Acesso ao saneamento influencia a escolaridade média dos estudantes; entenda o impacto em São Paulo
Viver em condições precárias de saneamento básico implica consequências que afetam a vida do cidadão em diferentes esferas. A ausência de acesso à água tratada e à coleta e ao tratamento adequado de esgoto cria um cenário propício à proliferação de doenças, que impactam diretamente as atividades cotidianas da população, como o desenvolvimento educacional de crianças, adolescentes e jovens. Ao analisar essa perspectiva no município de São Paulo, que completa 472 anos no dia 25 de janeiro, é possível observar diferenças significativas na escolaridade entre quem tem e quem não tem acesso aos serviços básicos.
Dados do IBGE (2023), presentes no Painel Saneamento Brasil, mostram que a escolaridade média dos estudantes da capital paulista que vivem em domicílios com saneamento básico é de 10 anos. Esse indicador considera o tempo que um estudante residente em uma moradia atendida por serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário permanece no ambiente escolar. Por outro lado, entre os estudantes que não possuem acesso a esses serviços em suas residências, a média de permanência na vida escolar é de 8,18 anos.
Ou seja, entre os fatores que contribuem para a evasão escolar está a ausência de saneamento básico. Quanto maior a incidência de doenças associadas a essas condições, maior a necessidade de faltas às aulas, reduzindo o tempo que estudantes passam no ambiente escolar e comprometendo seu desempenho educacional.
A cidade de São Paulo trilha o caminho para alcançar a universalização do saneamento básico. No Ranking do Saneamento 2025, pesquisa elaborada pelo Instituto Trata Brasil que analisa os indicadores de saneamento das 100 cidades mais populosas do país, a capital paulista ocupa a 15ª posição.
O alcance das metas de universalização dos serviços básicos — 99% da população com acesso à água potável e 90% com coleta e tratamento de esgoto até 2033 — representa a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população e, consequentemente, reflete positivamente na área da educação.
Ao garantir condições sanitárias adequadas, cria-se um ambiente
mais favorável à saúde dos estudantes, reduzindo a incidência de doenças e a
necessidade de afastamentos frequentes da escola. Com maior presença em sala de
aula, crianças e jovens ampliam seu tempo de aprendizado e constroem
trajetórias educacionais mais contínuas, fator determinante para sua formação
profissional e para a ampliação de oportunidades no mercado de trabalho.
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