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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Boom dos condomínios "60+" atrai bilhões em investimentos: saiba os cuidados legais antes de comprar o imóvel

Com foco em autonomia e lazer, empreendimentos para a terceira idade aquecem o mercado imobiliário; especialista alerta para pegadinhas em contratos de convivência e sucessão patrimonial


O chamado "Mercado Prateado", impulsionado pelo aumento da expectativa de vida e pela participação crescente das pessoas acima dos 50 anos no consumo e nos investimentos deverá movimentar US$ 16 trilhões por ano no mundo até 2030, segundo estimativa do Fórum Econômico Mundial. No Brasil, o impacto já é expressivo: o contingente de pessoas com mais de 60 anos chegou a 32 milhões (16% dos brasileiros), de acordo com relatório do IBGE. Essa fatia da população movimenta cerca de R$ 2 trilhões ao ano no país, principalmente com bens e serviços associados ao bem-estar, conforme pesquisa da consultoria Data8. No setor imobiliário, o reflexo direto e mais lucrativo desse fenômeno demográfico é o boom dos condomínios residenciais "60+", que vêm atraindo bilhões das grandes incorporadoras.

Mas, por trás das altas cifras e da promessa de qualidade de vida, há um alerta importante. Rodrigo Ayuch Ammar, advogado especialista em direito imobiliário e sócio-fundador do RAASA Advogados, avisa que o rigor da documentação para esses residenciais precisa ser bem diferente do de um prédio comum. “O principal erro é tentar tratar um residencial sênior como um condomínio padrão. A base legal desses empreendimentos é o que garante a tranquilidade dos moradores e blinda o patrimônio das famílias desde o primeiro dia", afirma.

Inspirados em comunidades globais de sucesso, esses condomínios deixam para trás o estigma de "casas de repouso" e apostam em clubes de moradia. Um dos grandes diferenciais do modelo é o chamado "suporte médico invisível". Em vez de corredores com cara de clínica, o conceito integra tecnologias de monitoramento inteligente, botões de emergência discretos, design acessível e profissionais de saúde de prontidão, sem interferir na privacidade e na rotina independente do idoso.

“Para que toda essa estrutura de suporte funcione sem invadir a liberdade do morador, o condomínio precisa ter um Regimento Interno específico, totalmente alinhado ao Estatuto da Pessoa Idosa”, explica Ammar.
 

O que observar antes de fechar negócio:

Para quem busca investir ou morar nesses locais, o advogado aponta três pontos cruciais que devem estar claros nos contratos e na convenção do condomínio:

Regras de convivência e cuidadores: O trânsito de profissionais de saúde, enfermeiros e cuidadores externos nas áreas comuns precisa ser regulamentado, assim como os limites de ruído e as adaptações na rotina de lazer.

Assistência x Independência: A convenção deve separar com precisão o que é despesa de moradia e o que é serviço de saúde. Isso protege o caixa do condomínio e evita que o morador sofra a cobrança de taxas médicas abusivas embutidas na cota condominial.

Herança e Inventário: O que acontece com o imóvel quando o idoso falta? Para evitar que a propriedade fique anos vazia gerando dívidas por causa de um inventário longo, os melhores projetos já nascem com soluções jurídicas (como usufruto ou cessão de uso) que facilitam a passagem do bem para os herdeiros de forma rápida e fluida.

“O planejamento jurídico prévio impede que unidades fiquem travadas por burocracias familiares e protege a paz de quem quer aproveitar essa fase da vida com total autonomia”, conclui o especialista.


 

DR. RODRIGO AYUCH AMMAR - Advogado com mais de 30 anos de atuação no mercado imobiliário e licenças executivas. Sócio-fundador e CEO da RAASA – Rodrigo Ayuch Ammar, Salomão Sociedade de Advogados


Vai viajar para o exterior? Veja o que checar no seguro do celular antes de embarca

Magnific
Cobertura internacional, proteção contra roubo e furto e regras para acionamento da apólice estão entre os pontos que merecem atenção

 

O Brasil tem 17,9 milhões de pessoas com perfil viajante, segundo levantamento da Serasa Experian. Em meio ao planejamento de passagens, hospedagem e roteiros, muitos consumidores deixam de lado um item que se tornou indispensável em qualquer viagem internacional: o celular. Utilizado para acessar documentos, efetuar pagamentos, consultar reservas e se comunicar, o aparelho concentra uma série de informações importantes para o turista. Por isso, antes de embarcar, vale verificar quais situações estão cobertas pelo seguro celular e se a proteção permanece válida fora do Brasil.

“Muitas pessoas contratam um seguro para o celular sem prestar atenção às condições de cobertura ou só buscam essas informações quando precisam acionar a proteção. Antes de uma viagem internacional, é importante entender exatamente o que está previsto na apólice e se ela contempla ocorrências fora do país”, afirma Victor Horta, CPO da Pier, seguradora que tem a missão de mudar a relação dos brasileiros com os seguros.

Embora as coberturas variem de acordo com a seguradora e o plano contratado, o mercado já oferece opções que vão além da proteção contra roubo. As coberturas mais completas também incluem a proteção contra furto simples, que é aquele que ocorre sem que a vítima perceba, prática frequente dos “pickpockets”. Além disso, é importante verificar se a proteção contratada é válida em viagens internacionais. Por isso, a recomendação é analisar as condições do contrato com atenção, especialmente em relação ao território contemplado e aos eventos previstos.

“O consumidor precisa avaliar se o seguro acompanha seu estilo de vida. Quem viaja com frequência, por exemplo, pode se beneficiar de produtos que oferecem cobertura internacional. Já outros usuários podem priorizar aspectos como facilidade de contratação, atendimento digital ou rapidez no processo de indenização”, explica o executivo.

Outro ponto que merece atenção é a elegibilidade dos aparelhos. Algumas seguradoras aceitam celulares usados e até mesmo dispositivos adquiridos no exterior, enquanto outras exigem nota fiscal brasileira ou restringem a cobertura a aparelhos novos. Entender essas diferenças ajuda o consumidor a evitar surpresas em um eventual sinistro e garante uma escolha mais alinhada às suas necessidades.

“O mais importante é não olhar apenas para o preço. O consumidor deve entender quais situações estão cobertas, quais documentos podem ser exigidos e como funciona o processo de acionamento. Quanto maior a transparência dessas informações, mais segura tende a ser a experiência do usuário durante uma viagem”, finaliza Horta.



Pier Seguradora
site da Pier

 

Promoção travada após os 50? Inglês se torna aliado para recolocação e crescimento profissional

Com profissionais maduros permanecendo mais tempo no mercado, empresas valorizam experiência, mas também buscam competências atualizadas para posições estratégicas 

 

Permanecer competitivo no mercado de trabalho após os 50 anos exige cada vez mais do que experiência acumulada. Em um cenário marcado pela transformação digital, pela adoção acelerada da inteligência artificial e pela internacionalização dos negócios, profissionais maduros têm buscado novas qualificações para ampliar oportunidades de crescimento, recolocação e transição de carreira. 

Ao mesmo tempo, a participação desse público no mercado segue em expansão. Dados do Ministério do Trabalho mostram que as contratações de pessoas com mais de 50 anos cresceram 8,8% entre 2023 e 2024, refletindo a valorização de competências como experiência, maturidade profissional e capacidade de liderança. 

No entanto, acompanhar as mudanças do mercado tornou-se um desafio para profissionais de todas as idades. Segundo o Future of Jobs Report 2025, do Fórum Econômico Mundial, cerca de 39% das habilidades consideradas essenciais atualmente deverão ser transformadas até 2030 em razão dos avanços tecnológicos e das novas demandas profissionais. 

Entre as competências que ganham relevância nesse contexto está o inglês. De acordo com o Estudo TOEIC® Global English Skills Report | Brazil Insights, 93% dos empregadores brasileiros consideram o idioma mais importante hoje do que há cinco anos, enquanto 96% afirmam que a proficiência em inglês é fundamental para o sucesso das organizações. 

Mais do que um diferencial, o idioma passou a ser um requisito cada vez mais presente em ambientes corporativos conectados globalmente. O estudo aponta que 77% dos tomadores de decisão de RH no Brasil acreditam que o aumento da colaboração internacional entre equipes impulsiona diretamente a necessidade de profissionais com domínio do inglês. 

A ascensão da inteligência artificial também reforça essa demanda. Segundo o levantamento, 93% dos líderes de RH brasileiros consideram que a proficiência em inglês é importante para a elaboração de comandos eficazes em ferramentas de IA, demonstrando que a tecnologia não substitui o conhecimento do idioma, mas amplia sua importância no ambiente profissional. 

A comprovação formal dessa habilidade também ganha espaço nas empresas. O TOEIC (Test of English for International Communication), uma das certificações de inglês para o ambiente corporativo mais reconhecidas no mundo, é utilizado em processos seletivos, programas de desenvolvimento e promoções internas. Segundo o TOEIC GES Report, 64% das empresas brasileiras já utilizam avaliações de inglês como critério para promoções, percentual próximo à média global de 66%. 

“Muitos profissionais maduros possuem conhecimento técnico, experiência de gestão e visão estratégica acumulados ao longo da carreira. O desafio, muitas vezes, está em demonstrar que também estão preparados para as demandas atuais do mercado. A certificação em inglês contribui para esse processo ao validar uma competência cada vez mais valorizada por organizações que atuam em contextos globais”, afirma Rodrigo Rivera, Diretor Executivo da ETS para a América Latina. 

Segundo Rivera, essa percepção já se reflete nas decisões de contratação e desenvolvimento de talentos. TOEIC® Global English Skills Report | Brazil Insights mostram que 88% dos líderes de RH no Brasil concordam que a falta de proficiência em inglês cria uma desvantagem competitiva para os profissionais, evidenciando a crescente importância do idioma em um mercado de trabalho cada vez mais conectado e internacionalizado.

Nesse cenário, a combinação entre experiência acumulada e atualização constante torna-se um diferencial relevante para quem deseja continuar crescendo na carreira. Para profissionais acima dos 50 anos, o domínio do inglês vai além de uma qualificação adicional: representa uma ferramenta estratégica para ampliar a competitividade, acessar novas oportunidades e acompanhar as transformações de um ambiente profissional cada vez mais global, digital e dinâmico. 



ETS
www.ets.org


O que faz uma compra de imóvel travar?

Magnific
Conheça os 6 problemas mais comuns encontrados nas matrículas

 

A compra de um imóvel costuma ser um dos maiores investimentos da vida de uma pessoa. No entanto, muitas negociações chegam à reta final apenas para serem interrompidas por problemas que estavam escondidos na matrícula do imóvel — documento que registra toda a sua situação jurídica.

 

Segundo dados da Kenlo, uma das principais plataformas de CRM imobiliário do Brasil, cerca de quatro em cada dez matrículas analisadas por sua ferramenta de inteligência artificial apresentam algum tipo de obstáculo para uma venda considerada regular. Em aproximadamente 30% dos casos, os problemas identificados são considerados críticos.

 

A matrícula funciona como uma espécie de certidão de identidade do imóvel. É nela que estão registradas informações sobre proprietários, financiamentos, restrições judiciais, inventários e outras ocorrências que podem afetar uma negociação.

 

“Quando um negócio cai por um problema de documento, ninguém anota isso — vira ‘o cliente sumiu’. O problema do título é invisível. Nosso trabalho é torná-lo visível no começo da negociação, não no fim”, afirma Mickael Malka, fundador e Chief AI Officer da Kenlo.

 

A seguir, especialistas da empresa listam os seis problemas mais frequentes encontrados nas matrículas e que costumam travar vendas imobiliárias.

 

1. Financiamento ainda ativo (alienação fiduciária)

 

É o problema mais comum encontrado pela Kenlo. Nesse caso, o imóvel ainda está vinculado a uma instituição financeira porque o financiamento não foi totalmente quitado.

 

Enquanto a dívida existir, o banco permanece como proprietário fiduciário do bem. A venda não é impossível, mas depende da quitação do saldo devedor ou da autorização da instituição financeira.

 

2. Imóvel bloqueado pela Justiça

 

Ordens judiciais de indisponibilidade impedem qualquer tipo de transferência do imóvel até que a restrição seja retirada.

 

Esses bloqueios podem estar relacionados a processos cíveis, trabalhistas, fiscais ou criminais envolvendo o proprietário.

 

Quando essa anotação aparece na matrícula, a negociação fica completamente impedida.

 

3. Inventário não concluído

 

A morte do proprietário sem a conclusão do inventário é outro fator frequente de paralisação das vendas.

 

Mesmo quando os herdeiros concordam com a negociação, a transferência do imóvel só pode ocorrer após a regularização da sucessão ou mediante autorização judicial específica.

 

Dependendo da complexidade do caso, o processo pode levar meses ou até anos.

 

4. Problemas na cadeia de proprietários

 

A matrícula deve apresentar um histórico contínuo de transferências do imóvel ao longo do tempo.

 

Quando há inconsistências nessa sequência — como vendedores que aparecem sem terem sido registrados como proprietários anteriormente — surgem dúvidas sobre a validade da propriedade.

 

Esse tipo de situação aumenta significativamente o risco de contestação futura da venda.

 

5. Falta de autorização do cônjuge

 

Em determinados regimes de casamento, a venda de um imóvel exige a anuência do cônjuge.

 

Quando essa autorização não aparece devidamente registrada ou quando existem dúvidas sobre a situação matrimonial do proprietário, a negociação pode ser suspensa até a regularização documental.

 

6. Cláusulas que impedem a venda

 

Alguns imóveis possuem cláusulas de inalienabilidade registradas na matrícula, geralmente vinculadas a heranças, doações ou decisões judiciais.

 

Nesses casos, o proprietário não pode transferir o bem enquanto a restrição permanecer válida.

 

A tentativa de venda sem a observância dessa condição pode resultar na anulação do negócio.

 

Verificação prévia reduz prejuízos

 

Segundo a Kenlo, uma nova geração de imobiliárias tem adotado a prática de analisar a matrícula antes mesmo de anunciar o imóvel. A estratégia evita gastos com divulgação, visitas e negociações de bens que apresentam obstáculos jurídicos.

 

“As melhores imobiliárias do Brasil já entenderam: não se anuncia o que não se pode vender. Verificar a matrícula antes deixou de ser zelo e virou vantagem competitiva”, destaca Malka.

 

Para a empresa, a inteligência artificial tende a transformar essa verificação em uma etapa padrão do mercado imobiliário, permitindo que compradores, vendedores e corretores tenham mais transparência sobre a situação jurídica dos imóveis antes mesmo do início das negociações.

 

Kenlo

 

Bilinguismo na infância atrapalha o desenvolvimento da criança?

 Em meio ao aumento da procura por escolas bilíngues no Brasil, especialista da Maple Bear reforça que o contato com duas línguas desde cedo pode ampliar habilidades cognitivas, sociais e emocionais das crianças

 

Durante muitos anos, o bilinguismo na infância esteve cercado por dúvidas entre famílias e educadores. Entre os questionamentos mais comuns estão preocupações sobre possíveis atrasos na fala, confusão no aprendizado ou dificuldades no desenvolvimento infantil. No entanto, estudos recentes e especialistas da área da educação apontam justamente o contrário: aprender duas línguas desde cedo pode contribuir diretamente para o desenvolvimento cognitivo, emocional e social das crianças. 

Com o avanço da educação bilíngue no Brasil e o aumento da busca por escolas com modelo de imersão, o debate sobre os impactos da aprendizagem em duas línguas ganhou ainda mais espaço. Dados recentes mostram que o segmento de educação bilíngue segue em crescimento no país, impulsionado principalmente pela preocupação das famílias com formação global, desenvolvimento socioemocional e preparação para um mundo cada vez mais conectado. 

De acordo com Antonieta Megale, diretora acadêmica da Maple Bear Brasil e doutora em Linguística Aplicada, um dos principais mitos sobre o tema está relacionado à ideia de que o contato com duas línguas pode atrasar o desenvolvimento da fala. Segundo ela, pesquisas e a prática pedagógica mostram o contrário. 

“Sempre existiu a crença de que aprender duas línguas ao mesmo tempo poderia confundir a criança. Hoje sabemos que crianças pequenas são plenamente capazes de aprender duas línguas simultaneamente, especialmente quando essa aprendizagem acontece de maneira contextualizada, afetiva e significativa. O bilinguismo não atrasa a fala. Ele amplia possibilidades de comunicação, percepção de mundo e construção do conhecimento”, afirma. 

A especialista explica que, na primeira infância, o cérebro apresenta elevada plasticidade, favorecendo o aprendizado de uma língua adicional. Por isso, metodologias baseadas em imersão e vivência cotidiana tendem a tornar a aprendizagem mais conectado à realidade da criança. Na Maple Bear, por exemplo, o inglês é inserido dentro das atividades do dia a dia, por meio de brincadeiras, interação social, experimentação, música, leitura e situações reais de comunicação. 

“A criança pequena aprende vivendo experiências. Quando ela participa de atividades em duas línguas dentro de um ambiente seguro e acolhedor, ela não aprende apenas uma nova língua. Ela desenvolve flexibilidade cognitiva, criatividade, autonomia, capacidade de resolução de problemas e habilidades de comunicação que acompanham toda a vida escolar”, destaca Antonieta. 

Especialistas também apontam que o contato precoce com diferentes línguas pode favorecer competências relacionadas à atenção, memória, raciocínio e adaptação a diferentes contextos culturais. Além disso, a aprendizagem bilíngue tende a estimular maior consciência linguística e facilidade para futuras aprendizagens. 

Outro ponto importante, segundo a diretora acadêmica da Maple Bear, é que o desenvolvimento bilíngue precisa respeitar o tempo de cada criança e acontecer de maneira contextualizada. “O foco não deve ser a tradução mecânica ou a memorização de palavras isoladas. O mais importante é que a criança consiga atribuir sentido à língua dentro das experiências que vive diariamente. Quando isso acontece, a aprendizagem se torna consistente”, comenta. 

A metodologia adotada pela Maple Bear trabalha justamente a construção da aprendizagem por meio da experimentação, observação, investigação e interação social, valorizando o desenvolvimento integral dos estudantes desde a educação infantil. A proposta une práticas da educação canadense às diretrizes brasileiras, com foco no desenvolvimento acadêmico, emocional, físico e social da criança. 

Para Antonieta Megale, o debate sobre bilinguismo precisa ir além da fluência na língua. “Quando falamos em educação bilíngue na infância, estamos falando sobre formar crianças mais preparadas para lidar com diferentes culturas, perspectivas e formas de pensar. A língua passa a ser uma ferramenta para ampliar repertório, estimular empatia e fortalecer competências essenciais para o futuro”, conclui.


Umidade e a temperatura ameaçam exportação de alimentos

   

Condições de transportes comprometem exportação de frutas
Magnific

Perdas pós-colheita e danos por condensação em rotas marítimas desafiam a eficiência logística do agronegócio; monitoramento integrado surge como blindagem

 

Segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), as exportações do agronegócio brasileiro movimentam US$ 169 bilhões anuais. No entanto, os recordes de produtividade contrastam com um gargalo silencioso e crônico: o desperdício na cadeia logística. Estudos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) apontam que cerca de 13% dos alimentos produzidos mundialmente são perdidos entre a colheita e o varejo, sendo as falhas de infraestrutura e o transporte inadequado os principais vilões. 

Nas longas rotas do comércio exterior, a manutenção das condições ideais de transporte vai muito além de evitar o perecimento visível. "O agronegócio brasileiro é uma potência no campo, mas a logística internacional exige uma precisão quase laboratorial," afirma Afonso Moreira, CEO da AHM Solution. "Não basta apenas produzir com excelência; é preciso garantir que o alimento chegue ao destino final com a mesma integridade com que saiu do campo. É uma questão de reputação de marca e de segurança alimentar global". 

Embora a oscilação térmica (excursão de temperatura) seja o risco mais conhecido, o controle de umidade também define o sucesso de fretes de longa distância. Durante viagens transoceânicas que duram semanas, as embarcações passam por variações climáticas extremas. Esse choque térmico gera o fenômeno conhecido como "chuva de contêiner" ou condensação interna. 

Quando a umidade evapora do próprio produto, do palete de madeira ou das embalagens de papelão e encontra as paredes frias do contêiner, ela condensa e goteja sobre a carga. O resultado é devastador: proliferação de mofo e fungos, oxidação de tampas metálicas, amolecimento de caixas de papelão (causando o colapso do empilhamento) e, inevitavelmente, o descarte sanitário nos portos de destino.

Para os exportadores, o controle preventivo dessas variáveis se traduz em retorno financeiro. No setor alimentício, alguns clientes da AHM Solution registram reduções nas taxas de descarte e perdas logísticas logo no primeiro mês após a adoção dos dispositivos, assegurando o controle total da qualidade até o destino. 

"O mercado ainda subestima o impacto da umidade, tratando-a como um imprevisto inevitável, quando na verdade ela é um risco previsível e gerenciável. A cadeia do frio precisa evoluir para o conceito de gestão de atmosfera de carga. Temperatura e umidade andam juntas", pontua Moreira.

 

Do campo ao exterior 

Para blindar as cargas perecíveis (setores alimentício, químico e biotecnológico), o setor de logística de exportação vem adotando tecnologias de monitoramento de precisão que funcionam como "caixas-pretas" do transporte marítimo e rodoviário. A AHM Solution oferece dispositivos de baixo custo e fácil utilização. "Nossa missão é democratizar a segurança logística. Qualquer operador, em qualquer etapa da cadeia, consegue implementar e interpretar nossos indicadores sem barreiras técnicas", diz Moreira. 

O executivo cita algumas soluções para o controle de perdas, que fazem parte do portfólio da empresa: 

·         Monitoramento de Excursão Térmica: Dispositivos químicos e digitais inovadores, como o WarmMark, WarmMark Duo, WarmMark Long Run, e o Cold Chain Complete, registram com exatidão se a carga foi exposta a temperaturas acima do limite permitido e por quanto tempo.

·         Proteção contra Congelamento: Ferramentas como o ColdMark e o FreezeSafe garantem que alimentos sensíveis ao frio extremo não sofram queima por congelamento imprevisto. 

·         Tecnologia para Proteína e Frutos do Mar: O Indicador de Temperatura para Frutos do Mar ShockWatch oferece uma resposta visual direta para um dos segmentos mais rigorosos do comércio exterior. 

·         Rastreabilidade Digital Contínua: Equipamentos como o MaxiLog Alert e o TempU fornecem relatórios detalhados de dados, cruciais para auditorias e conformidade com normas internacionais.

Novas soluções para umidade

 

A AHM Solution está ampliando seu portfólio com soluções de umidade desenvolvidas especificamente para as demandas severas do agronegócio e de alimentos perecíveis. A nova linha atua no monitoramento e controle preventivo da atmosfera interna das embalagens e contêineres, integrando o diagnóstico visual — como os cartões indicadores de umidade que mudam de cor para apontar níveis críticos de saturação — a novas tecnologias de barreira e absorção para conter a condensação antes que ela danifique a carga.

 

"Garantir a temperatura é apenas metade do trabalho. Nosso foco é entregar previsibilidade total aos exportadores. O futuro da logística de alimentos pertence a quem domina os dados de ponta a ponta da cadeia", conclui Moreira. 




AHM Solution

Estudo revela que 72% dos brasileiros trabalham em “modo de sobrevivência” e a conta começou a chegar às empresas

Com a NR-1 em fase de fiscalização punitiva e o Brasil batendo recorde histórico de afastamentos por saúde mental, especialista em neurociência explica por que tratar pressão como sinônimo de produtividade está custando caro aos resultados


Uma pesquisa recente trouxe um número que resume o estado emocional do trabalhador brasileiro em 2026: 72% da população trabalha hoje no chamado "modo de sobrevivência", os níveis mais altos de uma escala de tensão aguda, medidos por um estudo da healthtech de saúde mental Starbem com quase 1.900 participantes acompanhados ao longo de seis meses.

O dado chega em um momento decisivo para as empresas brasileiras, uma vez que segundo o INSS, 1 em cada 7 trabalhadores foi afastado por transtornos mentais e comportamentais em 2025, o maior número já registrado na história, cerca de 546 mil pessoas. Entre os diagnósticos, o burnout foi o que cresceu de forma mais expressiva: os casos mais que triplicaram entre 2023 e 2025, saltando de 1.760 para 6.985 registros.

Ao mesmo tempo, a Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) que obriga empresas a mapear e gerenciar riscos psicossociais deixou a fase educativa para trás: desde 26 de maio de 2026, a fiscalização tem caráter punitivo, com possibilidade de autuações, multas e até interdições. A mudança não tem sido recebida sem resistência: a FIESP e a CNSaúde acionaram o STF por meio das ADPFs 1316 e 1333 alegando insegurança jurídica diante da ausência de critérios objetivos para a fiscalização.

Para a especialista em neurociência aplicada ao comportamento humano e mentora de lideranças Eliane Sato, a disputa em torno da forma como a lei foi escrita é legítima, mas não pode servir de cortina de fumaça para o problema que ela tenta endereçar.

"Empresas têm razão em pedir critérios claros. Mas isso não muda o que a ciência já demonstrou: o cérebro humano não distingue risco psicológico de risco físico. Um ambiente de pressão crônica ativa os mesmos circuitos de ameaça que um risco ergonômico grave. A lei está apenas alcançando o que a neurociência já sabia há anos", afirma.
 

Um país que naturalizou viver em estado de alerta

Para Eliane, o dado mais revelador do estudo Starbem não é o número de pessoas em modo de sobrevivência, mas o fato de que a maioria não percebe isso como um problema.

"O estado de alerta deveria ser usado pelo cérebro só em emergências reais. Quando ele se torna o modo padrão de funcionamento, o corpo paga um preço alto e a empresa também. O grave é que isso já foi normalizado a ponto de não ser mais percebido como sintoma", explica.

Um dos achados mais reveladores da pesquisa é que a ansiedade crônica pode triplicar o tempo necessário para executar tarefas simples, por causa do fenômeno conhecido como névoa mental. Em outras palavras: o modelo de gestão baseado em pressão constante está minando a própria eficiência que tenta proteger. O estudo também aponta que o maior custo para às empresas hoje não é o absenteísmo, mas o presenteísmo profissionais que comparecem todos os dias, mas operam muito abaixo da própria capacidade.

"Empresas continuam tratando pressão como sinônimo de produtividade. Os dados mostram o oposto: quanto mais se exige de um cérebro esgotado, menos ele entrega. Isso não é falta de esforço do colaborador é uma limitação biológica real, que a liderança precisa entender antes de cobrar mais resultado", afirma a especialista.


Da palestra de bem-estar à gestão de risco real

Eliane chama atenção para um efeito da nova fase da NR-1 que ainda passa despercebido por boa parte das empresas: a norma não cria apenas uma obrigação documental, mas um novo padrão de diligência a partir do qual será aferida a culpa do empregador em ações judiciais que envolvam adoecimento mental de origem ocupacional.

"A empresa que mapear, documentar e agir sobre os riscos psicossociais constrói uma defesa real diante de um processo trabalhista. A que ignorar, vai responder por omissão. E aqui não estou falando de medo de multa, estou falando de responsabilidade com quem trabalha na organização", afirma.

Para Eliane, a forma como parte do empresariado reagiu à nova fase da NR-1 recorrendo à Justiça em vez de revisar práticas internas é, em si, um sintoma do problema que a norma tenta corrigir.

"O amor é o estado neurológico mais potente do ser humano. Não estou falando de amor romântico, mas daquele que nos faz superar dores, atravessar perdas e nos reconectar com propósito. Mas as lideranças dentro das empresas ainda não estão preparadas para essa conversa e a prova disso é a própria reação de recorrer aos processos de punição em vez de olhar para dentro da organização e perguntar: o que estamos fazendo com as pessoas que trabalham aqui?", afirma.

Apesar do cenário alarmante, a especialista destaca um dado do próprio estudo Starbem que costuma passar despercebido: após acompanhamento psicológico adequado, os participantes da pesquisa tiveram o nível de foco aumentado em 105% e a motivação em 173%. 

"Isso é a prova de que não estamos diante de um problema sem solução. O cérebro humano tem uma capacidade extraordinária de se recuperar quando recebe as condições certas e isso vale tanto para o indivíduo quanto para a cultura de uma empresa inteira. A pergunta que toda liderança deveria se fazer agora não é apenas 'como vou me adequar à norma', mas 'o que estou exigindo do cérebro das pessoas que trabalham comigo e por quanto tempo isso é sustentável?'", conclui Eliane.

 

Eliane Sato - escritora, mentora de lideranças, especialista em neurociências aplicadas ao comportamento humano e palestrante corporativa. Coach certificada pela GALLUP US, com pós-graduação em Neurociências, Psicologia Positiva e Mindfulness pela PUC-PR e formação como instrutora de Mindfulness pela Unifesp, atua há mais de 25 anos no desenvolvimento humano e profissional.


O currículo ainda abre portas, mas já não fecha contratações sozinho

Empresas combinam inteligência artificial, dados comportamentais e novas formas de avaliação para tomar decisões de contratação mais completas

 

A imagem clássica do recrutador analisando pilhas de currículos começa a dar lugar a processos mais orientados por dados. Plataformas capazes de cruzar competências, automatizar etapas e reunir diferentes tipos de informações passaram a fazer parte da rotina das áreas de RH. O currículo continua sendo uma peça importante da seleção, mas já não é a única fonte utilizada para tomar decisões de contratação.

A mudança acontece porque as empresas perceberam que experiência profissional, formação acadêmica e conhecimentos técnicos ajudam a contar parte da história de um candidato, mas nem sempre são suficientes para prever desempenho, adaptação ao cargo ou potencial de desenvolvimento.

O desafio é que muitas das competências mais valorizadas pelas empresas atualmente não aparecem com clareza em um currículo. Segundo o relatório Future of Jobs 2025, do World Economic Forum, habilidades como pensamento analítico, resiliência, flexibilidade, liderança, criatividade e aprendizado contínuo estão entre as mais importantes para o futuro do trabalho. O cenário ajuda a explicar por que organizações passaram a buscar formas de avaliar fatores que vão além da experiência profissional e da formação acadêmica.

Ao mesmo tempo, a inteligência artificial ampliou a capacidade das empresas de processar informações e apoiar decisões ao longo do recrutamento. Mas, para especialistas, a tecnologia só gera valor quando ajuda a construir uma visão mais completa sobre as pessoas.

“O uso de inteligência artificial trouxe ganhos importantes para o recrutamento, principalmente em eficiência e capacidade de análise. Mas a tecnologia, sozinha, não resolve o desafio de tomar boas decisões. O ponto central continua sendo a qualidade das informações utilizadas para avaliar cada candidato”, afirma Patricia Suzuki, Diretora de RH da Redarbor Brasil, detentora do Pandapé. 

Segundo a executiva, o mercado começa a perceber que contratar melhor depende de uma leitura mais ampla sobre potencial e aderência. 

“Experiência anterior e conhecimento técnico continuam relevantes, mas as empresas também buscam entender características comportamentais, capacidade de adaptação, potencial de desenvolvimento e aderência ao contexto da vaga. São fatores que ajudam a complementar a análise e tornam a decisão mais consistente”, explica. 

A necessidade de ampliar essa leitura acompanha mudanças importantes no próprio mercado de trabalho. Carreiras se tornaram menos lineares, profissionais mudam de área com mais frequência e habilidades comportamentais ganharam peso crescente dentro das organizações. 

Nesse cenário, começam a ganhar espaço soluções de inteligência preditiva para recrutamento como o Pandapé Genoma que combinam diferentes tipos de avaliações cognitivas, comportamentais e de conhecimentos específicos para apoiar decisões mais completas sobre os candidatos. 

Para Patricia, a evolução do recrutamento não está em abandonar critérios tradicionais, mas em enriquecer a tomada de decisão. 

“O currículo continua sendo uma parte importante da seleção. O que mudou foi a quantidade de informações consideradas antes de contratar. É possível combinar experiência, conhecimentos, habilidades cognitivas e características comportamentais para construir uma visão mais completa sobre cada candidato”, afirma. 

A transformação do recrutamento reflete uma mudança mais ampla dentro das organizações. Em um mercado cada vez mais competitivo, contratar deixou de ser apenas uma tarefa operacional e passou a ser uma decisão estratégica. 

“O desafio do recrutamento nunca foi a falta de informação, mas tomar boas decisões com as informações disponíveis. Hoje, as empresas têm acesso a muito mais dados sobre experiência, comportamento, habilidades e potencial. A oportunidade está em combinar essas evidências para contratar com mais segurança, mais previsibilidade e menos achismo”, conclui Patricia.

 

Cuidado! Veja 5 erros que transformam o sonho de uma viagem internacional em um pesadelo

Viajar para outro país é o sonho de muita gente. Conhecer novas culturas, experimentar comidas diferentes e visitar lugares que sempre estiveram na lista de desejos costuma ser uma experiência inesquecível. Mas alguns erros simples podem gerar dores de cabeça, prejuízos e até problemas com autoridades locais. 

Com passagens por 14 países e mais de 40 cidades, o viajante Adriano Ferreira (@viagenscomadriano), autor do e-book As Aventuras de um Jovem Chamado Adriano Ferreira, já enfrentou situações inesperadas durante suas viagens e reuniu cinco erros que todo viajante deve evitar. 

"Em uma viagem para Belize, por exemplo, quase fui preso por causa de um detalhe que parecia simples: eu não tinha o carimbo de saída da fronteira no passaporte. Foi uma situação extremamente desconfortável e que me mostrou como pequenos descuidos podem gerar grandes problemas quando estamos fora do nosso país", relata.

Confira os principais erros que podem transformar uma viagem dos sonhos em um verdadeiro pesadelo.

 

1. Não ser claro e objetivo na imigração

A imigração costuma ser um dos momentos mais tensos de uma viagem internacional. Ao conversar com os agentes, é importante responder de forma direta, tranquila e sempre com informações verdadeiras. 

Ter documentos como comprovante de hospedagem, passagem de volta e recursos financeiros pode ajudar a evitar questionamentos. Respostas confusas ou contraditórias podem gerar desconfiança e até impedir a entrada no país.

 

2. Ignorar os requisitos de entrada do destino

Cada país possui regras próprias para receber turistas. Alguns exigem visto, outros pedem comprovantes de vacinação, formulários eletrônicos ou seguro viagem.

Não verificar essas exigências com antecedência pode fazer o viajante perder o embarque ou ser impedido de entrar no destino. Antes de viajar, vale consultar os canais oficiais e conferir toda a documentação necessária.

 

3. Não pesquisar como funciona o transporte local

Em muitos destinos, especialmente fora dos grandes centros, o transporte público pode ser limitado ou funcionar de maneira muito diferente do que estamos acostumados.

Sem planejamento, o turista pode enfrentar dificuldades para se deslocar, perder passeios ou gastar mais do que o previsto. Uma pesquisa rápida antes da viagem pode evitar muitos contratempos.

 

4. Fazer passeios sozinho em locais remotos sem apoio especializado

Explorar um destino por conta própria pode ser uma experiência incrível. No entanto, em algumas regiões mais isoladas, contar com uma agência ou guia local faz toda a diferença.

Além de aumentar a segurança, profissionais da região conhecem melhor os trajetos, ajudam a evitar imprevistos e ainda enriquecem a experiência com informações que dificilmente seriam encontradas sozinho.

 

5. Não perguntar o que está fora do pacote contratado

Muitos viajantes prestam atenção apenas ao que está incluído no pacote e esquecem de verificar os custos extras.

Taxas locais, alimentação, transporte, ingressos e passeios opcionais podem não estar contemplados e gerar gastos inesperados durante a viagem. Antes de fechar qualquer contratação, procure entender exatamente o que está incluído e o que será pago à parte.

 

Planejamento evita problemas

A maioria dos contratempos em viagens internacionais pode ser evitada com informação, organização e atenção aos detalhes. Reservar um tempo para pesquisar o destino, entender as regras locais e revisar toda a documentação antes do embarque pode fazer a diferença entre uma experiência tranquila e um grande problema.

Viajar deve ser sinônimo de descobertas, boas histórias e momentos inesquecíveis, não de dores de cabeça.


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