Para muitas pessoas, varizes são apenas sinais do tempo que aparecem nas pernas. Mas não é bem assim. Essas marcas são apenas um dos muitos sintomas da doença vascular mais prevalente no mundo e que, segundo os especialistas, pode afetar mais de 40% da população.
Segundo o cirurgião vascular do Hospital Evangélico de Belo Horizonte, Rafael Henrique Rodrigues Costa, varizes são algo bem mais sério que um problema estático. “Varizes são veias dilatadas e doentes. Daquelas fininhas, passando pelas medianas até aquelas mais grossas e saltadas, as varizes merecem uma atenção especial porque, sem o devido tratamento, podem causar diversos desconfortos para os pacientes”, ressalta o médico.
Entre os sintomas estão inchaço nas pernas,
alterações como escurecimento e endurecimento da pele, possibilidade de
desenvolver uma úlcera varicosa, espécie de ferida que compromete muito a
qualidade de vida, bem como dores, sensação de cansaço nos membros inferiores,
queimação e formigamento. Pessoas que têm histórico familiar de varizes,
ou seja, que têm pais, mães, avôs e avós com esse tipo de problema, devem ter
atenção redobrada. De acordo com o cirurgião vascular, a recomendação vale para
homens e mulheres. Embora não tenha cura, é possível adotar medidas que vão
atuar preventivamente e minimizar os desconfortos. Entre elas estão a prática
de atividade física, fazer uso contínuo da meia elástica de compressão e evitar
ficar muito tempo na mesma posição.
Tratamento personalizado
Como o tratamento é personalizado, é necessário passar pelo cirurgião vascular, um especialista que deve ser incluído no check-up anual, principalmente para quem tem histórico familiar. “É o médico que vai indicar a meia de compressão adequada para cada caso e avaliar quando a cirurgia é necessária. Hoje temos, além da cirurgia, outras terapias que podem ser usadas em varizes grossas ou para doenças da safena, o que pode evitar casos de trombose, por exemplo”, frisa.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o tratamento de varizes é realizado por meio de cirurgia convencional que inclui internação, anestesia e repouso/afastamento das atividades – quando há indicação – e também com escleroterapia com espuma, um procedimento minimamente invasivo, feito em ambulatório, sem necessidade de internação e de repouso.
Segundo Rafael Costa, o auto cuidado é
fundamental para observar sinais precoces de varizes, bem como sintomas como
inchaços ou sensação de cansaço. “Não há uma idade mínima para a primeira
visita ao angiologista/cirurgião vascular, mas se o indivíduo tem um histórico
familiar e já manifesta sintomas, esse acompanhamento pode fazer a diferença no
futuro, em saúde e qualidade de vida”, conclui.
Hospital
Evangélico de Belo Horizonte – HE
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