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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Neste sábado (12), Unisa promove Feira da Saúde com atendimentos gratuitos

Testagem de glicemia e tipagem sanguínea, atendimento odontológico, orientações sobre doenças de ouvido e nariz e acupuntura estão entre os serviços 

 

A Universidade Santo Amaro (Unisa), uma das principais faculdades médicas do país, promove neste mês a Feira da Saúde. O evento será realizado neste sábado, dia 12/4, das 10h às 16h, no Campus Interlagos da Instituição. A ação envolverá alunos e especialistas de 16 cursos com atividades práticas e educativas e será aberta ao público. Todos os atendimentos serão gratuitos. Confira as principais atividades: 

 

O curso de Medicina, por meio da Liga Acadêmica de Medicina Chinesa, realizará sessões de acupuntura para equilibrar o fluxo de energia e tratar condições de saúde. Já a Liga Acadêmica de Otorrinolaringologia orientará sobre o tratamento e prevenção de doenças do ouvido e nariz, enquanto a Liga Acadêmica de Nefrologia distribuirá materiais sobre cuidados renais pediátricos. 


O curso de Biomedicina oferecerá atendimento à comunidade e testagem de glicemia e tipagem sanguínea. O processo inclui explicações sobre os testes, assepsia do dedo, punção e análise dos resultados. Além disso, será feita uma apresentação sobre o estoque de sangue da Fundação Pró-Sangue. 

 

Os alunos do curso de Ciências Biológicas também participam da iniciativa. Orientados por professores, eles desenvolverão uma dinâmica lúdica com massa de modelar para explicar o funcionamento de vírus e bactérias, assim como evidenciar o funcionamento das vacinas. Haverá também apresentações sobre arboviroses e animais peçonhentos, com amostras do acervo da Unisa e orientações sobre cuidados. 

 

A turma do curso de Farmácia promoverá um jogo interativo sobre uso racional e descarte de medicamentos, além de uma "Blitz de Medicamentos" para orientar os participantes sobre a melhor maneira de organizar seus medicamentos. A Fisioterapia realizará exercícios de fortalecimento muscular, mobilidade articular e alongamento muscular, promovendo ganho de força, resistência, flexibilidade e relaxamento. 

 

A atividade física também será tratada na Feira da Saúde. O curso de Educação Física, por meio do programa "Saúde em Movimento", promoverá um circuito de atividade física. O objetivo é promover a conscientização sobre a importância da saúde integral por meio de atividades interativas e educativas. 

 

Os cuidados com a beleza farão parte do evento. Os alunos do curso de Estética e Cosmética avaliarão os tipos de pele para indicar produtos para skincare diária. Além disso, haverá um "Spa das mãos", com esfoliação, massagem, reflexologia e momentos de reflexão sobre autocuidado. 

 

Para tratar da saúde bucal, os alunos do curso de Odontologia promoverão ações de orientação em saúde bucal, exames clínicos para prevenção do câncer bucal e atividades lúdicas para crianças. Os futuros nutricionistas realizarão uma demonstração sensorial com especiarias e condimentos, ensinando os participantes a reduzir o uso de sal e aumentar a ingestão de antioxidantes na alimentação. 

 

A atividade irá além da Saúde! Alunos da Pedagogia organizarão brincadeiras tradicionais para crianças, promovendo a interação e o aprendizado por meio de atividades lúdicas. Já os estudantes de Psicologia distribuirão materiais sobre cuidados com a saúde mental e realizarão uma dinâmica sobre mitos e verdades, além de ensinar técnicas de respiração para reduzir o estresse. 

 

O curso de Administração realizará uma apresentação sobre controle financeiro e orçamento doméstico, seguida de uma demonstração prática de ferramentas para registro de gastos e ganhos. A atividade inclui uma dinâmica em grupo para simular a organização de um orçamento doméstico. 

 

Os cursos de RH e Gestão orientarão o público sobre a elaboração de currículos, com bate-papo com docentes. Os cursos de Engenharia de Software, Engenharia da Computação, CST em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e CST em Gestão da Tecnologia da Informação promoverão a dinâmica "CyberBullying – Cebola quente", promovendo reflexões sobre o impacto das ofensas online e como evitar esse comportamento. 

 

Serviço: 

Feira da Saúde Unisa 

Data: 12 de abril 

Horário: das 10h às 16h 

Local: Unisa campus Interlagos (Rua Professor Enéas de Siqueira Neto, 340 - Jardim das Imbuias, São Paulo). Todos os atendimentos serão gratuitos 



Entenda a Síndrome de Wolf-Hirschhorn: uma condição rara que afeta principalmente meninas

O dia 16 de abril é conhecido como o Dia Mundial da Síndrome de Wolf-Hirschhorn, uma condição genética rara causada por uma deleção parcial no cromossomo 4. A condição se caracteriza, principalmente, por face típica, atraso no crescimento intrauterino e pós-natal e acometimento intelectual. Avanços em testes genéticos têm propiciado o diagnóstico precoce e melhor manejo dos pacientes com a Síndrome, além do planejamento familiar para pessoas com histórico familiar da condição em tratamentos de reprodução assistida


A Síndrome de Wolf-Hirschhorn (SWH) é uma condição genética rara causada pela deleção parcial do braço curto do cromossomo 4. Sua incidência global é estimada em aproximadamente 1 a cada 50 mil nascimentos, sendo mais comum em meninas, na proporção de duas meninas para cada menino diagnosticado (1). No Brasil, não há dados oficiais sobre o número de casos, mas, considerando a taxa de nascimentos no País, estima-se que cerca de 56 crianças possam apresentar a Síndrome anualmente. O Dia Internacional da Síndrome de Wolf-Hirschhorn, de conscientização sobre a condição, é celebrado em 16 de abril.

Os sinais clínicos da SWH variam conforme o tamanho da deleção parcial no cromossomo 4, podendo causar uma série de alterações no desenvolvimento da criança. Entre os sinais mais comuns estão o atraso no crescimento antes e após o nascimento, deficiência intelectual e convulsões. Também são frequentes algumas características faciais típicas, como testa larga, olhos muito espaçados (hipertelorismo), nariz largo ou pontudo, orelhas com formato incomum e cabeça de tamanho menor que o esperado (microcefalia). Além disso, algumas crianças podem apresentar problemas no coração, dificuldades para se alimentar e atraso na fala.

O diagnóstico da SHW pode ser realizado ainda durante a gestação, principalmente quando o ultrassom identifica anomalias fetais suspeitas. No entanto, a confirmação da condição exige exames genéticos específicos com consulta com geneticista. O teste mais comum para diagnosticar essa síndrome é a análise do cariótipo, que permite visualizar a estrutura e o número dos cromossomos e em alguns casos, pode ser necessário o teste de array (CMA). A maioria dos casos não é herdada e ocorre aleatoriamente, sem um histórico da condição na família. Porém, translocações recíprocas no cariótipo em um dos membros do casal, pode aumentar o risco da condição na prole.

“O cariótipo é um dos primeiros exames solicitados quando há suspeita de uma síndrome cromossômica, pois ele permite visualizar a aparência e organização dos cromossomos. No entanto, em alguns casos, as deleções podem ser pequenas demais para serem detectadas por esse método”, explica Larissa antunescoordenadora de assessoria genética do Igenomix Brasil.

Para detectar microdeleções menores que não aparecem no cariótipo, exames mais avançados podem ser utilizados, como a hibridação in situ por fluorescência (FISH), que identifica alterações em regiões específicas do DNA. Além disso, o CMA  e o sequenciamento de nova geração (NGS) oferecem uma análise mais detalhada, permitindo a detecção de variações cromossômicas em nível molecular. A determinação do teste é baseada na hipótese diagnóstica.

Além do diagnóstico pós-natal, algumas dessas alterações genéticas podem ser identificadas ainda durante a gestação. O teste pré-natal não invasivo (NIPT), como o NACE, oferecido pelo laboratório Igenomix, pode detectar grandes deleções cromossômicas a partir do DNA fetal presente no sangue materno. Esse exame permite um rastreamento inicial da síndrome antes mesmo do nascimento.

Para casais que recorrem à reprodução assistida, exames como o Teste Genético Pré-Implantacional para Aneuploidias (PGT-A) podem avaliar a saúde cromossômica dos embriões antes da transferência para o útero, ajudando no planejamento familiar.

“No contexto da medicina reprodutiva e genética, a evolução dos testes genéticos tem sido fundamental para a detecção precoce de condições raras, como a SHW. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, melhor será o acompanhamento médico e o suporte oferecido à criança e à família”, destaca Larissa .

Com os avanços na genética, testes cada vez mais sofisticados estão ajudando a identificar doenças raras com mais precisão. O laboratório Igenomix, do grupo Vitrolife, se destaca no desenvolvimento de exames genéticos que auxiliam médicos e pacientes no diagnóstico de condições genéticas e principalmente pioneirismo no planejamento familiar, promovendo mais conhecimento e acessibilidade ao diagnóstico genético no Brasil.

 



Referência bibliográfica

1 - Battaglia, A. 2021. “Deletion 4p: Wolf-Hirschhorn Syndrome” In Cassidy & Allanson's Management of Genetic Syndromes, edited by J. C. Carey, A. Battaglia, D. Viskochil, and S. B. Cassidy, 4th ed. John Wiley & Sons.

Sobre o Igenomix – O Igenomix é um laboratório de biotecnologia que ajuda no sucesso dos tratamentos de Reprodução Assistida, diagnóstico e prevenção de Doenças Genéticas parte do Vitrolife Group. Juntamente com clínicas e médicos em todo o mundo, investiga como a medicina de precisão, por meio da genômica, pode salvar vidas. Atuante em mais de 80 países, conta com 20 laboratórios genéticos. Com mais de 500 publicações científicas e seis patentes, é um importante produtor de ciência em saúde reprodutiva e genética.

Sobre o Vitrolife Group – Vitrolife Group é um fornecedor global líder mundial de dispositivos médicos e serviços de testes genéticos. Atua no mercado de saúde reprodutiva desde 1994, e em 2021, adquiriu o Igenomix, com o objetivo de apoiar clientes e pacientes em todo o mundo para melhorar os resultados reprodutivos.



Doença de Parkinson: desafios e avanços no tratamento no Brasil

11 de abril é o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson

 

A Doença de Parkinson é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta milhões de pessoas no mundo, impactando diretamente a qualidade de vida dos pacientes. No Brasil, estima-se que mais de 200 mil pessoas convivam com a doença, que se manifesta principalmente por tremores, rigidez muscular e dificuldades motoras. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são fundamentais para retardar a progressão dos sintomas e melhorar o bem-estar dos pacientes.

A Doença de Parkinson é devida à degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem uma substância chamada dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos do paciente, causando os sintomas.

Os sintomas motores mais comuns incluem: lentidão de movimento (bradicinesia), rigidez muscular, aumento gradual de tremores, problemas de postura e equilíbrio, caminhar arrastando os pés e postura inclinada para a frente. O tremor típico afeta os dedos ou as mãos, mas pode também afetar o queixo, a cabeça ou os pés. Atualmente, não há cura, mas existem tratamentos que podem ajudar a gerenciar os sintomas. 

A doença pode afetar qualquer pessoa e tende a atingir pessoas mais idosas. A grande maioria das pessoas tem os primeiros sintomas geralmente a partir dos 50 anos de idade, contudo, pode também acontecer nas idades mais jovens, embora os casos sejam mais raros.

O diagnóstico da doença é feito por exclusão. Médicos recomendam exames como a tomografia computadorizada ou a ressonância magnética para terem a certeza de que o paciente não possui nenhuma outra doença no cérebro. O diagnóstico da doença faz-se baseada na história clínica do paciente e no exame neurológico.

A Doença de Parkinson pode e deve ser tratada, não apenas combatendo os sintomas, como também retardando o seu progresso.  A grande arma da medicina para combater o Parkinson são os tratamentos medicamentosos, e a reabilitação multidisciplinar, em alguns casos, há indicação de estimulação profunda do cérebro (marcapasso cerebral).

O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza tratamentos gratuitos para o Parkinson, incluindo medicamentos essenciais, como a levodopa, além de acompanhamento médico e fisioterápico. No entanto, desafios como a falta de acesso a especialistas, demora nos diagnósticos e distribuição irregular de medicamentos ainda são obstáculos enfrentados por muitos pacientes. Em algumas regiões do país, a escassez de neurologistas e centros especializados compromete o atendimento adequado.

A Associação Brasil Parkinson (ABP) disponibiliza três ebooks gratuitos com informações essenciais – “O Parkinson e a Cidadania”, “Sintomas Iniciais” e “Atividades e exercícios físicos”.

Nesse 11 de abril, Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, a ABP lança o Manual de Alimentação, Nutrição e Suplementação na Doença de Parkinson.

O Manual de Nutrição foi desenvolvido pelas especialistas em nutrição e neurologia – Maura Corá, Mariana Burmeister e Maria de Fátima Nunes Marucci - traz orientações detalhadas sobre os melhores alimentos para promover o bem-estar e minimizar os impactos da condição no dia a dia. Com 97 páginas, o guia aborda desde a importância da hidratação até a escolha de alimentos ricos em nutrientes essenciais, priorizando uma alimentação balanceada e livre de ultraprocessados. Entre as recomendações, destaca-se o consumo de frutas, legumes, cereais integrais e proteínas magras, além da sugestão de preparações mais saudáveis: consumir legumes e verduras variados no almoço e jantar; ingerir 3 porções de frutas por dia; priorizar carnes brancas (peixe e frango) e cereais integrais (pães, arroz, aveia); incluir leguminosas (feijão, grão-de-bico, lentilha), batatas, castanhas e azeite de oliva extravirgem; optar por queijos brancos e iogurtes naturais sem açúcar e aditivos químicos; preferir preparações assadas, grelhadas ou refogadas, beber água ao longo do dia  e excluir doces, açúcares, farinhas refinadas, frituras, fast food, carnes gordurosas e embutidos, refrigerantes e sucos artificiais. 

Importante adotar estilo de vida saudável, praticar exercícios regularmente; ter um descanso adequado e manter o convívio social. Consulte as informações e dicas da ABP - https://www.parkinson.org.br/

 

"Marca-passo cerebral" pode transformar a vida de pacientes com Parkinson com melhora de até 90% nos sintomas1

O DBS é uma terapia segura e eficaz, que pode reduzir até 70% dos tremores2; segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, pode ter seus casos dobrados até 2040


Cesar implantou o DBS e a liberdade de movimento
trouxe de volta também os sonhos
 (Divulgação: Boston Scientific)

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a Doença de Parkinson afeta cerca de 4 milhões de pessoas no mundo, incluindo 200 mil brasileiros3. Diante desse cenário, o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado em 11 de abril, reforça a importância do diagnóstico precoce e do acesso a tratamentos eficazes. Entre eles, o DBS (do inglês Deep Brain Stimulation) se destaca como um tratamento avançado que, apesar de ainda pouco conhecido, tem revolucionado a vida de pacientes no Brasil e no mundo. 

A Estimulação Cerebral Profunda pode ser indicada quando o paciente responde bem às medicações, como a levodopa, mas não consegue mais controlar os sintomas motores mesmo com altas doses de medicamento. É neste momento que a chamada “janela do DBS” se abre, sendo o momento ideal para que o paciente se beneficie do tratamento.
 

A “janela do DBS” 


Com mais de 20 anos de existência e resultados expressivos, essa terapia segura e comprovada da Boston Scientific já beneficiou mais de 100 mil pessoas, ajudando-os a recuperar o controle dos movimentos e a qualidade de vida4,5. Mais de 90% dos pacientes relataram uma melhora nos sintomas após 1 ano1. Além disso, 96% dos pacientes afirmam que fariam o tratamento com DBS novamente6. Pacientes com tremores reportaram uma redução média de 70% dos sintomas, dependendo do tipo e localização2

“A técnica utiliza um pequeno dispositivo com formato anatômico e confortável, semelhante a um marca-passo, cirurgicamente implantado na região do tórax, que envia sinais elétricos a fios condutores posicionados no cérebro. Essa estimulação pode melhorar a função motora, diminuindo sintomas como tremores, lentidão e rigidez, além da redução em 30% da medicação1”, explica Lucas Silva, Diretor de Neuromodulação da Boston Scientific, líder global em dispositivos médicos. 

O DBS pode oferecer aos pacientes com doença de Parkinson um aumento de 6 horas sem movimentos involuntários problemáticos, conhecidos como discinesias, em comparação com o tratamento apenas com medicamentos, dando aos pacientes mais controle e independência para realizar as suas tarefas cotidianas sem rigidez ou congelamentos1. Além disso, a melhora significativa na função motora é sustentada por pelo menos 5 anos6

Com o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento da população, o número de casos de Parkinson no mundo pode dobrar até 20403, já que a condição afeta cerca de 1% das pessoas com mais de 65 anos. Uma pesquisa do Programa de Pós-Graduação da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein revela o crescimento significativo dos diagnósticos nas últimas décadas e aponta que, embora a doença seja mais comum entre idosos, de 10% a 20% dos casos ocorrem em adultos por volta dos 50 anos7

“Parkinson é hoje a segunda doença neurodegenerativa mais prevalente no planeta. No entanto, ainda existe pouca divulgação a respeito da condição clínica, seus sintomas e tecnologias disponíveis para tratamento”, continua Silva. “Parkinson não tem cura, mas existe um espectro amplo da doença e as terapias evoluíram significativamente nos últimos 30 anos”, completa.
 

LEAP+: solução de financiamento  

Para apoiar pacientes que buscam financiamentos para procedimentos, a Boston Scientific firmou parcerias para criar uma plataforma de financiamento de saúde. O Leap+ é similar a um e-commerce, em que o médico ou hospital faz um cadastro na plataforma, cria um carrinho de compras com os itens que serão necessários para a realização dos procedimentos e convida o paciente a acessar para plataforma e conhecer as opções de parcelamento disponíveis.  

É possível, por exemplo, financiar apenas os honorários da equipe médica, se os gastos hospitalares estiverem cobertos pelo plano de saúde, ou todos os custos, caso o paciente não tenha nenhum convênio.
 

Campanha ‘Parkinson com DBS – É possível Sonhar’ 2025

 

Norma mobilizou sua cidade natal, Pedra Azul, Minas Gerais,
 em uma vaquinha, para conseguir os recursos para a vaquinha
(Divulgação: Boston Scientific)

Pelo segundo ano consecutivo, a Boston Scientific lança uma campanha nacional para incentivar pacientes e familiares a descobrirem novas possibilidades – seja explorando novos hobbies, alcançando metas de vida ou retomando atividades que pareciam inatingíveis – graças ao DBS. Com o inspirador mote "Quando foi a última vez que você sonhou algo novo com o Parkinson?", a iniciativa dá voz a personagens reais, cujas histórias mostram como é possível transformar desafios em conquistas. 

A campanha traz a história de pessoas que recuperaram o controle de suas vidas e puderam colocar em prática seus planos de futuro após terem implantado o dispositivo. Cesar e Norma são pacientes que compartilham suas histórias. 

Diagnosticado com Parkinson há mais de uma década, Cesar passou anos refém da progressão da doença: movimentos limitados, dependência de medicamentos e, principalmente, a perda daquilo que mais amava: o futebol. Torcedor apaixonado do Flamengo, viu o sonho de ir ao estádio acompanhar o time se afastar. A virada veio com o DBS e o resultado surpreendeu até quem convive com ele diariamente. A liberdade de movimento trouxe de volta também os sonhos: voltar a andar na praia, viajar para o exterior e voltar a assistir aos jogos no meio da torcida, esse último ainda na lista de desejos. 

Já Norma passou anos sem diagnóstico, enfrentando a progressão do Parkinson até chegar ao ponto de perder completamente os movimentos, ficando dias sem conseguir andar ou realizar atividades sozinha. Após finalmente receber o diagnóstico correto, iniciou o tratamento e, mais tarde, foi indicada para a cirurgia do DBS. Sem recursos, Norma mobilizou sua cidade natal, Pedra Azul, Minas Gerais, em uma vaquinha que arrecadou R$ 90 mil com apoio de rádios, TVs e da comunidade local. Operada em janeiro de 2022, em São Paulo, ela teve sua autonomia restaurada — inclusive, realizou o sonho de voltar a dirigir. 

No site  www.vivercomparkinson.com.br é possível ver as histórias completas destes dois personagens e os demais. A plataforma, criada para gerar conhecimento sobre a doença, reúne informações detalhadas sobre a condição clínica, orienta sobre a jornada do paciente e apresenta o DBS – tratamento disponível no SUS e incluído no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde da ANS, com cobertura pelos planos de saúde. Além disso, oferece atendimento via WhatsApp para esclarecer dúvidas e auxiliar no agendamento de consultas com médicos especialistas por geolocalização, proporcionando suporte completo ao paciente em todas as etapas do tratamento.
 



Boston Scientific



1- Vitek, J. INTREPID Study. Presented by Robert Gross, Plenary Session, AANS Presented at: 2018 AANS; April 26-27, 2018; New Orleans, Louisiana, USA.

2- Rubens Gisbert Cury, Valerie Fraix, Anna Castrioto, Maricely Ambar Pérez Fernández, Paul Krack, Stephan Chabardes, Eric Seigneuret, Eduardo Joaquim Lopes Alho, Alim-Louis Benabid, Elena Moro. Neurology Sep 2017, 89 (13) 1416-1423; DOI: 10.1212/WNL.0000000000004295

3- Biblioteca Virtual em Saúde. Link

4-Parkinson’s Foundation. Causes. Accessed July 1, 2021. Link.

5-Sugiyama K, Nozaki T, Asakawa T, Koizumi S, Saitoh O, Namba H. The present indication and future of deep brain stimulation. Neurol Med Chir.2015;55(5):416-21.Epub 2015 Apr 28.

6- Knoop CD, Kadish R, Hager K, Park MC, Loprinzi PD, LaFaver K. Bridging the gap in patient education for DBS surgery for Parkinson's disease. Parkinson's Dis. 2017;2017:9360354. doi:10.1155/2017/9360354;

7- Portal Agência Einstein. Link



Atenção: a lei restringe a venda desses dispositivos por meio de ou por indicação de um médico. Indicações, contraindicações, avisos e instruções podem ser encontrados nos rótulos de cada dispositivo ou www.IFU-BSCI.com. Essas informações são apenas para propósitos educacionais. Esses produtos estão para demonstração com propósitos de informação e podem não ser aprovados ou estar para venda em certas localidades. Esse material não pode ser direcionado a uso na França. 2025 Copyright © Boston Scientific Corporation ou seus afiliados. Todos os direitos reservados.

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Pesquisa SindHosp aponta que 89% dos hospitais paulistas registram aumento de internações por dengue

A pesquisa do SindHosp- Sindicato dos Hospitais, Clínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo, realizada no período de 25 de março a 7 de abril de 2025, ouviu 97 hospitais privados, sendo 65% da capital e grande São Paulo e 35% do interior.

 

Comparando com a última pesquisa realizada no período de 13 a 23 de janeiro deste ano, as internações cresceram. Em janeiro, 66% dos hospitais registraram aumento de internações contra 89% na nova pesquisa.




Apesar do aumento de internações, o índice de crescimento ainda é pequeno. Para 76% dos hospitais houve aumento de até 5% nas internações em UTI enquanto na pesquisa de janeiro deste ano 31% dos hospitais registraram aumento de até 5% em leitos de UTI. Por outro lado, o tempo médio de internações em UTI cresceu. Em janeiro, 77% dos hospitais informaram até 4 dias de internação em UTI enquanto na pesquisa atual 79% dos hospitais indicam tempo de permanência em UTI de 5 a 10 dias.

Nas internações em leitos clínicos ,44% dos hospitais registraram aumento de internações em até 5% e 35% registraram aumento de 6% a 10 % enquanto em janeiro eram 43% dos hospitais que informaram aumento de até 5% nas internações clínicas e 8% dos hospitais indicaram aumento de 6% a 10%.

Quanto ao tempo médio de internação também houve aumento: 80% dos hospitais indicam 5 a 10 dias como tempo médio de internação clínica enquanto na pesquisa de janeiro/25 eram 69% de hospitais que indicavam permanência em leitos clínicos de até 4 dias.

A faixa etária mais frequente de paciente com dengue concentra-se em pacientes de 30 a 50 anos.


Aumento também no pronto atendimento

88% dos hospitais registraram aumento dos casos de pacientes com suspeita de dengue no pronto atendimento /serviços de urgência e emergência. Em janeiro, eram apenas 45% dos hospitais que registraram esse aumento.

Questionados sobre o percentual de aumento de pacientes que testaram positivo nos últimos 15 dias, 32% dos hospitais registraram aumento de até 5% e 34% registraram de 6% a 10% enquanto na pesquisa anterior 43% informaram aumento de até 5% e 11% dos hospitais registraram aumento de 6% a 10%.


Quais outras doenças prevalecem nos hospitais

Na pesquisa atual os hospitais registram 35% de outras doenças respiratórias, 32% de doenças crônicas e 21% de viroses em geral enquanto na pesquisa de janeiro de 2025, 40% registraram viroses em geral, 25% outras doenças respiratórias e 17% doenças crônicas.

Segundo o médico Francisco Balestrin, presidente do SindHosp, com a proximidade do outono e inverno, está havendo uma reversão no quadro de doenças que levam a internações. “No verão, tivemos a predominância de viroses e agora crescem as doenças respiratórias. Esse ciclo acontece sempre e a vacinação pode ajudar a mudar esse quadro”, avalia.



 

Foto: Rodrigo Lopes

Sucesso de público e crítica, premiada Tebas Land, do uruguaio Sergio Blanco, volta a São Paulo para uma temporada no Teatro Vivo no dia 15 de abril 


 

Com direção de Victor Garcia Peralta, peça é uma autoficção que acompanha os encontros entre um jovem parricida e um dramaturgo interessado em escrever a história do crime

 Ao retratar a instigante relação entre um jovem parricida e um dramaturgo interessado em escrever a história de seu crime, o espetáculo Tebas Land, escrita pelo conceituado dramaturgo uruguaio Sergio Blanco, conquistou o público brasileiro desde a sua estreia, em 2018, ganhando temporadas em diversos cantos no país até a chegada da pandemia de Covid-19.

Agora, o espetáculo, dirigido por Victor Garcia Peralta e estrelado por Otto Jr. e Robson Torinni, está de volta a São Paulo para mais uma temporada no Teatro Vivo, de 15 de abril a 28 de maio, com apresentações às terças e quartas-feiras, às  20h. A nova temporada é realizada com recursos da Lei Rouanet, do Ministério da Cultura, e conta com o patrocínio da Vivo.

Sucesso de crítica, a peça conquistou os prêmios Shell RJ de melhor ator (Otto Jr.) e Botequim Cultural de melhor espetáculo, direção e ator (Robson Torinni). Também foi indicado ao Botequim Cultural de Melhor Ator (Otto Jr.) e Cesgranrio de Melhor Direção e Melhor Ator (Robson Torinni). Além disso, participou do Festival de Avignon, na França, um dos eventos de teatro mais importantes do mundo. 

“Tivemos que parar o espetáculo, com plateias lotadas, no começo da pandemia. E é com muita alegria que voltamos com esse texto, que ganhou adaptações premiadas em uma série de países”, celebra Torinni, idealizador da peça ao lado de Peralta. 

Na trama, em um presídio de segurança máxima, um dramaturgo coleta o relato de um jovem condenado por assassinar o próprio pai com 21 golpes de garfo. O cenário reproduz a quadra de basquete de uma prisão, onde ocorrem os encontros quase documentais entre os dois personagens, duas pessoas de mundos completamente distintos. 

Assim, começa uma peça dentro da peça, com Robson Torinni na pele tanto do jovem assassino quanto do ator que o representa. Com esse jogo de metalinguagem e autoficção, características tão marcantes nas obras de Blanco, a montagem propõe uma reflexão sobre a construção da dramaturgia, o universo teatral e os limites entre ficção e realidade.

“O texto nos cativou pelos dois diferentes planos, razão e emoção, e pelo processo criativo imbuído neles, em que a dramaturgia é construída durante a ação da peça, oscilando, quase que paralelamente, entre a discussão do fato ocorrido e a construção do texto da peça que será baseada no crime”, conta o diretor.

O espetáculo é inspirado no mito do Édipo e na vida de São Martinho de Tours, santo europeu do século IV e também revisita textos que abordam o tema da paternidade, como “Os Irmãos Karamazov”, de Dostoievski; “Um Parricida”, de Maupassant; e “Dostoievski e o Parricídio”, de Freud. 

Como de praxe nas dramaturgias do autor, a peça nos faz refletir sobre problemas sociais, sempre com sensibilidade e inteligência, como a importância da paternidade, a falta de afeto na contemporaneidade, a solidão, as famílias disfuncionais e a falência dos sistemas prisionais. 

 “A peça aborda uma questão que muito nos toca: as ligações com os pais. Nem todos podemos ser pais, mas todos somos filhos e, portanto, todos temos a experiência da descendência. É também um trabalho sobre a dinâmica do que é a engenharia da construção de uma peça, como o texto pode ser escrito”, define o dramaturgo Sergio Blanco. 

Tebas Land também nos alerta sobre as consequências dos abusos (físicos, sexuais e psicológicos) sofridos na infância, que perduram durante a vida toda das vítimas. No Brasil, um estudo revelou que, apenas no primeiro semestre de 2022, 84% das violações contra crianças de até 6 anos foram cometidas por familiares. Essas agressões têm impacto negativo a curto, médio e longo prazo na saúde física e mental das vítimas e em suas práticas parentais futuras. 

O sucesso da peça, para Peralta, deve-se justamente às reflexões e diálogos sobre esses temas sociais e culturais tão relevantes, promovendo a conscientização e estimulando o pensamento crítico.”Além disso, a história conecta duas pessoas de diferentes origens, criando um espaço de empatia pelo público. Acho que o espetáculo reforça a importância da arte como veículo de transformação social, influenciando positivamente a percepção coletiva e a compreensão dos desafios atuais”, acrescenta. 


Ficha técnica

Autor: Sergio Blanco

Tradutor: Esteban Campanela, Robson Torinni e Victor Garcia Peralta

Direção: Victor Garcia Peralta

Atores: Otto Jr. e Robson Torinni

Cenógrafo: José Baltazar 

Iluminador: Maneco Quinderé

Figurino: Criação coletiva

Trilha sonora: Marcello H

Operador de luz: Rodrigo Lopes

Operador de som: Rodrigo Pinho

Assessoria de imprensa: Pombo Correio 

Designer Gráfico: Alexandre de Castro

Fotografia: Rodrigo Lopes e billnog.biz 

Direção de produção: Sérgio Saboya e Silvio Batistela 

Produção: Galharufa Produções Culturais

Produção executiva: João Eizô Y Saboya

Realização: REG'S Produções Artísticas

Idealização: Robson Torinni e Victor Garcia Peralta


Sinopse

Com dramaturgia do uruguaio Sergio Blanco e direção de Victor Garcia Peralta, a peça é uma autoficção que acompanha os encontros entre um jovem parricida e um dramaturgo interessado em escrever a história do crime.


Serviço

Tebas Land, de Sergio Blanco

Temporada: 15 de abril a 28 de maio. Às terças e quartas, às 20h.

Teatro Vivo - Av. Dr. Chucri Zaidan, 2460 - Vila Cordeiro, São Paulo

Ingressos: Preço Popular - R$ 40 (inteira) e R$ (meia-entrada) | Ingressos regulares: R$ 120 (inteira) e R$60 (meia-entrada*)

*meia-entrada é válida para participantes do programa Vivo Valoriza (resgatar o voucher pelo app), estudantes, professores, idosos, pessoas com deficiências, funcionários Vivo mediante à apresentação de comprovante

Vendas online em https://site.bileto.sympla.com.br/teatrovivo/

Bilheteria: funciona apenas nos dias de peça e abre 2h antes da apresentação

Telefone: (11) 3279-1520

Capacidade: 274 lugares

Duração: 1h40 minutos

Classificação: 16 anos

Acessibilidade: Teatro acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.  Os ingressos dos assentos reservados para acessibilidade poderão ser adquiridos através de reserva pela bilheteria 11 3430-1524 - (Funcionamento somente nos dias de peça 2h antes da apresentação) ou pelo e-mail teatrovivo@trimitraco.com.br

 

*Obs. O ingresso PREÇO POPULAR é válido para todos os clientes e segue o plano de democratização da Lei Rouanet, havendo uma cota deste valor promocional. O comprovante de meia entrada deverá ser apresentado na entrada do espetáculo.



Dia do beijo - Beijo bom começa com hálito fresco: como evitar surpresas desagradáveis

Iniciativa do Ysos reforça cuidados para não decepcionar na data


No Dia do Beijo, celebrado em 13 de abril, nada mais justo do que colocar em pauta um dos elementos mais importantes (e muitas vezes ignorado) para que o beijo seja de fato memorável: o hálito. Pode parecer básico, mas manter o frescor bucal ainda é um desafio para muitos brasileiros. Segundo especialistas, pequenos descuidos diários são os grandes vilões do mau hálito e, consequentemente, dos beijos que não chegam a acontecer.

Para ajudar seus usuários a se prepararem melhor para este dia tão simbólico (e romântico!), o app Ysos, focado em encontros casuais entre casais e solteiros, convidou duas especialistas em saúde bucal para esclarecer o que está por trás do famoso “bafo” e como evitá-lo.


Halitose: o que causa e como evitar?

“A má higiene é, sem dúvida, a principal causa da halitose”, afirma a cirurgiã-dentista Izabelly Rezende de Oliveira, mestre em Clínica Odontológica e professora em cursos de especialização em implantodontia. Segundo ela, a ausência do fio dental – ou seu uso inadequado – é um dos principais fatores para a proliferação de bactérias. A escovação da língua também tem um papel relevante no controle da halitose, complementa.

Para a dentista Larissa Lemme de Mello, da Odonto Special SJC, o maior vilão do mau hálito é a saburra lingual. "Trata-se de uma placa bacteriana branca ou amarelada que se forma sobre a língua. Ela é responsável por grande parte dos casos de mau hálito persistente e deve ser removida com escovas ou raspadores linguais diariamente", explica.


Alimentação, hidratação e saliva: aliados do beijo perfeito

O consumo de frutas fibrosas, como a maçã, que ajudam na limpeza dos dentes, e o queijo, que colabora para o equilíbrio do pH da boca, são boas estratégias complementares. "Mas nada substitui a escovação adequada", reforça Izabelly.

A saliva também desempenha um papel essencial no controle da halitose. A boca seca é um terreno ideal para a proliferação de microrganismos. "A hidratação é fundamental. E para quem tem algum problema sistêmico ou faz uso de medicamentos que interferem na saliva, é possível recorrer a salivas artificiais com prescrição odontológica", completa Larissa.


Chicletes ajudam?

Chicletes sem açúcar, especialmente os com xilitol, podem estimular a salivacão e dar uma sensação momentânea de frescor. "Mas não tratam o problema e devem ser usados apenas como solução pontual", diz Larissa. Os com açúcar, por sua vez, alimentam bactérias bucais e agravam o mau hálito.


Beijo também transmite doenças

Mononucleose, herpes labial, gengivites e até cáries podem ser transmitidas pelo beijo. "A cárie é uma doença infecciosa e transmissível. Cuidar da própria boca também é cuidar da boca de quem você beija", diz Izabelly. Ela alerta para sinais como gengiva avermelhada, sangramentos e dente com tártaro visível como indicativos de que é melhor adiar o beijo e marcar uma consulta conjunta ao dentista. "Pode até não parecer romântico, mas é uma prova de carinho", brinca.


O beijo no sexo casual

Segundo Mayumi Sato, CMO do Ysos, o beijo é um termômetro da conexão entre as pessoas, mesmo em encontros sem compromisso. "Para muita gente, o beijo é mais intimista do que o próprio sexo. Ele abre as portas para o desejo, testa afinidades e pode ser decisivo para que o encontro evolua ou acabe ali mesmo. Um hálito fresco pode transformar uma aproximação em algo inesquecível", afirma.

 

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Dia Mundial de Conscientização sobre o Parkinson: compreendendo e combatendo os desafios

No dia 11 de abril, a comunidade global volta seu olhar para uma das condições neurodegenerativas mais prevalentes e impactantes – o Parkinson. Essa data tem como foco a divulgação dos obstáculos vividos por aqueles que sofrem com a doença, além de ressaltar a importância do acesso à informação e do suporte às famílias e aos pacientes.


Entendendo o Parkinson

O Parkinson é caracterizado como uma enfermidade crônica, progressiva e degenerativa do sistema nervoso central, resultante da diminuição do neurotransmissor dopamina, responsável pela regulação dos movimentos voluntários. Assim, os portadores da doença podem apresentar sintomas como tremores, lentidão motora, rigidez muscular e problemas de equilíbrio.


Dados globais e nacionais

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Parkinson ocupa o segundo lugar entre as doenças neurodegenerativas, ficando atrás somente do Alzheimer. Aproximadamente 4 milhões de pessoas convivem com a condição mundialmente, contando com cerca de 450 mil casos no Brasil. Ainda que as estatísticas nacionais possam variar, pesquisas indicam que cerca de 3,3% dos brasileiros com mais de 64 anos são acometidos pela doença.


Desafios no diagnóstico e no tratamento

Um dos grandes obstáculos no manejo do Parkinson é a identificação precoce da doença. Devido à sua manifestação gradual, os primeiros sintomas podem ser sutis, atrasando a procura por atendimento neurológico especializado. Especialistas, como o neurologista Matheus Ferreira Gomes do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, ressaltam que a apresentação inicial de sintomas leves muitas vezes impede que os pacientes busquem avaliação médica em tempo adequado.

No que diz respeito ao tratamento, as alternativas são variadas e incluem terapias medicamentosas, sessões de fisioterapia, acompanhamento fonoaudiológico, suporte psicológico e orientação nutricional, aliados à prática regular de atividades físicas. Para os casos mais avançados, procedimentos cirúrgicos, como a estimulação cerebral profunda, podem ser indicados como opções terapêuticas. “A escolha deve ser individualizada. Exemplos: levodopa, agonistas dopaminérgicos, inibidores da MAO-B, inibidores da COMT e amantadina. Para indicar a estimulação profunda cerebral, o paciente deve ter resposta à levodopa, passar por avaliação neuropsiquiátrica/psicológica e ter imagens do encéfalo, para descartar alterações anatômicas. Para aqueles pacientes em que houve adequada indicação do procedimento, a estimulação profunda pode minimizar os sintomas e trazer grande qualidade de vida. É crucial ressaltar que a estimulação profunda cerebral não cura a doença, mas ajuda no controle sintomático”, diz o médico.


Identificação dos Sinais e Evolução da Doença

Reconhecer os indícios iniciais do Parkinson é essencial, e esses sinais podem incluir lentidão motora, rigidez muscular e tremores durante o repouso, além de manifestações não relacionadas ao movimento, como distúrbios do sono, variações de humor e alterações no funcionamento intestinal. Segundo o neurologista Matheus, "os sintomas tendem a se desenvolver de maneira gradual (embora essa progressão varie entre os indivíduos), e é a combinação de lentidão e rigidez que mais compromete a mobilidade, enquanto a disfagia pode aumentar o risco de broncoaspiração e ocasionar episódios recorrentes de pneumonia".


Qualidade dos cuidados e expectativa de vida

Conforme destacado pelo especialista, a longevidade dos pacientes com Parkinson está intimamente ligada à eficácia do tratamento adotado e à qualidade dos cuidados recebidos. Esses cuidados abrangem não apenas a terapia medicamentosa, mas também programas de exercícios físicos, sessões regulares de fisioterapia e/ou fonoaudiologia personalizada.


A importância do Dia Mundial de Conscientização

A data representa uma oportunidade para ampliar a compreensão sobre a doença, atenuar o estigma associado e fomentar a criação de uma rede de apoio e solidariedade entre os afetados e a sociedade. “Compreender os desafios enfrentados pelos pacientes e suas famílias é o primeiro passo para garantir que eles recebam o apoio e os cuidados necessários para enfrentar essa condição complexa e desafiadora”, conclui Matheus.

 

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