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quarta-feira, 15 de julho de 2026

Inscrições para cursos gratuitos do Caminho da Capacitação seguem abertas na capital

Fundo Social de São Paulo
Programa do Fundo Social de São Paulo amplia atendimento nas Zonas Norte e Oeste com novos polos em CEUs, subprefeituras e Praças da Cidadania da Grande SP

 

Quem busca qualificação profissional gratuita ainda pode se inscrever nos cursos do Caminho da Capacitação, programa do Fundo Social de São Paulo que amplia, nesta etapa, o atendimento nas zonas Norte e Oeste da capital com novos polos em Centros Educacionais Unificados (CEUs), subprefeituras, organizações da sociedade civil (OSCs) e Praças da Cidadania da Grande São Paulo. As aulas começam nos dias 14 e 15 de julho, conforme o local e o curso, e seguem até 24 de julho. 

Além dos CEUs e entidades parceiras já anunciados na abertura deste ciclo, o programa chega aos CEUs Freguesia, Taipas, Pinheirinho d'Água, Uirapuru e Jaguaré. A iniciativa também contempla quatro subprefeituras, uma instituição de ensino na zona Oeste e as Praças da Cidadania de Mauá e São Bernardo do Campo, ampliando o acesso da população à qualificação profissional gratuita. 

Com a ampliação da oferta, a programação passa a contar com novas opções de formação, como soldagem, manutenção automotiva, cuidador de idosos e design gráfico, além de cursos nas áreas de gastronomia, beleza e estética e tecnologia. Os participantes que concluírem a capacitação receberão certificado oficial.

 

Quem pode se inscrever 

Os cursos são destinados prioritariamente a pessoas em situação de vulnerabilidade social inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), pessoas desempregadas e mulheres chefes de família. A idade mínima para participação varia conforme a formação escolhida e pode ser de 14, 16 ou 18 anos.

 

Locais de atendimento 


Zona Norte 


- CEU Parque Novo Mundo

- CEU Jaçanã

- CEU Tremembé

- CEU Jardim Paulistano

- CEU Perus

- CEU Freguesia

- CEU Taipas

- Subprefeitura Vila Maria/Vila Guilherme

- Subprefeitura Casa Verde/Cachoeirinha

- Subprefeitura Santana/Tucuruvi

 

Zona Oeste

 

- CEU Pinheirinho d'Água

- CEU Uirapuru

- CEU Jaguaré

- Subprefeitura Pirituba/Jaraguá

- Faculdade Anhanguera - Pirituba

 

Grande São Paulo

 

- Praça da Cidadania de Mauá

- Praça da Cidadania de São Bernardo do Campo

 

OSCs parceiras 

O ciclo mantém ainda o atendimento em 15 Organizações da Sociedade Civil (OSCs) parceiras das zonas Norte e Oeste, com cursos realizados em unidades fixas instaladas nas próprias entidades. 

As formações contemplam áreas como gastronomia, beleza e estética, tecnologia e informática, elétrica e reparos domésticos, administração, idiomas, artesanato, recreação infantil e cuidados com idosos e crianças. As entidades participantes são:

 

Zona Norte

 

- Instituto Rosas do Vento

- Associação Comunitária Beneficente de Mutirantes Fábio Cândido

- Instituto Brandão Cultura, Esporte e Assistência Social

- B3 Brasilândia

- Instituto Semeão Silva

- ONG Instituto Alegria de Viver

- Instituto Grande Vitória Capadócia

 

Zona Oeste

 

- Centro de Capacitação para a Vida Projeto Neemias

- Instituto Atiara

- Centro de Apoio Comunitário de Perus

- Instituto Cativeiro

- Instituto Luz aos Cegos

- Casarão Brasil

- Olhar de Laura

 

Inscrições 

As inscrições são gratuitas e podem ser realizadas pelo site cursofussp.sp.gov.br, onde os interessados encontram a relação de cursos disponíveis, os locais de atendimento e os horários das aulas, divididos nos turnos da manhã, tarde e noite. As vagas são limitadas e permanecem abertas até o preenchimento das turmas ou o segundo dia de aula de cada curso.

 

Sobre o programa 

Promovido pelo Fundo Social de São Paulo, o Caminho da Capacitação integra o programa SuperAção SP, política pública do Governo do Estado voltada à superação da pobreza. A iniciativa leva qualificação profissional gratuita à população por meio de carretas-escola, estruturas móveis adaptadas como salas de aula, que percorrem os municípios paulistas oferecendo cursos em diferentes áreas de formação. Desde o lançamento, o programa já passou por 301 municípios, esteve presente em todas as 16 regiões paulistas e certificou mais de 17,8 mil alunos. 

Mais informações sobre cursos, cronograma e locais de atendimento estão disponíveis no site oficial do programa: https://www.caminhodacapacitacao.sp.gov.br/


Inscrições para Jovem Aprendiz abrem nesta quarta (15), na Univali

Curso inicia em agosto e abrange moradores de Balneário Camboriú

 

A partir desta quarta (15), moradores de Balneário Camboriú, com idades entre 14 e 21 anos, podem se inscrever no Programa Jovem Aprendiz oferecido pela Universidade do Vale do Itajaí (Univali). A formação é realizada em parceria com a Prefeitura Municipal de Balneário Camboriú, via Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA) e busca preparar os jovens para ingresso no mercado de trabalho. 

Podem se inscrever estudantes do Ensino Médio ou jovens que já tenham concluído esta etapa dos estudos. Após a conclusão do curso, conforme a regulamentação da Lei do Aprendiz, os currículos dos participantes são encaminhados para processos seletivos destinados a jovens aprendizes. 

As aulas são realizadas na Univali, Campus de Balneário Camboriú, às quartas e quintas-feiras. A previsão de início é 6 de agosto. Serão ofertadas turmas nos turnos da manhã e da tarde. A carga horária total da formação é de 152 horas.

 

O que abrange o curso 

Ao longo do semestre, os alunos vão aprender sobre os desafios do mundo do trabalho, oportunidades compatíveis com suas habilidades, a importância do planejamento na construção da carreira e o empreendedorismo como alternativa de desenvolvimento profissional. 

Além disso, a formação também aborda a respeito da construção de uma imagem profissional positiva, a elaboração de um currículo e as principais etapas de um processo seletivo.

 

Como participar 

Interessados em ocupar uma vaga no Programa Jovem Aprendiz Univali, tem até 29 de julho para formalizar o interesse. Para agilizar o processo, a Universidade disponibilizou um formulário de inscrição on line. O link está disponível no site univali.br/jovemaprendiz.  Nos dias 15, 16, 22, 23 e 29 de julho também serão realizados atendimentos presenciais no Campus Balneário Camboriú. Os candidatos serão recebidos no Bloco 3, 1º piso. 

O resultado do processo de seleção será informado pelo número de telefone cadastrado pelo participante. A divulgação ocorrerá a partir do dia 30 de julho. Os responsáveis pelos estudantes aprovados deverão participar de uma reunião. O encontro será no dia 5 de agosto, às 18h30.

Mais informações: Pelo telefone (47) 3341-7805 (whatsApp) ou pelo e-mail jovemaprendiz@univali.br.


Estação Comendador Ermelino da CPTM recebe ação de testagem gratuita para ISTs nesta quarta (15)

Iniciativa oferece testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites virais, além de orientações sobre saúde sexual e distribuição de insumos de prevenção


Será realizada nesta quarta-feira (15/07), das 14h às 18h, uma ação gratuita de prevenção e conscientização sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) na Estação Comendador Ermelino da CPTM. 

Durante a atividade, os passageiros poderão realizar testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites B e C, com resultado disponível em aproximadamente 15 minutos. Nos casos em que houver resultado positivo, a equipe fará o encaminhamento seguro do participante para os serviços de saúde, garantindo o acesso ao atendimento especializado e ao acompanhamento adequado. 

Além da testagem, serão distribuídos gratuitamente preservativos e gel lubrificante, bem como orientações sobre a utilização do autoteste para HIV e informações voltadas à promoção da saúde sexual e à prevenção das ISTs.

 Serviço

Ação de Testagem para ISTs
Data: quarta-feira (15/07)
Horário: das 14h às 18h
Local: Estação Comendador Ermelino, Linha 12-Safira


Programa de trainee: Forvis Mazars está com vagas abertas

Interessados devem se inscrever até o dia 31 de julho de 2026

 

A Forvis Mazars, auditoria e consultoria empresarial, está com inscrições abertas para o processo seletivo do programa de trainee, até o dia 31 de julho, para as unidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Campinas, Curitiba, Fortaleza, Florianópolis e Belo Horizonte. As vagas disponíveis são para estudantes de Ciências Contábeis, Administração, Economia, Matemática, Tecnologia da Informação, Direito, Ciências Atuariais, Arquitetura, Engenharia Civil e Mecânica, Elétrica, Mecatrônica, Produção, Naval, Química e Petróleo, cursando a partir do 2º ano ou recém-formados com até 2 anos de conclusão. Os interessados podem fazer a inscrição até o dia 31 de julho neste link: Link  

As áreas disponíveis para atuação são: Auditoria, na qual os aprovados vão atuar diretamente na análise de demonstrações financeiras, garantindo transparência e confiabilidade para grandes empresas; Consultoria, na qual poderão apoiar organizações na tomada de decisões estratégicas, com soluções práticas e impacto direto nos negócios; Consultoria Digital, área em que poderão trabalhar com tecnologia, ajudando empresas a evoluírem digitalmente em segurança da informação; Financial Advisory, com atuação em projetos de avaliação, modelagem financeira, análise financeira e de ativos fixos; e Consultoria Tributária, com participação em planejamento tributário e consultoria fiscal, apoiando empresas em cenários complexos. 

As etapas do processo seletivo são: inscrição online, avaliação curricular, testes de conhecimentos, dinâmicas em grupo, entrevista final e admissão. 

A Forvis Mazars oferece benefícios como: vale refeição/alimentação, subsídio educacional, assistência médica e odontológica, auxílio home office, canal de apoio psicológico, seguro de vida, vale transporte, serviço de telemedicina, convênio de academias e parcerias educacionais para descontos e incentivos. 

Seguindo o slogan global “Grow. Belong. Impact”, a Forvis Mazars tem como objetivo formar uma nova geração que crescerá em suas respectivas áreas com conhecimento prático e teórico, por meio de um plano de desenvolvimento, treinamentos e acompanhamento de carreira, fomentando seu senso de pertencimento e permitindo a oportunidade de impactar positivamente dentro do contexto de negócios. O encontro de diferentes gerações permitirá a sinergia entre experiência e novos talentos, corroborando com um futuro ainda mais forte e promissor.

 

terça-feira, 14 de julho de 2026

Julho Turquesa: casos de olho seco se intensificam no inverno

 

A Dra. Myrna Serapião explica quais são os principais fatores de risco e os cuidados que devem ser adotados para prevenir a doença ocular  


Olhos lacrimejando, com ardência, vermelhidão, secura, sensação constante de areia ou visão embaçada podem ser sintomas da Síndrome do Olho Seco, doença ocular que tem sua conscientização reforçada pela Campanha Julho Turquesa. A iniciativa chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento, a fim de prevenir complicações ainda mais graves e preservar a saúde ocular.

“A Síndrome do Olho Seco ocorre pela falta de lubrificação adequada do olho, seja pela produção insuficiente de lágrimas ou pela evaporação acelerada do filme lacrimal (camada líquida que cobre a superfície do olho). Quando deixa de ser tratada, a condição pode causar, nos casos mais graves, dano à visão e comprometimento da qualidade de vida do paciente”, alerta a Dra Myrna Serapião, oftalmologista especialista em doenças da superfície ocular e diretora médica da rede Vision One. 

A médica esclarece que a doença do olho seco tem como algumas das principais causas o envelhecimento e a disfunção nas glândulas de Meibomius (DGM), glândulas responsáveis por produzir uma secreção oleosa chamada meibum, que compõe a camada mais externa das lágrimas. Essa gordura é essencial para lubrificar os olhos e evitar a evaporação rápida do filme lacrimal”. As causas podem ser multifatoriais, sendo que, no período do inverno, a baixa umidade do ar e o consequente aumento da poluição contribuem para o agravamento dos casos. 

A Dra Myrna Serapião cita os principais fatores de risco para o olho seco:
 

  • Envelhecimento: com o avanço da idade a pessoa produz menos lágrimas ou uma lágrima de pior qualidade;
  • Disfunção das Glândulas de Meibômio: altera a camada de lipídio, levando ao aumento da evaporação da lágrima;
  • Medicamentos: uso de antialérgicos, de ansiolíticos para tratar sintomas de ansiedade, de drogas anti-hipertensivas ou para o controle do colesterol, podem afetar a produção de lágrimas;
  • o sistema lacrimal;
  • Menopausa: as alterações hormonais contribuem de maneira significativa para o olho seco;
  • Telas: passar longos períodos na frente de celulares, tablets, computadores e TVs reduz a frequência e a qualidade do ato de piscar, prejudicando a lubrificação natural dos olhos e causando a rápida evaporação das lágrimas.
  • Doenças Dermatológicas: como a Rosácea que frequentemente cursa com DGM e olho seco evaporativo;
  • Doenças Reumatológicas: podemos citar a Síndrome de Sjogren, clássico exemplo de olho seco grave por redução da produção da lágrima, por destruição imune das glândulas lacrimais.

Os casos de olho seco são cada vez mais frequentes entre a população, especialmente pela maior expectativa de vida e o aumento do uso de telas. Para intensificar os cuidados, que variam de acordo com a gravidade e a causa, a rede de hospitais e clínicas oftalmológicas Vision One vai lançar neste semestre em São Paulo o Instituto de Superfície Ocular, que terá como um dos principais focos o diagnóstico e tratamento do olho seco. 

O avanço é confirmado pelo relatório científico de consenso global TFOS DEWS II (Tear Film & Ocular Surface Society Dry Eye Workshop II) que, em 2017, redefiniu e classificou a Síndrome do Olho Seco como uma doença multifatorial caracterizada pela perda de equilíbrio (homeostase) do filme lacrimal. Os estudos apontam que o olho seco afeta de 5% a 50% da população mundial. No Brasil, a estimativa é que de 12% a 24% dos brasileiros sofrem da condição, sendo que a incidência é maior em mulheres e em pessoas a partir dos 40 anos. 

De acordo com a médica, “reduzir o uso de telas, beber água com frequência, evitar a exposição direta ao ar-condicionado, além de bons hábitos alimentares e estilo de vida saudável, são medidas essenciais para prevenir o olho seco”. Outro cuidado é nunca negligenciar os sintomas e buscar sempre a avaliação de um oftalmologista. A Síndrome do Olho Seco é uma condição crônica que exige tratamento para melhorar a lubrificação dos olhos e promover uma visão mais saudável.


Saúde auditiva: a função do cerume e os perigos da haste flexível

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Embora seja frequentemente associada à falta de higiene, a produção de cera é a principal barreira de defesa do canal auditivo, explica a Dra. Raquel Rodrigues


A cena é comum na rotina de higiene de milhares de pessoas: após o banho, a utilização de hastes flexíveis com algodão para "limpar" os ouvidos. No entanto, o que muitos consideram um hábito saudável é, na verdade, uma guerra travada contra um dos sistemas de defesa mais eficientes do corpo humano: o cerume, popularmente conhecido como cera de ouvido. 

Longe de ser um sinal de sujeira, a cera desempenha um papel crucial na manutenção da saúde auditiva. De acordo com a Dra. Raquel Rodrigues, otorrinolaringologista do HOPE, “o cerume é produzido pelas glândulas sebáceas e ceruminosas na parte externa do canal auditivo e não está ali por acaso. Ele atua como um mecanismo de defesa contra poeira, insetos, bactérias, fungos e umidade”.

A médica cita os benefícios da cera de ouvido para a saúde auditiva:

  • Lubrificação: Evita o ressecamento, a descamação e a coceira na pele sensível do canal auditivo.
  • Barreira física: Funciona como uma barreira natural, retendo poeira, sujeira, pelos e micropartículas antes que cheguem ao tímpano.
  • Ação antibacteriana e antifúngica: Devido ao seu pH levemente ácido e à presença de enzimas, o cerume inibe a proliferação de microrganismos que causam infecções.

“Nosso ouvido possui um sistema de autolimpeza que funciona quando mastigamos ou falamos. Esse movimento natural da mandíbula e o crescimento da pele de dentro para fora empurram gradativamente a cera velha para a borda da orelha, onde ela pode ser lavada e seca com a toalha de forma segura”, explica a otorrinolaringologista. 

No entanto, quando esse sistema falha ou o cerume é produzido em excesso, isso pode causar perda de audição temporária, zumbido, dor, tontura e coceira, além de aumentar o risco de irritações e infecções. A Dra. Raquel Rodrigues alerta que “a condição exige atenção e, na grande maioria das vezes, é causada pelo uso de hastes flexíveis e objetos que empurram a cera para o fundo do canal”. 

Outros fatores que podem contribuir são o uso constante de fones de ouvido intra-auriculares, o estreitamento do canal auditivo, a alta oleosidade da pele ou o avanço da idade. “Quando envelhecemos, o cerume se torna mais seco e duro, facilitando a formação de rolhas de cera e dificultando o processo de a autolimpeza do canal auditivo”, complementa a especialista.

Ao perceber sintomas de ouvido entupido, é muito importante agendar uma consulta com um otorrinolaringologista, para que seja feita uma avaliação. Se o motivo for excesso de cera, o profissional poderá investigar a causa, orientar sobre os cuidados preventivos e realizar a limpeza de forma segura por meio de lavagem auricular, aspiração ou remoção manual com instrumentos adequados.

Frente Fria: Conjuntivite viral cresce no inverno e exige atenção aos primeiros sintomas para evitar transmissão

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Especialista detalha as principais características da infecção ocular, os cuidados necessários durante o quadro e quando buscar atendimento oftalmológico 


A frente fria que derruba as temperaturas em São Paulo tem alterado a rotina da população e criado um cenário propício para a circulação de vírus respiratórios e de outras infecções contagiosas. Com o frio, é comum que as pessoas permaneçam por mais tempo em ambientes fechados, com pouca ventilação e maior proximidade entre familiares, colegas de trabalho e amigos, condições que favorecem a transmissão de doenças, entre elas a conjuntivite viral. Embora seja uma infecção bastante conhecida, ela ainda desperta dúvidas sobre os sintomas, as formas de contágio e os cuidados necessários para evitar complicações e impedir novas infecções. 

Segundo o Dr. Leopoldo Ribeiro, oftalmologista do H.Olhos, a conjuntivite viral é altamente contagiosa e merece atenção desde os primeiros sinais. "Muitas pessoas acreditam que se trata apenas de uma irritação passageira nos olhos, mas a conjuntivite viral pode se espalhar com muita facilidade entre familiares, colegas de trabalho e estudantes. Quanto mais cedo os sintomas forem reconhecidos e as medidas de prevenção forem adotadas, menor será o risco de transmissão do vírus." 

Entre os sintomas mais frequentes estão vermelhidão intensa nos olhos, lacrimejamento, sensação de areia ou corpo estranho, coceira, ardor, inchaço das pálpebras e secreção aquosa. Em muitos casos, a doença começa em um olho e, poucos dias depois, atinge o outro. Também pode estar associada a sintomas semelhantes aos de um resfriado, como coriza, dor de garganta e febre baixa. 

"O inverno não provoca a conjuntivite, mas cria condições que facilitam a circulação dos vírus responsáveis pela doença. Permanecer em locais fechados por muito tempo, com pouca renovação do ar, aumenta a exposição ao agente infeccioso e favorece surtos, principalmente em escolas, empresas e dentro de casa", explica o especialista. 

Como o vírus é transmitido principalmente pelo contato direto com secreções contaminadas ou por objetos compartilhados, medidas simples fazem diferença na prevenção. Higienizar as mãos com frequência, evitar levar as mãos aos olhos, não compartilhar toalhas, fronhas, maquiagem, colírios ou outros objetos de uso pessoal e manter os ambientes ventilados ajudam a reduzir significativamente o risco de contágio. 

"O paciente também deve evitar cumprimentos com contato físico quando estiver com a doença e, sempre que possível, permanecer em casa durante o período de maior transmissão. Essas atitudes protegem não apenas quem está doente, mas todas as pessoas ao redor", orienta o médico. 

Embora a conjuntivite viral costuma ser autolimitada, ou seja, tende a melhorar espontaneamente após alguns dias, o acompanhamento médico continua sendo importante para confirmar o diagnóstico e descartar outras doenças oculares que podem apresentar sintomas semelhantes. 

"O tratamento normalmente é voltado para aliviar o desconforto. Compressas frias, higiene adequada das pálpebras e o uso de lubrificantes oculares, quando indicados pelo oftalmologista, costumam proporcionar alívio. Já o uso de colírios com antibióticos ou corticoides sem orientação médica pode mascarar o problema e até agravar o quadro", alerta. 

Outro ponto de atenção é interromper o uso de lentes de contato durante todo o período da infecção. "As lentes podem aumentar a irritação, dificultar a recuperação e favorecer complicações. O ideal é voltar a utilizá-las somente após a completa recuperação e com autorização do oftalmologista", acrescenta. 

"Se os olhos ficaram vermelhos, evite tocá-los, não compartilhe objetos de uso pessoal e procure um oftalmologista. Essas três atitudes ajudam a proteger você e quem está à sua volta", reforça. 

Em casos de dor intensa, piora da visão, sensibilidade excessiva à luz ou persistência dos sintomas por vários dias, a avaliação oftalmológica deve ser feita o quanto antes. “O diagnóstico correto e a orientação adequada são fundamentais para garantir uma recuperação segura e evitar a propagação da doença”, finaliza o Dr. Leopoldo Ribeiro.

 

Férias escolares aumentam o risco de quedas e fraturas entre crianças

Com mais tempo dedicado às brincadeiras, cresce a ocorrência de lesões ortopédicas; especialista do Imot explica quais são os acidentes mais comuns e como preveni-los


O recesso escolar costuma ser um dos períodos mais aguardados pelas crianças. Com mais tempo livre e menos compromissos, aumentam as atividades ao ar livre, os esportes e as brincadeiras dentro e fora de casa. Essa mudança de rotina, no entanto, também faz crescer o número de acidentes.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, os acidentes domésticos registram aumento entre 20% e 30% nas férias escolares. Quedas continuam entre as principais causas de lesões, mas queimaduras, afogamentos, intoxicações e choques elétricos também aparecem com frequência nas estatísticas. O reflexo desse aumento de acidentes é percebido nos serviços de saúde. De acordo com o médico ortopedista pediátrico do Imot, Rodrigo Sbeghen, as ocorrências mais frequentes estão relacionadas às atividades recreativas:

"As férias representam um momento importante para o desenvolvimento infantil, porque estimulam o movimento, a prática esportiva e a convivência. O problema não está nas brincadeiras, mas na ausência de supervisão, no uso inadequado dos equipamentos ou na realização de atividades incompatíveis com a idade da criança. Esses fatores aumentam o risco de quedas e, consequentemente, de fraturas, entorses e outras lesões ortopédicas".

Acidentes com bicicletas, patinetes, skates, camas elásticas e playgrounds estão entre os cenários mais comuns dos atendimentos. Também são frequentes situações dentro de casa, como quedas de escadas, móveis, sofás e beliches, além de escorregões em pisos molhados. Dependendo da intensidade do impacto, o trauma pode provocar desde contusões até fraturas, luxações e lesões ligamentares.


Como prevenir

Embora seja impossível eliminar completamente os riscos, algumas medidas reduzem significativamente a chance de acidentes. Capacetes, joelheiras e cotoveleiras devem fazer parte da rotina de quem utiliza bicicletas, skates e patinetes. Os brinquedos precisam ser compatíveis com a idade da criança e estar em boas condições de uso. Em casa, vale manter janelas protegidas, escadas com barreiras de segurança quando houver crianças pequenas, pisos secos e móveis estáveis para evitar tombamentos. A supervisão dos adultos também é um dos fatores mais importantes para a prevenção.

Quando uma queda provoca dor intensa, dificuldade para movimentar um membro ou suspeita de fratura, a avaliação especializada pode agilizar o diagnóstico e o início do tratamento. O Imot conta com um Pronto-Atendimento exclusivo para casos ortopédicos nas unidades de Mogi das Cruzes e Suzano, onde o paciente é atendido diretamente por um médico ortopedista. 

"O trauma na infância nem sempre apresenta sinais evidentes logo após o acidente. Em muitos casos, uma avaliação precoce permite identificar lesões que poderiam passar despercebidas e iniciar o tratamento antes que o quadro evolua", explica Sbeghen.

O Pronto Atendimento do Imot em Mogi funciona diariamente, de domingo a domingo, das 8h às 22h. Já a unidade de Suzano realiza atendimentos de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h.



Imot
rua Otto Unger, 433, Centro, Mogi das Cruzes.
Mais informações: telefone (11) 4728-3420,
@clinicaimot).
Suzano
rua Augusta Aparecida Carvalho Morais, 250 Jardim Santa Helena. Telefone (11) 4741-3333.


Acetilcisteína, ibuprofeno, analgésicos e antigripais: quando usar cada um?

Especialista explica as diferenças e orienta o uso seguro dos medicamentos mais procurados no inverno e no período de vírus respiratórios

 

Com a mudança de clima, aumento das alergias e circulação de vírus respiratórios, cresce a busca por medicamentos para alívio rápido de sintomas como dor, febre, congestão e excesso de secreção. Entre os mais procurados estão acetilcisteína, ibuprofeno, analgésicos simples e antigripais combinados. Embora muitos sejam de venda livre, cada um tem indicação específica, e usá-los de forma inadequada pode trazer riscos. 

“A maior dúvida do consumidor é entender qual medicamento atua em qual sintoma. Conhecer a função de cada substância ajuda a evitar combinações excessivas e a utilizar a medicação de forma realmente eficaz”, explica a Mariana Marques de Castro, Gerente de Qualidade da MedQuímica.

A seguir, um guia objetivo para saber quando usar cada tipo de produto.

 

1. Acetilcisteína: para secreção espessa e congestão com catarro

A acetilcisteína é um mucolítico, ou seja, ela atua diretamente na fluidez do muco, tornando a secreção menos densa e mais fácil de eliminar.

Quando usar

  • Tosse produtiva (com catarro)
  • Congestão associada à secreção espessa
  • Bronquites, sinusites e doenças respiratórias com muco denso
  • Após infecções respiratórias, quando há “muco residual”

Quando NÃO usar

  • Tosse seca
  • Em pessoas com histórico de alergia à substância
  • Em combinação com antitussígenos (medicamentos que “cortam a tosse”), pois um estimula a eliminação do muco e o outro bloqueia a tosse

Segundo Mariana Castro, “A acetilcisteína não trata a causa da infecção, mas melhora o conforto respiratório e evita complicações decorrentes do muco acumulado.”

 

2. Ibuprofeno: para dor e inflamação

O ibuprofeno pertence à classe dos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs). Age reduzindo dor, febre e inflamação.

Quando usar

  • Dor de garganta inflamatória
  • Dor muscular
  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Sinusites com dor facial
  • Cólicas

Atenção redobrada

  • Pode irritar o estômago
  • Deve ser evitado por pessoas com gastrite severa, insuficiência renal, alergia a AINEs ou uso de anticoagulantes
  • Não deve ser usado junto com outros anti-inflamatórios

 

3. Analgésicos simples: para dor e febre leves

Paracetamol e dipirona são os analgésicos/antitérmicos mais usados no Brasil.

Quando usar

  • Dor de cabeça
  • Febre
  • Dor no corpo
  • Dor leve a moderada que não tem causa inflamatória

Diferenças rápidas

  • Paracetamol: seguro quando respeitada a dose; cuidado com o fígado.
  • Dipirona: eficaz para febre alta; pode causar alergias em casos raros.

 

4. Antigripais: combinação para múltiplos sintomas

Antigripais geralmente combinam analgésico + descongestionante + antihistamínico + cafeína, dependendo da fórmula. Por isso, atuam no alívio simultâneo de vários sintomas.

Quando usar

  • Congestão nasal
  • Dor de cabeça
  • Mal-estar
  • Coriza
  • Febre
  • Sintomas típicos da gripe ou resfriado

Cuidados

  • Nunca combinar com outros analgésicos (risco de duplicar a dose).
  • Pessoas hipertensas devem evitar fórmulas com descongestionantes orais.
  • Podem causar sonolência ou agitação, dependendo do tipo de anti-histamínico.

Mariana Castro alerta: “O maior erro com antigripais é usá-los sem ler o rótulo e combiná-los com outros remédios que contêm as mesmas substâncias. Isso aumenta o risco de sobredose inadvertida.”

 

Quando procurar ajuda médica?

  • Febre que dura mais de 48 horas
  • Falta de ar
  • Dor forte no peito ou no rosto
  • Tosse com sangue
  • Crianças pequenas com piora rápida dos sintomas
  • Pessoas com doenças crônicas que não melhoram com MIPs 

A especialista reforça que a automedicação responsável deve ser baseada em orientação, informação e atenção aos sinais do corpo. “Medicamentos isentos de prescrição são seguros quando usados da maneira correta. Ler a bula, respeitar horários e evitar combinações indevidas são passos fundamentais para um uso responsável”, conclui Mariana Castro.


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