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quarta-feira, 24 de junho de 2026

São João e jogo do Brasil acendem alerta para acidentes graves com fogos de artifício

 Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) chama atenção para os riscos do manuseio inadequado durante os festejos


 A combinação entre as comemorações de São João e os jogos da Seleção Brasileira aumenta significativamente o uso de fogos de artifício em todo o país. O que muitos veem como uma tradição festiva, porém, pode resultar em acidentes graves, especialmente envolvendo mãos e dedos.  

Especialistas da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) alertam que queimaduras, lacerações e até amputações estão entre as lesões mais frequentes causadas por rojões, bombas e outros artefatos explosivos. As mãos costumam ser as partes do corpo mais atingidas, já que estão diretamente envolvidas no manuseio dos fogos.

Bastam poucos segundos para que uma comemoração termine em uma lesão permanente. Em meio às festividades juninas e à empolgação dos torcedores nos jogos do Brasil na Copa do Mundo, a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM) chama a atenção para os perigos do uso inadequado de fogos de artifício, uma das principais causas de traumas graves nas mãos. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Dr. Roberto Luiz Sobania, lembra que muitas ocorrências acontecem por descuido, excesso de confiança no manuseio e, quando envolvem crianças, por falta de supervisão durante as comemorações. 

Os fogos de artifício devem ser manuseados com muito cuidado e nunca próximos ao rosto ou ao corpo. "Também é fundamental manter distância segura após o acionamento, utilizar apenas produtos certificados e jamais tentar reacender fogos que falharam”, explica o médico. 

Quando os acidentes acontecem, os danos podem ser severos. As mãos estão entre as partes do corpo mais atingidas durante explosões e queimaduras provocadas por fogos de artifício. Dependendo da gravidade, as lesões podem comprometer pele, músculos, tendões, nervos e até os ossos. 

“Em alguns casos, o paciente precisa passar por cirurgias reconstrutivas, enxertos e um longo processo de reabilitação. Existem situações em que as sequelas são permanentes, comprometendo movimentos e atividades simples do dia a dia, como escrever, segurar objetos ou trabalhar”, destaca o médico. 

O presidente da SBCM destaca que muitas das lesões atendidas nesse período poderiam ser evitadas com mais conscientização sobre os riscos envolvidos nas brincadeiras juninas. 

"Muitas vezes, por fazerem parte das tradições juninas, fogos de artifício e fogueiras acabam sendo tratados sem a devida percepção de risco, mas estamos falando de situações que podem comprometer definitivamente a mobilidade das mãos e a qualidade de vida das pessoas. Por isso, é fundamental que a diversão venha acompanhada de cuidado e responsabilidade”, conclui. 



SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
www.cirurgiadamao.org.br


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