ICTS Security reforça a importância de análise de
risco, tecnologia integrada e de cuidados simples antes de deixar a casa vazia
Com o aumento de viagens de férias, cresce a preocupação com a
segurança de residências deixadas vazias por longos períodos. A ICTS
Security, empresa especializada em consultoria e
gestão de segurança, alerta que não há solução única capaz de garantir proteção
total, e que a eficácia depende da combinação adequada de tecnologia,
procedimentos e comportamento dos moradores.
De acordo com Ellen Pompeu, diretora executiva da ICTS Security,
a primeira etapa é avaliar as vulnerabilidades de cada imóvel. “Uma segurança
residencial eficaz exige múltiplas camadas de proteção. Não há um pacote igual
para todas as casas. Começamos sempre pela proteção perimetral, que inclui
cercas elétricas, sensores, câmeras, iluminação e controle de acesso. A segunda
camada envolve o interior da residência, com sensores de presença, alarmes,
fechaduras e câmeras internas. A combinação desses recursos aumenta a
capacidade de resposta do monitoramento externo”, explica.
Embora populares, câmeras com acesso remoto e sensores inteligentes não garantem proteção por si só. Ellen reforça que a tecnologia precisa estar alinhada à infraestrutura física e às rotinas do dia a dia. “Somente tecnologia não basta. Segurança é resultado da combinação entre equipamentos, barreiras e práticas operacionais bem definidas”, diz.
Em condomínios, estruturas como guaritas, monitoramento de acessos
e alarmes fortalecem as defesas, mas isso nem sempre se aplica a residências
isoladas. Danilo Ricardo, coordenador especialista em segurança da ICTS
Security, explica que a avaliação técnica é fundamental. “Cada
imóvel tem características próprias. Copiar a lógica de um condomínio para uma
casa, por exemplo, pode gerar uma falsa sensação de proteção.”
Antes de viajar, medidas simples adotadas pelos moradores também
fazem diferença: realizar manutenção dos equipamentos, avisar uma pessoa de
confiança sobre a ausência e, no caso de condomínios, informar a administração.
“Além da proteção contra invasão, há riscos domésticos que muita gente negligencia.
Desligar o gás, verificar torneiras e revisar trancas são cuidados básicos”,
afirma Ellen.
Segundo a executiva, manter luzes acesas 24 horas por dia é um dos erros mais comuns e pode sinalizar justamente o que se tenta evitar, que a casa está vazia. Outro equívoco frequente é negligenciar a revisão dos equipamentos, falha que compromete todo o sistema de proteção.
As novas tecnologias, como portarias remotas, reconhecimento
facial e monitoramento por inteligência artificial, reforçam a segurança, mas
precisam ser adotadas com critério. “Existem prós e contras em cada solução, e
é preciso avaliar conceitos técnicos e operacionais antes de implementar.
Segurança nunca deve ser tratada como comodidade”, destaca Ellen. Ela lembra
que a adesão do coletivo dentro dos condomínios é indispensável: “Não se pode
flexibilizar normas. Segurança é cultura, e precisa ser entendida por
condôminos, funcionários e visitantes.”
Para quem vai viajar por períodos longos, a contratação de serviços de vigilância temporária ou o uso de ferramentas de monitoramento compartilhado entre vizinhos é recomendada. “Todas as iniciativas que contribuam para mitigar riscos são válidas, desde que alinhadas a uma análise de risco da região”, afirma Danilo.
O futuro da segurança residencial deve intensificar o uso de tecnologias baseadas em análise inteligente, integração com forças policiais e plataformas colaborativas entre autoridades e moradores. Ellen reforça, porém, que qualquer inovação precisa respeitar a privacidade. “A conformidade com a LGPD já faz parte dos sistemas modernos, mas é necessário configurar adequadamente gravações, acessos e mascaramento de áreas sensíveis”, explica.
Por fim, a executiva destaca que a discussão sobre custo ou
investimento depende da qualidade da solução projetada. “Mesmo equipamentos
simples hoje incorporam tecnologia. O valor está na escolha da solução correta,
pensada a partir da análise de riscos e não apenas do preço”, conclui.
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