Dados do Censo 2022 indicam que
idosos com 60 anos ou mais se identificam dentro do Transtorno do Espectro
Autista (TEA), reforçando a urgência de políticas públicas voltadas ao
envelhecimento e à condição
Mais de 300 mil idosos com 60 anos ou mais se autodeclaram Autistas.
Foto: IJC
Divulgação
Dados recentes divulgados a partir do Censo Demográfico de 2022 revelam um movimento pouco discutido no Brasil: idosos têm passado a se autodeclarar pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Segundo a análise da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), a prevalência entre pessoas com 60 anos ou mais é de 0,86%, o que representa mais de 300.000 pessoas no país.
Embora o Transtorno do Espectro Autista (TEA) seja uma condição do
neurodesenvolvimento cujos sinais se manifestam na infância, ele acompanha a
pessoa ao longo de toda a vida. No passado, a falta de informação e os critérios
diagnósticos restritos,fizeram com que muitas pessoas atravessassem décadas sem
suporte, o que explica o porquê do reconhecimento ter ocorrido apenas na idade
mais avançada.
Quais são os desafios do envelhecimento no Transtorno do Espectro Autista (TEA)?
Pesquisas indicam que pessoas que envelhecem no espectro podem apresentar maior prevalência de comorbidades psiquiátricas, como ansiedade e depressão, além de riscos elevados de declínio cognitivo e doenças cardiovasculares. No entanto, o diagnóstico tardioé desafiador: características como isolamento social e rigidez comportamental são frequentemente confundidas com sintomas de demência ou depressão.
Diante desse cenário, o Instituto Jô Clemente (IJC), por meio de seus serviços de avaliação neuropsicológica e longevidade, oferece apoio especializado a pessoas Autistas idosas e às suas famílias, contribuindo para diagnósticos mais precisos, planejamento de terapias e promoção da qualidade de vida ao longo do processo de envelhecimento.
“Muitas pessoas em processo de envelhecimento atravessaram décadas
sem o suporte adequado, muitas vezes sendo rotuladas por comportamentos que,
agora, o diagnóstico explica. Reconhecer o TEA na velhice éum ato de dignidade.
Isso nos permite oferecer um cuidado integral, além de embasar políticas
públicas que atendam às particularidades do envelhecimento no Transtorno do
Espectro Autista (TEA)”, afirma Danielle Christofolli, Gerente do CNR - Centro
de Neurodesenvolvimento e Reabilitação, do Instituto Jô Clemente (IJC), Organização
da Sociedade Civil sem fins lucrativos que promove saúde, qualidade de vida e
inclusão para pessoas com Deficiência Intelectual, Transtorno do Espectro
Autista (TEA) e Doenças Raras.
Sinais de alerta do TEA na terceira idade
Para pessoas e famílias que percebem mudanças no cotidiano,
especialistas do Instituto Jô Clemente (IJC) elencam sinais que merecem atenção
especial em pessoas idosas:
- Dificuldade na comunicação, participação social, quebra de
rotina e organização no dia a dia;
- Hipersensibilidade sensorial ou estresse acentuado com
barulhos e ambientes;
- Interesses restritos em atividades de lazer;
- Alterações persistentes no sono e restrição alimentar.
“O diagnóstico tardio oferece um nome e um porquê para as inúmeras
barreiras sensoriais e sociais enfrentadas silenciosamente por toda vida, dando
a pessoa idosa a oportunidade de ressignificar sua trajetória e suas novas
possibilidades com mais qualidade de vida”, , complementa Ricardo Valverde,
supervisor do serviço de Longevidade do Instituto Jô Clemente (IJC).
Avaliação neuropsicológica e apoio especializado a pessoas com TEA
Mas por que compreender o perfil cognitivo é o primeiro passo para planejar estratégias terapêuticas eficazes?
Porque a Avaliação Neuropsicológica permite identificar e analisar funções como atenção, linguagem, percepção, memória e aprendizagem, além de funções motoras. No Instituto Jô Clemente (IJC), esse serviço contribui para um diagnóstico preciso e para o acompanhamento de idosos com TEA e de pessoas Autistas em processo de envelhecimento, garantindo que o plano terapêutico seja construído a partir das necessidades reais dessa fase da vida.
Para
entender quais apoios fazem sentido para a sua realidade ou a de seu familiar,
o IJC oferece avaliação e acompanhamento especializado em São Paulo, na Unidade
Vila Clementino (próxima à estação Hospital São Paulo - Linha 5–Lilás). Para
mais informações, acesse o site.
Instituto Jô Clemente - IJC
Para mais informações, entre em contato pelo telefone (11) 5080-7000 ou visite o site do IJC (ijc.org.br), o primeiro do Brasil 100% acessível e com Linguagem Simples. Aproveite para seguir o IJC nas redes sociais.
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