Uma das características da era digital é o aumento do tempo que passamos “navegando” nas ferramentas digitais, tais como smartphones, ipads e computadores e você sabe o que nos leva a cada vez mais consumir produtos como mídias sociais e aplicativos de conversação?
Algoritmos e inteligência artificial fazem com que
as notícias e posts que apareçam em nossas redes sociais sejam basicamente de
nosso agrado, o que nos leva a uma sensação de acolhimento e de inserção, que
pode inclusive gerar o vício, a dependência do usuário em relação a ferramenta.
Não são raros os casos de pessoas que passam horas em uma rede social e não
conseguem desligar-se delas, a ponto de ter a vida pessoal e profissional
afetadas, além do próprio sono.
Nestas semanas que antecedem as eleições do segundo
turno para presidente da República e para governadores de estados, tem se
constatado o desenvolvimento de um novo fenômeno que vem sendo denominado como
ansiedade eleitoral. E você, faz parte deste grupo?
Alguns sintomas são facilmente observados. Por
exemplo, quando não se consegue falar de outro assunto que não sejam as
eleições ou quando nas redes sociais ou no noticiário de internet só se lê
sobre o assunto. Nesse caso, a pessoa se insere cada vez mais no tema, que
passa a afetar suas emoções, traz discussões acaloradas com amigos e família e
gera dificuldades no sono.
No dia a dia encontra-se muitas pessoas com esse
perfil, mergulhadas no mundo das eleições, com muita ansiedade no aguardo do
dia do pleito eleitoral e com dificuldade de tratar de outros temas. Todos
sabemos que a ansiedade deve ser tratada e contida, seja por meio de medidas
simples ou até mesmo por medicamentos, que só podem ser prescritos por médico
competente.
Caso você entenda necessário procurar um psicólogo
ou psiquiatra para tratar de sua ansiedade, entendendo que não consegue
controlá-la com forças próprias, certamente terá a melhor orientação para
administrar a situação. Mas, caso entenda ser possível cuidar de si mesmo,
desligue-se o quanto conseguir do assunto, passe a consumir menos notícias
sobre o tema e desprenda menos tempo nas redes sociais.
Algumas pessoas vêm até mesmo postando que estão
afastadas das mídias sociais e retornarão após as eleições. Obviamente que a
decisão é pessoal, mas faça uma autoavaliação e lembre-se que não há nada mais
importante que a preservação de sua própria saúde.
Francisco Gomes Júnior - advogado especialista em
direito digital e presidente da ADDP (Associação de Defesa de Dados Pessoais e
Consumidor)
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