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sexta-feira, 13 de março de 2026

Com aumento de casos de Mpox no Brasil, infectologista do Hospital HSANP alerta sobre formas de transmissão e prevenção

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Com alta transmissibilidade e possibilidade de complicações, doença exige atenção redobrada após períodos de grande circulação de pessoas 

 

O número de casos de Mpox, doença anteriormente conhecida como varíola dos macacos, voltou a crescer nas últimas semanas. Até o início de março de 2026, foram confirmados 136 novos registros da infecção, a maioria diagnosticada após o período do Carnaval.   

Em grande parte, tratam-se de casos leves, sem registro de óbitos até o momento, mas ainda assim suficientes para acender o alerta das autoridades de saúde. O aumento ocorre em um contexto de maior circulação de pessoas e de contato físico intenso durante as festas, fatores que favorecem a transmissão do vírus. 

A Mpox é uma doença zoonótica causada pelo vírus MPXV, do gênero Orthopoxvirus, da família Poxviridae. Sua manifestação mais característica são as lesões cutâneas, que apresentam alta carga viral e funcionam como importante via de transmissão. O acumulado de casos confirmados desde 2022 é de 14.614, concentrado principalmente nos estados do sudeste (São Paulo, Rio de janeiro e Minas gerais respectivamente). A doença acomete predominantemente homens cisgêneros entre 18 e 49 anos, em sua maioria que fazem sexo com outros homens. 

O contágio ocorre principalmente por contato direto pele a pele, mas também pode acontecer por meio de objetos contaminados, via respiratória ou relações sexuais. Segundo o infectologista Ricardo Cantarim Inacio, do Hospital HSANP, qualquer item que tenha tido contato com a pele de uma pessoa infectada pode se tornar fonte de infecção ou o contato prolongado em ambientes fechados com pacientes doentes. 

“Roupas, copos, pratos, toalhas e outras superfícies que tenham tido contato direto com a pele de alguém com a doença pode facilmente estar contaminada também. A transmissão permanece possível até que todas as crostas das lesões desapareçam completamente”, explica o especialista. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a transmissão também pode ocorrer da gestante para o feto, por meio da placenta, ou durante e após o parto, pelo contato direto. O período de incubação varia, em média, de 3 a 16 dias, e até 21 dias em alguns casos. 

O infectologista do Hospital HSANP explica que as lesões podem surgir em qualquer região do corpo, inclusive áreas genitais, faciais e mucosas. “Para que a doença seja apropriadamente diagnosticada, é realizado um exame laboratorial, com a coleta da secreção/swab das lesões, ou caso as lesões já estejam secas, as crostas serão coletadas. No momento, não há tratamento para a Mpox, apenas cuidados durante o período de incubação para que sequelas de longo prazo sejam prevenidas”, acrescenta. 

Apesar da ausência de um tratamento, A vacinação pré e pós-exposição segue como estratégia de controle, priorizando grupos com maior risco de desenvolver formas graves da doença. 

“A principal medida preventiva é evitar contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação de Mpox. Quando o contato é inevitável, é fundamental utilizar equipamentos de proteção individual, como luvas, máscaras, aventais e óculos de proteção, além de reforçar a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel”, finaliza Ricardo Cantarim Inacio, médico infectologista do Hospital HSANP.


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