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terça-feira, 23 de junho de 2026

Dia Mundial do Vitiligo: conscientização é essencial para combater mitos e ampliar o acolhimento

Sociedade Brasileira de Dermatologia alerta para os impactos emocionais da doença e para a importância do diagnóstico precoce

 

No Dia Mundial do Vitiligo, celebrado em 25 de junho, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça a importância da informação correta para combater o preconceito e ampliar o acolhimento às pessoas que convivem com a doença. Apesar de não ser contagioso e não representar risco à saúde física, o vitiligo ainda é cercado por mitos que contribuem para a exclusão social e o sofrimento emocional dos pacientes. 

Caracterizada pelo surgimento de manchas esbranquiçadas na pele, a doença tem origem autoimune e imunomediada, associada à predisposição genética. A condição ocorre quando o sistema imunológico passa a atacar os melanócitos, células responsáveis pela produção de melanina, o pigmento que dá cor à pele. 

Além dos fatores genéticos, eventos emocionais e traumas na pele podem atuar como desencadeadores das lesões em pessoas predispostas. 

“O aspecto emocional está presente em diferentes momentos da jornada do paciente. Muitas vezes, as alterações na aparência e o preconceito social podem afetar significativamente a autoestima e a qualidade de vida, tornando o acompanhamento dermatológico e multidisciplinar ainda mais importante”, ressalta o coordenador do Departamento de Medicina Interna da SBD, Dr. João Renato Gontijo.

As manchas brancas são o principal sinal clínico do vitiligo e, na maioria dos casos, não provocam sintomas físicos relevantes. Em alguns pacientes, pode ocorrer leve coceira no início das lesões. O diagnóstico é realizado por meio da avaliação clínica do dermatologista, podendo ser complementado pela lâmpada de Wood, exame que facilita a identificação das áreas afetadas. Em situações específicas, também pode ser indicada a biópsia da pele para diagnóstico diferencial.
 

Tratamentos oferecem controle da doença
 

Embora ainda não exista cura definitiva, os avanços terapêuticos têm proporcionado resultados cada vez mais satisfatórios. Atualmente, a fototerapia com ultravioleta B é considerada uma das principais opções de tratamento, atuando na modulação da resposta imunológica e estimulando a repigmentação da pele. 

Além da fototerapia, o tratamento pode incluir medicamentos tópicos, terapias sistêmicas e imunomoduladores, sempre de forma individualizada, de acordo com as características de cada paciente.

“O diagnóstico precoce e o início oportuno do tratamento aumentam significativamente as chances de controle da doença e de recuperação da pigmentação. Hoje contamos com abordagens terapêuticas capazes de proporcionar excelentes respostas clínicas”, explica Dr. Gontijo.

A comunidade médica acompanha com expectativa o desenvolvimento de novas terapias para o vitiligo. Alguns tratamentos inovadores já estão em processo de aprovação regulatória e podem ampliar as opções disponíveis nos próximos anos.
 

Cuidados diários também fazem diferença

Pessoas com vitiligo devem adotar alguns cuidados para evitar o surgimento de novas lesões. Traumas repetitivos na pele podem favorecer o aparecimento de manchas em áreas previamente saudáveis, fenômeno conhecido como Koebner.

Entre as orientações estão evitar a retirada das cutículas, que pode provocar microlesões, e ter cautela com determinados procedimentos estéticos. A depilação a laser, por exemplo, não costuma ser recomendada para esses pacientes, assim como o uso de clareadores à base de hidroquinona e peelings agressivos, que podem comprometer a integridade da pele e favorecer o agravamento do quadro. 

A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta que pessoas com suspeita de vitiligo procurem avaliação com um dermatologista para diagnóstico e orientação adequados.
 

Conheça mais conteúdos sobre vitiligo

O que é vitiligo: Link

Consenso brasileiro sobre o tratamento do vitiligo: Link 

Documentário sobre o vitiligo: Link

Para saber mais sobre a saúde da pele, cabelos e unhas acesse as redes sociais @dermatologiasbd e o site www.sbd.org.br. Se informe e encontre um especialista associado à SBD na sua região.

 

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