Estudo aponta que mais da metade das
competências exigidas em vagas já são habilidades comportamentais
O mercado brasileiro tem exigido dos profissionais
habilidades que vão além do domínio técnico.
Envato
Conflitos no ambiente de trabalho são comuns e, em muitos casos, não têm relação direta com a competência técnica dos profissionais, mas sim com a dificuldade em lidar com o outro. Quem nunca pensou “não aguento mais trabalhar com meu colega” diante de situações de comunicação truncada, falta de colaboração ou mesmo comportamentos que comprometem o clima organizacional?
A verdade é que, cada vez mais, o mercado brasileiro tem exigido
dos profissionais habilidades que vão além do domínio técnico: as chamadas soft
skills.
Um levantamento do Instituto Reciclar em parceria com o CIEE mostrou que, entre as habilidades mais valorizadas pelas empresas que contratam jovens, estão comunicação (76%), proatividade (63%), flexibilidade, trabalho em equipe, organização e capacidade de resolver problemas. Já um estudo do Observatório de Carreiras e Mercado da PUCPR revelou que 59,08% das competências solicitadas em vagas se referem a soft skills, com destaque para comunicação, comprometimento e adaptabilidade.
“As soft skills não são apenas o tempero final de um bom
currículo; são o alicerce que permite que as hard skills floresçam sem gerar
ruído no dia a dia. Em muitos casos de conflito, o que parece ser problema
técnico ou de performance acaba sendo um problema de comunicação, empatia ou
gestão das expectativas”. Segundo Luciane Rabello, especialista em RH e CEO da TalentSphere People Solutions, habilidades como comunicação efetiva,
empatia, gestão de conflitos, adaptabilidade e inteligência emocional são hoje
as mais estratégicas para empresas brasileiras.
Quando o colega é o problema: o que
fazer? Diante de um relacionamento difícil com um colega de trabalho, algumas
atitudes podem ajudar:
- Autoconhecimento:
Identificar quais comportamentos dele lhe afetam mais, se é
comunicação ruim, egocentrismo, falta de colaboração, e como você reage;
- Diálogo direto:
Muitas vezes, o colega pode não ter consciência de que seu jeito
incomoda. Um feedback construtivo, em ambiente apropriado, pode mudar rumos;
- Limites e expectativas claras:
Expor o que você precisa para trabalhar bem, o que espera em
termos de colaboração;
- Mediação:
Se o conflito persistir, procurar RH ou liderança para intervir de
maneira estruturada;
- Desenvolvimento pessoal contínuo:
Investir em aperfeiçoar suas próprias soft skills, comunicação assertiva, empatia, gestão de conflitos, flexibilidade, para melhorar a convivência e até influenciar positivamente o ambiente.
A TalentSphere tem acompanhado essa tendência de perto, apoiando organizações na
identificação e no desenvolvimento dessas competências por meio de programas de
desenvolvimento interno, avaliação de talentos e consultoria de RH focada na
criação de culturas organizacionais mais saudáveis. “O desenvolvimento de soft
skills permite reduzir atritos, aumentar a colaboração e preparar equipes para
ambientes mais criativos e produtivos”, completa Luciane.
Se a convivência com um colega se torna insustentável, o caminho
não está apenas em pedir ajuda ao RH, mas também em investir no
autoconhecimento e no desenvolvimento de habilidades socioemocionais. Afinal, a
forma como lidamos com os outros pode ser tão determinante para a carreira
quanto qualquer competência técnica.
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