Com agência de
marketing digital voltada para a área, a empreendedora Kauana Pacheco não para
de crescer
As mulheres foram as mais atingidas pelo desemprego
na pandemia. Para se ter uma ideia, elas representam 56% das perdas de postos
de trabalho em 2020, segundo relatório divulgado pela McKinsey. No Brasil,
foram 3,1 milhões de mulheres que desistiram de procurar emprego em 2021, de
acordo com um levantamento da Folha de S. Paulo, enquanto o número de homens
desempregados foi de 2,5 milhões.
Isso não quer dizer que elas não estejam buscando
saídas para o problema: no mesmo ano de 2020, o número de empreendedoras
cresceu em 40% e chegou a 30 milhões, o que equivale a quase metade do mercado
empreendedor, segundo a RME – Rede Mulher Empreendedora. No entanto, uma das
áreas em que ainda há pouca presença feminina é a do Comércio Exterior, como
explica Kauana Pacheco, fundadora da Comexland, consultoria de marketing para o
segmento. “Precisei me posicionar como profissional e especialista desde o
início. Essa postura me ajudou muito no meio. Tanto que, hoje, a maioria dos
meus clientes é formada por homens que confiaram no meu trabalho lá atrás!”,
conta.
Ela estudava Negócios Internacionais e era
supervisora de importação em uma empresa da área, quando começou como
estagiária e evoluiu até a supervisão. “Sempre fui muito curiosa, pesquisava
muito e compartilhava minha rotina, conhecimentos e experiências nas redes
sociais, como LinkedIn e Instagram. Eu sentia muita dificuldade em encontrar
informações pertinentes do comércio exterior em canais brasileiros, então
resolvi centralizar as principais atualidades do setor em uma página chamada
Comexland”, explica.
O portal que Kauana comenta nasceu em 2018 e, por
meio de uma demanda de mercado, acabou se tornando uma empresa. Isso aconteceu
após uma busca grande de diversos empreendimentos de comércio exterior para
inserir marketing digital no próprio negócio e melhorar a comunicação com
clientes e parceiros.
Hoje, seu negócio já atende mais de 40 empresas de
Comex e logística internacional, em toda área de comunicação. “O comércio
exterior ainda é uma área muito tradicional e com baixa maturidade digital.
Porém, esse cenário mudou bastante no pós-pandemia. Com o isolamento social,
muitas empresas perceberam que era necessário estar presente nas redes sociais
para mostrar maior autoridade, ter mais visibilidade e, lógico, atrair mais clientes”,
ressalta.
Estudos da McKinsey de abril de 2021 mostram que
setores de todas as regiões tiveram uma média de crescimento de 20% de usuários
totalmente digitais no semestre anterior à pesquisa. Além disso, o setor de
Tecnologia da Informação ganha cada vez mais investimento no Brasil. Pensando
nisso, a especialista quer expandir ainda mais e tem projetos que envolvem
eventos, tecnologia e comunicação para os próximos meses. “Tudo o que fazemos e
planejamos está de acordo com nossos propósitos de conectar, desenvolver e
comunicar. Minha primeira dica para quem quer empreender no setor é ter coragem
e não desanimar. Desafios existem e estamos aqui para resolvê-los. Partindo disso,
uma sugestão prática é fazer networking. Conecte-se! E, por fim,
estude muito o mercado do comércio exterior, escolha um nicho para atuar,
entenda forças, fraquezas, ameaças, oportunidades, público-alvo e comunique-se
com o mundo!”, finaliza.
Kauana Pacheco - diretora da assessoria de
marketing e comunicação para Comércio Exterior, a ComexLand, e ajuda empresas e
profissionais da área a se posicionarem no ambiente digital. O grande
diferencial da assessoria é entendimento em Comex e o atendimento que
compreende a necessidade e o deadline de cada cliente. Kauana é formada em
Negócios Internacionais e é especialista em Big Data & Market Intelligence.
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