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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Junho Vermelho: queda de 40% nas doações de sangue causa adiamento de cirurgias no Hospital São Paulo

 Estoque opera com apenas 50% da capacidade para os tipos sanguíneos mais críticos e hemocentro tem reserva para apenas um dia

 

No Junho Vermelho, mês de conscientização sobre a importância da doação de sangue, o Hemocentro HSP/Unifesp enfrenta uma redução expressiva nas doações e faz um apelo urgente à população. A queda de 40% no número de doadores já impacta diretamente a assistência prestada pelo Hospital São Paulo e levou ao adiamento de procedimentos cirúrgicos por falta de sangue. O hemocentro faz um apelo para que os demais hospitais abastecidos pela instituição não sejam afetados. 

Somente em maio, 17 procedimentos foram impedidos devido à indisponibilidade de sangue. Em junho, outros quatro precisaram ser suspensos pelo mesmo motivo. Atualmente esses pacientes aguardam disponibilidade de sangue para serem atendidos. 

O Hemocentro é responsável pelo abastecimento de sete hospitais públicos de alta complexidade e coletou apenas 600 bolsas de sangue no último mês, número muito abaixo das 1.500 bolsas necessárias para manter os estoques em níveis seguros. Atualmente, a média é de aproximadamente 240 doadores por semana, quando o ideal seria receber ao menos 400. 

A situação é ainda mais preocupante para os tipos sanguíneos negativos e para o O positivo, que estão em nível crítico desde a primeira semana de maio. Hoje, o estoque desses grupos opera com apenas 50% da capacidade necessária, permitindo o atendimento prioritário de urgências e emergências. 

O abastecimento regular é essencial para garantir o atendimento do Hospital São Paulo (HSP/Unifesp), do Hospital de Transplantes Dr. Euryclides de Jesus Zerbini, conhecido como Hospital Brigadeiro, do Hospital Estadual de Diadema, do Hospital Geral de Guarulhos, do Hospital Geral de Pirajussara, da Fundação Oswaldo Ramos, o Hospital do Rim, e do Hospital da Mulher. Essas unidades recebem pacientes de diferentes regiões do estado e do país para tratamentos de alta complexidade, cirurgias, transplantes e atendimentos de emergência. 

“Estamos atravessando um período extremamente delicado. Hoje temos estoque para apenas um dia e já observamos reflexos diretos na assistência aos pacientes. Cada bolsa de sangue doada pode fazer a diferença para a realização de cirurgias, transplantes, tratamentos oncológicos e atendimentos de emergência. Precisamos que a população se mobilize e compareça para doar o quanto antes”, afirma a diretora do Hemocentro HSP/Unifesp, Dra. Melca Barros. 

Todos os tipos sanguíneos são bem-vindos, mas as doações dos grupos negativos e do tipo O positivo são especialmente necessárias neste momento.
 

Critérios para doar sangue:

Ter entre 16 e 70 anos (menores de idade devem apresentar documento de identidade e autorização dos pais ou responsáveis, disponível no site indicado ao final do texto); 

Pessoas acima de 60 anos precisam já ter doado anteriormente;

Estar com a saúde em dia;

Pesar, no mínimo, 50 kg;

Apresentar documento de identidade oficial com foto, como RG ou CNH;

Não ter ingerido bebida alcoólica pelo menos 12 horas antes da doação;

Não estar em jejum;

Ter dormido bem na noite anterior.
 

Serviço:


O Hemocentro HSP/Unifesp está localizado na Rua Diogo de Faria, número 824, no bairro Vila Clementino, em São Paulo. O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 12h. Mais informações estão disponíveis no site: Link.


Estação Brás da CPTM recebe ação de saúde nesta quinta (11)


Divulgação/CPTM

Em parceria com a Secretaria de Saúde, entre 9h30 e 13h30, será realizada a distribuição de autotestes de HIV, além da oferta de cabine para autotestes com ou sem supervisão

 


Nesta quinta-feira (11/06), das 9h30 às 13h30, a CPTM recebe na Estação Brás uma ação de saúde voltada à prevenção, diagnóstico precoce e conscientização sobre Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs).
 

Durante a atividade, serão distribuídos autotestes de HIV, além da oferta de cabine para que os interessados possam realizar o exame com ou sem supervisão. A ação inclui ainda orientações sobre a PrEP (Profilaxia Pré-Exposição ao HIV), estratégia de prevenção indicada para pessoas com maior vulnerabilidade à exposição ao vírus por meio de relações sexuais.

  

Serviço

Ação de Saúde
Local: Estação Brás (Linhas 10-Turquesa, 11-Coral e 12-Safira)
Data: quinta-feira (11/06)
Horário: das 9h30 às 13h30


Nariz entupido no frio: como saber se é rinite, sinusite, gripe, resfriado ou covid-19?


Confira a tabela comparativa das doenças respiratórias
Central Press


Especialistas reforçam a importância de reconhecer os diferentes sintomas respiratórios mais comuns no inverno e identificar quando o quadro exige atenção médica

 

O tempo esfria e o nariz entope. A congestão nasal pode ser um sintoma comum em casos de rinite, sinusite, resfriado, gripe e covid-19, mas as causas e os tratamentos variam conforme a doença. Entre os quadros mais frequentes está a rinite, considerada uma das alergias mais prevalentes no país. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), a condição afeta cerca de 30% da população brasileira — o equivalente a mais de 84 milhões de pessoas. Como sintomas semelhantes podem estar associados a diferentes condições respiratórias, identificar corretamente a origem do problema desde os primeiros sinais é fundamental para garantir o tratamento adequado e reduzir o risco de agravamento do quadro. Em alguns casos, infecções respiratórias podem evoluir para complicações graves, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados do Ministério da Saúde mostram que, até 18 de abril de 2026, o Brasil registrou 5,5 mil casos de SRAG por influenza e 352 mortes.


A causa do nariz entupido não é sempre a mesma 

"É muito comum o paciente já chegar dizendo 'minha rinite atacou' ou 'estou com sinusite', mas nem todo sintoma nasal significa isso", alerta Nadine Scariot, otorrinolaringologista dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru, em Curitiba (PR). A rinite atinge a mucosa nasal, considerada a parte mais superficial do nariz, e costuma provocar a sensação de nariz que “tranca e destranca” ao longo do dia. “O quadro provoca coceira no nariz, espirros repetidos, olhos lacrimejando e secreção nasal clara, diferente da sinusite, em que a congestão é mais pesada e persistente, acompanhada de pressão no rosto, peso na cabeça e redução do olfato”, explica.

Já no resfriado, a congestão nasal começa de forma leve, com coriza clara e secreção mais espessa à medida que o quadro evolui. A gripe, quando causada pelo vírus Influenza, “costuma se apresentar com febre alta, que surge de forma abrupta, acompanhada de dores musculares intensas e prostração. Às vezes, o paciente mal consegue sair da cama", descreve Nadine. Já na covid-19, a congestão pode estar presente, mas o sinal mais característico é outro. “A perda súbita do olfato chama atenção justamente porque pode ocorrer mesmo sem o nariz entupido”, aponta a médica.


Sinusite pode ser consequência de outros quadros

A sinusite, por outro lado, compromete regiões mais profundas da face, causando acúmulo de secreções. “Muitas vezes, a sinusite aparece depois de um resfriado ou de uma crise alérgica mal controlada. É comum o paciente começar com um quadro viral simples e, em vez de melhorar, evolui com dor facial, congestão persistente e piora dos sintomas”, pontua.


O frio não causa gripe

Um dos principais mitos do inverno é a crença de que tomar vento gelado, sair com o cabelo molhado ou andar descalço é suficiente para “pegar gripe”. A otorrinolaringologista esclarece que o frio, por si só, não provoca infecções respiratórias. Segundo Nadine, as baixas temperaturas e o clima seco favorecem a irritação das vias aéreas e criam condições propícias à circulação do vírus influenza e de outros agentes infecciosos. “A baixa umidade reduz a hidratação natural da mucosa nasal e prejudica a capacidade do nariz de filtrar partículas e alérgenos. Além disso, no inverno, as pessoas passam mais tempo em ambientes fechados, pouco ventilados e em contato com poeira, ácaros e mofo”, explica. 


Sinais de alerta

Todo quadro respiratório merece atenção, mas alguns sinais indicam a necessidade de avaliação médica com urgência. “Falta de ar, febre persistente e piora progressiva do estado geral são sinais que não devem ser ignorados”, alerta Ricardo Gullit, clínico médico dos hospitais São Marcelino Champagnat e Universitário Cajuru. Ele destaca que idosos, crianças e pacientes com doenças respiratórias crônicas fazem parte dos grupos que requerem cuidado redobrado. 


Prevenção

Hábitos simples ajudam a reduzir as crises respiratórias no inverno. Nadine recomenda manter os ambientes ventilados, trocar roupas de cama regularmente, evitar tapetes e cortinas que acumulam poeira. “A lavagem nasal com soro fisiológico também é uma aliada, pois ajuda a fluidificar as secreções e a remover partículas irritantes da mucosa, aliviando o desconforto respiratório”, orienta.

A vacinação reforça a prevenção. “As vacinas têm papel fundamental na prevenção de formas graves de diversas doenças infecciosas. Além de reduzir o risco de complicações e hospitalizações, elas ajudam a proteger os grupos mais vulneráveis e contribuem para a saúde coletiva. Vacinas contra gripe, covid-19, pneumonia e herpes-zóster, entre outras, são ferramentas importantes para a proteção da saúde. Por isso, vale a pena conversar com o médico para avaliar quais vacinas são indicadas e qual o melhor momento para realizá-las”, reforça Gullit.

 

 

Hospital São Marcelino Champagnat


 

Após anos de evidência, CFM libera HIFU como terapia para câncer de próstata

Decisão do Conselho Federal de Medicina (CFM) reconhece o ultrassom focalizado de alta intensidade (HIFU) como procedimento não experimental no país e se apoia no amadurecimento da literatura científica, incluindo estudos com participação do urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, que apontam resultados consistentes em controle oncológico e preservação funcional em pacientes selecionados 

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM), regulamenta a indicação e execução do ultrassom  focado de alta intensidade (HIFU) como alternativa  de tratamento do câncer de próstata localizado. A publicação da norma, ocorrida em 27 de maio de 2026, ocorre após anos de acúmulo de evidências clínicas, entre elas estudos com participação do urologista e cirurgião oncológico Gustavo Cardoso Guimarães, diretor do Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica (IUCR) e coordenador dos Departamentos Cirúrgicos Oncológicos da BP, que ajudaram a sustentar a segurança e a eficácia da tecnologia. A decisão alinha o Brasil ao cenário internacional e consolida o método como parte dos protocolos terapêuticos disponíveis para casos selecionados da doença.

A medida marca uma mudança relevante no entendimento regulatório sobre a tecnologia no país e acompanha a evolução da evidência científica internacional ao longo das últimas duas décadas. O HIFU utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade para promover necrose térmica do tecido tumoral, atingindo temperaturas elevadas e permitindo a destruição precisa das células cancerígenas, com possibilidade de preservação das áreas saudáveis da próstata. “A decisão do CFM reflete um amadurecimento da evidência científica e da experiência clínica acumulada ao longo dos últimos anos. Hoje, temos dados mais consistentes que mostram que o HIFU pode oferecer controle oncológico adequado em pacientes bem selecionados, com menor impacto funcional”, afirma Guimarães. 

A tecnologia é uma modalidade minimamente invasiva e pode ser aplicada tanto em toda a próstata, quanto de forma focal, dependendo da extensão e localização do tumor. O procedimento é realizado com auxílio de imagem em tempo real, permitindo planejamento tridimensional e direcionamento preciso da energia para a área a ser tratada. “A grande vantagem do HIFU está na possibilidade de tratar de forma focal, preservando estruturas importantes relacionadas à continência urinária e à função sexual. Isso pode reduzir significativamente os efeitos colaterais quando comparado a abordagens mais radicais”, explica o especialista.

Evidência clínica e participação brasileira

A consolidação do HIFU como opção terapêutica está diretamente associada ao crescimento da produção científica nos últimos anos, incluindo estudos conduzidos no Brasil e com participação ativa de Guimarães. Um dos trabalhos mais recentes foi publicado em março de 2026 na revista Prostate International, no qual se avaliou 208 pacientes submetidos ao HIFU em um centro brasileiro. O estudo demonstrou que o escore CAPRA é um preditor independente de recorrência bioquímica e falha terapêutica, com capacidade de estratificar risco de forma consistente ao longo do seguimento . Os resultados mostraram sobrevida livre de recorrência em cinco anos de 81,5% para pacientes de baixo risco, 50,7% para risco intermediário e 16,4% para alto risco, reforçando a importância da seleção adequada dos casos.

Outro estudo relevante, publicado em 2025 em periódico internacional especializado em endourologia (Journal of Endourology), analisou 227 pacientes tratados com HIFU de glândula inteira entre 2011 e 2019. Com seguimento mediano de 47 meses, os autores observaram taxas de sobrevida livre de falha de 97% em um ano, 82% em três anos e 75% em cinco anos. A sobrevida livre de metástases em cinco anos foi de 93% e a sobrevida específica por câncer, de 97%. Do ponto de vista funcional, 83% dos pacientes permaneceram continentes, e cerca de 62% mantiveram função erétil suficiente para relação sexual.

Já em 2023, uma revisão de melhores práticas publicada na revista European Urology, com participação de Guimarães, reuniu evidências de 29 estudos internacionais sobre terapias ablativas, incluindo HIFU, com seguimento mediano de até seis anos. A análise indicou que o método apresenta resultados oncológicos intermediários a longo prazo comparáveis a outras modalidades de tratamento, além de altas taxas de preservação da continência urinária, próximas de 96% e manutenção da função erétil em parcela relevante dos pacientes.

Da cautela à incorporação

A decisão atual do CFM representa uma revisão do posicionamento adotado anteriormente. Em 2020, por meio de parecer técnico, o órgão recomendou que o HIFU fosse utilizado apenas em contexto de pesquisa clínica, citando limitações da evidência disponível à época, como a ausência de ensaios clínicos randomizados comparativos e o curto tempo de seguimento. O documento também destacava a heterogeneidade dos estudos, a dificuldade de padronização dos critérios de falha terapêutica e a necessidade de acompanhamento mais prolongado para avaliação da eficácia oncológica. Desde então, o avanço tecnológico, a ampliação das casuísticas e a publicação de estudos mais robustos contribuíram para a reavaliação do método.

Indicação criteriosa e decisão compartilhada

Apesar do reconhecimento como procedimento não experimental, especialistas reforçam que o HIFU não substitui abordagens tradicionais, como cirurgia ou radioterapia e deve ser indicado de forma individualizada. “Não é uma tecnologia para todos os pacientes. O sucesso do tratamento depende de uma seleção adequada, considerando características do tumor, perfil clínico e expectativa do paciente”, afirma Guimarães. Segundo ele, a decisão terapêutica deve ser compartilhada e baseada em discussão detalhada das opções disponíveis. “O HIFU amplia o leque de possibilidades, mas precisa ser utilizado com responsabilidade, dentro de critérios bem definidos”, completa.

Perspectivas

A incorporação do HIFU no Brasil abre caminho para maior disseminação da tecnologia e potencial ampliação do acesso, especialmente em centros especializados. Ao mesmo tempo, há espaço para avanços, incluindo estudos comparativos de longo prazo, padronização de protocolos e definição mais efetiva de critérios de indicação. Com o reconhecimento do CFM, afirma Guimarães, o país passa a acompanhar uma tendência internacional de valorização de terapias menos invasivas, com foco não apenas no controle da doença, mas também na qualidade de vida dos pacientes.

 

 

 

Instituto de Urologia, Oncologia e Cirurgia Robótica Dr. Gustavo Guimarães – IUCR

ONG Mude a Curva realiza 12º mutirão de cirurgias de escoliose em parceria com HCFMB e Medtronic, ampliando acesso a cirurgias de escoliose pelo SUS


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Objetivo é reduzir a fila de espera e ampliar a capacitação médica para o tratamento da escoliose no Brasil   

 

O 12º Mutirão de Cirurgias de Escoliose, realizado pela ONG Mude a Curva - formada por renomados cirurgiões de coluna e que promove essa iniciativa pelo Brasil, acontecerá de 14 a 19 de junho e contará, pela segunda vez, com o apoio do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu - Unesp (HCFMB). 

O mutirão, que tem por objetivo realizar cirurgias corretivas que devolvem qualidade de vida e mobilidade aos pacientes, além de capacitar equipes de ortopedistas e cirurgiões de coluna em hospitais de referência, fortalecendo a rede de atendimento em todo o país, beneficiará nessa edição entre 15 e 20 crianças e adolescentes atendidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A iniciativa terá o apoio da Medtronic pela sétima vez, que doará implantes, insumos e fornecerá equipamentos de alta tecnologia, disponibilizando também equipes técnica e de instrumentação especializadas para o adequado manuseio durante os procedimentos. 

“A iniciativa é fundamental para a nossa rede pública de saúde. O mutirão de escoliose representa cuidado e acolhimento dignos para centenas de pacientes que aguardam por avaliação e tratamento. Trata-se de uma assistência cada vez mais humana, resolutiva e acessível para toda a população”, frisa o Presidente do HCFMB, José Carlos Souza Trindade Filho. 

“Essa parceria é a prova de que a colaboração entre a indústria, a comunidade médica e o sistema público gera resultados impactantes e duradouros. Já são mais de 140 jovens e adolescentes cujas vidas foram transformadas pelo mutirão de cirurgias de escoliose ao longo dos anos. Apoiar projetos que promovem cirurgias complexas no SUS nos enche de orgulho e também reforça nosso compromisso de promover o acesso à tecnologias de ponta no país”, afirma Igor Zanetti, diretor de Acesso de Mercado da Medtronic no Brasil. 

Segundo o Dr. Ricardo Acácio, médico ortopedista especialista em coluna vertebral e membro do projeto Mude a Curva desde o início, a iniciativa vai muito além das cirurgias de escoliose. “O projeto nasceu para reduzir o impacto da longa espera de pacientes do SUS, muitos com risco de agravamento enquanto aguardam tratamento. Totalmente filantrópico, o Mude a Curva só é possível pela união entre médicos, equipes hospitalares, instituições parceiras e o apoio responsável da indústria, que viabiliza tecnologia e recursos avançados em cirurgia da coluna. Para nós, participar dessa iniciativa é devolver esperança e qualidade de vida a pacientes e famílias”, destaca. 

 

Seleção dos pacientes  

Os pacientes submetidos às cirurgias faziam parte da fila de espera do HCFMB. Eles foram avaliados pela equipe médica e classificados em diferentes níveis, que levaram em conta o risco cirúrgico, necessidade de internação em UTI e uso de bolsas de sangue. 

Os pacientes foram selecionados por meio de avaliação presencial da equipe do Mude A Curva no ambulatório do HCFMB e encontros virtuais de discussão dos casos.

 

Sobre a Escoliose  

É um desvio tridimensional da coluna, pode causar dor, deformidade e, em casos graves, comprometer a função pulmonar e cardíaca. A cirurgia corretiva é, muitas vezes, a única solução para evitar a progressão da doença e suas complicações, devolvendo ao paciente a chance de uma vida plena e ativa. 

O mutirão de junho de 2026 reafirma o poder da colaboração para enfrentar os grandes desafios da saúde pública, unindo tecnologia, conhecimento, médico e responsabilidade social para mudar a curva de muitas vidas. 

 


Medtronic 
Mude A Curva – Criado para transformar vidas, o Projeto Mude a Curva é uma organização sem fins lucrativos que combate os impactos severos da escoliose em crianças e adolescentes de todo o Brasil. Por meio de mutirões cirúrgicos e uma grande rede de médicos voluntários, o projeto atua para reduzir o longo tempo de espera por procedimentos no SUS, oferecendo tratamento de excelência e esperança para quem mais precisa. Para conhecer o projeto, apoiar a causa ou acompanhar as próximas ações, acesse Projeto Mude a Curva e acompanhe a ⁠ONG Mude a Curva no Instagram. 


HCFMB


Ceratocone avança silenciosamente e já responde por 7 em cada 10 transplantes de córnea no Brasil;veja 5 sinais de alerta

 

Levantamento aponta aumento de 273% nos transplantes ligados à doença nos últimos 10 anos. Oftalmologista alerta que sintomas iniciais costumam ser confundidos com “mudança de grau”
 

O ceratocone, doença ocular progressiva que afina e deforma a córnea, tem avançado silenciosamente no Brasil e preocupado especialistas. Dados levantados a partir de relatórios da ABTO (Associação Brasileira de Transplante de Órgãos) mostram que o número de brasileiros que chegaram ao estágio crítico da doença e precisaram de transplante de córnea aumentou 273% na última década.

Entre janeiro e março de 2015, o país registrou 13.079 pessoas com necessidade de transplante de córnea, entre pacientes transplantados e inscritos na fila. No mesmo período de 2025, esse número saltou para 35.651 brasileiros. Hoje, o ceratocone já responde por cerca de 7 em cada 10 transplantes de córnea realizados no país.

Durante o Junho Violeta, campanha de conscientização sobre a doença, oftalmologistas reforçam a importância do diagnóstico precoce, principalmente entre adolescentes e adultos jovens, faixa etária em que os primeiros sinais costumam aparecer. “O grande problema é que o ceratocone no início parece apenas um grau comum de miopia ou astigmatismo. Muitas pessoas passam anos trocando óculos sem perceber que existe uma doença progressiva acontecendo na córnea”, explica o oftalmologista Dr. Hallim Féres Neto, diretor da Prisma Visão e membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

O ceratocone faz com que a córnea, estrutura transparente localizada na parte frontal do olho, fique mais fina e assume formato semelhante ao de um cone. Isso provoca distorções visuais progressivas e pode comprometer seriamente a qualidade da visão quando não tratado adequadamente.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimam que aproximadamente 150 mil brasileiros convivam com a doença. Estudos internacionais apontam incidência média de um caso a cada duas mil pessoas, embora especialistas afirmem que os números podem ser ainda maiores devido à ampliação dos exames diagnósticos.

Segundo a Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, entre janeiro e abril de 2024 foram registrados 160 diagnósticos da doença na rede pública estadual. No mesmo período de 2025, o número subiu para 542 casos.


5 sinais que podem indicar ceratocone

  1. Visão borrada mesmo usando óculos
    Um dos sinais mais comuns é a sensação de que os óculos “nunca resolvem totalmente” a visão.
  2. Grau mudando frequentemente
    Trocas frequentes de receita, principalmente aumento do astigmatismo, podem ser um alerta.
  3. Sensibilidade excessiva à luz
    Luzes fortes, brilho intenso e dificuldade para dirigir à noite merecem atenção.
  4. Halos e distorções nas luzes
    Faróis, telas e lâmpadas podem parecer esticados, duplicados ou com halos.
  5. Diferença importante de visão entre os olhos
    Em muitos casos, um olho evolui mais rapidamente que o outro, mascarando a doença no início.


Coçar os olhos pode acelerar a doença

Outro ponto que preocupa os especialistas é o hábito de coçar os olhos, especialmente em pessoas com rinite e alergias oculares.

“Hoje sabemos que coçar os olhos é um dos principais fatores associados à progressão do ceratocone. Muitos estudos mostram uma relação muito forte entre o hábito de esfregar os olhos e o avanço da doença”, afirma Hallim.

O médico explica que o tratamento evoluiu muito nos últimos anos e que o diagnóstico precoce pode evitar situações mais graves. “O crosslinking, que é um procedimento feito com riboflavina e luz ultravioleta, consegue estabilizar a córnea e reduzir em cerca de 90% a necessidade de transplante. Quanto antes diagnosticarmos, maior a chance de preservar a visão do paciente”, destaca.

Nos casos mais avançados, o tratamento pode incluir lentes especiais, implante de anel intracorneano e, em situações extremas, transplante de córnea. 



Dr. Hallim Féres Neto - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: Link

 

Até 45% dos profissionais da saúde relatam barreiras para denunciar falhas em hospitais


Falhas na troca de informações entre equipes de saúde, dimensionamento de equipes, sobrecarga dos profissionais e dificuldades na comunicação ainda estão entre os principais desafios enfrentados pelos hospitais brasileiros. É o que mostra o levantamento nacional sobre cultura de segurança do paciente realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Os dados fazem parte do Painel Analítico de Cultura de Segurança do Paciente, considerado atualmente uma das maiores bases nacionais sobre segurança hospitalar. Lançado em 27 de abril de 2026, o sistema reúne quase 200 mil respostas de profissionais da saúde coletadas em mais de 1,1 mil avaliações realizadas em hospitais de todo o país.

 

A pesquisa reflete a situação da Cultura de Segurança no Brasil, com um escore global de cultura de segurança em 63.8%. Entre os indicadores mais críticos do levantamento está o item “problemas em mudanças de turno e transições entre unidades e serviços”, que registrou apenas 52,6% de respostas positivas. Na prática, o dado mostra que quase a metade dos profissionais percebe falhas na transferência de informações e cuidados entre equipes e setores hospitalares - um dos momentos considerados mais sensíveis para ocorrência de falhas assistenciais.

 

O Instituto Brasileiro de Direito do Paciente (IBDPAC) enfatiza que falhas de comunicação, especialmente durante trocas de plantão, admissões de pacientes e transferências entre setores ou instituições podem comprometer a segurança assistencial. Essas falhas dificultam a educação para a alta, a definição de processos clínicos, a tomada de decisão, o diagnóstico e a adoção de condutas em tempo oportuno, aumentando os riscos e danos evitáveis.

 

A pesquisa também identificou fragilidades na forma como os hospitais lidam com falhas assistenciais. O indicador de "resposta institucional aos erros" registrou apenas 5,4% de respostas positivas, o que sugere uma clara dificuldade das instituições em transformar falhas em aprendizado organizacional. Esse cenário se reflete diretamente no comportamento das equipes: estima-se que entre 50% e 70% dos erros deixem de ser notificados por receio de processos judiciais ou represálias.

 

"A maioria dos profissionais não tem segurança suficiente para comunicar falhas por receio de sofrer retaliação e principalmente por falta de políticas institucionais claras ou mesmo falta de segurança psicológica, com ambientes seguros para que possam relatar erros, pedir ajuda, falar de dúvidas, criticar um processo frágil”, ressalta a diretora do IBDPAC, Claudia Matias. A cultura punitiva é outro dado da pesquisa que chama a atenção, com 33.5% de resultado para a percepção de resposta não punitiva quando erros ocorrem.

 

“Esse contexto não auxilia, ao contrário, pode contribuir para que problemas e falhas sejam ocultados e agravados. Quando não há uma forte diretriz institucional e apoio das lideranças, o medo e o silêncio tendem a predominar, com aumento de omissões, o que certamente pode comprometer a segurança do paciente”, reafirma a diretora.

 

A especialista destaca que o gerenciamento de riscos em saúde não depende exclusivamente dos profissionais, mas de estruturas organizacionais estruturadas, processos bem definidos, riscos mapeados, sistemas de barreiras efetivas e uma cultura voltada à prevenção e ao aprendizado contínuo.

 

Como alternativa para reduzir as mais de 480 mil falhas assistenciais registradas anualmente no Brasil, especialistas defendem a adoção de modelo não punitivo e baseado na chamada Cultura Justa, que busca equilibrar responsabilidade individual e aprendizado organizacional. “Instituições que promovem transparência, canais de escuta e ambientes seguros para discussão de erros e problemas tendem a aumentar as notificações de incidentes. Isso fortalece a capacidade de aprendizado, previne recorrências e aumenta a resiliência dos sistemas de saúde, contribuindo para a redução de eventos adversos - danos evitáveis aos pacientes”, ressalta Claudia.

 

Outro ponto considerado estratégico foi o de abertura para comunicação, que apresentou índices entre 55% e 58%. O indicador indica o quanto os profissionais têm liberdade e confiança para relatar riscos, questionar decisões e apontar problemas dentro das organizações.

 

“É fundamental criar ambientes em que as pessoas possam falar sobre falhas, riscos e oportunidades de melhoria, sem medo de represálias. Isso exige líderes preparados para promover confiança, aprendizado e fortalecimento da cultura de segurança, em todos os níveis da organização.”

 

Nova cultura necessária - Os dados também demonstram que os hospitais brasileiros vêm ampliando esforços relacionados à qualidade assistencial, segurança do paciente e melhoria contínua dos processos.

 

Com mais de três décadas de atuação na gestão hospitalar, a diretora destaca importantes marcos históricos da segurança do paciente, como a criação da Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2004, e a instituição do Programa Nacional de Segurança do Paciente (PNSP), por meio da Portaria nº 529 do Ministério da Saúde, em 2013.

 

Recentemente, o tema ganhou ainda mais relevância com a promulgação da Lei nº 15.378/2026 - Estatuto dos Direitos do Paciente, que reforça os direitos relacionados à informação clara, comunicação adequada, transparência, segurança assistencial e participação do paciente nas decisões sobre seu próprio tratamento.  Para a diretora, a nova legislação chega em momento mais que especial e vem impulsionar mudanças importantes na cultura das organizações de saúde.

 

“Esta pesquisa dialoga diretamente com os desafios contemplados pela nova legislação. Falhas de comunicação, problemas nas transições de cuidado e dificuldades na gestão de erros estão entre os fatores mais relevantes para a segurança do paciente e para a efetivação do direito relacionado ao acesso a cuidados em saúde de qualidade, em tempo oportuno, em instalações adequadas e ser atendido por profissionais capacitados”, afirma Claudia.

 

“O Estatuto dos Direitos do Paciente representa uma oportunidade para acelerar investimentos em governança clínica, capacitação profissional, protocolos de segurança e melhoria da comunicação entre equipes e pacientes. A governança das instituições públicas e privadas será determinante para fortalecer estruturas, desenvolver competências e consolidar uma cultura de segurança capaz de gerar benefícios para pacientes, profissionais e organizações”, conclui.

 

Dia Mundial da Esteatose Hepática: epidemia silenciosa de gordura no fígado afeta 1 em cada 3 pessoas e segue sem diagnóstico

  • Silenciosa e potencialmente grave: a esteatose hepática já atinge milhões de pessoas no Brasil e no mundo, mas muitos casos ainda não são diagnosticados ou tratados. No Dia Mundial da Esteatose Hepática (11/06), o alerta é para a necessidade de cuidar do fígado e reconhecer os avanços científicos no tratamento da doença
  • Novas evidências científicas mostram avanços relevantes no tratamento da doença, reforçando a importância do acompanhamento médico e do cuidado integral com o fígado
  • Dados do estudo ESSENCE apresentados no Congresso Europeu de Hepatologia (EASL) 2026 demonstram que os benefícios da semaglutida biológica se estendem de forma ampla, reforçando seu potencial para atender todo o espectro de pessoas que vivem com gordura no fígado

 

No Dia Mundial da Esteatose Hepática, lembrado em 11 de junho, especialistas reforçam o alerta para uma das doenças crônicas mais prevalentes, mas pouco diagnosticada ou valorizada: a gordura no fígado. Estima-se que cerca de 30% da população mundial viva com algum grau de esteatose hepática, muitas vezes sem apresentar sintomas, o que faz com que a condição seja conhecida como uma verdadeira epidemia silenciosa, sem tratamentos disponíveis até muito recentemente.

No Brasil, o cenário acompanha a tendência global, impulsionado principalmente pelo aumento na população com sobrepeso, obesidade e diabetes tipo 2. A gordura no fígado pode evoluir para quadros mais graves, como a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH), caracterizada por inflamação do fígado, podendo evoluir com cicatrizes (fibrose), aumentando o risco de cirrose, insuficiência hepática, câncer hepático e necessidade de transplante. 

Apesar dos altos números de casos, até nove em cada dez pacientes com gordura no fígado com inflamação permanecem sem diagnóstico, o que reforça a importância da conscientização, do acompanhamento médico regular e da avaliação da saúde do fígado, especialmente entre pessoas com fatores de risco metabólicos. 

Claudia de Oliveira, médica hepatologista e professora associada do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, reforça que hábitos saudáveis são fundamentais para a prevenção e o manejo da gordura no fígado, mas que, em alguns casos, é necessário um suporte maior. “A alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, controle do peso, do colesterol e da glicemia são medidas importantes para o controle do nível da gordura no fígado. No entanto, em alguns casos, essas medidas precisam ser associadas a um tratamento médico adequado e baseado em evidências científicas”, explica a especialista. 

Nesse contexto, avanços recentes na medicina têm ampliado as opções terapêuticas para uma condição que, até pouco tempo, não contava com tratamentos aprovados. Hoje, no Brasil, Wegovy® (semaglutida biológica injetável 2,4 mg) e Poviztra® são atualmente os únicos medicamentos aprovados pela Anvisa para o tratamento da gordura no fígado com inflamação, representando um avanço relevante no cuidado de uma doença historicamente negligenciada.

 

 divulgação Novo Nordisk

Avanços científicos: semaglutida e o tratamento da gordura no fígado com inflamação

Análises do estudo clínico de Fase 3, apresentadas no último Congresso da European Association for the Study of the Liver (EASL 2026), demonstram que a semaglutida biológica apresenta benefícios na redução da inflamação e da fibrose hepáticas em pacientes com gordura no fígado, além de um perfil de segurança hepática favorável, inclusive em populações mais vulneráveis.

Dados também mostram que os benefícios da semaglutida se estendem a diferentes perfis de pacientes, incluindo mulheres na menopausa e populações asiáticas, reforçando seu potencial para enfrentar uma condição que afeta pessoas de forma diversa ao redor do mundo. 

“O diagnóstico precoce e o acompanhamento médico são fundamentais para interromper a progressão da doença e evitar complicações graves. Graças aos avanços científicos, hoje, já contamos com opções terapêuticas que podem mudar o curso da condição”, complementa Fernanda Canedo, hepatologista e gerente médica da Novo Nordisk.

 

Sobre a esteato-hepatite associada à disfunção metabólica (MASH)

A MASH é uma doença metabólica grave e progressiva que afeta o fígado e pode ser fatal se não for adequadamente manejada6. Mais de 250 milhões de pessoas vivem com MASH¹, e estima-se que o número de indivíduos em estágios avançados da doença aumente mais de 160% entre 2015 e 20307. Entre as pessoas que vivem com sobrepeso ou obesidade, mais de uma em cada três também apresenta MASH8. E, entre aquelas que atualmente vivem com MASH, mais de 40% têm diabetes tipo 2 e mais de 8 em cada 10 também vivem com obesidade9. As pessoas que vivem com MASH frequentemente apresentam diversas comorbidades relacionadas à saúde10, como a doença cardiovascular, que se agrava a cada estágio da MASH e é a principal causa de morte nessa população11,12. Devido à presença de poucos sintomas e à sua natureza inespecífica nos estágios iniciais6, cerca de 90% das pessoas com MASH permanecem sem diagnóstico13. Quando a MASH evolui para estágios mais avançados, há aumento da mortalidade e da morbidade, incluindo o risco de cirrose, câncer de fígado e a necessidade de transplante hepático14.

 

Sobre Wegovy®

No Brasil, Wegovy® (semaglutida injetável) 2,4 mg é indicado como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m2 (obesidade) ou em adultos com IMC ≥27 kg/m2 (sobrepeso) na presença de pelo menos uma comorbidade relacionada. Também é indicado para pacientes a partir de 12 anos com IMC inicial no percentil 95 ou superior para a idade e gênero (obesidade) e peso corporal acima de 60 kg. Trata-se do primeiro análogo de GLP-1 semanal aprovado pela Anvisa para tratar pessoas com obesidade e sobrepeso com ao menos uma comorbidade relacionada, além de primeiro e único tratamento aprovado para o tratamento de gordura no fígado com inflamação em adultos e para proteção cardiovascular em pessoas com sobrepeso e obesidade. A dose de 7,2 mg de Wegovy® (semaglutida injetável) foi aprovada pela Anvisa e é indicada como complemento a uma dieta com redução calórica e aumento da atividade física para controle de peso em adultos com IMC ≥30 kg/m2 (obesidade). Além disso, neste momento, está em aprovação da Anvisa, no Brasil, o pedido de nova forma oral de semaglutida na dosagem de 25 mg com uso diário para mais uma opção para o tratamento do sobrepeso e obesidade. 



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Referências:

  1. Younossi ZM, Golabi P, Paik JM, Henry A, Van Dongen C, Henry L. The global epidemiology of nonalcoholic fatty liver disease (NAFLD) and nonalcoholic steatohepatitis (NASH): a systematic review. Hepatology. 2023 Apr 1;77(4):1335–47.
  2. Gill MG, Majumdar A. Metabolic associated fatty liver disease: addressing a new era in liver transplantation. World J Hepatol. 2020 Dec 27;12(12):1168
  3. Newsome PN. Semaglutide shows favourable safety across subgroups and a positive hepatic safety profile: findings from ESSENCE part 1. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-749; Presentation FRI-182.
  4. Abdelmalek MF. Semaglutide provides liver health-related benefits in menopausal women living with MASH: a post hoc analysis of the ESSENCE trial part 1. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-736; Presentation FRI-139.
  5. Nakajima A. Efficacy and safety of semaglutide 2.4 mg in the Japanese subgroup of the ESSENCE study. Poster presented at: EASL Congress 2026; May 27-30, 2026; Barcelona, Spain. Abstract REG26-1081; Presentation FRI-181.
  6. Allen AM, Charlton M, Cusi K, et al. Guideline-based management of metabolic dysfunction-associated steatotic liver disease in the primary care setting. Postgrad Med. 2024;136(3):229-245.
  7. Estes C, Razavi H, Loomba R, Younossi Z, Sanyal AJ. Modeling the epidemic of nonalcoholic fatty liver disease demonstrates an exponential increase in burden of disease. Hepatology. 2018; 67(1):123-133.
  8. Quek J, Chan KE, Wong ZY, et al. Global prevalence of non-alcoholic fatty liver disease and non-alcoholic steatohepatitis in the overweight and obese population: a systematic review and meta-analysis. Lancet Gastroenterol Hepatol. 2023;8(1):20-30.
  9. Miao L, Targher G, Byrne CD, Cao Y-Y, Zheng M-H. Current status and future trends of the global burden of MASLD. Trends Endocrinol Metab. 2024;35:697-707.
  10. Muthiah MD, Cheng Han N, Sanyal AJ. A clinical overview of non-alcoholic fatty liver disease: a guide to diagnosis, the clinical features, and complications—What the non-specialist needs to know. Diabetes Obes Metab. 2022;24 (Suppl 2:3-14).
  11. Vanni E, Marengo A, Mezzabotta L, Bugianesi E. Systemic complications of nonalcoholic fatty liver disease: when the liver is not an innocent bystander. Semin Liver Dis. 2015;35(3):236-249.
  12. Schattenberg JM, Lazarus JV, Newsome, PN et al. Disease burden and economic impact of diagnosed non-alcoholic steatohepatitis in five European countries in 2018: a cost-of-illness analysis. Liver Int. 2021;41(6):1227-1242.
  13. Ekstedt M, Hagström H, Nasr P, et al. Fibrosis stage is the strongest predictor for disease-specific mortality in NAFLD after up to 33 years of follow-up. Hepatology. 2015;61(5):1547-1554.
  14.  Kugelmas M, Noureddin M, Gunn N, et al. The use of current knowledge and non-invasive testing modalities for predicting at-risk non-alcoholic steatohepatitis and assessing fibrosis. Liver Int. 2023;43(5):964-974.

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Frio aumenta o risco de infarto e AVC e exige atenção redobrada com a saúde cardiovascular

Especialista alerta que as baixas temperaturas provocam alterações no organismo que podem sobrecarregar o coração, especialmente entre pessoas com fatores de risco

 

A chegada das baixas temperaturas traz um alerta importante para a saúde cardiovascular. Durante o inverno, o organismo precisa trabalhar mais para manter a temperatura corporal, provocando alterações que podem aumentar o risco de infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), especialmente entre pessoas que já possuem fatores de risco, como hipertensão, diabetes, obesidade e histórico de doenças cardíacas.

De acordo com o médico cardiologista e docente da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Marcos Vieira, o principal impacto do frio ocorre nos vasos sanguíneos. “Quando a temperatura cai, o organismo promove uma contração dos vasos para preservar o calor corporal. Esse mecanismo, chamado vasoconstrição, eleva a pressão arterial e aumenta o esforço que o coração precisa fazer para bombear o sangue, o que pode desencadear eventos cardiovasculares em pessoas mais vulneráveis”, explica.

Estudos e levantamentos realizados por instituições de saúde indicam que os casos de infarto e AVC tendem a aumentar durante os meses mais frios do ano. Isso ocorre porque, além da elevação da pressão arterial, o sangue pode se tornar mais propenso à formação de coágulos, aumentando o risco de obstruções nos vasos sanguíneos.

Outro fator que contribui para esse cenário é a mudança de hábitos comum no inverno. “Muitas pessoas reduzem a prática de atividades físicas, ingerem menos água e passam a consumir alimentos mais calóricos. Quando esses comportamentos se somam aos efeitos do frio sobre o organismo, o risco cardiovascular pode aumentar significativamente”, destaca o Dr. Marcos.

O médico cardiologista ressalta que idosos e pacientes com doenças cardiovasculares pré-existentes devem ter atenção especial nesta época do ano. “É fundamental manter o uso correto das medicações, não interromper a prática de exercícios físicos e procurar atendimento imediatamente ao perceber sintomas como dor no peito, falta de ar, palpitações, tontura ou perda repentina de força em um dos lados do corpo”, orienta.

Para reduzir os riscos, o especialista recomenda manter uma alimentação equilibrada, hidratar-se adequadamente, utilizar roupas adequadas para se proteger do frio e realizar acompanhamento médico regular. “O frio não causa diretamente um infarto ou um AVC, mas pode atuar como um gatilho em pessoas que já apresentam fatores de risco. Por isso, a prevenção e o cuidado contínuo com a saúde são fundamentais durante todo o ano”, conclui o Dr. Marcos, médico cardiologista e docente da Afya de Pato Branco.

 

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