A temporada de verão esta ai, e com ela cresce de forma significativa a procura por cirurgias plásticas motivadas pela pressa em “ficar pronto” para férias, viagens e maior exposição do corpo. Esse comportamento, segundo especialistas, é um dos principais fatores de risco para complicações, resultados insatisfatórios e frustrações no pós-operatório.
De acordo com o Dr. Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria, o maior erro cometido nessa época do ano não está na estação em si, mas na decisão apressada, sem planejamento adequado e sem real comprometimento com o período de recuperação.
“A cirurgia plástica não deve ser encarada como um procedimento de última hora. Quando o paciente decide operar apenas pela pressão estética do verão, ele tende a ignorar etapas fundamentais, como preparo pré-operatório, escolha criteriosa do cirurgião e, principalmente, o pós-operatório”, alerta o médico.
A pressa como inimiga da segurança
Cirurgias feitas às pressas costumam ser marcadas sem tempo suficiente para exames completos, avaliação clínica detalhada e alinhamento realista de expectativas. Além disso, muitos pacientes subestimam o tempo de recuperação e acreditam que poderão retomar rapidamente a rotina de praia, piscina, exercícios físicos e exposição solar.
> “Não existe cirurgia plástica sem recuperação.
Toda cirurgia exige repouso, acompanhamento médico e restrições temporárias.
Quando isso é ignorado, o risco de complicações aumenta consideravelmente”,
explica o Dr. Hugo Sabath.
Entre os principais problemas associados à falta de planejamento estão:
- Abertura de pontos
- Infecções
- Cicatrizes alargadas ou escurecidas
- Inchaço prolongado
- Resultados estéticos comprometidos
- Necessidade de cirurgias corretivas
O pós-operatório ignorado: um erro recorrente no verão
O pós-operatório é apontado como o ponto mais negligenciado pelos pacientes que operam com pressa. O calor intenso, a maior transpiração e a exposição solar aumentam os riscos quando as orientações médicas não são seguidas corretamente.
“O sol é um dos maiores inimigos da cicatrização. A exposição precoce pode causar manchas irreversíveis na pele e cicatrizes definitivas. Isso não é uma questão estética, é uma complicação médica”, reforça o cirurgião.
Além da exposição solar, o consumo de álcool,
viagens longas, festas e atividades físicas precoces são atitudes comuns no
verão que podem comprometer seriamente a recuperação.
Nem todo procedimento combina com urgência
Segundo o Dr. Hugo Sabath, o problema não é realizar cirurgia no verão, mas sim querer resultados imediatos, sem respeitar o tempo biológico do corpo.
“O corpo precisa de tempo para cicatrizar, desinflamar e se adaptar às mudanças. Nenhuma técnica segura promete resultados instantâneos. Quem vende isso está enganando o paciente”, afirma.
Procedimentos mais complexos, como cirurgias
corporais extensas ou cirurgias combinadas, exigem ainda mais planejamento e
comprometimento com o repouso, o que muitas vezes não é compatível com a agenda
típica do verão.
A importância de escolher um cirurgião qualificado
Outro ponto crítico destacado pelo especialista é que a pressa leva muitos pacientes a escolherem profissionais sem a devida qualificação, atraídos por promessas rápidas, preços baixos ou resultados “milagrosos”.
“Cirurgia plástica deve ser realizada
exclusivamente por cirurgião plástico com formação reconhecida, experiência
comprovada e estrutura adequada. Estamos falando de saúde, não apenas de
estética”, enfatiza o Dr. Hugo Sabath.
Ele orienta que o paciente:
- Verifique se o médico é especialista em cirurgia
plástica
- Busque referências e histórico profissional
- Desconfie de promessas rápidas e resultados
imediatos
- Entenda claramente os riscos, limitações e tempo
de recuperação
Planejamento é sinônimo de segurança e bons resultados
Para o especialista, o planejamento correto envolve:
- Avaliação médica completa
- Escolha consciente do momento ideal para operar
- Organização da rotina para o pós-operatório
- Comprometimento com todas as orientações médicas
“Quando o paciente planeja, o resultado é
mais seguro, mais bonito e mais duradouro. A cirurgia plástica bem-feita começa
muito antes do centro cirúrgico”, explica.
Conclusão
O verão não é vilão da cirurgia plástica a falta de planejamento é. Operar às pressas, motivado por prazos estéticos e sem respeito ao pós-operatório, é um erro que pode custar caro à saúde e ao resultado final.
“A cirurgia plástica deve ser uma decisão
consciente, responsável e bem orientada. Não existe corpo perfeito sem respeito
ao próprio corpo. Planejamento, informação e um cirurgião qualificado são os
verdadeiros segredos para um resultado seguro e satisfatório”, conclui o Dr.
Hugo Sabath, cirurgião plástico da Clínica Libria.



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