Personalização da aprendizagem, uso estratégico da IA e mensuração de resultados colocam a formação corporativa no centro da estratégia de retenção e crescimento dos negócios
No mercado de trabalho atual, as habilidades perdem
validade rapidamente e os profissionais são obrigados a se reinventar
constantemente. De acordo com o Future of Jobs Report 2025 (Relatório
sobre o Futuro do Trabalho, em tradução livre) do Fórum Econômico Mundial, 40% das
competências consideradas essenciais hoje ficarão ultrapassadas antes de 2030.
No Brasil, segundo a mesma pesquisa, essa realidade também se reflete na estratégia das empresas: aproximadamente 60% das companhias brasileiras planejam implementar programas abrangentes de treinamento e desenvolvimento de colaboradores para enfrentar os desafios da transformação digital e a acelerada obsolescência de competências - um movimento que demonstra a crescente priorização do upskilling nas organizações locais. O desafio é complexo e torna a formação corporativa um fator crítico para a competitividade e a escalabilidade do negócio.
Para enfrentar este cenário, a ODILO, edtech
espanhola que transforma a forma como as pessoas e as organizações aprendem em
um ambiente digital único, identificou as quatro tendências que marcarão a
aprendizagem empresarial este ano para combater a obsolescência e fortalecer
talentos, para que estejam alinhados com a estratégia do negócio.
Personalização de carreira para ativar talentos e combater o
FOBO
O FOBO (Fear of Becoming Obsolete, ou medo de ficar obsoleto) se consolidou como a maior preocupação entre os funcionários, impulsionado pela aceleração da inovação no local de trabalho e pelos novos modelos de negócios. Diante desse desafio, a formação personalizada surge como a ferramenta mais eficaz para transformar o medo em maior proatividade, motivação e aprendizagem constante.
Os planos de formação adaptados ao ponto de partida,
ao ritmo e aos interesses de cada profissional reforçam a autonomia e o
compromisso, ao mesmo tempo que garantem o alinhamento com as necessidades da
organização. Uma abordagem de formação mais flexível, que torna o funcionário o
único protagonista do seu desenvolvimento, reforça a sensação de controle sobre
o seu crescimento, como um recurso estratégico para reter e potenciar o talento
interno.
A IA como trampolim para a aprendizagem adaptativa e baseada
em dados
Associada à personalização dos planos de carreiras de formação, a inteligência artificial está redefinindo as estratégias de aperfeiçoamento e requalificação das organizações, promovendo modelos de aprendizagem baseados em dados e alinhados com os objetivos estratégicos do negócio. Sua capacidade de analisar grandes volumes de informações - relacionadas ao desempenho, às funções profissionais ou às necessidades futuras da organização, permite antecipar lacunas de talentos e priorizar o desenvolvimento de competências-chave.
A partir dessa perspectiva, a ODILO promove um modelo
de aprendizagem contínua em que a tecnologia facilita experiências formativas
relevantes, escaláveis e orientadas para resultados. O uso da inteligência
artificial permite oferecer o conteúdo adequado à pessoa certa e no momento
adequado, integrando a aprendizagem de forma natural ao fluxo de trabalho. Uma
abordagem que reforça a tomada de decisões baseada em dados e posiciona o
desenvolvimento de talentos como um vetor estratégico de competitividade.
Avaliar a aprendizagem pelo seu impacto nas pessoas e nos
resultados
O sucesso da capacitação corporativa já não é medido apenas pelas horas dedicadas ou pelos cursos concluídos. As organizações pretendem que a aprendizagem tenha um impacto tangível, tanto nas pessoas como nos resultados do negócio. Por isso, aumenta a adoção de métricas que avaliam o compromisso, a utilidade, a recorrência, a aplicação do conhecimento e a contribuição da formação para alcançar os objetivos estratégicos.
Essa abordagem permite tomar decisões sobre
investimentos em treinamento com maior clareza sobre seu retorno, e reforça a
percepção da aprendizagem como um valor estratégico. Ao medir o que cada
profissional é capaz de fazer e contribuir, e não apenas o que estudou, a
aprendizagem se consolida como um verdadeiro impulsionador da inovação, do
desenvolvimento profissional e do crescimento sustentável.
Promover a cultura da experimentação e da aprendizagem
coletiva
Para obter o máximo resultado da aprendizagem permanente é necessário integrá-la à cultura da empresa, vivenciando de forma coletiva. Nesta fase, os espaços de experimentação, as mentorias reversas entre membros da equipe, a colaboração entre gerações e os projetos transversais permitem que o conhecimento flua em todas as direções, seja compartilhado e aplicado de forma prática.
Essas iniciativas de aprendizagem coletiva criam um
ambiente em que os colaboradores ficam mais motivados e abertos a experimentar,
errar e aprender juntos, contribuindo também para transformar o FOBO e as
lacunas de habilidades em resiliência, curiosidade e criatividade. Incentivar a
proatividade e a transferência de conhecimento ajuda a fortalecer o
desenvolvimento do talento interno e a consolidar equipes mais coesas, ágeis e
preparadas para o futuro.
Dessa forma, segundo Iván López, vice-presidente
global de vendas corporativas da ODILO: “Em um mundo no qual as
habilidades se tornam obsoletas rapidamente, a capacidade de aprender de forma
contínua, personalizada e com impacto real na atividade do negócio é o
verdadeiro diferencial. A adoção da IA permitirá passar de modelos estáticos
para ecossistemas vivos de aprendizagem, onde o conhecimento flui e se adapta
ao ritmo do negócio e de suas pessoas”, finaliza.
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