Com a chegada do outono e as primeiras
quedas de temperatura, especialistas alertam para o aumento gradual dos casos
de doenças respiratórias em crianças. Nessa época do ano, quadros como gripe,
resfriados, bronquiolite, sinusite, pneumonia e crises de asma tornam-se mais
frequentes nos consultórios e serviços de saúde.
Segundo a pediatra Mariana Bolonhezi, a
mudança de estação costuma trazer alterações climáticas e comportamentais que
favorecem a circulação de vírus respiratórios.
“O outono marca o início de um período em
que começamos a observar mais infecções respiratórias. As temperaturas ficam
mais baixas, o ar tende a ficar mais seco e as pessoas passam mais tempo em
ambientes fechados, o que facilita a transmissão de vírus”, explica a médica.
Dados do Ministério da Saúde indicam que os
vírus respiratórios seguem em alta no país. Em 2025, foram registrados mais de
42 mil casos de infecção pelo vírus sincicial respiratório (VSR) até outubro,
sendo a maioria em crianças menores de dois anos, grupo mais vulnerável a
complicações respiratórias. O vírus é responsável por cerca de 80% dos casos de
bronquiolite e por até 60% das pneumonias nessa faixa etária, segundo dados
epidemiológicos.
Principais
sinais de alerta
De acordo com a pediatra, os pais devem
ficar atentos a sintomas respiratórios que podem indicar agravamento do quadro,
especialmente em bebês e crianças menores.
Os pais devem ficar atentos a sintomas como
febre persistente, tosse intensa ou dificuldade para respirar, chiado no peito,
cansaço ou prostração, recusa alimentar e respiração rápida ou com esforço.
“Nesses casos, é fundamental procurar
avaliação médica. Em crianças pequenas, as infecções respiratórias podem
evoluir mais rapidamente”, orienta Mariana Bolonhezi.
Cuidados
para prevenir doenças respiratórias no outono
Algumas medidas simples no dia a dia podem
ajudar a reduzir o risco de infecções respiratórias durante os meses mais
frios.
A pediatra destaca como principais
cuidados:
Manter a vacinação em dia:
Vacinas
como a da influenza ajudam a reduzir complicações respiratórias e
hospitalizações.
Ambientes
ventilados
Mesmo com temperaturas mais baixas, é
importante manter janelas abertas por alguns períodos para permitir a
circulação de ar.
Higiene frequente das mãos
Lavar as
mãos regularmente ou usar álcool em gel ajuda a reduzir a transmissão de vírus.
Evitar contato com pessoas doentes
Crianças
pequenas devem evitar proximidade com pessoas com sintomas gripais.
Manter boa hidratação
A
ingestão adequada de líquidos ajuda a manter as vias respiratórias mais
protegidas.
Atenção ao ar seco
Quando
necessário, o uso de umidificadores ou recipientes com água no ambiente pode
ajudar a reduzir irritações nas vias respiratórias.
Atenção
redobrada com bebês
Crianças menores de dois anos estão entre
as mais vulneráveis às complicações respiratórias. Isso acontece porque o
sistema imunológico ainda está em desenvolvimento e as vias aéreas são mais
estreitas, o que facilita o agravamento de quadros infecciosos.
Para Mariana Bolonhezi, o outono também é
um momento importante para reforçar a prevenção e observar sinais precoces de
doenças respiratórias.
“O acompanhamento pediátrico e os cuidados
preventivos ajudam a reduzir complicações. Muitas infecções respiratórias podem
ser evitadas ou tratadas precocemente quando os pais estão atentos aos
primeiros sintomas”, conclui.
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