou. Por isso, ela tem de saber qual é a visão,
a missão e os valores que sustentam sua organização, e saber bem claramente
por que trabalha lá, aonde vai chegar etc.
Lição 2 - Antecipe-se aos problemas- Todas as empresas e
pessoas enfrentam problemas diariamente. Para que você possa trabalhar com
excelência, deverá não apenas resolvê-los da melhor maneira possível, como
antecipá-los. Assim, conseguirá surpreender e ir além. Além disso, quanto
antes você resolve um problema, menor ele é e mais fácil é a solução, pois
consegue assim evitar confrontos e conflitos. Se deixarmos um cliente chegar
até nós com um problema, ele poderá vir emocionalmente descontrolado, e aí o
problema será maior. Se você o aborda antes, com certeza minimiza o estresse
e o próprio problema.
Lição 3 - Exceda as expectativas- Exceder as
expectativas é uma estratégia eficaz. Isso é algo sempre possível de fazer,
ao criar magia no ambiente de trabalho, oferecendo sempre um pouco mais do
que os clientes querem, ou seja, criando experiências inesquecíveis para
eles. É preciso ir além.
Lição 4 - Cuide obsessivamente dos
detalhes- Cuidar de detalhes também é uma maneira de exceder as
expectativas dos clientes e gerar qualidade acima da média. Preocupe-se
obsessivamente com todos os detalhes, pois isso faz a diferença no resultado
dos negócios.
Lição 5 - Celebre cada sucesso- Não importa qual é a
meta que você tenha, grande ou pequena. Se forem vinte vendas, celebre todas,
desde a primeira. Vendeu o primeiro produto, celebre. Seu sorriso contamina
os clientes. Envolva as pessoas nessa magia e faça com que elas comprem de
você.
Realize
um atendimento mais do que bom, um atendimento que excede, que encanta o
cliente, agrega valor aos seus produtos e aos seus negócios. Isso traz um
impacto indiscutível nos resultados e só pode ser realizado por colaboradores
extraordinários.
Vamos
focar no primeiro passo (o poder da história) para que possamos parar de
jogar a responsabilidade na Gestão Pública e entender a importância de
eventos desse porte para o país. Devemos aprender a ter orgulho das nossas
conquistas e, acima de tudo, batalharmos, juntos, para que tudo saia da
melhor forma possível, começando pelo excelente atendimento que podemos
prestar aos nossos "convidados" do mundo inteiro que virão nos
visitar! Vamos mostrar o que temos de melhor: as pessoas!
Alexandre Slivnik - autor do best-seller O Poder da
Atitude e O poder de Ser Você. É sócio-diretor do Instituto de
Desenvolvimento Profissional (IDEPRO), diretor-executivo da Associação
Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento (ABTD) e diretor geral do
Congresso Brasileiro de Treinamento e Desenvolvimento (CBTD). Palestrante e
profissional com 17 anos de experiência na área de RH e treinamento, é
formado em educação física pela Universidade Mackenzie, com ênfase em
qualidade de vida empresarial. É atualmente um dos maiores especialistas em
excelência Disney no Brasil, tendo visitado e estudado profundamente os
parques e feito os treinamentos do Disney Institute sobre os temas excelência
em liderança, inovação e criatividade, qualidade em serviços e excelência em
negócios. Leva periodicamente vários grupos de executivos brasileiros para
treinamentos in loco nos bastidores do complexo Disney, em Orlando, nos
Estados Unidos, para estudar e ensinar como as empresas podem incorporar a
mesma excelência e felicidade, o que é também tema de suas palestras, cursos,
treinamentos e seminários. ontatos com o autor: www.slivnik.com.br
-alexandre@slivnik.com.br
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segunda-feira, 25 de julho de 2016
Cinco dicas que empresários devem adotar para receber bem nos Jogos Olímpicos de 2016
Credibilidade: como anda a sua?
Basta abrir os
jornais para ver nomes de empresas e pessoas serem jogados na lama. As notícias
sobre corrupção ganharam um espaço cativo na mídia e, com isso, a preocupação
com a credibilidade e reputação ganharam uma importância antes inimaginável.
Cuidar do seu nome ou da sua marca se tornou algo vital para sua sobrevivência
ou a dos seus negócios.
Boa parte
dessa relevância é advinda das facilidades da tecnologia. Com os smartphones,
capazes de fazer fotos e vídeos em alta qualidade, qualquer passo em falso pode
ganhar a rede em questão de segundos. A moça honesta, trabalhadora, mãe de
família, vê sua vida desmoronar ao ser gravada por um celular saindo do motel
com o melhor amigo do marido. O que dizer então do executivo, filho de família
rica, que está preso há mais de um ano por denúncias de corrupção?
É,
credibilidade independe de cargo, formação ou classe social. Todos precisam
cuidar da sua. E a primeira coisa a se fazer é refletir sobre o que realmente
as pessoas pensam sobre você ou sua empresa. Você realmente é visto como
gostaria? Existe uma grande diferença entre o que eu de fato sou e o que os
outros pensam que sou.
Faça uma
análise honesta. Considere que pessoas e empresas não são perfeitas. Valorize
seus pontos fortes enquanto aprimora os fracos. Mostre que está em constante
busca por melhorias. Temos que estar sempre em evolução. Pessoas não buscam
marcas perfeitas. Buscam transparência e sinceridade.
Crie uma
identidade única. Se você se comportar com seus pais de um jeito, com seu
parceiro de outro e com amigos de um modo diferente, provavelmente vão te achar
falso. Aquele que trata cada um de um jeito, de acordo com seus próprios
interesses. O mesmo acontece com as empresas. Se seu site comunicar uma coisa,
o seu porteiro, recepcionista, vendedor ou mesmo os produtos e serviços
comunicarem outra, certamente sua credibilidade será afetada.
Outro
exercício importante é rodear-se de pessoas e marcas com boa reputação. Na
própria bíblia está escrito “diga-me com quem andas, que te direi quem és”.
Sendo assim, esteja sempre ao lado de gente boa, de empresas boas. Sua
credibilidade também depende de quem está à sua volta. Que o digam os delatores
das operações da polícia federal.
Por fim, seja
coerente. Prometa apenas o que puder cumprir. E lembre-se de cumprir o que
prometeu. Você e nem a sua empresa vão acertar sempre, mas a intenção
verdadeira e o desejo de se aprimorar sempre é o que faz a diferença quando o
assunto é credibilidade. Sem dúvida, vale muito a pena investir na sua.
Marília
Cardoso - fundadora da
InformaMídia, jornalista com pós-graduação em Comunicação Empresarial e MBA em
Marketing.
Urgente: mudança de rumo das cidades
As principais cidades do mundo começaram a ser desenhadas há
séculos, e elas não estão preparadas para o que acontecerá a partir dos
próximos anos: a quase extinção do comércio popular de rua; o abandono dos
antigos edifícios comerciais; a fuga das indústrias; as mudanças na relação de
emprego; a robotização; e a inteligência artificial. Cabe ao poder público
adaptar as cidades às novas necessidades, vocações e desejos. Tudo isso sob os
preceitos da sustentabilidade.
Em meados do século passado, iniciou-se a revitalização do centro das
cidades portuárias como Rotterdam, Baltimore, Boston, Buenos Aires, Sidney e
Barcelona. Foram intervenções bem-sucedidas que reverteram a degradação da área
central destas cidades. Algo que, de forma mais modesta, está sendo feito no
Rio de Janeiro. Porém, se no século passado a degradação foi maior nas cidades
portuárias, agora o problema será de todas as médias e grandes cidades. As
novas tecnologias e as mudanças de comportamento social irão, em menos de 10
anos, alterar o comércio, a indústria, o ensino, a relação de emprego, o
trânsito, a construção civil e, consequentemente, o perfil urbano.
Já estão sobrando espaços no centro das cidades. É a hora de, a
exemplo de Seul, na Coréia do Sul, fazer aflorar os rios e riachos que foram
canalizados; desadensar eliminando edificações desnecessárias, criando
percursos pelo interior das quadras, deixando o centro respirar; evitar a
“musealização” do patrimônio histórico, dando vida aos mais importantes
exemplares da arquitetura. Veremos também uma diminuição natural do trânsito
nos grandes centros urbanos. Isso ocorrerá, principalmente, pela diminuição
drástica da frota de automóveis, motivada pela mudança da cultura do carro
próprio com a adoção do compartilhamento, por alternativas privadas e
inteligentes de otimização de transporte e pelas soluções que evitam o
deslocamento das pessoas.
Obviamente, toda essa transformação vai refletir em mudanças na
construção civil. Os edifícios comerciais deverão vender oportunidade de gerar
negócios e não somente espaço. Hoje, vemos a diminuição da demanda para os
edifícios de salas comerciais. Diversas variedades de coworkings vocacionais
irão substituí-los. Os prédios residenciais deverão atender aos novos hábitos
de consumo e relacionamento. Os projetos deverão viabilizar a prestação de
novos serviços nas dependências do condomínio, sejam nos apartamentos ou nas
áreas comuns. Assim como offices nas áreas comuns, para que os moradores
possam receber pessoas para assuntos de trabalho.
A tendência no Brasil é de prédios com aproximadamente 65
pavimentos, altura que só Balneário Camboriú (SC) ousou alcançar. Com este
número de pavimentos, equacionado pelo número de torres e de elevadores
independentes, o número de apartamentos poderá ser suficiente para sustentar um
condomínio inteligente, para todas as classes sociais. É importante salientar
que, independentemente do tamanho, as edificações deverão sempre ser amigáveis
aos pedestres e à escala humana ao nível do solo.
No Brasil, mais de 84% da população vive em área urbana. Em todo o
mundo, esse índice não para de crescer. Para o Departamento dos Assuntos
Econômicos e Sociais das Nações Unidas, gerir áreas urbanas é um dos principais
desafios do século XXI. Para evitar a degradação dos centros urbanos, é
fundamental que as iniciativas públicas e privadas comecem a agir agora. Os
poderes executivos e legislativos deverão decidir se essas transformações
levarão progresso ou pobreza para suas cidades. As oportunidades que as novas
tecnologias e comportamentos sociais estão trazendo são muitas. Planejar,
legislar e decidir com visão de futuro é a diferença entre a evolução e o caos
urbano.
Carlos Sandrini -arquiteto e urbanista, fundador e presidente do
Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br).
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