Em São Paulo, os
edifícios são mais do que cenário: guardam hábitos, atravessam gerações, marcam
bairros e contam ciclos de transformação, do centro à escala cotidiana. Ao
reunir imagens, pesquisa histórica e curiosidades em linguagem acessível, o
Prédios de São Paulo ajudou a valorizar um patrimônio muitas vezes invisível no
dia a dia, olhando tanto para ícones quanto para construções mais modestas e
convidando o público a enxergar a cidade com mais atenção, repertório e afeto.
Conjunto Nacional. Foto: Milena Leonel
O Prédios de São Paulo nasceu quando Matteo Gavazzi, italiano de origem e
paulistano por adoção, se deparou com as ruínas de um antigo casarão no centro
e passou a registrar e compartilhar edifícios nas redes, sempre com informações
históricas e curiosidades. Desde então, o @prediosdesaopaulo (hoje com mais de
73 mil seguidores no Instagram) consolidou uma comunidade que acompanha e
discute a cidade a partir da arquitetura.
A relação com os edifícios históricos, e com a memória urbana que eles
carregam, ganhou também forma de livro. “Quando tivemos a ideia do primeiro
livro, em 2015, fomos totalmente despretensiosos. A proposta era reunir
arquitetura e história, registrar uma lembrança da cidade que me acolheu”, diz
Matteo Gavazzi, idealizador do projeto e CEO da Refúgios Urbanos. Entre 2015 e
2017, foram lançados os três volumes da trilogia original.
Agora, na véspera
do aniversário da capital paulistana, o projeto celebra uma década com o
lançamento do livro Prédios de São Paulo: Edição Especial 10 Anos, que reúne
uma seleção
de edifícios já apresentados nas edições anteriores e inclui prédios inéditos,
ampliando o olhar sobre a paisagem construída na cidade.
Ao iluminar
histórias e detalhes que passam despercebidos na pressa do cotidiano, o livro
reforça um gesto simples, e potente, de olhar de novo para a cidade. “Por aqui,
a gente passa rápido demais. Quando paramos para observar um prédio, quase
sempre estamos olhando para um pedaço da nossa própria história, lembranças de
um bairro, um cinema que já não existe, um caminho cotidiano, um tempo da
cidade. Valorizar esses edifícios é valorizar a memória afetiva de São Paulo.”
Quando: 24 de janeiro (sábado), das 14h às 19h
Onde: Casa Refúgios Urbanos
Praça General Rufino Galvão, 106, Vila Madalena (São Paulo)
Livro: 335 páginas | Editora Brava | R$ 135,00
Vendas: no evento e no site da Editora Brava

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