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terça-feira, 7 de julho de 2026

Solidariedade para aquecer o inverno


O “1º Censo Nacional da População em Situação de Rua”, realizado neste ano pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), com levantamento feito a partir de dados do Cadastro Único (CadÚNico), sistema do Governo Federal que identifica e mapeia famílias de baixa renda, aponta que o país tem aproximadamente 389 mil pessoas vivendo nas ruas, atualmente.

Com mais de 159 mil pessoas em condição de extrema vulnerabilidade social, o estado de São Paulo lidera o ranking, com uma larga distância do segundo e terceiro colocados, que são Rio de Janeiro (35.406) e Minas Gerais (34.849), segundo levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com a População em Situação de Rua, da Universidade Federal de Minas Gerais.

Os dados acima já são alarmantes. É como se todos os moradores de alguns municípios do interior paulista, como Votuporanga ou Botucatu, por exemplo, vivessem em situação de rua. Mas, com a chegada do inverno, as baixas temperaturas acentuam ainda mais a vulnerabilidade de quem não tem um teto para se abrigar e, para enfrentar esse desafio, muitos dependem de ações sociais.

Entre tantas outras iniciativas que podem ser realizadas por governantes, instituições privadas, ONGs ou voluntários, doações de agasalhos, cobertores ou refeições quentes que ajudam a aquecer o corpo e a alma de quem vive ao relento são apenas alguns exemplos de ações sociais que, além de garantir um pouco de conforto a essa população, fortalecem os laços de solidariedade na sociedade.

A solidariedade é um ato de empatia, que se traduz na atitude de ajudar, estender a mão, apoiar e cooperar com o próximo em momentos de dificuldade. No inverno, qualquer ação que minimize o sofrimento de quem vive na rua tem um impacto muito maior do que imaginamos. É um gesto de solidariedade que reafirma o compromisso coletivo com a dignidade humana.

 

Clau Camargo - advogada especialista em direito trabalhista, autora e primeira-dama do município de Arujá (SP), tendo coordenado a Câmara Técnica de Políticas Públicas para Mulheres do Consórcio de Desenvolvimento dos Municípios do Alto Tietê (Condemat+) e atuado como presidente voluntária do Fundo Social de Solidariedade de Arujá.

 

Julho concentra uma das disputas mais acirradas do varejo digital e desafia estratégia dos sellers

Campanhas simultâneas de Amazon, Mercado Livre, Shopee e outros marketplaces ampliam o potencial de vendas, mas especialistas alertam que descontos sem planejamento podem transformar recordes de faturamento em prejuízo


Julho, tradicionalmente considerado um período de menor movimento para o varejo, deixou de ser um mês de transição e passou a ocupar posição estratégica no calendário do comércio eletrônico. Impulsionado pelo Prime Day da Amazon, pelas campanhas 7.7, pelo Descontaço do Mercado Livre e por ações promocionais de outras grandes plataformas, o período concentra uma disputa intensa pela atenção do consumidor e também pela sobrevivência da margem de lucro dos vendedores.

O cenário cria uma falsa impressão de que vender mais significa, necessariamente, ganhar mais. Na prática, segundo a curitibana Seconds Tecnologia, maior plataforma brasileira de gestão para sellers de marketplaces, muitos lojistas encerram essas grandes campanhas com faturamento recorde, mas lucro reduzido ou até negativo.

Responsável por gerenciar operações que movimentam mais de R$ 12 bilhões por ano e reúnem cerca de 7 mil sellers ativos, a Seconds acompanha diariamente o comportamento de milhares de operações em marketplaces e observa um padrão recorrente: a corrida por descontos costuma levar muitos vendedores a decisões tomadas mais pela pressão da concorrência do que por análise de dados.

"O maior erro é acreditar que basta reduzir o preço para vender mais. Desconto sem estratégia pode aumentar o volume de pedidos e, ao mesmo tempo, comprometer completamente a rentabilidade da operação. O faturamento cresce, mas a margem desaparece", afirma Thiago Trincas, CEO da Seconds.

Neste ano, a concorrência ganhou ainda mais intensidade. Enquanto a Amazon realiza mais uma edição do Prime Day, o Mercado Livre reforçou sua estratégia com o Descontaço, campanha que disputa diretamente o consumidor com Amazon, Shopee e outros grandes players. O resultado é uma das primeiras quinzenas de julho mais competitivas já registradas pelo e-commerce brasileiro.

Segundo Trincas, participar dessas campanhas deixou de ser apenas uma decisão comercial e passou a exigir inteligência operacional.

"Hoje, competir apenas por preço é uma estratégia extremamente perigosa. Quem entra em uma guerra de descontos sem conhecer seus custos, sem acompanhar o comportamento dos concorrentes e sem entender sua margem corre um risco enorme de vender muito e lucrar pouco."

Entre os erros mais frequentes observados pela plataforma estão descontos calculados apenas sobre o preço do concorrente, sem considerar custos logísticos, comissões dos marketplaces, investimentos em mídia patrocinada, frete subsidiado e impostos. Soma-se a isso a falta de planejamento de estoque, que pode levar tanto à ruptura de produtos quanto ao excesso de mercadorias após o fim da campanha.

Outro equívoco recorrente é acreditar que todas as categorias respondem da mesma forma às grandes liquidações. Embora eletrônicos, pequenos eletrodomésticos, casa, beleza e itens de consumo recorrente costumem concentrar maior procura durante eventos como o Prime Day e o 7.7, outras categorias dependem muito mais do comportamento específico do consumidor e da competitividade de cada nicho.

Para o CEO da Seconds, a decisão de participar de uma campanha promocional precisa ser orientada por indicadores concretos.

"Os dados mostram onde realmente existe oportunidade. É preciso analisar histórico de vendas, elasticidade de preço, comportamento da demanda, nível de estoque, posicionamento dos concorrentes e margem disponível. Nem sempre entrar na promoção é a melhor escolha."

A preparação para julho, inclusive, começa muito antes das ofertas chegarem ao consumidor. Grandes operações trabalham durante meses com previsão de demanda, reposicionamento de estoque e análise de comportamento de compra para suportar o aumento esperado nas vendas. A própria Amazon afirma que o planejamento do Prime Day envolve meses de preparação logística e uso intensivo de dados para antecipar demanda e distribuir produtos estrategicamente pelos centros de distribuição.

Na avaliação de Trincas, esse movimento evidencia uma mudança importante na maturidade do comércio eletrônico brasileiro.

"Os marketplaces evoluíram muito nos últimos anos. Hoje, quem cresce de forma consistente não é quem oferece o maior desconto, mas quem consegue tomar decisões rápidas baseadas em dados. A competitividade deixou de estar apenas no preço e passou a depender de inteligência operacional."

Para a Seconds, a tendência é que julho consolide sua posição como uma das principais datas comerciais do primeiro semestre, aproximando-se cada vez mais da relevância estratégica de eventos tradicionais como a Black Friday. Nesse cenário, o desafio para os sellers deixa de ser apenas vender mais e passa a ser preservar a rentabilidade em um ambiente onde a competição por preço se intensifica a cada nova campanha promocional. 



Seconds
https://www.seconds.com.br

 

A epidemia silenciosa das bets e a responsabilidade diante da ludopatia

Durante muito tempo, perder dinheiro em jogos de azar foi tratado apenas como consequência de uma decisão individual equivocada. A imagem do jogador irresponsável, incapaz de controlar os próprios impulsos, ainda domina o imaginário popular. Com a explosão das apostas online no Brasil, essa percepção continua presente. Basta surgir a notícia de alguém que perdeu o patrimônio, comprometeu a renda da família ou acumulou dívidas em plataformas de apostas para que apareçam julgamentos rápidos: faltou força de vontade, sobrou ganância, a culpa é exclusivamente de quem apostou. 

A medicina, porém, oferece uma explicação muito mais complexa. A Organização Mundial da Saúde e a Associação Americana de Psiquiatria reconhecem oficialmente o transtorno do jogo, conhecido popularmente como ludopatia, como uma doença mental. Não se trata de um desvio moral nem de falta de caráter, mas de um transtorno aditivo que compromete os mesmos circuitos cerebrais de recompensa envolvidos na dependência de álcool e outras drogas. A diferença é que, nesse caso, o estímulo não é uma substância química, mas o próprio ato de apostar. 

Esse reconhecimento muda profundamente a forma como a sociedade deve enfrentar o problema. Se estamos diante de uma doença, a resposta não pode ser construída apenas com reprovação moral ou discursos sobre responsabilidade individual. É preciso compreender que existe uma parcela de pessoas que perde, progressivamente, a capacidade de interromper um comportamento que passa a ser compulsivo. 

Os critérios médicos são objetivos. O diagnóstico considera sinais como a necessidade de apostar valores cada vez maiores para experimentar a mesma sensação, a ansiedade quando a pessoa tenta interromper o jogo, as repetidas tentativas fracassadas de parar e um comportamento bastante conhecido entre especialistas: a perseguição das perdas. O apostador acredita que conseguirá recuperar rapidamente o dinheiro perdido e, justamente por isso, continua apostando. Em vez de reverter o prejuízo, normalmente amplia o endividamento. Mentiras à família, empréstimos para continuar jogando, abandono do trabalho, dos estudos ou do convívio social também fazem parte desse quadro. 

É importante destacar que as apostas online não criaram a ludopatia. O transtorno existe há décadas e sempre esteve associado a cassinos, bingos e outras modalidades de jogo. O ambiente digital, contudo, elevou significativamente o potencial de risco. Hoje, qualquer pessoa carrega um cassino permanente no bolso. As plataformas funcionam vinte e quatro horas por dia, aceitam depósitos instantâneos por Pix, oferecem bônus e promoções exatamente quando o usuário perde dinheiro, enviam notificações constantes e disponibilizam jogos extremamente rápidos, nos quais dezenas de apostas podem ser realizadas em poucos minutos. 

Toda essa arquitetura tecnológica foi desenvolvida para reduzir o tempo entre uma aposta e outra. A pausa para refletir, fundamental para qualquer decisão racional envolvendo dinheiro, praticamente desaparece. Para quem já apresenta predisposição ao transtorno, esse ambiente funciona como um poderoso acelerador da compulsão. 

Os impactos extrapolam, em muito, a esfera patrimonial. A ludopatia frequentemente provoca desestruturação financeira das famílias, rompimento de relacionamentos, afastamento do mercado de trabalho, ansiedade, depressão e, em situações extremas, ideação suicida. Trata-se, portanto, de um problema de saúde pública que gera consequências sociais, econômicas e jurídicas. 

Foi justamente essa mudança de percepção que levou diversos países a abandonar o antigo modelo baseado exclusivamente na liberdade individual para adotar políticas de jogo responsável. O Brasil seguiu esse caminho ao regulamentar o setor por meio da Lei nº 14.790/2023. Ao contrário do que muitos imaginam, essa legislação não trata apenas de arrecadação tributária. Ela também estabelece deveres específicos para as empresas que exploram apostas de quota fixa. 

As operadoras passaram a ter obrigação de disponibilizar mecanismos de autoexclusão, permitir que os usuários estabeleçam limites financeiros e temporais para utilização da plataforma e desenvolver políticas de prevenção ao transtorno do jogo. Mais do que isso, espera-se que utilizem a enorme quantidade de dados que coletam para identificar padrões compatíveis com comportamento compulsivo. 

Essa discussão leva inevitavelmente ao campo jurídico. A relação entre apostador e plataforma é uma típica relação de consumo. Assim como ocorre em qualquer outro serviço, quem oferece uma atividade potencialmente danosa assume deveres de segurança, informação e prevenção. Não basta disponibilizar ferramentas formais se, paralelamente, a própria empresa incentiva a continuidade das apostas por meio de bônus personalizados, cashback e campanhas direcionadas justamente aos usuários que apresentam comportamento de maior risco. 

É exatamente essa a discussão que começa a chegar aos tribunais brasileiros. As primeiras decisões judiciais revelam uma tendência relevante: quando existem provas robustas de que a plataforma tinha condições objetivas de perceber um padrão de comportamento compulsivo e, ainda assim, continuou estimulando a atividade, cresce a possibilidade de responsabilização civil. 

Não significa, evidentemente, que toda perda financeira será automaticamente ressarcida. O Direito não elimina a autonomia do indivíduo nem transforma as empresas em seguradoras universais das escolhas de seus consumidores. Cada caso exige análise cuidadosa das circunstâncias concretas, do diagnóstico médico, do histórico de apostas e das medidas efetivamente adotadas pela operadora.

Por isso, as ações judiciais têm demonstrado que a prova é elemento decisivo. Laudos psiquiátricos, registros de tratamento, histórico de depósitos, comprovantes de Pix, mensagens promocionais enviadas pela plataforma, pedidos de autoexclusão e documentos que demonstrem o agravamento da situação financeira podem fazer diferença significativa na avaliação da responsabilidade de cada parte. 

Essa evolução jurídica reflete uma mudança mais ampla de paradigma. Durante muitos anos, a responsabilidade recaía exclusivamente sobre o jogador. Hoje se reconhece que empresas que utilizam algoritmos sofisticados para conhecer detalhadamente o comportamento de seus consumidores também possuem deveres proporcionais ao risco inerente à atividade econômica que exploram. 

O debate não é sobre proibir apostas. Milhões de brasileiros apostam eventualmente sem desenvolver qualquer transtorno. A regulamentação parte justamente desse pressuposto: o jogo pode existir como atividade lícita para quem exerce sua liberdade de forma consciente. O desafio surge quando essa liberdade é progressivamente comprometida por uma doença reconhecida pela medicina. 

Nesse ponto, o equilíbrio é indispensável. Não faz sentido tratar todo apostador como incapaz, da mesma forma que seria injusto considerar toda plataforma automaticamente responsável por qualquer prejuízo financeiro. A resposta jurídica deve ser construída a partir da análise concreta da capacidade de cada agente prevenir o dano. 

Também não cabe às famílias responderem com julgamentos morais. Reconhecer a ludopatia como doença não significa eliminar a responsabilidade pessoal, mas compreender que a recuperação exige tratamento especializado, apoio familiar e ambiente social menos estigmatizante. Da mesma forma, empresas que obtêm lucros bilionários explorando uma atividade reconhecidamente capaz de produzir dependência não podem ignorar os sinais evidentes de que determinado consumidor deixou de jogar por entretenimento e passou a agir sob compulsão. 

O Supremo Tribunal Federal ainda examina diversos aspectos da regulamentação das apostas no Brasil, inclusive questões relacionadas à publicidade e à proteção de grupos vulneráveis. Independentemente do resultado dessas discussões, um consenso já começa a se formar. O enfrentamento da ludopatia não pode ficar restrito ao campo da saúde nem ao campo do Direito. Trata-se de um fenômeno que exige atuação conjunta do Estado, das famílias, das empresas e do sistema de Justiça. 

O Brasil ainda está aprendendo a conviver com um mercado que cresce em velocidade extraordinária. Quanto mais cedo abandonarmos a falsa ideia de que toda compulsão por apostas decorre apenas de fraqueza moral, maiores serão as chances de construir uma regulação capaz de preservar a liberdade de quem joga por lazer e, ao mesmo tempo, proteger aqueles para quem apostar deixou de ser uma escolha e passou a ser uma doença.

 

Ricardo Menegatto - advogado especializado em direito do consumidor e sócio do escritório Menegatto Advogados

 

O fim do discurso inspirador? Profissionais cobram coerência entre cultura e realidade nas empresas

Promessas sobre propósito, desenvolvimento e qualidade de vida perdem força quando não encontram respaldo na rotina dos colaboradores 


Ter um propósito claro continua sendo um fator relevante na relação entre profissionais e empresas, mas o discurso institucional deixou de ser suficiente para convencer candidatos. Uma pesquisa global da Deloitte mostra que 89% dos profissionais da Geração Z e 92% dos Millennials consideram o senso de propósito importante para a satisfação no trabalho. Ao mesmo tempo, o acesso a avaliações corporativas, redes sociais e relatos de colaboradores ampliou o nível de escrutínio sobre aquilo que as organizações prometem e efetivamente entregam. 

A mudança tem levado profissionais a observar com mais atenção a coerência entre discurso e prática antes de aceitar ou permanecer em uma empresa. Benefícios, oportunidades de desenvolvimento, políticas de flexibilidade e a relação com lideranças passaram a funcionar como evidências concretas da cultura organizacional. 

O fenômeno reflete uma transformação importante na forma como os trabalhadores avaliam empregadores. Se antes o propósito era comunicado principalmente por meio de campanhas institucionais e discursos corporativos, hoje ele precisa ser percebido na experiência cotidiana dos colaboradores. 

A transparência promovida pelas plataformas de avaliação de empresas e a facilidade de compartilhamento de experiências profissionais aumentaram a capacidade dos candidatos de verificar se a realidade corresponde à narrativa apresentada pelas organizações. Nesse ambiente, inconsistências entre discurso e prática podem impactar diretamente a reputação empregadora. 

Para Hosana Azevedo, Gerente de RH da Redarbor Brasil, detentora do Infojobs, as novas gerações continuam valorizando empresas que possuem propósito, mas passaram a exigir demonstrações concretas desse compromisso. 

“As pessoas não deixaram de valorizar o propósito. O que mudou foi a forma de avaliá-lo. Hoje existe uma busca maior por evidências que demonstrem como aquele discurso se traduz na rotina de trabalho, nas decisões da liderança e na experiência dos colaboradores”, afirma. 

Segundo a executiva, temas como desenvolvimento profissional, flexibilidade, diversidade, inclusão e bem-estar passaram a ser analisados de maneira mais objetiva pelos candidatos e funcionários. 

“O colaborador quer entender quais ações sustentam aquele posicionamento. Não basta afirmar que existe uma cultura colaborativa ou um compromisso com o desenvolvimento das pessoas. É preciso que isso seja percebido em oportunidades de crescimento, processos transparentes, lideranças preparadas e políticas que façam sentido para quem está dentro da organização”, explica. 

A discussão ganha relevância em um momento em que engajamento e retenção permanecem entre os principais desafios das empresas. Dados da Gallup mostram que apenas 21% dos trabalhadores no mundo se declaram engajados no ambiente de trabalho, reforçando a importância de construir relações de confiança e pertencimento entre organizações e profissionais. 

Para Hosana, as empresas que conseguem alinhar comunicação, cultura e experiência tendem a construir vínculos mais sólidos e duradouros com suas equipes. 

“O propósito continua sendo um diferencial importante, mas o mercado passou a exigir coerência. A discussão deixou de ser sobre o que a empresa promete e passou a ser sobre aquilo que ela efetivamente entrega no dia a dia. É essa consistência que fortalece a marca empregadora e contribui para a retenção de talentos”, conclui.


Infojobs

 

Inadimplência das empresas mantém patamar recorde e dívidas avançam para R$ 229,9 bilhões em maio, mostra Serasa Experian

CNPJs acumularam, em média, quase sete dívidas em atraso; micro e pequenas seguem como maioria entre os inadimplentes

 

O número de negócios brasileiros negativados manteve patamar recorde em maio de 2026, com mais de 9 milhões, segundo o Indicador de Inadimplência das Empresas da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil. No período, o volume de dívidas negativadas chegou a R$ 229,9 bilhões. Em média, cada CNPJ inadimplente acumulou sete contas em atraso, com dívida média de R$ 25.494,08 e ticket médio de R$ 3.515,52. Confira o detalhamento completo no gráfico e na tabela abaixo:



A economista-chefe da Serasa Experian, Camila Abdelmalack, explica que o resultado de maio reforça uma mudança importante na dinâmica da inadimplência empresarial. “O dado chama atenção não apenas pela manutenção da inadimplência em um patamar recorde, mas também pelo avanço do volume financeiro das dívidas. Isso mostra que o desafio das empresas não está apenas em evitar a negativação, mas principalmente em conseguir reduzir o passivo acumulado. Em um contexto de crédito ainda restritivo, juros elevados e desaceleração da atividade econômica, muitas empresas enfrentam dificuldades para recompor caixa, administrar o capital de giro e recuperar sua capacidade financeira”, afirma.

 

Setores inadimplentes e perfil das dívidas

Do total de empresas que estavam negativadas em maio, 55,6% eram do setor de “Serviços”. Na sequência apareceram aquelas do “Comércio” (32,3%), “Indústria” (8,1%) e do setor “Primário” (0,9%). Confira o detalhamento na tabela abaixo:


Camila complementa que “até recentemente, a principal pressão vinha da estrutura de custos e das condições de financiamento. Agora, começamos a observar também um ambiente menos favorável para a geração de receita. Esse é um ponto importante porque a desaceleração da atividade econômica tende a reduzir o faturamento justamente em um momento em que as empresas ainda convivem com níveis elevados de endividamento. Isso ajuda a explicar por que o processo de regularização financeira continua lento e desafiador”. 

Em relação à origem das dívidas, o maior peso ficou com o segmento de “Serviços” (31,5%), seguido por “Bancos/Cartões” (19,5%). Na sequência apareceram “Cooperativas” (8,6%), “Utilities” (6,9%) e “Telefonia” (5,7%). 

“Quando observamos a composição das dívidas, percebemos que a maior parte da inadimplência empresarial não está concentrada no sistema financeiro. Isso mostra que muitas empresas enfrentam dificuldades para administrar o conjunto de compromissos necessários à manutenção da operação e do capital de giro. Em um ambiente de crédito mais restritivo, reorganizar esses passivos se torna mais difícil, o que contribui para a permanência de um estoque elevado de dívidas”, explica Camila. Confira no gráfico a seguir a comparação anual do setor das dívidas inadimplidas:

 

Visão regional 

Regionalmente, o Sudeste concentrou o maior volume de empresas inadimplentes em maio de 2026, com destaque para São Paulo (3.094.295), seguido por Minas Gerais (887.261) e Rio de Janeiro (869.138). Na sequência apareceram estados como Paraná (593.565) e Rio Grande do Sul (522.521). A concentração acompanha o peso econômico e a maior densidade empresarial dessas regiões, segundo Camila Abdelmalack. No gráfico abaixo está o detalhamento por Unidades Federativas (UFs): 



 

Micro e pequenas empresas também bateram o recorde

Do total de empresas inadimplidas no país, as micro e pequenas seguiram como maioria expressiva, com 8,5 milhões de CNPJs negativados. O grupo concentrou 59 milhões de dívidas que somaram R$ 198,8 bilhões. Em média, cada micro e pequena empresa acumulou 6,9 contas inadimplidas, com dívida média de R$ 23.177,51 e ticket médio de R$ 3.369,41. 

"O quadro das micro e pequenas empresas chama atenção porque estamos falando de negócios que, em média, acumulam quase sete pendências financeiras ao mesmo tempo. Muitas vezes, o valor individual de cada dívida pode não parecer elevado quando analisado isoladamente, mas o acúmulo desses compromissos representa uma pressão significativa sobre o caixa. Isso ajuda a explicar por que o processo de retorno à adimplência tem sido mais lento para esse grupo”, conclui a economista-chefe da datatech. 

Para conferir mais informações e a série histórica do indicador, clique aqui.

 

Metodologia 

O Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas mensura o número de empresas brasileiras que se encontram em situação de inadimplência. Uma empresa é considerada inadimplente quando possui ao menos um compromisso financeiro vencido e cujo não pagamento foi formalmente comunicado pelo credor. Essa apuração é realizada com base nas notificações registradas até o último dia do mês de referência.  



Experian
experianplc.com

 

Consórcio: como entender e atender às necessidades individuais do consumidor

O consumidor brasileiro mudou. Mais informado, conectado e atento ao próprio orçamento, ele busca soluções de crédito que façam sentido para sua realidade e objetivos de vida.



Nesse cenário, o consórcio tem se destacado não apenas como uma alternativa para aquisição de bens e contratação de serviços, mas como uma ferramenta de planejamento financeiro capaz de se adaptar aos diferentes perfis de clientes.Os números do setor comprovam esse movimento. Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC), no primeiro quadrimestre de 2026, os créditos comercializados ultrapassaram a marca de R$ 179 bilhões, ficando 27,1% acima dos R$ 141 bilhões registrados no mesmo período de 2025. A modalidade também apresentou crescimento de 16,1% nas vendas de cotas, acumulando mais de 1,87 milhão de adesões. O desempenho reforça o produto como uma das principais opções para quem busca realizar projetos de forma planejada. Mas o avanço da modalidade não pode ser explicado apenas pelos seus atributos financeiros. Cada vez mais, o sucesso do consórcio está relacionado à capacidade das administradoras de compreender as necessidades individuais dos clientes e oferecer soluções compatíveis ao seu momento de vida.

Afinal, não existe um único perfil de consorciado. Há quem busque adquirir o primeiro imóvel, quem queira ampliar o patrimônio, investir em um negócio ou aposentadoria imobiliária, renovar a frota da empresa, adquirir máquinas para o agronegócio ou até mesmo realizar projetos pessoais. Cada objetivo exige uma estratégia e abordagem diferente. É justamente nesse ponto que ganham relevância as condições flexíveis e versáteis do produto aliadas ao atendimento consultivo.

Mais do que vender uma cota, é fundamental entender a capacidade financeira do cliente, seu horizonte de tempo, suas expectativas em relação à contemplação e os recursos que pretende utilizar ao longo do plano.

Um jovem profissional que deseja adquirir seu primeiro imóvel, por exemplo, possui necessidades distintas de um empresário que busca expandir sua operação ou de um produtor rural que planeja investir em equipamentos agrícolas.

Os valores de crédito, os prazos de pagamento, o desenho das parcelas e até as táticas de lance devem ser estruturados de acordo com cada realidade.

Neste sentido, o atendimento consultivo permite transformar o consórcio em uma solução personalizada tanto para quem está no seu primeiro contato com a modalidade quanto para investidores mais experientes.

Ao analisar o perfil financeiro do cliente, é possível construir uma jornada adequada, reduzindo riscos de comprometimento excessivo da renda e aumentando as chances de que o objetivo seja alcançado dentro das expectativas.

Essa personalização é ainda mais importante em um cenário econômico marcado por desafios e incertezas. Quando o consumidor recebe orientação qualificada, ele consegue tomar decisões conscientes e alinhadas ao seu orçamento, fortalecendo a cultura de educação financeira.

O crescimento expressivo do consórcio nos últimos anos mostra que os brasileiros estão dispostos a trocar o imediatismo por escolhas estratégicas.

Nesse processo, entender cada cliente e oferecer soluções sob medida deixa de ser um diferencial para se tornar uma necessidade.

É aqui que o futuro da modalidade conta com essa capacidade de adaptação. Quanto mais o setor compreender que cada consumidor possui objetivos, prioridades e condições financeiras próprias, mais o consórcio continuará se consolidando como uma ferramenta eficiente para transformar planos em conquistas.



Tatiana Schuchovsky Reichmann - administradora, especializada em gestão empresarial e CEO da Ademicon. Com 30 anos de atuação na empresa, lidera atualmente uma equipe de 460 colaboradores e 16 mil consultores de venda em todo o Brasil. Acredita que o consórcio é um meio de democratizar o acesso ao crédito e uma ferramenta de planejamento financeiro.

  

A inovação além das metrópoles

 Opinião

 

Em ano eleitoral, o Brasil volta a discutir crescimento, emprego e produtividade. Fala-se também em reduzir desigualdades regionais. Mas raramente se pergunta onde o país está construindo sua economia do futuro.

Quando o tema é inovação, o debate público se concentra nos mesmos endereços: Faria Lima, Paulista, grandes polos do Sudeste e do Sul. Como se a tecnologia brasileira tivesse território limitado.

O país conta hoje com 113 parques tecnológicos distribuídos nas cinco regiões. Reúnem cerca de 2,7 mil empresas, com faturamento anual superior a R$ 15 bilhões e aproximadamente 75 mil empregos diretos, segundo a Anprotec e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. São três décadas de políticas públicas e cerca de R$ 7 bilhões investidos. Trata-se de infraestrutura econômica instalada.

Apesar disso, a maior parte dos investimentos permanece nas regiões metropolitanas. Dados do IBGE mostram que o PIB industrial e os serviços intensivos em tecnologia seguem concentrados. A Pesquisa de Inovação (Pintec) confirma que empresas inovadoras se localizam onde já há maior densidade econômica. O discurso menciona descentralização. A prática reforça a concentração.

O Ipea, há anos, aponta as desigualdades regionais como um entrave estrutural ao desenvolvimento. Produtividade e renda seguem distribuídas de forma desigual. Estudos indicam que ambientes locais de inovação, quando conectados a universidades e cadeias produtivas regionais, geram efeitos sobre emprego e renda. Desenvolvimento territorial é política econômica.

O interior não é periferia tecnológica. Em muitos casos, a inovação nasce próxima de problemas concretos: logística, agroindústria, energia, saneamento, saúde, eficiência industrial. São demandas que exigem soluções aplicadas e integração com as cadeias produtivas.

Entre 2017 e 2023, pedidos de patentes vinculados a empresas instaladas em parques tecnológicos cresceram mais de 100%. O dado não altera a estrutura concentrada da economia, mas indica um movimento de interiorização da inovação.

Em municípios médios, esses ecossistemas ampliam massa salarial, arrecadação e diversificação produtiva. Também contribuem para reter talentos. Jovens qualificados encontram oportunidades fora dos grandes centros, reduzindo a pressão migratória e ampliando a coesão territorial.

A OCDE destaca que sistemas de inovação distribuídos regionalmente aumentam a resiliência econômica. Alemanha, Coreia do Sul e Estados Unidos consolidaram polos tecnológicos fora das principais metrópoles. O objetivo não é opor capital e interior, mas estruturar um sistema nacional capaz de difundir capacidades produtivas.

O debate eleitoral inclui reindustrialização, economia verde, inteligência artificial e bioeconomia. Raramente especifica onde essas agendas serão implementadas. Sem territorialização, propostas permanecem genéricas. Ignorar a hinterlândia de inovação mantém o modelo concentrador que o país afirma querer superar.

Porque, no fim das contas, a verdadeira escolha política não é entre inovação e atraso. É entre concentração e desenvolvimento. E o país que insiste em inovar apenas onde sempre inovou continuará crescendo como sempre cresceu: de forma desigual.

 

Paulo R. C. Rocha - gestor, pesquisador em políticas educacionais e vice-presidente do Biopark.

 

Especial Dia do Rock: novos motivos para visitar Liverpool

A estátua dos Beatles no Pier Head, em Liverpool,
com o Royal Liver Building ao fundo.
 Foto:
VisitBritain/Quintin Lake/Andy Edwards 

Cidade da Música da UNESCO e sinônimo dos Beatles, Liverpool é a segunda cidade mais visitada pelos brasileiros na Inglaterra e está sempre sob os holofotes para os amantes de música
 


Todo fã de rock, ede música no geral, tem uma lista de lugares que sonha conhecer, e Liverpool ocupa um lugar especial nesse imaginário. Afinal, poucas cidades respiram música de forma tão autêntica.

Mais do que o berço do Fab Four, a cidade segue celebrando seu legado musical com novas experiências, festivais e atrações que reforçam seu lugar como uma das grandes capitais da música no mundo. Não à toa, Liverpool é a segunda cidade mais visitada pelos brasileiros na Inglaterra.

Para celebrar o Dia do Rock, que é comemorado no dia 13 de julho, reunimos algumas das novidades que fazem de Liverpool, e da região noroeste da Inglaterra, um destino imperdível para quem deseja seguir os passos de seus ídolos, descobrir novos sons e mergulhar na rica herança musical britânica. De trilhas musicais a experiências à beira-mar, confira seis razões para visitar Liverpool ainda em 2026.


Siga a nova trilha do Patrimônio Musical de Liverpool

Mergulhe em seis décadas da cena musical de Liverpool na animada Liverpool Music Heritage Trail, lançada em março de 2026. O percurso autoguiado passa por 12 importantes locais ligados à música, marcados por placas em formato de discos de vinil. Os fãs de música podem escanear os QR codes em cada placa para assistir a um curta sobre aquele local, dando vida à história musical da cidade.

Veja a entrada original do The Cavern Club, onde começou a história dos Beatles, e descubra outros espaços, do passado e do presente, que se tornaram parte da trilha sonora da cidade, como Eric’s, The Lomax e Cream. Para uma pausa e um lanche durante o trajeto, os visitantes podem parar no pub The Philharmonic, antigo ponto de encontro de John Lennon e hoje famoso por suas tortas.


Visitantes em frente ao The Cavern Club, lendária casa da música em Liverpool.
 Foto: Cavern Club/VisitLiverpool



Dance ao som de um verão repleto de música ao vivo


Liverpool está em perfeita sintonia neste verão com uma extensa temporada de música ao vivo, que começou em maio com o Liverpool Music Month. O novo festival, realizado em parceria com o New York Music Month, reúne apresentações ao vivo e eventos culturais por toda a cidade.

Na sequência, o Liverpool Summer of Music (junho a agosto de 2026) coloca em destaque os influentes espaços independentes de música da cidade, como a 24 Kitchen Street e o The Jacaranda. A programação também trouxe grandes nomes da música para a temporada de shows na cidade, com shows de Lewis Capaldi no Sefton Park (15 de agosto de 2026) e Nile Rodgers & Chic no Lock and Quay, em Bootle (16 de agosto de 2026).


Assista à mais antiga orquestra profissional da Grã-Bretanha em ação

Sob a direção do maestro principal Domingo Hindoyan, a Royal Liverpool Philharmonic Orchestra apresenta uma programação repleta de espetáculos ao longo do ano, que vão do repertório clássico ao contemporâneo.

Para os fãs de Beatles, haverá ainda uma apresentação especial dos maiores sucessos de 1967 a 1970 do quarteto no espetáculo For You Blue (21 de julho de 2026).


Explore o descolado bairro independente de Liverpool

O distrito de Ropewalks, em Liverpool, recebe esse nome em homenagem às tradições de fabricação de cordas marítimas que dominavam a região no passado. Hoje, ele é conhecido pelas boutiques e restaurantes independentes da Bold Street, pelos sabores asiáticos de Chinatown e pela impressionante St Luke’s Bombed Out Church.

Danificada durante a Segunda Guerra Mundial, a igreja tornou-se um espaço de eventos bastante singular. Um dos destaques são os seus Makers Markets, realizados mensalmente e ideais para encontrar lembranças locais e delícias gastronômicas.

Hospede-se no luxuoso Halyard Liverpool, um hotel de 133 quartos inspirado na história marítima da cidade, e reserve um tempo para explorar o vizinho Royal Albert Dock, lar do museu The Beatles Story e de restaurantes independentes, como o Maray.


Admire esculturas à beira-mar em Crosby

A apenas 30 minutos de trem está a vila costeira de Crosby, cuja praia abriga uma coleção de 100 esculturas de ferro criadas por Antony Gormley. As figuras em tamanho real da instalação Another Place foram feitas a partir de moldes do próprio corpo do artista e se estendem por quase um quilômetro mar adentro, sendo constantemente reveladas e submersas pelas marés. Os visitantes são orientados a permanecer sempre a menos de 50 metros do calçadão para admirar as esculturas com segurança por conta das movimentações do oceano.

A poucos minutos de caminhada da Praia de Crosby fica a The Lake House, que oferece refeições ao longo de todo o dia com vistas para o Marine Lake e o Mar da Irlanda. Outra atração é o cinema comunitário Plaza, onde é possível assistir aos lançamentos mais recentes e que, segundo rumores, será uma das estrelas do próximo filme biográfico dos Beatles.
Conheça de perto os moradores mais raros de Formby

As dunas de areia selvagens e as florestas de pinheiros da região de Formby também ficam a apenas 30 minutos de trem ao noroeste de Liverpool. A reserva de esquilos-vermelhos, parte do National Trust Formby, é uma das poucas restantes na Grã-Bretanha. Faça uma caminhada pela natureza para tentar avistar esses animais esquivos e outras espécies raras, como os sapos ‘natterjack’ e os lagartos-da-areia.

Outra opção é caminhar pela praia para descobrir pegadas pré-históricas que surgem na areia graças ao movimento das marés. Os visitantes podem participar de uma caminhada guiada com um guia do National Trust para conhecer mais sobre a história da região e, com sorte, avistar também alguns naufrágios da era vitoriana.

Entre as opções gastronômicas de Formby estão o Emily’s, um restaurante de temática botânica que serve brunches e tradicionais almoços de domingo, e o The Sparrowhawk, um charmoso gastropub.



Além de Liverpool: descubra a herança musical de Manchester

Dos Beatles aos Buzzcocks, o noroeste da Inglaterra possui um legado musical vibrante e cheio de personalidade. A menos de uma hora de trem direto de Liverpool está a icônica Manchester, cidade-berço de bandas como Oasis, The Smiths, Joy Division, The Stone Roses e New Order, que acaba de anunciar show único no Brasil para novembro.

Explore os locais mais icônicos e os marcos musicais da cidade na Manchester Music Tour, conduzida pelo taxista e expert local John Consterdine em seu táxi preto elétrico. Os visitantes podem criar um roteiro personalizado de acordo com seus interesses.

Assista a um show em espaços cheios de personalidade, como o Night & Day ou o Band on the Wall, ou garanta um ingresso para o Sounds of the City, uma série de concertos ao ar livre realizada no Castlefield Bowl, até 12 de julho de 2026.


Vista panorâmica de Manchester a partir do Kimpton Clocktower Hotel.
Foto: The Kimpton Clocktower Hotel


Legislação eleitoral: veja o que fica proibido durante o período de vedação da publicidade institucional

Newton Lins, advogado especialista em Direito Eleitoral, destaca os efeitos do período de vedação da publicidade institucional previsto na legislação eleitoral.

 

Já está em vigor o período de vedação da publicidade institucional previsto na legislação eleitoral. Com isso, órgãos e entidades da administração pública deverão promover adequações temporárias em seus canais oficiais de comunicação, com suspensão de conteúdos e revisão de práticas de divulgação institucional.

Além das mudanças na comunicação pública, servidores e gestores também passam a observar regras específicas relacionadas à atuação funcional, participação em inaugurações de obras públicas e outras condutas vedadas pela Lei das Eleições. O período de restrições ocorre a três meses do primeiro turno, marcado para 4 de outubro.

Segundo o advogado especialista em Direito Eleitoral, Newton Lins, as normas têm como objetivo preservar a igualdade entre os concorrentes no pleito e evitar o uso da estrutura estatal em benefício de candidaturas.

“A legislação busca garantir a isonomia entre os candidatos e impedir que a máquina pública seja utilizada para promoção de agentes políticos. O foco é assegurar equilíbrio e lisura no processo eleitoral”, afirma.

Entre as principais medidas previstas está a interrupção de publicações institucionais nas redes sociais, a remoção de banners e peças promocionais de sites governamentais, a suspensão de áreas de divulgação de notícias institucionais e a adequação da identidade visual dos portais oficiais. Também ficam restritos conteúdos que possam ser caracterizados como publicidade institucional.

No Distrito Federal, a Instrução Normativa nº 2, publicada no Diário Oficial do DF em 30 de junho, estabelece que, durante o período eleitoral, apenas os perfis oficiais GovDF e Agência Brasília, administrados pela Secretaria de Estado de Comunicação, permanecerão autorizados para divulgação institucional.

Newton Lins reforça que a publicidade institucional envolve atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos públicos, o que exige atenção redobrada das equipes de comunicação.

“Mesmo conteúdos informativos podem ser enquadrados como vedados se houver promoção de gestores ou da administração. Por isso, é essencial cautela na produção e manutenção das publicações”, explica.

A legislação também impõe restrições à atuação de servidores públicos civis e militares, incluindo movimentações funcionais como exonerações, demissões e remoções, exceto nas hipóteses previstas em lei.

O especialista alerta ainda para as consequências do descumprimento das regras eleitorais.

“As penalidades podem incluir multa, reconhecimento de conduta vedada, cassação de registro ou diploma e até perda de mandato. É um período que exige rigor no cumprimento das normas”, destaca.


Calendário eleitoral de 2026

O calendário das Eleições 2026 prevê que o registro de candidaturas ocorrerá entre 20 de julho e 15 de agosto. A campanha eleitoral tem início em 16 de agosto. O primeiro turno será realizado em 4 de outubro e o segundo turno, se necessário, em 25 de outubro.

 

A eliminação do Brasil na Copa e o aprendizado para o Enem

Se o resultado de um jogo de futebol fosse determinado por uma metodologia como a do Enem, o Brasil perderia para a Noruega por um placar ainda mais desagradável. Motivo? Incoerência. A TRI, metodologia adotada para contar pontos na prova, premia mais quem sabe o que está fazendo, quem domina o jogo porque treinou para ele. O futebol contemporâneo está assim também. 

Um aluno que deseja uma vaga em uma universidade pelo Enem e estuda para verificar se um texto literário é “cultista” ou “conceptista” e para classificar um único verbo de uma frase como “Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal Reduzida de Infinitivo” está treinando errado. Pode até acertar questões que porventura cobrarem isso; mas esses conteúdos, se forem cobrados assim, farão parte de questões difíceis (bem difíceis) de duas habilidades: a 16 e a 18. 

Mas é muito improvável que esses conteúdos caiam; mais provável é simplesmente reconhecer um jogo de palavras e notar o significado que a adição de um verbo traz para uma frase; coisas relativamente simples para quem está estudando certo. E tem mais: muitos que estão estudando para acertar qual variante do Barroco está em um texto e classificar uma oração com nome gigantesco não conseguem acertar o que de fato se pede no Enem. Se caírem essas quatro questões, as duas improváveis e difíceis junto com as duas fáceis, provavelmente aqueles que estão presos aos materiais tradicionais deixarão de acertar ao menos uma das fáceis e conseguirão gabaritar as improváveis. Resultado? Incoerência pedagógica. Nota baixa pela TRI. Perdem a partida.

 Algo parecido aconteceu com a seleção brasileira: errou questões fáceis e acertou algumas difíceis. Errou um pênalti aos 13 minutos, perdeu um gol cara a cara com o goleiro norueguês, não trocou passes na sua intermediária. A Noruega acertou as fáceis (trocou bola muito bem), as medianas (soube marcar nossos jogadores) e as difíceis (conseguiu defender pênalti e outros chutes muito bem dados). Se o Brasil não errasse as fáceis, o resultado seria outro. 

Agora, o que nos resta no futebol é torcer na próxima Copa. Já no Enem… temos tempo. É hora de estudar o que cai de verdade - as habilidades cobradas na prova, e não o conteúdo tradicional escolar, que não cai nesse exame desde sua criação. É hora, também, de usar a TRI em nosso favor. Ando afirmando: Enem é futebol de campo; vestibular tradicional, de salão. Não somos campeões no estádio, mas podemos ser na nossa vida estudantil. Bora treinar certo e, no final, comemorar o título: aprovado.

 

Sérgio Gouveia - sócio-fundador da escola de Entendimento de Texto, Redação, Literatura e Gramática Ágora - @agora.redacao -, é professor de Linguagens há mais de 20 anos; graduado na USP, mestre na Unesp e dedica-se ao ensino das competências e habilidades avaliadas pelo Enem tanto na prova de Redação quanto na de Linguagens.

 

Inteligência emocional: habilidade, eleita a 2ª mais desafiadora entre os líderes brasileiros, rendeu meio milhão de buscas no Google no último

iStock
Dados são da Conquer In Company, unidade de treinamentos da Conquer, que identificou as dúvidas que mais levam os usuários à internet todos os meses
 

 

O que faz alguém se destacar em um ambiente de trabalho cada vez mais acelerado e desafiador? Para muitos brasileiros, a resposta está em duas palavras, que resumem a capacidade de compreender e gerenciar as próprias emoções: inteligência emocional — termo que gerou mais de meio milhão de pesquisas no Google nos últimos doze meses e um crescimento de 22% nas buscas de Norte a Sul do país.  

O mapeamento é da Conquer In Company, unidade de treinamentos da escola de negócios Conquer, que identificou as principais dúvidas sobre o tema nos mecanismos digitais.  

De acordo com a empresa por trás da pesquisa, o assunto não sai de moda porque as organizações já deram seu veredito: segundo a McKinsey e Harvard Business Review, haverá um aumento de 26% na demanda por profissionais com essa habilidade até 2030, e 71% dos empregadores já a consideram mais valiosa do que as competências técnicas. 

Em outro estudo, realizado pela Conquer In Company no último mês com 400 líderes brasileiros, os gestores foram enfáticos: quando questionados sobre as habilidades de maior dificuldade em suas carreiras, 4 em cada 10 apontaram a inteligência emocional como um dos principais desafios — o que a torna a 2ª competência mais difícil de colocar em prática por quem está à frente das equipes.  

Mas, afinal, em um contexto no qual saber lidar com as próprias emoções virou exigência de mercado, quais são as perguntas mais frequentes sobre inteligência emocional na Web? Que dificuldades elas revelam quando o assunto é colocar tal competência em prática? Respostas para essas perguntas são encontradas no conteúdo abaixo, que cruza os dados online com a visão da marca, focada em soluções educacionais corporativas. Confira: 

 



O que é inteligência emocional segundo Daniel Goleman? 

Se, enquanto pesquisava sobre o assunto, você se deparou com o nome acima, saiba que existe uma razão para isso: Daniel Goleman, escritor, psicólogo e jornalista, foi o principal responsável por popularizar tal conceito, o que o transformou, para muitas pessoas, no “pai da inteligência emocional”.  

Para o autor, essa competência corresponde à capacidade de reconhecer, compreender e gerenciar as próprias emoções, além de perceber e lidar adequadamente com as emoções dos outros – no escritório ou fora dele. 

Segundo Goleman, tal habilidade requer o domínio de cinco pilares fundamentais: o autoconhecimento emocional, que consiste em reconhecer os próprios sentimentos e compreender seus impactos, a autorregulação, relacionada à capacidade de controlar emoções e impulsos, a automotivação, que estimula a busca por objetivos e a superação de desafios, a empatia, que permite compreender os sentimentos e perspectivas de outras pessoas, e as habilidades sociais, que favorecem a criação de relacionamentos interpessoais saudáveis.

 

Como estudar e desenvolver inteligência emocional? 

 

Embora pareça simples, o desenvolvimento da inteligência emocional exige autoconhecimento, reflexão e prática contínua. Em outras palavras, isso envolve compreender seus principais pilares, reconhecer as próprias emoções e aprender a lidar de forma equilibrada com os sentimentos e desafios do cotidiano. 

 

Para aprimorar essa competência, muitas pessoas costumam recorrer a cursos voltados ao fortalecimento de habilidades socioemocionais essenciais para a vida e o trabalho. Tais aulas, na prática, contribuirão para que os participantes desenvolvam autocontrole, melhorem seus relacionamentos e lidem de forma mais eficaz com situações de pressão e estresse, cada vez mais presentes no mundo corporativo. 

 

Segundo Giovana Chimentão, Diretora de Educação da Conquer, na hora de escolher um curso, a opção por alternativas que aliam teoria, prática e especialistas qualificados faz toda diferença. “No treinamento de Inteligência Emocional da Conquer In Company, oferecido de forma personalizada às empresas, nossa maior preocupação é garantir que as equipes saiam com suas habilidades emocionais fortalecidas, sendo capazes de expressar ideias, falar bem em público e compreender o que os outros dizem sem julgamentos.” 


                            Inteligência emocional: um desafio entre as lideranças do país  

Embora as meio milhão de pesquisas online sugiram um cenário de dúvidas entre diferentes cargos e áreas profissionais, nas últimas semanas, outra pesquisa da Conquer In Company descobriu que há um grupo dentro do mundo corporativo que vem sentindo diretamente os desafios dessa falta de habilidade: as lideranças — como revelaram os 400 gerentes, coordenadores, supervisores e demais líderes ouvidos no estudo. 

Isso porque, quando questionados sobre as habilidades de maior dificuldade em suas carreiras, 4 em cada 10 entrevistados destacaram a inteligência emocional, enfatizando como lidar com as emoções e tomar decisões sob pressão ainda é uma tarefa complexa para quem está à frente das equipes. 

É um dado que se conecta a outros dois indicadores apontados pelos respondentes, além de ajudar a explicar por que a inteligência emocional se tornou um desafio tão recorrente entre gestores. No levantamento, 78% dos líderes entrevistados compartilharam ter assumido suas posições sem preparo e acompanhamento formal, aprendendo a liderar apenas na prática. Além disso, a maioria avalia o desenvolvimento de lideranças como baixa ou zero prioridade dentro das organizações.  

“Líderes emocionalmente preparados tomam decisões mais equilibradas, lidam melhor com situações de pressão e constroem relações de confiança com suas equipes", comenta Giovana. “Mas essa não pode ser uma responsabilidade individual: as empresas também precisam assumir um papel ativo na formação dessas habilidades, preparando seus profissionais para os desafios humanos da liderança. Investir em inteligência emocional é investir em ambientes saudáveis, produtivos e sustentáveis para todos”, conclui. 

 

Metodologia

Para desvendar as principais dúvidas sobre inteligência emocional na internet, foram consideradas milhões de buscas no Google realizadas por brasileiros durante os últimos doze meses. A investigação foi pautada pela expressão "inteligência emocional" e suas variações, abrangendo todas as pesquisas relativas ao assunto nas cinco regiões nacionais. Em seguida, as dúvidas mais realizadas foram dispostas em um ranking baseado no volume total de idas ao Google ao longo do último ano. 


 

Conquer Business School
https://blog.escolac*onquer.com.br/
criativid*ade-no-trabalho/
https://blog.escolaconquer.com.br/criatividade-no-trabalho/

 

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