O episódio envolvendo o jornalista esportivo Alex Escobar, que passou mal durante a cobertura da Copa do Mundo em meio às altas temperaturas, acendeu um alerta sobre os impactos do calor excessivo na saúde. Em períodos de temperaturas elevadas, especialmente quando associados à exposição prolongada ao sol, atividade física ou jornadas intensas de trabalho, o organismo pode sofrer uma série de alterações que vão desde desconfortos leves até situações de emergência médica.
Segundo o cardiologista Dr. Carlos Eduardo Zanoni, professor do curso de Medicina da Uniderp, o calor intenso faz com que o corpo trabalhe mais para manter a temperatura adequada, aumentando a sobrecarga sobre diversos sistemas do organismo. "Quando somos expostos a temperaturas muito elevadas, ocorre uma dilatação dos vasos sanguíneos e uma maior perda de líquidos e sais minerais através do suor. Isso pode provocar queda da pressão arterial, tontura, fraqueza, dor de cabeça, náuseas e até desmaios. Em casos mais graves, a pessoa pode desenvolver exaustão pelo calor ou uma insolação, que é uma condição potencialmente perigosa e exige atendimento médico imediato", explica.
O
especialista destaca que algumas pessoas são mais vulneráveis aos efeitos do
calor, como idosos, crianças, gestantes, indivíduos com doenças
cardiovasculares, diabéticos e trabalhadores que permanecem longos períodos em
ambientes externos.
Entre
os principais sinais de alerta estão:
- Tontura ou sensação de desmaio;
- Dor de cabeça intensa;
- Náuseas e vômitos;
- Fraqueza excessiva;
- Batimentos cardíacos acelerados;
- Confusão mental;
- Pele muito quente e avermelhada;
- Diminuição da transpiração mesmo sob calor intenso.
O
médico destaca que há alto risco quando o corpo não consegue mais regular sua temperatura
adequadamente. “A temperatura corporal pode ultrapassar os 40°C. Nesses casos,
há risco de danos aos órgãos e a situação deve ser tratada como uma emergência
médica", ressalta.
Como se proteger
Para
reduzir os riscos, a recomendação é manter uma hidratação constante, mesmo sem
sentir sede, utilizar roupas leves e claras, evitar exposição direta ao sol nos
horários mais quentes do dia, entre 10h e 16h, e buscar locais ventilados ou
climatizados sempre que possível. "Muitas pessoas acreditam que apenas
atletas ou trabalhadores braçais sofrem com o calor extremo, mas qualquer
pessoa pode apresentar sintomas, especialmente em eventos ao ar livre, viagens
ou situações de grande esforço físico e emocional. O importante é reconhecer os
sinais precocemente e agir rapidamente", orienta.
Caso
alguém apresente sintomas como confusão mental, perda de consciência ou
dificuldade para respirar, a orientação é acionar imediatamente o serviço de
emergência e iniciar medidas para resfriar o corpo, como levar a pessoa para um
ambiente sombreado e oferecer líquidos, se ela estiver consciente.
UNIDERP
Para mais informações, acesse o site.
Nenhum comentário:
Postar um comentário