No Dia Nacional do Diabetes,
especialistas alertam para sinais silenciosos da doença e reforçam a
importância dos exames laboratoriais para diagnóstico precoce
Considerada uma das principais doenças crônicas do mundo, o
diabetes afeta cerca de 20 milhões de brasileiros, segundo estimativas da
Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD). O que preocupa especialistas, porém, é
que uma parcela significativa dos pacientes convive com a doença sem saber.
Isso porque o diabetes pode evoluir silenciosamente durante anos, provocando
danos ao organismo antes mesmo do aparecimento dos primeiros sintomas.
No Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, médicos
reforçam a importância da conscientização sobre os fatores de risco e da
realização periódica de exames laboratoriais capazes de identificar alterações
na glicemia ainda em fases iniciais da doença.
"O diabetes é uma condição que muitas vezes não apresenta
sinais claros no início. Quando os sintomas aparecem, o paciente pode já estar
convivendo com níveis elevados de glicose há bastante tempo, aumentando o risco
de complicações cardiovasculares, renais, neurológicas e oftalmológicas",
explica Carlos Aita, médico patologista clínico
do DB Diagnósticos.
Segundo a Federação Internacional de Diabetes (IDF),
aproximadamente uma em cada duas pessoas com diabetes no mundo desconhece o
diagnóstico. O cenário é especialmente preocupante porque o controle precoce da
doença reduz significativamente o risco de complicações graves ao longo da
vida.
Sede excessiva, aumento da frequência urinária, cansaço constante,
visão embaçada, perda de peso sem explicação aparente e infecções recorrentes
estão entre os sintomas mais comuns do diabetes. No entanto, esses sinais
costumam surgir de forma gradual e podem ser confundidos com consequências do
estresse, do envelhecimento ou da rotina.
Além disso, em muitos casos, especialmente no diabetes tipo 2, a
doença permanece assintomática durante anos.
"O diabetes tipo 2 está fortemente associado ao
envelhecimento, ao excesso de peso, ao sedentarismo e ao histórico familiar.
Muitas pessoas pertencem aos grupos de risco e só descobrem a doença durante
exames de rotina", afirma o médico.
A boa notícia é que o diagnóstico do diabetes pode ser feito por
meio de exames laboratoriais amplamente disponíveis e capazes de identificar
alterações antes mesmo do surgimento de sintomas.
Entre os principais exames utilizados estão a glicemia de jejum, a
hemoglobina glicada (HbA1c) e o teste oral de tolerância à glicose, que
permitem avaliar tanto a presença da doença quanto o risco de desenvolvimento
futuro.
Além do diagnóstico, esses exames são fundamentais para acompanhar
a eficácia do tratamento e monitorar o controle glicêmico dos pacientes já
diagnosticados.
"A realização periódica de exames é uma das principais
estratégias para detectar precocemente alterações metabólicas. Quanto mais cedo
identificamos o problema, maiores são as chances de evitar complicações e
preservar a qualidade de vida do paciente", destaca.
Quando não controlado adequadamente, o diabetes pode causar uma
série de complicações ao longo do tempo, incluindo doenças cardiovasculares,
insuficiência renal, neuropatias, problemas de visão e dificuldade de
cicatrização.
Por isso, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo o
melhor caminho. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física,
controle do peso corporal e acompanhamento médico periódico são medidas
fundamentais para reduzir o risco de desenvolvimento da doença.
"No caso do diabetes, o diagnóstico precoce faz toda a
diferença. Muitas vezes, uma simples avaliação laboratorial é capaz de
identificar alterações que ainda não provocaram sintomas, permitindo uma
intervenção mais rápida e melhores resultados para o paciente", conclui.
DB
Diagnósticos é uma das maiores
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