Segundo INCA, no ano de 2021 foram estimados 66.280 novos casos de câncer de mama
O câncer de mama é o crescimento descontrolado de células da mama
que adquiriram características anormais (células dos lobos, produtoras de leite
ou dos ductos, por onde é drenado o leite), causadas por uma ou mais mutações
no material genético da célula.
É o segundo tipo de câncer mais frequente em todo o mundo, acomete principalmente as mulheres, porém homens podem desenvolver o tumor também. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, (INCA), para o ano de 2021, foram estimados 66.280 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 43,74 casos por 100.000 mulheres.
Realizar exames preventivos é um dos principais
fatores para obter um diagnóstico precoce da doença e garantir boas chances de
cura. Quando diagnosticado na fase inicial,
há 95% de chance de cura. Por isso, é extremamente importante estar em dia com
os exames de rotina e, para mulheres acima de 40 anos, é fundamental fazer a
mamografia preventiva anualmente. “É um exame que eu considero como um dos
procedimentos mais eficazes na detecção precoce da doença”, explica Jorge
Mendes, ginecologista do hospital HSANP.
Sintomas
Quando pensamos em câncer de mama logo vem à mente a ideia do
surgimento de um nódulo, mas nem sempre é assim. “Há outros sinais e sintomas
que merecem total atenção e precisam ser comunicados a um médico especialista
assim que notados. É importante entender que a maioria dos nódulos na mama não
é câncer. Muitos podem ser benignos, com crescimentos anormais, mas não se
disseminam. Vale ressaltar que qualquer alteração precede a realização de exame
de diagnóstico para determinar se é benigna (ou não) e se isso pode implicar em
um risco de desenvolvimento de um tumor maligno no futuro” alerta.
Ele pode apresentar várias manifestações como:
- Inchaço de toda ou parte de uma mama (mesmo que não se sinta
um nódulo);
- Nódulo único endurecido;
- Irritação ou abaulamento de uma parte da mama;
- Dor na mama ou mamilo;
- Inversão do mamilo;
- Eritema (vermelhidão) na pele;
- Edema (inchaço) da pele;
- Espessamento ou retração da pele ou do mamilo;
- Secreção sanguinolenta ou serosa pelos mamilos;
- Linfonodos aumentados.
“Infelizmente, a medicina ainda não evoluiu a ponto de termos uma
solução única para a prevenção do câncer de mama, pois alguns fatores de risco
não são possíveis de serem controlados como a questão genética. Mas, podemos
adotar muitas medidas preventivas, como por exemplo alguns hábitos que podem
reduzir pela metade as chances de desenvolver a doença”, finaliza o
especialista.
HSANP - Hospital referência na Zona Norte da
Grande São Paulo
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