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Presente
em cerca de um em cada três brasileiros, a hipertensão evolui de forma
silenciosa e exige acompanhamento contínuo
A hipertensão
arterial está entre as doenças crônicas mais comuns no Brasil e representa um
dos principais fatores de risco para eventos cardiovasculares graves, como
acidente vascular cerebral, infarto e insuficiência cardíaca. Dados do Vigitel
2025, pesquisa do Ministério da Saúde que monitora fatores de risco para
doenças crônicas, indicam que cerca de 30% da população brasileira convive com
a condição, o equivalente a aproximadamente um em cada três brasileiros.
O avanço da
hipertensão ao longo dos anos está diretamente relacionado ao envelhecimento.
Com o tempo, alterações fisiológicas como a perda da elasticidade dos vasos
sanguíneos favorecem o aumento da pressão arterial, tornando o controle ainda
mais relevante após os 60 anos.
De acordo com o Dr.
Augusto Neno, médico cardiologista da MedSênior,
um dos principais desafios é justamente o fato de a doença evoluir de forma
silenciosa. “A hipertensão, na maioria das vezes, não apresenta sintomas
evidentes. Muitos pacientes só descobrem a condição após já apresentarem alguma
complicação, o que reforça a importância do monitoramento regular da pressão
arterial, sobretudo na população idosa”, explica.
Mais do que o
diagnóstico, a continuidade do cuidado é determinante para evitar desfechos
graves. “Controlar a pressão arterial não é apenas reduzir números. É prevenir
eventos que podem comprometer a autonomia, a qualidade de vida e, em muitos
casos, a própria sobrevida do paciente”, destaca o especialista.
A seguir, confira
sete cuidados fundamentais para manter a pressão arterial sob controle e
reduzir riscos na maturidade:
- Acompanhar a pressão arterial regularmente
A medição frequente é essencial para identificar alterações
e garantir o controle adequado, mesmo na ausência de sintomas. Fora do ambiente
hospitalar e na ausência de um profissional de saúde para oferecer orientações,
você pode medir sua pressão aparelhos validados por protocolos internacionais
(como AAMI ou ESH) e certificados pelo INMETRO. No site da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) é possível encontrar uma lista de modelos
certificados.
- Seguir corretamente o tratamento medicamentoso
O uso contínuo dos medicamentos prescritos é indispensável
para manter a pressão estável e evitar complicações.
- Reduzir o consumo de sal
O excesso de sódio está diretamente associado ao aumento da
pressão arterial. Priorizar alimentos naturais faz diferença no controle da
doença.
- Adotar uma alimentação equilibrada
Uma dieta rica em frutas, verduras, legumes e alimentos
frescos contribui para a saúde cardiovascular.
- Praticar atividade física regularmente
Exercícios auxiliam no controle da pressão, melhoram a
circulação e contribuem para o bem-estar geral.
- Manter o peso corporal adequado
O controle do peso reduz a sobrecarga sobre o sistema
cardiovascular e auxilia no controle da hipertensão.
- Realizar acompanhamento médico contínuo
O acompanhamento periódico permite ajustes no tratamento e uma abordagem mais individualizada, especialmente em pessoas com outras condições de saúde.
O cuidado com a
hipertensão deve ser contínuo e integrado. A combinação entre hábitos
saudáveis, acompanhamento profissional e adesão ao tratamento é fundamental
para reduzir complicações, evitar internações e garantir mais qualidade de vida
ao longo dos anos.
MedSênior
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