A ficção cientifica sempre brinca sobre novas
ciências, tecnologias e equipamentos. Não existe nada que possa
impedir a imaginação humana de criar e de pensar em como será a
sociedade humana daqui séculos, seja esse futuro otimista ou pessimista.
A ficção sempre imaginou como seria a evolução
cientifica e tecnológica da sociedade e, em alguns momentos, até
acertou. Temos vários exemplos de livros, séries e filmes que mostram um
equipamento futurista que, anos depois, foi criado e virou parte do
dia a dia. Mas também temos vários que não acertaram nada, nem de perto.
Entre esses exemplos, “Star
Trek” e “Tron” mostraram muitas inovações a frente do seu tempo
e que estão no dia a dia da sociedade. Já “De volta para o
Futuro” apresentou algumas inovações no ano de 2015, que até
hoje o humano não tem ideia de como criar. Em 2001, “Uma Odisseia no
Espaço” e “Exterminador do
Futuro” mostravam inteligências artificias que todos viam como
algo quase impossível e que hoje, nas devidas proporções, são usadas até
por crianças.
O importante é que essa imaginação pode, às
vezes, criar um impulso, um despertar e uma nova forma de
ver o problema, fazendo cientistas e até inventores tentarem
criá-las e desenvolvê-las, ajudando na evolução humana. Porém a
ficção muitas vezes mostra o resultado e as consequências
dessas inovações, de forma extrapolada
e supernegativa, até catastrófica, mas tenta conscientizar
que mesmo que a humanidade chegue nesse desenvolvimento, é
preciso ter precauções.
A literatura utiliza dessa imaginação para
entreter, instigar e aguçar a curiosidade e o interesse, mas de
modo proposital também tenta profetizar, pois, se acerta, a obra
será lembrada para sempre.
Sendo por pura imaginação, por ego ou outro motivo qualquer, as criações da ficção científica podem, “sem querer”, ajudar, e por que não, até salvar a espécie humana. Quem sabe até o planeta, mostrando o que poderá vir e o que poderá acontecer, para que todos se preparem para o melhor ou pior.
Rodrigo Erthal - formado em Biologia e Física, professor
de Ciências e autor da trilogia “Benedicite”
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