Alta
transmissibilidade, contato com piscinas e praias e ambientes lotados favorecem
disseminação; especialista alerta para sintomas e cuidados
No caso da conjuntivite membranosa, pode haver formação
de uma “película” ou membrana sobre o olho ou parte
interna da pálpebra, além de desconforto intenso.
Com a chegada do verão e o aumento das atividades ao ar livre, viagens, praias, piscinas e ambientes com grande circulação de pessoas, cresce também o risco de surtos de conjuntivite — uma inflamação ocular altamente contagiosa, que pode se espalhar rapidamente em escolas, colônias de férias, academias, clubes e até dentro de casa.
A
doença, que pode ser causada por vírus, bactérias ou alergias, tem como
principal característica a inflamação da conjuntiva (membrana que reveste a
parte branca dos olhos e a parte interna das pálpebras). Entre os quadros que
exigem ainda mais atenção está a conjuntivite membranosa, uma forma mais
intensa, que pode causar formação de uma membrana esbranquiçada ou acinzentada
sobre a conjuntiva, necessitando avaliação e tratamento específicos.
Principais
sintomas
Os sintomas podem variar de leves a intensos, dependendo da causa, mas os mais frequentes incluem: olhos vermelhos, com sensação de ardência ou queimação; coceira, irritação e lacrimejamento; sensação de areia nos olhos; inchaço das pálpebras; fotofobia (incômodo com a luz); secreção (remela), principalmente ao acordar e visão embaçada temporária.
No caso da conjuntivite membranosa, pode haver formação de uma “película” ou membrana sobre o olho ou parte interna da pálpebra, além de desconforto intenso.
“A
conjuntivite é muito comum no verão porque existe maior exposição a ambientes
com aglomeração e ao contato com água de piscinas, além do hábito de levar as
mãos aos olhos com maior frequência, especialmente em crianças. Por ser
altamente transmissível, basta uma pessoa infectada em um grupo para haver
disseminação rápida”, alerta o coordenador do Eco Oftalmologia, Dr. Leon
Grupenmacher oftalmologista e ex-presidente da Sociedade Brasileira de
Oftalmologia.
Transmissão
e aumento do risco no verão
A conjuntivite se espalha principalmente por contato direto com secreções dos olhos ou por superfícies contaminadas, como toalhas e lenços, fronhas e roupas de cama, maquiagem e pincéis, colírios compartilhados, óculos, celular, maçanetas e brinquedos.
O risco aumenta consideravelmente durante o verão devido a fatores como viagens, maior contato social, compartilhamento de objetos e a presença em locais coletivos, como praias, piscinas, parques aquáticos e eventos.
Para reduzir o risco de contaminação e evitar surtos, especialistas recomendam:
- evitar tocar olhos e rosto, principalmente com mãos não
higienizadas;
- lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool 70%;
- não compartilhar toalhas, maquiagem, fronhas e colírios;
- higienizar objetos de uso comum (celular, óculos, maçanetas);
- evitar ambientes de aglomeração quando houver sintomas;
- em caso de suspeita, suspender o uso de lentes de contato e
maquiagem.
Apesar
de ser considerada uma doença comum, a conjuntivite pode evoluir para
complicações se não for corretamente avaliada. Em especial nos casos mais
intensos, com dor forte, alteração visual ou presença de membrana ocular, a
recomendação é procurar o oftalmologista rapidamente.
“Não é
indicado utilizar colírios por conta própria. Alguns medicamentos podem piorar
o quadro ou mascarar sintomas. A avaliação do oftalmologista é essencial para
identificar a causa — viral, bacteriana ou alérgica — e definir o tratamento
adequado”, reforça o Dr Leon.
É
fundamental procurar assistência médica se houver dor intensa nos olhos, piora
progressiva da vermelhidão, secreção abundante, presença de membrana sobre a
conjuntiva, redução da visão, sensibilidade intensa à luz e sintomas
persistentes por mais de 48 horas.
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