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sexta-feira, 5 de dezembro de 2025

Controle dos fatores de risco de doenças cardiovasculares pode ser desafiador

Falta de conhecimento, tempo ou condições socioeconômicas dificultam o manejo

 

Que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no país já não é novidade, mas o alarme vem ao saber que os fatores de risco para desenvolvê-las são modificáveis. Entretanto, rotina agitada, falta de conhecimento sobre nutrição, dificuldades emocionais, e até mesmo condições socioeconômicas desfavoráveis podem tornar o controle uma tarefa desafiadora. 

Consequentemente, muitas pessoas acabam desenvolvendo doenças cardiovasculares, mesmo cientes dos riscos que correm. Por não terem o hábito de realizar exames preventivos e check-ups, geralmente, procuram um médico apenas em estágios tardios, quando começam a ter sintomas. “Com isso, perde-se a oportunidade de orientar o paciente sobre os melhores hábitos, de detectar e tratar a enfermidade precocemente e de obter uma melhor qualidade de vida”, explica Dr. Nathan Soubihe, cardiologista do Hcor. 

Segundo a OMS, 80% das doenças que afetam o coração são ocasionadas por fatores que podem ser controlados e modificados com uma rotina mais saudável. “Neste contexto, o papel dos profissionais de saúde se torna essencial para ajudar as pessoas a entenderem melhor sua condição, a personalizar os tratamentos de acordo com suas necessidades e a apoiá-las ao longo da jornada de recuperação”, ressalta. 

Ainda que as pessoas possam se beneficiar de mudanças comportamentais, poucas aderem às boas práticas, conforme revelou o estudo NEAT (The NEtwork to Control ATherothrombosis), publicado pelo Scientific Reports do grupo Nature. Os achados mostram que apenas 0,3% dos pacientes com aterotrombose aderem à prevenção secundária que reduz o risco cardiovascular, o que inclui controle do colesterol, da pressão arterial e do peso, prática de atividade física e cessação do tabagismo. 

Apesar de o controle dos fatores de risco parecer ser uma tarefa impossível, manejá-los com o auxílio de uma equipe multidisciplinar e com o tratamento individualizado, pode ser a chave para uma vida mais saudável. “Médicos, nutricionistas, fisioterapeutas e psicólogos são fundamentais para ajudar as pessoas a entenderem melhor sua condição, a personalizar os tratamentos de acordo com suas necessidades e a apoiá-las ao longo da jornada de recuperação. Ao invés de um simples foco em medidas genéricas, esses profissionais podem criar planos de ação adaptados à realidade de cada paciente, oferecendo suporte contínuo e educação em saúde”, conta.

 

Hcor

 

Tirzepatida falsificada expõe mercado bilionário em torno das “canetas emagrecedoras”, alerta médico da SBEM

A tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro®, tornou-se um dos medicamentos mais potentes para emagrecimento e controle do diabetes, mas também gerou um mercado clandestino bilionário no Brasil. Investigações da Anvisa e da Polícia Federal revelaram produção e venda de produtos falsificados, enquanto a indústria original domina o mercado global, sem concorrentes à altura, com cifras e influência inéditas.

 

A tirzepatida foi aprovada pelo FDA (agência americana de medicamentos) em 2022 e rapidamente reconhecida por sua eficácia no controle do diabetes tipo 2 e na redução de peso. 

Estudos clínicos de fase 3 demonstraram perda de peso média de até 20% em pacientes com obesidade, quando usada em protocolos rigorosos, combinada com dieta e exercícios.

Além disso, pesquisas indicam efeitos positivos em metabolismo, controle de glicemia e redução de inflamação sistêmica.

 

O monopólio absoluto da tirzepatida

Globalmente, a tirzepatida (Mounjaro® e marcas relacionadas) representa uma parcela significativa da receita da fabricante, com vendas de cerca de 10 bilhões de dólares em apenas três meses. Em um post do Dr. Adriano Faustino em suas redes sociais, ele menciona que a indústria por trás do Mounjaro teria atingido 1 trilhão de dólares em valor de mercado, reforçando a dimensão econômica e o poder da franquia. Sem concorrentes diretos atualmente, a tirzepatida mantém controle absoluto sobre o setor, consolidando um monopólio que influencia preços, estratégias comerciais e distribuição. 

O problema não é a tirzepatida, é o uso irresponsável. O que estamos vendo é um medicamento extremamente potente sendo transformado em atalho. Isso é perigoso. A tirzepatida não é, e nunca foi, um recurso para ser usado sem critérios”, esclarece Dr. Adriano Faustino - médico nutrólogo, especialista em medicina integrativa e funcional e diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO).

 

Mercado clandestino no Brasil

Operações policiais identificaram laboratórios improvisados, clínicas estéticas e influenciadores digitais envolvidos na produção e venda de tirzepatida falsificada. Foram cumpridos 24 mandados de busca e apreensão em quatro estados, incluindo a apreensão de jatinho, carros de luxo e relógios de alto valor, evidenciando a dimensão do negócio paralelo. Produtos clandestinos podem conter doses incorretas, contaminantes microbianos ou ausência total do princípio ativo, oferecendo risco grave à saúde. 

A pessoa que recebe um produto fora da cadeia regulada está literalmente submetendo seu corpo a um experimento sem controle”, alerta Dr. Adriano Faustino.

 

Impactos clínicos do uso inadequado

Pacientes que utilizam tirzepatida sem acompanhamento médico enfrentam riscos clínicos sérios. Estudos e relatos indicam que até 82% podem perder massa muscular significativa, e ao interromper o tratamento, recuperar predominantemente gordura corporal. A ausência de protocolo médico adequado aumenta também o risco de hipoglicemia, alterações digestivas e falha terapêutica. 

O médico enfatiza: “a tirzepatida abre uma janela metabólica; se o paciente não a atravessa com dieta, sono e exercício, o remédio vira paliativo temporário”.

 

Potencial terapêutico e limitações

Além do emagrecimento, a tirzepatida apresenta efeitos promissores: melhora metabólica, redução de inflamação, impacto positivo em doenças hepáticas, diabetes, lipedema e potencial em alguns tipos de câncer. Estudos científicos indicam que o medicamento atua em múltiplas vias hormonais e metabólicas, reforçando sua eficácia quando associado a mudanças de estilo de vida. Contudo, nenhum efeito é pleno sem acompanhamento médico e hábitos saudáveis. 

Há potencial terapêutico real, mas não é solução mágica — e tem riscos quando mal usado”, esclarece Dr. Adriano Faustino.


Alerta de especialistas

O crescimento do mercado paralelo e a ausência de concorrentes reforçam a necessidade de supervisão médica rigorosa. Influenciadores digitais que promovem uso sem protocolo aumentam o risco de efeitos adversos e perpetuam a desinformação. 

Quando há tanto dinheiro em jogo, aumenta a pressão para monopólio de mercado e para práticas que não priorizam a saúde pública”, reforça Dr. Adriano Faustino.


Impactos econômicos e sociais

A tirzepatida, ao criar um mercado bilionário, impacta não apenas pacientes, mas toda a cadeia farmacêutica. O monopólio permite controle de preços e distribuição, enquanto a alta demanda e o marketing digital agressivo criam vulnerabilidade para consumidores leigos. O mercado clandestino expõe riscos sociais e sanitários, desde golpes digitais a acidentes de saúde decorrentes de produtos falsificados.

 

Recomendações práticas

·       Verificar a procedência do produto, exigindo nota fiscal de farmácias ou clínicas credenciadas.

·       Desconfiar de ofertas “baratas” em redes sociais.

·       Priorizar acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida para qualquer tratamento com tirzepatida. 

Com monopólio consolidado e ausência de concorrentes, a tirzepatida se mantém como a única opção potente desse tipo no mercado, reforçando a importância de cautela, supervisão médica e segurança do paciente. 

O paciente deve entender que não existe atalho seguro: acompanhamento médico, estilo de vida adequado e atenção à procedência do medicamento são fundamentais para qualquer resultado efetivo e seguro", conclui Dr. Faustino.

 

 

Dr. Adriano Faustino - * Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); * Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; * Formação em Geriatria, Nutrologia, Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; * Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; * Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; * Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); * Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); * Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas; * Desenvolvedor do Protocolo C.A.U.S.A. – Câncer, Autocuidado, Unidade, Saúde e Ação; * Pregador e professor de Escola Bíblica Dominical desde 2001; * Autor do livro Cientificamente Divino – Princípios bíblicos e científicos para uma saúde máxima.



Anvisa proíbe fabricação de três suplementos irregulares no Brasil; especialistas alertam para riscos hepáticos e intoxicações

Proibição reforça que “natural” não é sinônimo de seguro; especialistas explicam como suplementos sem controle podem desencadear lesões hepáticas e intoxicações 

 

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta terça-feira (2/12), a fabricação, venda e consumo de três suplementos no país, determinando a apreensão imediata dos produtos. Entre eles está o Erenobis, que continha ora-pro-nóbis, ingrediente vetado desde abril de 2025 por falta de evidências de segurança e eficácia. Também foram retirados do mercado o Prostatril, que usava falsamente um registro da Anvisa, e o Óliver Turbo, que atribuía efeitos terapêuticos proibidos para suplementos, como melhora de foco e desempenho nos estudos.

Suplementos sem controle de qualidade são uma das principais causas de lesões hepáticas induzidas por substâncias químicas. Segundo Dra. Patrícia Almeida hepatologista, da Sociedade Brasileira de Hepatologia, esses produtos podem desencadear quadros graves. “Suplementos sem controle de qualidade ou com composição desconhecida podem causar DILI, levando a hepatite tóxica aguda, colestase, insuficiência hepática com necessidade de transplante urgente, além de hepatite crônica e até cirrose quando o uso é contínuo.”

A médica explica que o dano ocorre porque tais produtos podem gerar estresse oxidativo, lesão mitocondrial e produção de metabólitos tóxicos, mecanismos semelhantes aos observados em intoxicações por medicamentos.


Natural não é sinônimo de seguro

Muitos consumidores acreditam que suplementos naturais são inofensivos, mas a hepatologista destaca que isso é um mito perigoso. “Natural não significa seguro. Pois, existem plantas naturalmente tóxicas ao fígado e muitas fórmulas são adulteradas com substâncias farmacológicas como anabolizantes, efedrina ou sibutramina. Além disso, não há padronização de dose, e eles podem conter metais pesados,” esclarece a médica.

Os primeiros sintomas de dano hepático tendem a ser discretos e facilmente confundidos com outras condições. “Mal-estar, fadiga intensa, náuseas, perda de apetite, urina escura, icterícia e coceira são sinais que devem acender alerta. Nos exames, é comum encontrar elevação de enzimas como ALT, AST, FA e GGT”, explica a hepatologista.


Riscos nutricionais e metabólicos

“Suplementos sem registro podem conter ingredientes proibidos, concentrações inadequadas, microrganismos, metais pesados e até fármacos escondidos no rótulo. Isso coloca o consumidor em risco de intoxicações, alergias, sobrecarga hepática e renal, além de interações perigosas com medicamentos.” Comenta Amanda Figueiredo Nutricionista Clínica pela USP.

Ela explica ainda o risco específico do ora-pro-nóbis industrializado, encontrado em um dos suplementos retirados do mercado. “Quando um ingrediente não é autorizado pela Anvisa, significa que não há comprovação científica suficiente sobre segurança e dose adequada. No caso do ora-pro-nóbis industrializado, isso inclui risco de toxicidade, efeitos gastrointestinais, alergias e sobrecarga hepática”.


Como identificar reações adversas

Dor de cabeça, náuseas, alterações no apetite, palpitações, diarreia, erupções na pele e mal-estar podem indicar reações ao suplemento. “Em casos mais graves, icterícia, urina escura e fadiga intensa podem sugerir lesão hepática. Ao notar sintomas após iniciar um suplemento, é preciso suspender imediatamente e buscar avaliação”, explica Amanda Figueiredo.


Orientações antes de suplementar

É fundamental fazer avaliação clínica e nutricional, realizar exames, verificar interações medicamentosas e confirmar qualidade e procedência do produto. “Suplemento não substitui alimentação adequada e não deve ser usado para compensar erros alimentares”, reforça a nutricionista.

Ela acrescenta. “Desconfie de promessas de emagrecimento rápido, cura ou aumento de performance, isso nunca é permitido em suplementos.”

A hepatologista Patrícia Almeida também sugere um checklist prático ao avaliar um rótulo: registro válido, CNPJ, lista completa de ingredientes, concentração exata dos ativos, ausência de alegações milagrosas e número de lote e validade.  



Amanda Figueiredo Nutricionista - Nutricionista clínica formada pela USP, pós-graduada em Saúde da Mulher e Reprodução Humana pela PUC e também especialista em emagrecimento e nutrição estética. Atende presencialmente em São Paulo e online para o mundo todo.Tem como foco o acompanhamento nutricional de mulheres em todas as fases da vida.Site: https://www.amandafigueiredo.com.br/
nutriamandafig


Dezembro Laranja reforça a importância da prevenção ao câncer de pele

Especialista em cirurgia dermatológica e estética médica avançada alerta para cuidados diários e atenção aos sinais da pele 

 

O Dezembro Laranja, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de pele, reforça anualmente a importância da fotoproteção contínua e da detecção precoce. A iniciativa destaca que pequenas mudanças na rotina podem reduzir significativamente o risco da doença — o tipo de câncer mais comum no Brasil.

Segundo a Dra. Elisa Parra, cirurgiã e especialista em cirurgia dermatológica, o uso diário do filtro solar é um dos pilares dessa prevenção, independentemente do clima ou da exposição direta ao sol.

“Tanto a radiação UVA quanto a UVB atingem nossa pele mesmo quando o sol não aparece. A UVA atravessa nuvens e vidros, está presente o dia todo e é a principal responsável pelo envelhecimento precoce e pelas mutações de longo prazo. Já a UVB causa queimaduras e danos diretos ao DNA. Por isso, a fotoproteção deve ser contínua”, explica.

Com o aumento das atividades físicas ao ar livre — como corrida de rua, ciclismo, caminhada, treinos em parques, esportes urbanos e até modalidades como triathlon — o cuidado precisa ser redobrado.

“Hoje em dia, a prática de atividades ao ar livre está em alta, e mesmo longe de praia ou campo, qualquer exposição prolongada nesses ambientes exige ainda mais atenção. No verão, então, o protetor solar se torna absolutamente imprescindível”, alerta a médica.

Dra. Elisa também reforça um princípio que sempre compartilhou com seus pacientes:

“O melhor filtro solar é aquele que você usa todos os dias.”

Ela explica que atualmente existe uma grande variedade de protetores no mercado, o que facilita muito a adesão: opções para pele oleosa, resistente à água para quem pratica atividade física, versões com base, com cor, texturas diferentes e formulações específicas para cada necessidade. “Hoje não tem mais desculpa — existem inúmeros tipos de filtros solares, e o médico saberá indicar aquele com melhor fotoproteção e ideal para o seu tipo de pele.”

A especialista lembra que grande parte das falhas na proteção acontece por erros simples, como aplicar pouca quantidade, não reaplicar o produto ou restringir o uso aos dias de sol. Entre os equívocos mais comuns estão: usar menos protetor que o necessário — o ideal são “três dedos cheios” por aplicação —, esquecer regiões como orelhas, colo e mãos, confiar apenas em maquiagem com FPS e manter produtos vencidos ou armazenados de forma incorreta.

Além da prevenção diária, as consultas e procedimentos estéticos ajudam na detecção precoce.

“Durante a consulta, examino cada paciente, avalio rotina, riscos e fototipo. Isso permite analisar pintas com dermatoscopia e, quando necessário, indicar uma biópsia. Muitas vezes, uma lesão aparentemente estética retorna com diagnóstico positivo, e conseguimos tratar com efetividade justamente por ter investigado cedo”, explica.

Nesta época de maior exposição solar, alguns sinais merecem atenção imediata: pintas que mudam de cor, formato ou tamanho; lesões assimétricas ou com bordas irregulares; manchas escuras que crescem; feridas que não cicatrizam; áreas que sangram, coçam ou descamam persistentemente; além de qualquer alteração repentina que o paciente não apresentava antes.

Para finalizar, a médica reforça:

“Siga sempre as orientações da sua médica para garantir a proteção ideal para o seu tipo de pele. Fotoproteção diária e acompanhamento profissional são essenciais para prevenir e diagnosticar o câncer de pele precocemente.”

  

Elisa Tripoloni Parra - médica cirurgiã formada pela Santa Casa de Santos, com pós-graduação em Cirurgia Dermatológica e Medicina Integrativa. Há mais de sete anos, atua com Estética Médica Avançada, sempre com foco em saúde, bem-estar e longevidade. Seu trabalho se destaca pelo uso de procedimentos minimamente invasivos e abordagens regenerativas para promover resultados naturais e uma melhor qualidade de vida aos pacientes.



Saiba como evitar a ressaca nas festas de fim de ano (e como se recuperar caso você já tenha exagerado)

Final de ano chegou e, com ele, os happy hours, confraternizações e ceias. O diretor médico da Nova Saúde, Dr. Armindo Matheus, explica como se preparar para os exageros e ensina o que fazer quando a ressaca já bateu.

 

Fim de ano é sinônimo de reencontrar amigos, aproveitar as festas da empresa e brindar a chegada do novo ciclo. Mas, junto com tanta celebração, muita gente acaba “metendo o pé na jaca” e acordando no dia seguinte com dor de cabeça, sede, enjoo e aquele arrependimento clássico.

Segundo o Dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde, o calor e a correria típicos de dezembro deixam o corpo ainda mais sensível aos efeitos do álcool.

“Nessa época, as pessoas dormem menos, comem rápido, bebem em ambientes quentes e se esquecem da água. Esse conjunto faz o álcool agir de forma mais intensa e causa a famosa ressaca”, explica.

A boa notícia é que dá para aproveitar as festas sem sofrer no dia seguinte. E, se o estrago já foi feito, também existe jeito de amenizar o mal-estar. Confira as dicas do especialista! 


Como evitar a ressaca antes que ela apareça?

O médico explica que pequenas atitudes mudam tudo:

  • beba água antes, durante e depois dos drinks
  • coma algo leve antes da festa
  • faça pausas entre uma bebida e outra
  • evite misturar diversos tipos de álcool
  • escolha ambientes ventilados
  • evite beber de estômago vazio
  • durma bem na noite anterior

“O corpo precisa de equilíbrio. Quando hidratação e alimentação acompanham a bebida alcoólica, o impacto diminui muito”, reforça o especialista.

 

Exagerou? Veja como se recuperar!

Se você já exagerou no happy hour, nas confraternizações ou na ceia, o Dr. Armindo orienta o que realmente funciona para aliviar o mal-estar:

  • aumente a ingestão de água ao longo do dia
  • aposte em água de coco, frutas e soro de hidratação
  • faça refeições leves
  • descanse sempre que possível
  • evite café em excesso, que pode irritar o estômago
  • tome um banho morno para ajudar na circulação
  • vá devagar nas próximas horas

“A ressaca é o jeito que o corpo encontra para avisar que passou do limite. O foco deve ser hidratar, repor energia e descansar”, explica o médico.

 

Cuidado com crianças e idosos nas festas

O médico também lembra que, nesta época, quem não bebe também precisa de atenção.

“Crianças e idosos desidratam com mais facilidade por causa do calor. Mesmo nas festas, eles precisam de água, descanso e alimentação adequada”, orienta o especialista que finaliza com uma dica extra:

“Se estiver com sintomas intensos, como vômitos repetidos, tontura forte ou mal-estar persistente, procure orientação médica. A ressaca melhora, mas a saúde precisa estar sempre em primeiro lugar”, conclui dr. Armindo Matheus, diretor médico da Nova Saúde.

 

Dezembro Laranja reforça alerta sobre avanço do câncer de pele no Brasil e a necessidade de prevenção diária

Doença representa 30% de todos os tumores malignos do país e aumenta pressão sobre o sistema de saúde; especialistas reforçam importância de prevenção, informação qualificada e diagnóstico precoce

 

O Dezembro Laranja, campanha nacional de prevenção ao câncer de pele, chega este ano com um alerta ainda mais urgente, a doença continua crescendo de forma consistente no Brasil, mesmo sendo uma das formas mais preveníveis de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o melanoma representa cerca de 30% de todos os tumores malignos registrados no país, mantendo-se como o tipo mais incidente entre os brasileiros.

A Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) reforça que, mesmo com números tão expressivos, a população ainda adota pouca proteção no cotidiano. A falta do uso regular de protetor solar, a exposição excessiva ao sol e o desconhecimento dos sinais de alerta estão entre os principais fatores que contribuem para o aumento dos casos.

Um estudo publicado em 2024 nos Anais Brasileiros de Dermatologia confirma a tendência de crescimento, com as hospitalizações por neoplasias malignas de pele dobrando entre 2012 e 2022, passando de 14,88 para 27,69 por 100 mil habitantes. A mortalidade também aumentou no período, evidenciando que a conscientização, ponto central do Dezembro Laranja, ainda precisa avançar muito no Brasil.

Para Claudia Conde, farmacêutica e fundadora da Farma Conde, especialista da Farma Conde, compreender a gravidade da doença e incorporar hábitos de proteção são passos fundamentais. “O câncer de pele é um dos tipos mais preveníveis de câncer e, ainda assim, segue crescendo. Isso mostra que informação e rotina de cuidados são essenciais. Usar protetor solar todos os dias, mesmo em dias nublados, e observar sinais como pintas que mudam de cor ou formato podem fazer toda a diferença no diagnóstico precoce”, afirma.

Além da prevenção, a detecção precoce continua sendo uma das principais barreiras enfrentadas pelos pacientes. O INCA destaca que, quando identificada no início, a doença tem altas taxas de cura. “Entretanto, o acesso irregular à dermatologia, a baixa percepção dos riscos e mitos como “pele morena não precisa de protetor” ainda dificultam o acompanhamento adequado”, comenta Claudia.

“A ideia de que o câncer de pele atinge apenas quem tem pele clara ou trabalha ao ar livre precisa ser superada. Todos estamos expostos aos raios UV diariamente. Tornar a fotoproteção um hábito de saúde é fundamental para reduzir a incidência e evitar tratamentos mais invasivos no futuro”, conclui a fundadora da Farma Conde.
 

Big Numbers do Câncer de Pele no Brasil

  • 30% dos tumores malignos do país são câncer de pele — fonte: INCA
     
  • +86% de aumento nas hospitalizações por câncer de pele entre 2012 e 2022 — fonte: Anais Brasileiros de Dermatologia
     
  • >180 mil casos novos/ano estimados entre melanomas e não-melanomas — fonte: INCA
     
  • 1 a cada 3 diagnósticos de câncer no Brasil envolve a pele.

 

Prevenção diária (simples e eficaz)

  • Use protetor solar FPS 30+ todos os dias
     
  • Reaplique a cada 2h em exposição direta
     
  • Evite o sol entre 10h e 16h
     
  • Use chapéus, óculos UV e roupas com proteção
     
  • Faça autoexame da pele mensalmente
     
  • Consulte o dermatologista uma vez ao ano
     

Sinais de alerta que exigem avaliação

  • Mancha ou pinta que muda de cor, tamanho ou formato
     
  • Lesões que coçam, ardem ou sangram
     
  • Ferida que não cicatriza após 4 semanas
     
  • Assimetria, bordas irregulares e múltiplas cores
     

Farma Conde


Excessos de fim de ano elevam risco de crises de gota


 Alimentação pesada, álcool e desidratação funcionam como gatilhos durante as festas; doença deve atingir quase 96 milhões de pessoas até 2050.

 

 

O período de festas e confraternizações de fim de ano, marcado pela farta gastronomia e o consumo elevado de bebidas alcoólicas, acende um sinal de alerta para quem convive ou possui predisposição à gota, uma dolorosa doença reumatológica que deve atingir cerca de 95,8 milhões de pessoas até 2050, segundo estudo publicado na revista “The Lancet Rheumatology”. Os excessos alimentares e etílicos típicos da época funcionam como um gatilho potencial, podendo estragar o clima de celebração com crises inflamatórias agudas.

 

De acordo com os dados globais, a gota é uma preocupação de saúde pública crescente. O estudo também revelou que o mundo teve um aumento de casos de 22,5%, entre 1990 e 2020.  A prevalência da gota padronizada por idade em 2020 foi de 659,3 por 100.000 habitantes.

 

A reumatologista e professora da Afya Educação Médica de Montes Claros, Dra Maria Luísa Toscano, explica que a gota ocorre pelo acúmulo de ácido úrico no sangue, que pode formar cristais dentro das articulações. “As crises costumam ser desencadeadas pelo consumo de alimentos ricos em purinas, como carnes vermelhas, vísceras, frutos do mar e alguns peixes, além do uso excessivo de álcool, especialmente cerveja. A desidratação por baixa ingestão de água, o uso de certos medicamentos, como diuréticos, e a obesidade também aumentam o risco”.

 

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) aponta que os homens, entre 30 e 50 anos, são os mais afetados. Nas mulheres, a doença é rara antes da menopausa, manifestando-se geralmente após os 60 anos. “A crise por gota costuma começar de forma súbita, com dor muito intensa, vermelhidão, calor e inchaço em uma articulação (geralmente no dedão do pé, embora também possa surgir no tornozelo, joelho, punho ou dedos). Na maior parte das vezes, a dor aparece durante a noite ou ao acordar. Notar qualquer início de sensibilidade, aquecimento ou desconforto na articulação pode ajudar a procurar atendimento mais cedo, antes que a crise se intensifique”, complementa a reumatologista da Afya Educação Médica de Montes Claros.


 

Alimentação balanceada no combate à gota 

 

A urgência no controle da doença é reforçada pela sua associação com outras condições. O mesmo estudo da The Lancet Rheumatology indicou que o IMC elevado foi responsável por 34,3% dos Anos Vividos com Incapacidade devido à gota, e a disfunção renal por 11,8%.

 

A coordenadora de nutrição da Afya São João Del Rei, Dra Fernanda Nascimento Hermes, comenta que um plano alimentar equilibrado para quem sofre da condição deve priorizar alimentos protetores, como fontes de vitamina C, opções com baixo teor de gordura total e proteínas de boa qualidade.

 

“A hidratação também exerce um papel importante no controle da gota e pode ajudar especialmente nos momentos de crise. A recomendação é consumir cerca de 8 copos de 250 ml de água por dia e evitar bebidas alcoólicas. Produtos lácteos, como leite e queijo, além de ovos, proteínas vegetais (como feijão e ervilha) e o café, parecem ter efeito protetor. Isso ocorre porque esses alimentos contribuem para aumentar o pH da urina, favorecendo a solubilização e a eliminação do ácido úrico pelo organismo”.

 

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6 dicas para viajar sem incômodos

Temperaturas altas desidratam e deixam o cérebro mais vulnerável a tonturas e queda de pressão e ainda inflama as mucosas e piora rinite e sinusite

 

Com aeroportos cheios, longas conexões e calor intenso, dezembro se torna o mês com maior número de queixas de tontura, dor de ouvido, enxaqueca de viagem e sinusites. A combinação de pressurização do avião, noites mal dormidas, ar seco e estresse cria o cenário ideal para desconfortos que podem comprometer as férias. 

Segundo médico Dr. Fernando Gomes, neurocirurgião, neurocientista e professor livre-docente da Faculdade de Medicina da USP, o cérebro sente imediatamente os efeitos do deslocamento:

“Mudanças de pressão, desidratação, cansaço acumulado e alterações do sono desorganizam o sistema vestibular. Isso aumenta a chance de tontura, instabilidade e enxaqueca durante e após o voo.” Ele explica que o jet lag e a perda de referências do relógio biológico também reduzem o foco e deixam o viajante mais irritado e mentalmente lento. 

Já o otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros alerta para o aumento dos casos de barotrauma, quando o ouvido não consegue igualar a pressão da cabine: “Em pousos e decolagens, a pressão muda rápido. Se a tuba auditiva está inflamada — por rinite, gripe ou ar seco — a dor pode ser intensa. A sinusite de avião também é comum e provoca forte pressão na testa e no rosto.”

 

Os médicos ensinam como cuidar da saúde evitar problemas durante as viagens 

  • Hidratação constante antes e durante o voo.
  • Chicletes, bocejos e deglutição para equalizar a pressão.
  • Uso de soro nasal para manter a tuba auditiva livre.
  • Evitar viajar com congestão nasal ou gripe sem tratamento.
  • Reduzir álcool e cafeína, que pioram tontura e enxaqueca.
  • Proteger-se das mudanças bruscas de temperatura entre calor e ar-condicionado. 

Cuidar do cérebro e dos ouvidos antes de embarcar ajuda a evitar dores, mal-estar e interrupções indesejadas no descanso. Em época de alta temporada, prevenção é o melhor aliado para chegar ao destino com saúde e aproveitar as férias ao máximo. 

 

FONTES: 

Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros Link - Médico especialista em otorrinolaringologia pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial. Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo. 

Dr. Fernando Gomes Link - Professor Livre Docente de Neurocirurgia do Hospital das Clínicas de SP com mais de 2 milhões de seguidores.  Há 12 anos atua como comunicador, já tendo passado pela TV Globo por seis anos como consultor fixo do programa Encontro com Fátima Bernardes (2013 a 2019), por um ano (2020) na TV Band no programa Aqui na Band como apresentador do quadro de saúde “E Agora Doutor?” e dois anos (2020 a 2022) como Corresponde Médico da TV CNN Brasil. Atualmente comanda seu programa Olho Clínico com Dr. Fernando Gomes semanalmente no Youtube desde 2020. É também autor de 10 livros de neurocirurgia e comportamento humano. Professor Livre Docente de Neurocirurgia, com residência médica em Neurologia e Neurocirurgia no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, é neurocirurgião em hospitais renomados e também coordena a Unidade de Hidrodinâmica Cerebral relacionada ao diagnóstico, tratamento e pesquisa de doenças como Hidrocefalia de Pressão Normal (HPN) e Hipertensão Intracraniana Idiopática (HII ou pseudotumor cerebral) no Hospital das Clínicas.

 

Acupuntura na menopausa: alívio e equilíbrio para as mulheres

 

A menopausa, uma importante etapa da vida feminina, costuma vir acompanhada de ondas de calor, alterações de humor e outros sintomas que podem comprometer significativamente o bem-estar. Sob a ótica da Medicina Tradicional Chinesa (MTC), esse momento é encarado como uma doença como uma transição energética natural, e a acupuntura surge como uma aliada importante para aliviar sintomas e promover equilíbrio. 

De acordo com a médica acupunturista Dra. Flavia Vadas, compreender a menopausa pela perspectiva oriental amplia o entendimento sobre o corpo feminino. “A menopausa é um período de profunda adaptação do organismo. Na Medicina Chinesa, ela representa uma mudança no ritmo energético, não uma patologia”, explica. 

Segundo a MTC, o bem-estar depende do equilíbrio entre energias vitais como Qi, Yin e Yang. Durante a menopausa, há um declínio natural do “Qi dos Rins” e do “Yin dos Rins”, que são considerados a base da vitalidade e longevidade. Quando essa energia se reduz, o corpo perde parte de sua capacidade de resfriamento, permitindo que o Yang, associado ao calor, se torne relativamente excessivo. 

“A deficiência do Yin é a principal raiz dos sintomas clássicos, como ondas de calor, suores noturnos e insônia. Quando o corpo perde seu ‘líquido de resfriamento’, o calor interno sobe e se manifesta de forma desconfortável”, afirma a especialista. 

Além disso, fatores emocionais podem agravar o quadro, já que estagnações de energia (Qi) relacionadas ao estresse e às emoções podem causar irritabilidade, ansiedade e oscilações de humor.

 

A acupuntura como ferramenta de equilíbrio 

A acupuntura tem se destacado como uma abordagem eficaz e natural para o manejo desses sintomas. O tratamento é sempre individualizado e atua em diferentes frentes, como:

 

• Nutrir o Yin e fortalecer a Essência dos Rins

Ajuda a reduzir ondas de calor e suores ao restaurar o equilíbrio térmico do organismo.

 

• Harmonizar o Qi e o Sangue

Promove o fluxo energético adequado, aliviando irritabilidade, ansiedade e tensões.

 

• Acalmar a mente (Shen)

Atua sobre o sistema nervoso, contribuindo para um sono mais reparador e estabilidade emocional.

 

• Regular sistemas orgânicos interligados

Rins, Fígado e Coração, segundo a MTC, formam um eixo essencial na transição menopáusica. 

Para a Dra. Flavia Vadas, o grande diferencial da acupuntura está na visão integral do corpo. 

“A acupuntura não trata apenas sintomas isolados, ela trabalha a raiz do desequilíbrio, oferecendo mais conforto e qualidade de vida nesse período tão importante”, destaca.

 

Um cuidado complementar 

A acupuntura integrada à medicina tradicional ocidental, amplia o potencial de alívio e promove bem-estar físico, mental e emocional. Ao reforçar a saúde geral e reequilibrar o organismo, ajuda mulheres a viverem a menopausa com mais naturalidade e serenidade. 



FAMBA
https://famba.org.br/


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