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quinta-feira, 13 de novembro de 2025

Evite ciladas na Black Friday: orientações para comprar com educação financeira e segurança

A Black Friday está chegando e com elas a vontade de comprar e também muitos perigos relacionados ao período. Ponto de destaque é que é fundamental uma grande preocupação com golpes que possam ocorrer no período. Mas, não é só isso, são muitos consumidores que ficam insatisfeitos com as compras e que perdem o controle. Todo cuidado é pouco para o consumidor. 

Assim, para aproveitar as oportunidades sem comprometer as finanças e não se sentir lesado posteriormente, é preciso focar em ações prévias antes de partir para compra. Pensando nisso, são necessárias ações para economia e para evitar golpes. 

"Temos observado o crescimento nas tentativas de golpes e de reclamações pós-compra por parte dos consumidores. Ao mesmo tempo que o maior acesso às informações possibilita melhor as pesquisas, essas também facilitam os caminhos de quem quer se aproveitar para realizar promoções falsas ou mesmo tirar dinheiro indevido das pessoas ", alerta Reinaldo Domingos, especialista em educação financeira e presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN). 

É importante que o consumidor se previna, evitando golpes e se atentando aos seus direitos. Lembrando que nas relações de consumo existe uma série de obrigações do fornecedor para com o consumidor, que devem ser cumpridas rigorosamente, evitando prejuízos à população, e caso isso ocorra é passível entrar em contato com órgão de proteção de consumidor ou até entrar com processos por danos morais. 

Essas obrigações, estão no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90), e engloba vários pontos como a previa advertência sobre todas as condições que envolvem a aquisição de determinado produto ou serviço, como, o preço, composição, quantidade, a validade e os riscos que o produto ou serviço apresenta, entre outras. 

Um ponto muito importante é que é expressamente proibida a publicidade enganosa ou abusiva por parte dos fornecedores, assim, se observar o famoso: "tudo pela metade do dobro do preço", o consumidor pode e deve reclamar, impedindo a adoção de métodos comerciais desleais, que possam confundir o consumidor.

 

Veja orientações de Reinaldo Domingos, para fugir de golpes:

  1. Cuidado com seus dados - informações pessoais com telefone, CPF, endereço e número de cartões, dentre outros, devem ser fonte de grande preocupação. Evite colocar esses dados em qualquer formulário e sempre se preocupe se o site que for cadastrar seja realmente seguro;
  2. Cuidado ao clicar - o impulso pode ser grande, pois a chamada é atrativa, mas só clique em links se tiver certeza de que esse é seguro. Para isso observe se à esquerdo do endereço do site se tem uma imagem de cadeado, que significa segurança, também averigue se o site tem a sigla ‘https’ no endereço da web. Busque sempre as páginas oficiais;
  3. Procure saber sobre a reputação da loja - hoje em qualquer busca rápida pode se ter avaliação de uma empresa ou loja, mas cuidado, priorize Procon, portais de direito do consumidor ou no Reclame Aqui para fazer sua pesquisa, cuidado com sites que mudam apenas uma letra de um nome famoso ou que tenha extensões diferentes;
  4. Cuidado com suas senhas - busque sempre ter senhas diferentes para cartões, sites e cadastros, e também procure alterar constantemente. Evite dados mais simples como o nome e 123 na sequência e a data de nascimento, etc...
  5. Priorize pagamento no cartão de crédito - para as compras online essa é a mais seguras, pois simplifica o cancelamento, permitindo que o cliente conteste a cobrança e solicite o reembolso do valor e identifica possíveis fraudes. Evite transferência bancária ou boleto.
  6. Fuja de condições extraordinárias - ‘quando o milagre é demais’, é fundamental desconfiar, as propostas com descontos sensacionais são as mais usadas para os golpes, por isso não acredite nessas situações;
  7. Atualize sempre seu antivírus - busque estar sempre com antivírus atualizados para proteger os sistemas operacionais de computadores e smartphones, isso dificulta a instalação de programas maliciosos, também faça varreduras constantes.
  8. Busque fontes confiáveis de informação - é importante estar sempre esperto e atualizado sobre novos golpes, mas sempre busque informações de fontes confiáveis, lembrando que grupos de WhatsApp são os maiores disseminadores de Fake News.

 

Veja orientações em caso de problemas depois das compras: 

  1. Faça pesquisa previa dos preços, estabelecendo os produtos que pretende comprar e marcando os preços para não correr o risco de ser pego de surpresa por descontos enganadores. Caso isso ocorra, cabe denunciar as empresas praticantes e, até mesmo, boicotar no futuro.
  2. Não é porque comprou algo mais barato que esse pode estar defeituoso, assim é interessante se atentar às obrigações relativas à substituição ou reparação do produto ou serviço defeituoso, sendo que, caso isso ocorra se deve exigir a reparação dos danos de qualquer natureza, é necessário que sempre sejam observados atentamente os prazos decadenciais e prescricionais previstos no Código de Defesa do Consumidor.
  3. O prazo para reclamar e exigir a reparação dos defeitos aparentes e de fácil constatação é de trinta dias, caso o produto ou serviço adquirido seja tido como não durável, ou de noventa dias no caso de durável. Os prazos têm início a partir da efetiva entrega do produto ou da execução do serviço. Já quanto aos vícios ocultos, os prazos são os mesmos e têm início a partir do momento que ficar evidenciado o defeito do produto ou serviço.
  4. Importante é que a reclamação formal deve ser exercida impreterivelmente nos prazos indicados, sendo que o direito perde valor fora desses. Já no caso de ação judicial, na busca de reparação dos danos impostos, o prazo prescricional é de cinco anos, a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.
  5. O código de defesa do consumidor permite, em seu artigo 49, que o consumidor se arrependa da compra que fez em até sete dias corridos, mas isso sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Assim, sempre que você perceber que fez uma compra que não deveria ter feito, por qualquer motivo (não é necessário justificar), pode pedir o cancelamento sem qualquer custo.
  6. Documente, pode ser por e-mail, esse pedido de desistência. Se ocorrer a cobrança, o consumidor tem direito à devolução do valor em dobro e uma indenização compensatória. Então consumidor, fique atento, devemos reivindicar mais qualidade, mais respeito, ou ao menos a reparação e responsabilidade contra os abusos que sofremos.

 

Cuidado com as dívidas 

Segundo o educador financeiro, Reinaldo Domingos, algumas decisões simples podem evitar grandes prejuízos. "é preciso focar nos melhores preços e só daquilo que realmente precisa, pesquisando em sites e lojas para ter certeza de que está fazendo um bom negócio. Agir por impulso, nesse momento, pode prejudicar o bolso", explica. 

"Fazer compras de forma planejada e consciente é um dos principais segredos da educação financeira e da arte de poupar. Assim, será mais difícil se deixar levar por impulsos consumistas ou por apelos publicitários. Havendo dificuldades com isso, é válido procurar cursos, palestras e livros sobre educação financeira, que ajudam a mudar o comportamento com relação ao uso do dinheiro", complementa Domingos. 

Para quem já se planejou e quer encarar uma maratona de compras é importante considerar algumas orientações. A principal é que uma dose extra de paciência é fundamental, pois estresse e a pressa levam ao impulso de adquirir produtos sem pesquisar e pagar mais caro.

 

Veja cuidados detalhados pelo presidente da ABEFIN que devem ser tomados para economizar ao comprar:

 

  1. Fazer um diagnóstico financeiro: Antes de fazer compras na Black Friday, é importante avaliar sua situação financeira. Faça um levantamento de quanto você pode comprometer com as compras, considerando se poderá pagar à vista ou parcelado.
  2. Defina seu perfil – se for investidor, essa é a hora de aproveitar de forma estratégica. Caso esteja equilibrado ou endividado, muito cuidado para não se complicar ainda mais, busque só o necessário. Se estiver inadimplente, fuja das promoções.
  3. Identificar necessidades e desejos: Faça uma lista do que você realmente precisa e do que deseja comprar. Ter essa lista ajuda a evitar compras por impulso.
  4. Definir métodos de pagamento: Decida quais métodos de pagamento utilizará, como cartão de crédito, boleto ou transferência. Escolher com antecedência ajuda a controlar seus gastos.
  5. Cuidado para não usar a reserva estratégica – se tem um dinheiro guardado para uso de forma estratégica, evite usar o mesmo para compras compulsivas. Só use se for para algo realmente estratégico.
  6. Cortar despesas: Considere cortar algumas despesas no mês anterior à Black Friday para liberar verba extra. Isso permitirá que você aproveite melhor as ofertas.
  7. Pesquisar preços antecipadamente: Estude os preços médios dos produtos que deseja adquirir antes da Black Friday. Assim, você poderá avaliar se as ofertas são realmente vantajosas.
  8. Estipular um orçamento máximo: Defina um limite de gastos para a Black Friday e comprometa-se a não ultrapassá-lo.
  9. Compras virtuais ou presenciais: Decida se fará suas compras online ou em lojas físicas, considerando sua comodidade e segurança.
  10. Monitoramento de redes sociais: Acompanhe redes sociais e perfis de marcas para ficar por dentro das ofertas e promoções exclusivas.
  11. Livecommerces e alertas de preço: Coloque na agenda as datas de livecommerces de suas lojas favoritas e configure alertas de preço para ser notificado sobre descontos.
  12. Sites de cupons e cashback: Procure por sites que oferecem cupons de desconto e cashback para economizar ainda mais.
  13. Focar no que realmente quer comprar: Não perca o foco, concentre-se em encontrar os melhores preços para itens que realmente precisa, evitando compras por impulso.
  14. Evitar endividamento: Não compre se isso resultar em endividamento descontrolado. Se precisar parcelar, certifique-se de que as parcelas caberão em seu orçamento.
  15. Considerar custos futuros: Avalie se a compra não acarretará custos extras, como acessórios ou manutenção de produtos.
  16. Priorizar paciência: Mantenha a paciência para não comprar com pressa e pagar mais caro. Evite o estresse.
  17. Em situação financeira difícil, priorizar as crianças: Se estiver com dificuldades financeiras, priorize presentes para crianças, explicando a situação aos adultos.
  18. Se for presentear, converse com as pessoas: Descubra os desejos reais das pessoas para evitar gastar em presentes caros quando opções mais econômicas seriam igualmente bem recebidas. 

Prazo para contestar descontos indevidos do INSS é prorrogado por três meses

Divulgação
INSS
Termo aditivo estende adesão até fevereiro de 2026 e amplia hipóteses de ressarcimento aos prejudicados


Foi assinado nesta quarta-feira (12/11) um termo aditivo ao acordo interinstitucional homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) que viabiliza o ressarcimento das vítimas de descontos associativos não autorizados em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

O aditivo prorroga, por mais três meses, o prazo para contestar os descontos indevidos. O prazo, que se encerraria nesta sexta-feira (14/11), foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026.
 

Resultados positivos 

Após a homologação do acordo, em julho, o INSS já ressarciu administrativamente cerca 3,7 milhões de segurados, entre aposentados e pensionistas, num total devolvido de R$ 2,5 bilhões. 

Além desses segurados que aderiram ao acordo e já receberam os valores descontados indevidamente, outros 1,1 milhão de segurados que contestaram os descontos estão aptos a requerer a devolução administrativa e já podem buscar os canais de atendimento do INSS. 

Além da AGU e do INSS, assinam o termo aditivo ao plano operacional o Ministério da Previdência Social, a Defensoria Pública da União (DPU), o Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB).
 

Ressarcimento 

O aditivo também amplia as hipóteses em que o INSS fará o ressarcimento administrativo aos segurados que contestaram o desconto associativo. 

Também poderão aderir ao ressarcimento administrativo os segurados que contestaram descontos indevidos e discordaram dos documentos apresentados por 17 entidades associativas suspeitas de utilizarem sistemas de informática para fraudarem assinaturas de beneficiários. Confira abaixo a lista das 17 entidades. 

O ressarcimento também será feito nos casos em que a entidade tiver apresentado, como suposta comprovação da autorização aos descontos, documentos não previstos no acordo de cooperação técnica com o INSS, como, por exemplo, gravações de áudio. 

Já no caso de indígenas e quilombolas, além de idosos com 80 anos ou mais, o ressarcimento será realizado diretamente pelo INSS, na folha de pagamento, sem necessidade de adesão ao acordo. 

Para o adjunto do advogado-geral da União, Junior Fideles, “o elevado número de adesões individuais ao acordo e o volume de pagamentos administrativos já realizados demonstram o compromisso das instituições envolvidas com os segurados e o êxito da solução inovadora, construída de forma colaborativa para reparar direitos com eficiência e rapidez”, afirma Fideles. 

“A prorrogação e os ajustes feitos nesses termos afastam qualquer dúvida quanto ao sucesso dessa ação interinstitucional em respeito aos segurados do INSS”, reforça o adjunto do advogado-geral.
 

Confira a lista das entidades em relação às quais o INSS fará a devolução nas circunstâncias citadas acima: 

1. Associação de Amparo Social ao Aposentado e Pensionista – AASAP;

2. Amar Brasil Clube de Benefícios – ABCB (AMAR BRASIL);

3. Central Nacional de Aposentados e Pensionistas - Santo Antônio – CENAP.ASA;

4. Master Prev Clube de Benefícios - MASTER PREV;

5. Associação Nacional de Defesa dos Direitos dos Aposentados e Pensionistas –

ANDDAP;

6. Confederação Nacional dos Agricultores Familiares Rurais e Empreendedores

familiares Rurais do Brasil – CONAFER;

7. Associação Brasileira de Aposentados e Pensionistas do Instituto Nacional de

Seguridade Social – ABRAPPS, antes ANAPPS;

8. Círculo Nacional de Assistência dos Aposentados e Pensionistas – CINAAP;

9. Confederação Brasileira dos Aposentados, Pensionistas e Idosos – COBAP

10. Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos da Força Sindical –

SINDNAPI;

11. Associação de Assistência Social à Pensionistas e Aposentados – AASPA;

12. União Brasileira de Aposentados da Previdência - UNSBRAS;

13. Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil – AAPB;

14. Associação dos Aposentados e Pensionistas Nacional – AAPEN (antes ABSP);

15. Caixa de Assistência aos Aposentados e Pensionistas – CAAP;

16. Associação de Aposentados Mutualista para Benefícios Coletivos – AMBEC;

17. Centro de Estudos dos Benefícios dos Aposentados e Pensionistas – CEBAP.



Demissões e retorno ao presencial - entenda a crise no modelo home office e como as empresas devem se portar

Nos últimos meses, notícias sobre o futuro do trabalho têm chamado atenção: grandes empresas anunciam o retorno integral ao presencial, outras reduzem os dias em home office, e casos de demissões por justa causa de trabalhadores que reclamaram de volta ao trabalho presencial no Nubank, demissões de colaboradores remotos como o do Itaú por baixa produtividade, alimentam debates sobre produtividade e engajamento.

Ao mesmo tempo, histórias de funcionários que adotam estratégias para “burlar” sistemas de monitoramento ou que dividem seu tempo em múltiplas atividades revelam um ponto central: os modelos que prometiam transformar a forma como trabalhamos estão enfrentando uma crise inesperada. 

Para Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho, a explicação não é simples. “Por mais que os modelos híbrido e remoto sejam atrativos, tanto empresas quanto trabalhadores não estavam preparados para uma mudança tão abrupta. O que vemos hoje é a consequência de falta de planejamento, orientação e adaptação. Não existe um único culpado — é uma falha sistêmica de preparo”, afirma.

 

Monitoramento e produtividade: a realidade por trás do home office

Uma das grandes polêmicas envolvendo o trabalho remoto é a forma como a produtividade é avaliada. Algumas empresas utilizam métricas digitais detalhadas: monitoramento da memória e do uso do computador, quantidade de cliques, abertura de abas, inclusão de tarefas em sistemas internos e registro de chamados. Para muitos colaboradores, a amplitude desse acompanhamento é surpreendente. “Nem todos percebem que existem ferramentas capazes de medir cada movimento, mesmo fora do escritório. Isso gera desconforto e desconfiança”, explica Tatiana Gonçalves. 

Esses episódios reacendem um debate antigo: o home office e o trabalho híbrido estão realmente em crise ou é apenas uma fase de ajuste?


Home office e híbrido: o desejo versus a prática

Mas, se é um anseio dos trabalhadores, por que as empresas relutam em adotar esse modelo? Ocorre que a transição para o modelo híbrido enfrenta diversos desafios, tanto do ponto de vista estrutural quanto organizacional. A resistência de muitos empregadores é um dos principais obstáculos. Após a pandemia, quando as empresas foram obrigadas a adotar o home office, muitas começaram a experimentar o trabalho híbrido. Contudo, a implementação efetiva desse modelo exige adaptações significativas nas políticas internas, infraestrutura tecnológica e na organização dos contratos de trabalho. 

Segundo Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados Associados, "depois da pandemia, as empresas passaram do trabalho remoto para o híbrido, e agora precisam adaptar-se às novas regras legais". A sanção da Lei nº 14.442/22, que regulamenta o trabalho híbrido e remoto, trouxe mudanças importantes, mas a adaptação a essas novas regras tem sido lenta para muitas empresas, que enfrentam dificuldades em ajustar suas estruturas para garantir a eficiência do modelo híbrido.
 

Infraestrutura e segurança: desafios essenciais

Entre os principais desafios da implementação do trabalho híbrido e home office, destaca-se a questão da infraestrutura. Para garantir esses modelos funcionais, é necessário revisar políticas de trabalho, oferecer tecnologia adequada para a comunicação remota e presencial, e garantir que contratos de trabalho estejam adaptados às novas exigências legais. A segurança da informação também é uma preocupação central, especialmente quando os colaboradores trabalham remotamente e acessam sistemas corporativos de casa. A empresa precisa garantir que as ferramentas e os dispositivos usados pelos colaboradores estejam protegidos contra riscos cibernéticos. 

Carol Lagoa, co-founder da Witec, alerta: "Quando um colaborador trabalha remotamente, a empresa precisa garantir que seu equipamento esteja protegido contra vírus e outros riscos. Caso contrário, o risco de ataques cibernéticos pode comprometer a segurança da companhia."
 

Resistência dos empregadores e reconfiguração da gestão

Muitos líderes de empresas ainda não se sentem confortáveis com a ideia de não estarem fisicamente presentes para supervisionar suas equipes. Além disso, a falta de contato constante pode gerar uma sensação de desconexão, dificultando o engajamento e a colaboração entre os membros da equipe. 

Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho, afirma que a escolha de quem vai para o modelo híbrido ou home office de trabalho deve ser feita pelos gestores diretos de cada equipe, avaliando as condições do ambiente de trabalho de cada colaborador. A adoção do trabalho híbrido exige autonomia, responsabilidade e uma compreensão detalhada das condições em que cada colaborador se encontra.
 

A importância de adaptar-se às novas normativas

Além das questões estruturais e culturais, as empresas também precisam adaptar-se a novas normativas legais. A Lei nº 14.442/22, que regulamenta o trabalho híbrido e remoto, trouxe mudanças que flexibilizam o controle de jornada para trabalhadores remotos. No entanto, a implementação dessas mudanças tem sido um processo lento e difícil para muitas empresas, que precisam garantir que seus contratos de trabalho e suas políticas internas estejam em conformidade com as novas exigências. 

Tatiana Gonçalves também destaca a importância de cumprir as Normas Regulamentadoras (NR), especialmente a NR 17, que trata de ergonomia no ambiente de trabalho. "Laudos com a NR 17 e o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) são fundamentais para garantir a segurança dos colaboradores, minimizando os riscos de acidente de trabalho ou doenças ocupacionais", explica.
 

O futuro do trabalho: um equilíbrio entre presencial e híbrido

Apesar dos desafios, o trabalho híbrido e o home office continuam a ser opções promissora para muitas empresas que buscam reter talentos e melhorar a satisfação de seus colaboradores. Contudo, é claro que a adoção exige paciência, adaptação e aprendizado contínuo por parte das organizações. 

O futuro do trabalho está sendo redesenhado, no entanto, o caminho para uma transição efetiva ainda está repleto de desafios. Adaptar-se às novas normas legais, garantir infraestrutura adequada e criar políticas internas que atendam tanto às necessidades da empresa quanto às dos colaboradores são passos essenciais para o sucesso de qualquer modelo de trabalho. 

Em última análise, a flexibilidade e a adaptação serão fundamentais para que as empresas consigam equilibrar o trabalho híbrido, home office ou presencial, garantindo produtividade, segurança e bem-estar para todos.


Mulheres somam mais de 46,8% dos empreendedores no Brasil

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Visão, determinação e resultados que estão redefinindo os negócios no Brasil


A presença feminina no empreendedorismo brasileiro vive um novo ciclo de expansão. Segundo dados do Sebrae, em 2024, a participação das mulheres entre os empreendedores iniciais alcançou 46,8%, a maior taxa desde 2019. Mais do que abrir empresas, elas estão liderando iniciativas com maior índice de inovação, diversificação e eficiência operacional.

Um levantamento recente do Sebrae também mostra que as empreendedoras possuem, em média, nível de escolaridade mais alto que os homens: 72,4% têm ensino médio completo e quase 29% possuem formação superior. Apesar disso, o rendimento médio das mulheres à frente de negócios ainda é 24,4% menor. A diferença evidencia um cenário de avanço com desafios estruturais como acesso desigual a crédito, sobrecarga doméstica e barreiras culturais ainda limitam o potencial pleno desse protagonismo.

Para o empresário e mentor Paulo Motta, fundador da Agência Blays, da The Networkers Club e da IMvester, a força das mulheres no empreendedorismo não está apenas nos números, mas na maneira como constroem negócios. “A mulher empreendedora traz uma visão multifacetada, que combina sensibilidade, análise de risco e execução com precisão. Ela pensa o negócio de forma integrada, com foco em resultado, mas também em propósito”, afirma.

Motta observa que essa combinação se reflete diretamente na inovação. Startups e pequenas empresas fundadas por mulheres tendem a apresentar modelos mais adaptáveis, gestão de pessoas mais estruturada e maior fidelização de clientes. “Elas reagem mais rápido às mudanças do mercado e transformam desafios em oportunidades. É uma mentalidade de construção, não de disputa”, destaca.

Exemplo disso foi o recente encontro promovido por Rafaella Viscardi, representada pela Agência Blays, que reuniu nomes como Cris Arcangeli, Milene Domingues, Zulmira Monteiro e Adriana Restum, como um retrato da potência feminina em diferentes esferas. “Ver tantas mulheres inspirando e liderando conversas sobre protagonismo e inovação é um sinal claro de que o mercado está mudando. Essas conexões fortalecem o ecossistema e mostram o quanto o olhar feminino é essencial para o futuro dos negócios”, destaca Rafaella, que é Coreógrafa do SBT e atua no posicionamento e presença das mulheres no mercado.

O avanço também tem impacto macroeconômico. Estudo do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) aponta que o Brasil está entre os dez países com maior proporção de mulheres empreendedoras no mundo. A tendência, segundo Motta, deve se intensificar com o fortalecimento de redes de apoio, mentorias e programas de aceleração voltados ao público feminino. “O futuro dos negócios será cada vez mais colaborativo. As mulheres entendem isso de forma natural e é por isso que estão à frente de uma nova lógica de crescimento”, conclui.

O empreendedorismo feminino já é responsável por mais de 10 milhões de negócios ativos no país, de acordo com dados do Sebrae. Um movimento que representa não apenas um avanço estatístico, mas uma transformação profunda na maneira de empreender no Brasil.

https://www.instagram.com/p/DQnfMCNDE8k/ 



Paulo Motta - empresário, investidor e especialista em gestão de ativos com trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de execução. Sócio da IMvester, atua na estruturação e operação de investimentos imobiliários com presença no Brasil, Portugal e Estados Unidos. Também lidera a holding The Networkers, que centraliza suas frentes de negócios em agenciamento artístico, inteligência comercial, experiências de alto padrão e networking corporativo. Com formação em Administração de Empresas pelo Mackenzie, acumulou experiências em grandes companhias e no setor de entretenimento antes de se consolidar no mercado financeiro. Foi gestor de carreira de personalidades do esporte, idealizador do Camarote Monumental. Tem atuação destacada em projetos de impacto social e lideranças empresariais, com foco em crescimento sustentável e inovação.



“IA se constrói a muitas mãos”

A faísca por trás de uma nova aliança corporativa de Inteligência Artificial 



A comunidade AI Alliance nasceu com um propósito claro: criar um espaço de colaboração real entre profissionais e empresas que aplicam Inteligência Artificial de forma prática e estratégica.

O que começou como um grupo aberto de trocas e aprendizado evoluiu para uma aliança corporativa, reunindo líderes, especialistas e organizações que enxergam a IA como pilar de transformação nos negócios.

Mozart Marin é Engenheiro de Dados e IA, fundador da comunidade AI Alliance e Chief Data & AI Officer da DeltaAITO. Marin tem especialização no MIT, é professor de programas de Pós-Graduação e MBA nacionais e internacionais em Dados e Inteligência Artificial, autor dos livros “Seja (Im)Perfeito” e “O Executivo Empreendedor”, coinvestidor e mentor de startups na BossaInvest, além de criador e fundador da EdTech e do Método LIA – Liderança em Inteligência Artificial. Com mais de 20 anos de experiência em soluções multicloud, automação inteligente e transformação digital, Marin é apaixonado por transformar dados em decisões e IA em impacto real nos negócios.

Acompanhe a entrevista:


1) Por que criar uma comunidade de IA?

Marin:
A Inteligência Artificial mudou a minha vida há sete anos. Desde então, venho estudando e aplicando IA em diferentes contextos, sempre com foco em dados, automação e modelos de linguagem. Nesse caminho, ficou claro que IA se constrói a muitas mãos e que a diversidade e a colaboração ampliam o impacto e aceleram a transformação.

A comunidade AI Alliance nasceu como um espaço, sem donos e sem filtros, voltado à troca real entre pessoas. Com o tempo e a chegada de novos parceiros, evoluiu naturalmente para uma aliança corporativa, conectando empresas e profissionais que aplicam IA com responsabilidade, propósito e resultado.



2) Qual é o foco da AI Alliance?

Marin:
A essência é a troca de conhecimento com um olhar mais estratégico. A comunidade AI Alliance atua como uma rede corporativa, com governança, curadoria e foco em resultados concretos. Além disso, tem um corpo de embaixadores que apoiam na missão de divulgar e contribuem com conteúdos exclusivos para os membros.

Nosso objetivo é impulsionar projetos conjuntos, fóruns executivos e programas de letramento em IA e dados, sempre integrando tecnologia, liderança e cultura organizacional.

Queremos transformar o entusiasmo em prática e a prática em valor real para as empresas.



3) Que tipo de profissionais e empresas fazem parte da AI Alliance?

Marin:
A comunidade AI Alliance reúne um ecossistema plural, que integra empresários, investidores, executivos de grandes empresas e profissionais altamente qualificados em dados, engenharia, automação e inteligência artificial.

Também participam especialistas em liderança, desenvolvimento humano e inteligência emocional, conectando o lado técnico e o lado humano da transformação com IA.

A rede conta ainda com o apoio de big techs especializadas em tecnologia, dados e inteligência artificial, que contribuem com convites para eventos e fóruns para encontros da comunidade.
Além disso, instituições de ensino e centros de pesquisa colaboram ativamente, fortalecendo a ponte entre academia, mercado e inovação aplicada.

A AI Alliance é o ponto de encontro entre quem lidera, ensina, investe e transforma, promovendo um ciclo contínuo de colaboração, aprendizado e impacto real.

Nos últimos anos percebi que em uma empresa com 500 pessoas, por exemplo, menos de 10% trabalha efetivamente com IA. E a AI Alliance quer ser um espaço para esses profissionais que trabalham efetivamente com IA porque, apesar do entusiasmo, eles estão enfrentando muitos desafios na implementação dos seus projetos.



4) Como você observa o papel das mulheres na área de IA e tecnologia?

Marin:
Diversidade não é bandeira, é realidade. Sempre fez parte da minha vida, dentro e fora do trabalho. Sou pai de duas meninas e casado com uma mulher extraordinária, profissional competente do mercado de tecnologia, que é minha parceira em tudo. Ao longo da carreira, tive o privilégio de trabalhar com mulheres incríveis que me ensinaram muito sobre equilíbrio, sensibilidade e força.

Mas, o mercado de tecnologia, infelizmente, reflete desigualdades. Segundo a pesquisa “AI’s Missing Link: The Gender Gap in the Talent Pool”, as mulheres representam apenas 22% dos profissionais de IA e somente 14% ocupam cargos de liderança. E isso precisa mudar. Eu acredito que a busca pela equidade de gênero nas áreas de TI e IA é fundamental, porque eu quero que as minhas filhas possam estudar o que elas quiserem, não o que a sociedade impõe para elas. Antes, falávamos em democratização da tecnologia como ferramenta de inclusão e inovação. Hoje, é importante falar sobre a inclusão na democratização da tecnologia!


5) O que diferencia a comunidade AI Alliance de outros grupos de IA?

Marin:
Nós somos aliança. Não somos palco. Nosso foco está em casos reais, desafios concretos e soluções colaborativas. Aqui não existe disputa de ego, existe construção coletiva.

A comunidade AI Alliance conecta quem quer gerar impacto de verdade, criar o futuro da IA de forma prática, ética e compartilhada.



6) Quais barreiras ainda dificultam a adoção de IA nas empresas?

Marin:
As principais barreiras são culturais e estratégicas. Falta prioridade da liderança e, muitas vezes, disciplina organizacional para transformar o discurso em prática.

Inteligência Artificial não é ferramenta, é processo. Requer prioridade da liderança, visão de longo prazo e clareza sobre o valor que se quer gerar. Sem isso, IA vira “pauta bonita”, como, infelizmente, acontece com ESG muitas vezes. Também percebo uma resistência natural de parte dos profissionais, que enxergam a IA como algo distante ou complexo e que não querem dedicar um tempo para estudo.

Foi justamente para ajudar nessa virada de mentalidade que criamos o Método LIA – Liderança em Inteligência Artificial, voltado para pessoas que desejam aplicar IA em problemas reais, com resultados mensuráveis, um curso prático, mão na massa.



7) Quais temas sobre IA estão no seu radar hoje?

Marin:
Três grandes temas estão no centro das nossas discussões na comunidade hoje:
O primeiro é governança e regulação, que estão evoluindo rapidamente e exigem das empresas mais maturidade, ética e transparência.

O segundo é privacidade e uso responsável de dados, sobretudo em um momento em que os modelos generativos ampliam as possibilidades, mas também os riscos.

E o terceiro é formação de talentos com diversidade e propósito. Porque IA sem pluralidade, inteligência emocional e desenvolvimento humano não gera transformação sustentável.
Nosso papel na AI Alliance é traduzir esses temas em ação prática: conectar empresas, educar pessoas e inspirar líderes a fazer da IA uma força positiva e real dentro das organizações.



8) Quais são os próximos passos da comunidade?

Marin:
Estamos estruturando o Clube de Empresas Membro com encontros executivos, grupos de trabalho e fóruns temáticos.

Também lançaremos o AI Alliance Summit, um grande evento anual que reunirá empresas, universidades, investidores e big techs para discutir tendências, cases e o futuro da IA corporativa.
Alguns parceiros já confirmaram apoio institucional, oferecendo espaços para encontros da comunidade, convites para eventos e mentoria executiva.

Nosso objetivo é formar uma rede sólida de conhecimento, negócios e impacto, tornando a IA parte natural da cultura das organizações.



9) Como participar da AI Alliance?

Marin:
É simples e gratuito. Para participar da comunidade AI Alliance basta acessar o link:
https://chat.whatsapp.com/Dfa1uzTXJqQHFALuQwbnGX?mode=ems_copy_c


Nova campanha global de phishing abusa do domínio legítimo do Facebook para atacar milhares de empresas

Imagem ilustrativa – Divulgação Check Point Software

Pesquisadores da Check Point Software identificam mais de 40.000 e-mails maliciosos enviados a partir do domínio oficial facebookmail[.]com, explorando funcionalidades do Meta Business Suite para roubar credenciais de pequenas e médias empresas

 

A Check Point Research (CPR), divisão de inteligência de ameaças da Check Point Software, descobriu uma campanha de phishing que explora as próprias ferramentas do Facebook Business para enviar mensagens fraudulentas altamente convincentes em larga escala. Os atacantes criaram páginas comerciais falsas no Facebook e abusaram do recurso de convite comercial para enviar e-mails do domínio legítimo facebookmail[.]com, tornando-os praticamente impossíveis de serem identificados como maliciosos pelos usuários. 

Em um dos casos, os atacantes enviaram mais de 40.000 e-mails de phishing para mais de 5.000 clientes no mundo (principalmente nos Estados Unidos, Europa, Canadá e Austrália, atingindo setores que dependem fortemente do Facebook para publicidade, como automotivo, educação, imobiliário, hospitalidade e financeiro). Cada e-mail continha um link malicioso disfarçado de notificação legítima do Facebook. 

Com mais de 5,4 bilhões de usuários em todo o mundo (segundo a Statista), o Facebook continua sendo a plataforma social mais influente do planeta e um canal de marketing essencial para pequenas e médias empresas. Seu amplo alcance e a força de sua marca o tornam um alvo privilegiado para cibercriminosos, o que significa que, quando uma campanha de phishing explora o nome do Facebook, as consequências podem ser especialmente graves. 

Pesquisadores de segurança de e-mail da Check Point Software descobriram essa campanha de phishing, cujo método torna as campanhas extremamente convincentes, contorna diversos filtros de segurança tradicionais e demonstra como os atacantes estão explorando a confiança em plataformas conhecidas.
 

Como a campanha funciona 

O ataque começa quando cibercriminosos criam páginas falsas de empresas no Facebook Business. Essas páginas são modificadas com logotipos e nomes que imitam de perto a identidade visual oficial do Facebook. Depois de criadas, os atacantes utilizam o recurso de convite do Business para enviar e-mails de phishing que parecem ser alertas oficiais do Facebook. 

O ponto crucial é que essas mensagens são enviadas a partir do domínio legítimo facebookmail[.]com. A maioria dos usuários é treinada para desconfiar de endereços de remetentes suspeitos, mas, neste caso, os e-mails vêm de um domínio que eles conhecem e confiam. Como resultado, as mensagens de phishing tornam-se muito mais convincentes.

 

Por que esses e-mails são tão perigosos 

Os e-mails foram elaborados para parecer idênticos às notificações genuínas do Facebook. Eles usavam linguagem urgente, como:

  • “Ação necessária: você foi convidado a participar do Programa de Créditos de Publicidade Gratuitos”
  • “Convite de Parceiro de Agência Meta”
  • “Verificação de conta necessária”

Cada e-mail continha um link malicioso disfarçado de notificação oficial do Facebook. Ao clicar, as vítimas eram redirecionadas para sites de phishing hospedados em domínios como vercel[.]app, criados para roubar credenciais e outras informações confidenciais.


Imagem 1: Exemplo de um e-mail real de phishing detectado

 

Para validar o método de ataque, a equipe de pesquisa da Check Point Software realizou um experimento interno demonstrando como o recurso de convite do Facebook Business pode ser usado de forma abusiva. Os pesquisadores criaram uma página de empresa falsa, inseriram uma mensagem e um link com um nome criado pela equipe, aplicaram um logotipo no estilo do Facebook e usaram o mecanismo de convites da plataforma para distribuir mensagens de teste.

 

Imagem 2: Exemplo do e-mail de phishing recebido por um usuário a partir
 de página de teste da Check Point Software

  

PMEs como alvo da campanha

 

Dados da telemetria da Check Point Software mostram que cerca de 40 mil e-mails de phishing foram enviados à base de clientes. Embora a maioria das organizações tenha recebido menos de 300 mensagens, uma única empresa foi bombardeada com mais de 4.200 e-mails. 

A repetição de assuntos e estruturas quase idênticas sugere uma campanha em massa baseada em modelos, projetada para ampla exposição e altas taxas de cliques, em vez de um ataque direcionado (spear phishing). 

A campanha teve como foco principal pequenas e médias empresas (PMEs) e organizações de médio porte, embora algumas companhias grandes e conhecidas também tenham sido afetadas. Esses setores, especialmente os que dependem das plataformas da Meta para engajamento com clientes, são alvos ideais porque seus funcionários costumam receber notificações legítimas do “Meta Business” e, portanto, tendem a confiar mais nessas mensagens. 

Isso permitiu que os e-mails de phishing se originassem do domínio autêntico facebookmail[.]com, tornando-os extremamente convincentes e difíceis de serem sinalizados como suspeitos por sistemas automatizados.

Os pesquisadores replicaram a técnica em um experimento controlado, confirmando como o recurso de Convite de Negócios pode ser facilmente manipulado para enviar e-mails enganosos com links maliciosos incorporados.

 

Uso abusivo de serviços legítimos 

Essa campanha reforça uma tendência crescente em que cibercriminosos utilizam serviços legítimos para ganhar confiança e contornar controles de segurança. Embora o volume de e-mails possa sugerir uma abordagem em massa, a credibilidade do domínio do remetente torna essas tentativas muito mais perigosas do que o spam comum. 

A campanha destaca várias tendências importantes no cenário de ameaças:

  1. Exploração da confiança em grandes plataformas: os atacantes estão indo além dos domínios falsificados e agora exploram recursos internos de plataformas amplamente utilizadas. Ao se esconder atrás da infraestrutura legítima do Facebook, ganham credibilidade instantânea.
  2. Evasão das defesas tradicionais: muitos sistemas de segurança de e-mail dependem fortemente da reputação do domínio e da validação do remetente. Quando mensagens maliciosas se originam de um domínio confiável como facebookmail[.]com, essas defesas frequentemente falham.
  3. Responsabilidade das plataformas: a campanha levanta questões importantes sobre se as grandes empresas de tecnologia estão fazendo o suficiente para evitar o uso indevido de suas ferramentas de negócios. Se os atacantes podem manipular recursos legítimos para lançar ataques de phishing, usuários e organizações permanecem em risco significativo.


O que as organizações devem fazer 

Embora seja essencial que plataformas como o Facebook corrijam essas lacunas de segurança, organizações e indivíduos também devem adotar medidas proativas para reduzir riscos:

Educar os usuários: o treinamento e a conscientização deve ir além da identificação de domínios suspeitos. Funcionários e usuários precisam aprender a questionar solicitações incomuns, mesmo que venham de fontes confiáveis.


Implementar detecção avançada: soluções de segurança devem incorporar análise comportamental e detecção baseada em IA que consigam identificar atividades suspeitas mesmo quando as mensagens parecem legítimas.


Habilitar autenticação de múltiplos fatores (MFA): credenciais roubadas continuam sendo o principal objetivo de campanhas de phishing. A MFA garante que, mesmo que as credenciais sejam comprometidas, os atacantes não consigam facilmente acessar os sistemas.


Verificar remetente e URL: sempre confirme se há inconsistências de domínio (por exemplo, marca da Meta com links que não pertencem à Meta).


Evitar clicar em links em e-mails não solicitados: acesse diretamente sua conta Meta Business ou Facebook pelo site oficial.

 

Soluções para proteção 

A Check Point Software aprimorou o Check Point Harmony Email & Collaboration’s SmartPhish para detectar e bloquear esse tipo específico de tentativa de phishing com tema da Meta. O monitoramento contínuo e a análise baseada em IA permitem detectar antecipadamente e-mails de phishing que exploram domínios confiáveis. 

Os pesquisadores da empresa reforçam que o phishing continuará evoluindo, e essa campanha demonstra uma tendência preocupante: os atacantes estão recorrendo cada vez mais a serviços e marcas legítimas como veículos para seus ataques. Como defensores, é preciso repensar como identificar e bloquear atividades maliciosas, indo além dos filtros tradicionais e adotando uma abordagem mais ampla que leve em conta intenção, comportamento e contexto.

 


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