A confiança digital tornou-se fator decisivo na
comunicação entre marcas e clientes. Dados levantados pela Sinch — referência
mundial em comunicação conversacional na nuvem - mostram que marcas que
adotaram mensagens verificadas chegaram a 70% de taxa de leitura e ROI superior
a 137%.
Com o avanço de deepfakes e falsificação de voz, remetentes verificados,
elementos visuais de marca e autenticação sem fricção definirão a confiança
digital. Conteúdos não verificados ou irrelevantes serão filtrados antes de
chegar ao usuário.
Diante desse cenário, empresas aceleram a adoção de identidade verificada,
elementos visuais oficiais e biometria de voz para garantir autenticidade.
“Não basta ser relevante — é preciso ser confiável. Segurança e verificação
serão a nova base da relação entre consumidor e marca”, afirma Mario Marchetti,
diretor-geral da Sinch para a América Latina.
A tendência aponta para uma combinação de segurança invisível e sinais de
autenticidade visíveis, criando confiança sem fricção.
E-mail ganha nova vida com IA
Embora muitos especialistas tenham previsto seu declínio, o e-mail está longe
de desaparecer — ele está evoluindo. A caixa de entrada passa por uma
transformação silenciosa, impulsionada pela inteligência artificial e por uma
nova lógica de relevância. As caixas de entrada inteligentes filtram conteúdos
irrelevantes e priorizarão mensagens verificadas e contextuais. A falta de
relevância será clara: se não for confiável ou personalizado, será invisível.
O canal segue como preferência dos consumidores: 77% escolhem o e-mail para
receber mensagens promocionais e 50% o utilizam para confirmações e
atualizações de pedidos, segundo dados da a pesquisa global The State of
Customer Communications 2025, conduzida pela Sinch.
O que muda, porém, é a forma de engajar. Com o avanço das caixas de entrada
inteligentes, que priorizam conteúdo útil e conversas de valor, campanhas de
disparo massivo tendem a perder espaço para comunicações personalizadas e
orientadas por contexto. A expectativa do consumidor acompanha esse movimento:
42% esperam promoções alinhadas às suas preferências e 29% desejam que marcas
usem seu histórico de compras para oferecer interações mais relevantes.
Nesse novo cenário, o e-mail deixa de ser apenas um canal informativo para se
transformar em um espaço de diálogo contínuo, onde assistentes digitais
aprimoram o timing, o conteúdo e a personalização — recompensando marcas
capazes de entregar valor com precisão, e não volume.
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