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| divulgação |
O período de férias escolares em julho altera
significativamente a rotina das famílias cearenses e eleva o fluxo de turistas
no litoral do estado. No entanto, o aumento das refeições feitas fora de casa,
especialmente em praias e espaços públicos sob altas temperaturas, acende o
alerta para as infecções gastrointestinais e os quadros de desidratação.
A gastroenterite, caracterizada pela inflamação do
trato digestivo, tem forte relação com a conservação inadequada de alimentos e
o consumo de água não tratada. Em Fortaleza, as condições climáticas desta
época do ano favorecem a proliferação acelerada de bactérias ou vírus em pratos
típicos litorâneos que contêm frutos do mar, maionese, queijos e molhos, se
estes não forem mantidos sob refrigeração rigorosa.
Segundo o médico da família da Rede OTO, Dr. Davi
Fonteles, os sintomas costumam surgir poucas horas após a ingestão do alimento
contaminado. O médico explica que o quadro clássico envolve náuseas, vômitos,
cólicas abdominais e episódios frequentes de diarreia. Ele alerta que o uso de
medicamentos para interromper o fluxo intestinal por conta própria não é
recomendado, pois a diarreia funciona como um mecanismo de defesa do organismo
para eliminar os agentes patogênicos.
O especialista acrescenta que, além da contaminação
bacteriana por alimentos mal conservados, os vírus representam a principal
causa de gastroenterite atendida nas emergências durante este período. Diante
do cenário da gastroenterite viral, o médico destaca que a lavagem criteriosa
das mãos surge como medida indispensável de prevenção.
Para evitar que o mal-estar evolua para um quadro
clínico complexo, a automedicação deve ser substituída pela hidratação
imediata. O especialista orienta que o paciente consuma água mineral, água de
coco e, prioritariamente, o soro de reidratação oral, que repõe de forma
equilibrada o sódio e o potássio perdidos. Além da suspensão temporária do
consumo de cafeína e de lactose, substâncias que podem agravar tanto a diarreia
quanto a distensão abdominal.
Em casos leves, o repouso e a dieta leve
restabelecem a saúde do paciente em até 48 horas. O Dr. Davi Fonteles reforça
ainda a importância de evitar o uso inadvertido de antibióticos sem a devida
avaliação médica, uma vez que o medicamento não possui eficácia contra
infecções de origem viral e pode desequilibrar a flora intestinal.
O limite entre o tratamento domiciliar e a
necessidade de assistência médica hospitalar está associado à gravidade e à
persistência dos sintomas. A recomendação do especialista é procurar o serviço
de pronto-atendimento caso o paciente apresente febre persistente acima de
38,5°C, presença de sangue ou muco nas fezes, incapacidade de reter líquidos
devido a vômitos constantes e sinais clássicos de desidratação profunda, como
boca seca, redução severa do volume de urina, olhos fundos e prostração excessiva,
sintomas que tendem a evoluir com maior rapidez em crianças e idosos.

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