sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Aprendizagem corporativa: os fatores-chave para desenvolver talentos em 2026

Personalização da aprendizagem, uso estratégico da IA e mensuração de resultados colocam a formação corporativa no centro da estratégia de retenção e crescimento dos negócios


No mercado de trabalho atual, as habilidades perdem validade rapidamente e os profissionais são obrigados a se reinventar constantemente. De acordo com o Future of Jobs Report 2025 (Relatório sobre o Futuro do Trabalho, em tradução livre) do Fórum Econômico Mundial, 40% das competências consideradas essenciais hoje ficarão ultrapassadas antes de 2030.

No Brasil, segundo a mesma pesquisa, essa realidade também se reflete na estratégia das empresas: aproximadamente 60% das companhias brasileiras planejam implementar programas abrangentes de treinamento e desenvolvimento de colaboradores para enfrentar os desafios da transformação digital e a acelerada obsolescência de competências - um movimento que demonstra a crescente priorização do upskilling nas organizações locais. O desafio é complexo e torna a formação corporativa um fator crítico para a competitividade e a escalabilidade do negócio.

Para enfrentar este cenário, a ODILO, edtech espanhola que transforma a forma como as pessoas e as organizações aprendem em um ambiente digital único, identificou as quatro tendências que marcarão a aprendizagem empresarial este ano para combater a obsolescência e fortalecer talentos, para que estejam alinhados com a estratégia do negócio.


Personalização de carreira para ativar talentos e combater o FOBO

O FOBO (Fear of Becoming Obsolete, ou medo de ficar obsoleto) se consolidou como a maior preocupação entre os funcionários, impulsionado pela aceleração da inovação no local de trabalho e pelos novos modelos de negócios. Diante desse desafio, a formação personalizada surge como a ferramenta mais eficaz para transformar o medo em maior proatividade, motivação e aprendizagem constante.

Os planos de formação adaptados ao ponto de partida, ao ritmo e aos interesses de cada profissional reforçam a autonomia e o compromisso, ao mesmo tempo que garantem o alinhamento com as necessidades da organização. Uma abordagem de formação mais flexível, que torna o funcionário o único protagonista do seu desenvolvimento, reforça a sensação de controle sobre o seu crescimento, como um recurso estratégico para reter e potenciar o talento interno.


A IA como trampolim para a aprendizagem adaptativa e baseada em dados

Associada à personalização dos planos de carreiras de formação, a inteligência artificial está redefinindo as estratégias de aperfeiçoamento e requalificação das organizações, promovendo modelos de aprendizagem baseados em dados e alinhados com os objetivos estratégicos do negócio. Sua capacidade de analisar grandes volumes de informações - relacionadas ao desempenho, às funções profissionais ou às necessidades futuras da organização, permite antecipar lacunas de talentos e priorizar o desenvolvimento de competências-chave.

A partir dessa perspectiva, a ODILO promove um modelo de aprendizagem contínua em que a tecnologia facilita experiências formativas relevantes, escaláveis e orientadas para resultados. O uso da inteligência artificial permite oferecer o conteúdo adequado à pessoa certa e no momento adequado, integrando a aprendizagem de forma natural ao fluxo de trabalho. Uma abordagem que reforça a tomada de decisões baseada em dados e posiciona o desenvolvimento de talentos como um vetor estratégico de competitividade.


Avaliar a aprendizagem pelo seu impacto nas pessoas e nos resultados

O sucesso da capacitação corporativa já não é medido apenas pelas horas dedicadas ou pelos cursos concluídos. As organizações pretendem que a aprendizagem tenha um impacto tangível, tanto nas pessoas como nos resultados do negócio. Por isso, aumenta a adoção de métricas que avaliam o compromisso, a utilidade, a recorrência, a aplicação do conhecimento e a contribuição da formação para alcançar os objetivos estratégicos.

Essa abordagem permite tomar decisões sobre investimentos em treinamento com maior clareza sobre seu retorno, e reforça a percepção da aprendizagem como um valor estratégico. Ao medir o que cada profissional é capaz de fazer e contribuir, e não apenas o que estudou, a aprendizagem se consolida como um verdadeiro impulsionador da inovação, do desenvolvimento profissional e do crescimento sustentável.


Promover a cultura da experimentação e da aprendizagem coletiva

Para obter o máximo resultado da aprendizagem permanente é necessário integrá-la à cultura da empresa, vivenciando de forma coletiva. Nesta fase, os espaços de experimentação, as mentorias reversas entre membros da equipe, a colaboração entre gerações e os projetos transversais permitem que o conhecimento flua em todas as direções, seja compartilhado e aplicado de forma prática.

Essas iniciativas de aprendizagem coletiva criam um ambiente em que os colaboradores ficam mais motivados e abertos a experimentar, errar e aprender juntos, contribuindo também para transformar o FOBO e as lacunas de habilidades em resiliência, curiosidade e criatividade. Incentivar a proatividade e a transferência de conhecimento ajuda a fortalecer o desenvolvimento do talento interno e a consolidar equipes mais coesas, ágeis e preparadas para o futuro.


Dessa forma, segundo Iván López, vice-presidente global de vendas corporativas da ODILO: “Em um mundo no qual as habilidades se tornam obsoletas rapidamente, a capacidade de aprender de forma contínua, personalizada e com impacto real na atividade do negócio é o verdadeiro diferencial. A adoção da IA permitirá passar de modelos estáticos para ecossistemas vivos de aprendizagem, onde o conhecimento flui e se adapta ao ritmo do negócio e de suas pessoas”, finaliza.



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