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sexta-feira, 11 de abril de 2025

Parkinson pode afetar muito mais do que movimentos; casos devem crescer consideravelmente


Com o avanço da doença, saúde bucal
 dos pacientes pode ser afetada
 Envato
Dificuldade em realizar tarefas simples, como escovar os dentes, pode levar a complicações graves. Estudos recentes mostram relação entre saúde bucal e doenças neurodegenerativas

 

O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum entre adultos, ficando atrás apenas do Alzheimer. Estima-se que cerca de 25 milhões de pessoas no mundo apresentarão sinais da doença até 2050, segundo pesquisadores da Capital Medical University, em Pequim, na China, o que representa um aumento de 76% em relação a 2021. De acordo com o estudo, o aumento mais significativo deve acontecer entre pessoas com 80 anos ou mais, público que pode ter um crescimento dos diagnósticos de 196% até 2050.

Caracterizada pela degeneração das células da substância negra do cérebro, onde é produzida a dopamina, a condição impacta diretamente os movimentos, causando tremores, rigidez muscular e dificuldades motoras progressivas. À medida que a doença avança, surgem novos desafios, sendo a condição bucal um dos mais relevantes. Tremores nos lábios e na língua, movimentos mais lentos (bradicinesia), rigidez facial e dificuldades para engolir comprometem não apenas o conforto do paciente, mas também sua capacidade de manter uma boa higiene oral. Esses sintomas podem causar danos a restaurações, fraturas dentárias, traumas em tecidos moles, como língua e lábios, e dores na articulação da mandíbula (próxima ao ouvido). Além disso, a dificuldade para escovar os dentes e usar fio dental aumenta significativamente o risco de cáries e doenças periodontais, que podem agravar o estado geral de saúde.

A perda dentária, quando decorrente do avanço dessas doenças, compromete a mastigação, a fala e a autoestima, reduzindo a qualidade de vida e podendo provocar alterações na dieta, o que resulta em deficiências nutricionais. Alimentos mal mastigados aumentam também o risco de engasgos e aspiração, podendo levar à pneumonia – principal causa de morte entre pacientes com Parkinson em estágio avançado.

Para minimizar esses impactos, o acompanhamento profissional para prevenção e diagnósticos precoces são fundamentais. “Consultas regulares ao dentista ajudam a evitar complicações e garantir melhor saúde geral ao paciente. Nos estágios iniciais da doença, os procedimentos odontológicos podem ser realizados de forma mais eficaz, prevenindo problemas futuros e evitando tratamentos complexos em fases mais avançadas, mas em qualquer estágio da doença o dentista pode contribuir para um cuidado mais integral”, destaca o dentista especialista em Implantodontia e diretor da Neodent, Sergio Bernardes.

Quando há perda de dentes, são muitos os casos em que os implantes oferecem uma reabilitação segura, proporcionando maior estabilidade do que dentaduras ou pontes móveis, que podem causar desconforto e instabilidade. “Por se tratar de um procedimento cirúrgico, uma avaliação multiprofissional minuciosa é fundamental, avaliando o estágio da doença e, por fim, a viabilidade de realizar o tratamento de forma segura. Mas o fato é que o acompanhamento de um dentista tem uma contribuição valiosa para a prevenção de problemas adicionais e a manutenção da qualidade de vida desses pacientes”, analisa o especialista.


Relação entre saúde bucal e doenças neurodegenerativas

Além do Parkinson, outras doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer, exigem atenção especial em relação aos cuidados com a boca. Não apenas pela necessidade de higiene, mas também pelos sinais que a boca pode apresentar sobre essas condições. Estudos recentes da Universidade de Exeter, no Reino Unido, sugerem que certas bactérias presentes na boca podem afetar a função cerebral com o envelhecimento. A pesquisa analisou 115 voluntários com mais de 50 anos. De acordo com os resultados, enquanto alguns tipos de bactérias estão associados a uma melhor memória e atenção, outros podem estar relacionados ao declínio cognitivo e à doença de Alzheimer. 

Além disso, os pesquisadores observaram que, se determinadas bactérias favorecem a função cerebral enquanto outras contribuem para o declínio cognitivo, tratamentos capazes de alterar o equilíbrio dessas bactérias na boca poderiam ser parte da solução para prevenir a demência. “Assim como outras pesquisas anteriores na área, esse estudo reforça a importância dos cuidados bucais, que não se limita ao bem-estar oral, mas estende-se também à saúde geral e, inclusive, à preservação da função cognitiva”, conclui Bernardes.


Neodent

 

Primeira terapia oral de curta duração para esclerose múltipla chega ao SUS

O medicamento poderá beneficiar pacientes diagnosticados com a forma remitente recorrente altamente ativa da doença

 

Os brasileiros com esclerose múltipla recorrente altamente ativa já podem ter acesso via Sistema Único de Saúde à cladribina oral, primeira terapia oral de curta duração para tratamento da esclerose múltipla. Lançado no Brasil em 2020 o medicamento possui posologia de curta duração, com 20 dias de administração ao longo de dois anos de tratamento, eficácia sustentada por pelo menos quatro anos e perfil de segurança favorável.1,2
 

“Estamos muito otimistas, pois esse tratamento diminuiu a carga de acompanhamento e, ao mesmo tempo, de custos de monitoramento, locomoção e dispensação para o sistema público de saúde”1, explica Maria Augusta Bernardini, diretora médica da Merck para Brasil e América Latina.  
 

Em setembro de 2023, a comunidade de Esclerose Múltipla celebrou a recomendação final favorável da CONITEC para a inclusão dessa terapia no SUS. Agora, em 2025, os pacientes com a prescrição médica têm acesso à medicação, um marco que demonstra a importância da participação ativa da sociedade civil, associações de pacientes, comunidade médica e demais envolvidos nos processos de consulta pública para a incorporação de novas tecnologias.
 

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória que compromete a camada protetora dos nervos do sistema nervoso central.1,3 O tratamento demonstrou eficácia na redução da frequência dos surtos clínicos, pois a cladribina atua principalmente nos linfócitos, células do sistema imunológico envolvidas no processo inflamatório da doença.1


 


Merck
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Referências

1: GOV.BR. Mavenclad® (cladribina oral) – Cladribina oral no tratamento de pacientes com esclerose múltipla remitente-recorrente altamente ativa, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 11 fev. 2025.

2- Giovannoni, Gavin, et al. "Safety and efficacy of cladribine tablets in patients with relapsing–remitting multiple sclerosis: Results from the randomized extension trial of the CLARITY study." Multiple Sclerosis Journal 24.12 (2018): 1594-1604.

3: MINISTÉRIO DA SAÚDE. 30/8 – Dia Nacional de Conscientização Sobre a Esclerose Múltipla. Biblioteca Virtual em Saúde do Ministério da Saúde, 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 11 fev. 2025.


Fila de transplante de córnea cresce no Brasil, diz relatório

Levantamento mostra que este aumento é causado pelo diagnóstico tardio do ceratocone. Cirurgia pode restaurar a visão. Entenda 

 


Maior causa de transplante de córnea no Brasil, o ceratocone, condição que afina a porção central da córnea, lente externa e transparente do olho, não para de crescer no Brasil. Uma evidência disso é o número de inscritos na fila da cirurgia. Relatório de SNT (Sistema Nacional de Transplante) indica que 2024 fechou com 17.106 transplantes de córnea realizados e uma fila de 28.987 inscritos. Até final de março do ano, a fila já saltou para 31.813 inscritos, um acréscimo de 10%.                                                                                                                                                                     

                                     

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas, o relatório do SNT confirma um levantamento feito nos prontuários do hospital de 319 pacientes com ceratocone. O levantamento mostra que o diagnóstico é tardio para metade dos que têm a condição. O oftalmologista ressalta que isso acontece porque geralmente o ceratone surge simultaneamente com a miopia. "Se não for realizada a tomografia da córnea logo no início da doença a chance de ir para transplante é grande. O exame avalia a espessura, curvatura anterior e posterior da córnea, espessura e irregularidades ou aberrações que caracterizam a doença", salienta. " A falta de diagnóstico preciso somada à rápida progressão da doença, especialmente entre alérgicos e portadores de síndrome de dowm que têm hábito decoçar os olhos estão por tras dos 4.048 transplantes entre janeiro e março do ano.

O problema é que ao ceratocone é insidioso.  Atinge 200 mil brasileiros, geralmente vem acompanhado de miopia e por isso muitos assiciam a visão fora de foco à miopia.  Este foi o caso de Juliana Alvez (47) que há dois meses implantou uma microlente entre a íris e o cristalino para corrigir 7 graus de miopia associada ao ceratocone brando. “Só descobri o ceratocone aos 21 anos", conta. Queiroz Neto diz que que quando o ceratocone aparece nesta idade a progressão é mais lenta e pode estabilizar com maior facilidade. Juliana afirma que tem intolerância ao uso de lente de contato que é o mais indicado para corrigir ceratone. Isso porque conforme a doença progride os óculos não oferecem boa correção à visão.  "Pensei até que não poderia operar quando recebi o diagnóstico.  Mas fui aprovada depois dos exames e fiquei com minha visão perfeita. Não posso nem acreditar que acordo enxergando tudo sem óculos, nem lente de contato que eu sempre tive diculdade de usar”, comenta. Juliana não está sozinha no desconforto com lente de contato. Dos 319 pacientes qjue participaram do levantamento no hospital, 41% afirmaram ter intolerância à lente de contato. Queiroz Neto afirma que para quem o implante de ICL é contraindicado a alternativa mais confortável é a lente de contato escleral. Isso porque, fica apoiada na esclera, parte branca do olho, invés de ficar apoiada borda da córnea.

 

Indicações da cirurgia

Nem todos têm a mesma sorte de Juliana.  O oftalmologista afirma que ó ceratocone geralmente surge na puberdade e muitos já chegam à primeira consulta com a córnea bastante frágil. “Isso porque a condição afina progressivamente a parte central da córnea que toma o formato de um cone.  Quando o diagnóstico é tardio pode inviabilizar, inclusive, o crosslink, único procedimento que interrompe em 80% dos casos a progressão  da doença.

O oftalmologista afirma que o implante de ICL só é indicado após completo exame oftalmológico que inclui: paquimetria da córnea., tomografia, biometria, microscopia especular, gonioscopia e teste de visão potencial para prever resultados.

A cirurgia é indicada para:

·        Pacientes com intolerância à lente de contato;

·        Miopia de 6 a 18 graus e astigmatismo estabilizado de até 4  ;

·        Idade entre 21 e 45 anos;

·        Estabilidade de grau há pelo menos um ano para altos míopes e de 1 a 2 anos para quem tem ceratocone;

·        Pacientes sem olho seco;

·        Diâmetro da pupila até 7 mm;

·        Não ter passado por refrativa a laser ou outro procedimento no segmento anterior dos olhos.

 

Contraindicações

As principais contraindicações da ICL apontadas por Queiroz Neto são:

·        Ceratocone progressivo (necessita primeiro de crosslinking para estabilizar a doença);

·        Córnea extremamente fina (risco de perfuração ou ectasia pós-cirúrgica);

·        Opacidade central na córnea que prejudique a visão mesmo após correção refrativa;

·        Endotélio, camada interna da córnea, com menos de 2.000 células/mm;

·        Histórico de glaucoma de ângulo aberto ou fechado;

·        Mulheres grávidas ou em período de amamentação devido a oscilação da refração e possível piora do ceratocone relacionada às alterações hormonais.

·        Catarata significativa.

 

Prevenção:

O oftalmologista afirma que as principais recomendações para evitar a progressão do ceratocone são:

·        Evite esfregar ou coçar os olhos;

·        Mantenha as consultas oftalmológicas regularmente;

·        Mantenha os olhos hidratados

·        Use soluções higienizadoras de lente sem conservantes;

·        Use colírios sob prescrição médica;

·        Aplique compressas frias como alternativa para diminuir a coceira nos olhos.


Saiba como diferenciar doenças respiratórias durante o outono

Freepik
Só em 2025, foram registrados mais de 168 mil casos de covid-19


Com a chegada de temperaturas mais amenas provocadas pelo outono, alguns sintomas de diferentes doenças respiratórias podem confundir. “Cada condição deve ter atendimento adequado”, indicado pelo médico generalista e pneumologista do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), que explica o que deve ser levado em consideração neste período do ano.


Saiba quais são as doenças de outono:

 

- Alergias e os “Ites” crises de rinite, sinusite, faringite: por conta da maior concentração de poeira e poluentes no ar, ocorre com mais frequência os quadros alérgicos nesse período do ano. As mucosas ficam ressecadas e há aumento de crises de rinite, sinusite, faringite e asma.

O que difere as doenças é que a rinite é uma inflamação de crises alérgicas que acomete o nariz. Já a asma é uma doença inflamatória crônica que ataca o sistema respiratório, especialmente, os brônquios. A faringite, bem como a sinusite, são infecções que podem ser causadas por vírus e bactérias e não só uma simples alergia, inflamando a faringe e os seios da face, respectivamente.


- Resfriados e pneumonias: a baixa umidade durante os meses de outono pode irritar as mucosas das vias aéreas e aumentar a probabilidade de infecções por diversos vírus como rinovírus e adenovírus, responsáveis pelos resfriados e pneumonias.

O que pode contribuir para o aparecimento dessas doenças são as mudanças bruscas de temperatura. Neste ano, os extremos do clima como o calor intenso e a chegada abrupta de uma frente fria aumentam o risco de infecções virais.

O mesmo pode acontecer com o uso de ar condicionado, local onde pode haver ainda acúmulo de bactérias e outros agentes como legionella.


- Gripe / Influenza: Com a queda de temperatura, normalmente as pessoas tendem a ficar mais tempo em locais fechados, o que ajuda a proliferar o vírus influenza, que tem alta transmissibilidade por espirro e tosse. O contato direto das mãos e objetos comuns como corrimões e maçanetas também aumentam o risco de contágio da gripe.


- Resfriados: Os sintomas de mal-estar, espirros, coriza e obstrução nasal, febre se tornam leves depois de 48 horas, nos casos de resfriados. Já o quadro inicial da gripe se assemelha ao do resfriado, porém, o tempo do paciente sintomático é maior, tendo duração em torno de uma semana, podendo até levar a falta de apetite e a perda de peso.


- Viroses: O mesmo explicado no caso de gripe acontece em quadros de virose. O tempo seco de outono favorece a colonização de vírus e infecções respiratórias, que têm rápida transmissão entre as pessoas. É comum as viroses causarem diarréia, febre, vômito, enjôo, dor muscular, dor na barriga, dor de cabeça, secreção nasal e entre outros sintomas.


- Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC): é um grupo de doenças respiratórias muito relacionadas ao tabagismo. Com o ar seco e a inflamação de mucosas entre os meses março e junho, há maior incidência da bronquite crônica (estreitamento das vias aéreas) e do enfisema (danos irreversíveis nos alvéolos).


- Covid-19: além de todas as doenças do outono, após a pandemia iniciada em 2020, é possível ainda confundir os sintomas provocados pelo coronavírus. Para diferenciar, normalmente, há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal estar, febre, bem como fraqueza. É possível ainda identificar por meio da diminuição do olfato e paladar.

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe


Abril Roxo :: Adenomiose pode atingir mulheres de todas as idades

Especialista alerta sobre a importância do tratamento adequado para preservar a fertilidade
 

Embora seja bastante parecida com a endometriose, existe outra doença que também pode impactar a fertilidade feminina: a adenomiose. O Dr. Thiers Soares, especialista em endometriose, adenomiose e miomas, destaca a importância do Abril Roxo e fala sobre a atenção e conscientização sobre essa doença, que atinge cerca de 150 mil mulheres por ano e pode ser caracterizada como o crescimento da camada do endométrio (tecido que reveste o útero), de forma anormal na musculatura uterina.

Entre os sintomais mais comuns, estão a cólica mais forte que o normal e a dificuldade de engravidar e manter essa gestação - ou seja, mulheres que apresentam abortos espontâneos, assim com a distensão abdominal. O tratamento pode ser medicamentoso ou até mesmo cirúrgico. “Logo após o diagnóstico, os remédios tratam os sintomas mais comuns da mulher, como dor e sangramento. Vale ressaltar que a pausa da menstruação com hormônios também pode ajudar na qualidade de vida e estabilizar a evolução do quadro”, aponta Dr. Thiers Soares.

Agora, quando há o desejo de ser mãe, o especialista ressalta que o tratamento cirúrgico deve ser colocado em pauta o mais rápido possível. Claro, que é possível engravidar de forma natural após o procedimento, porém, como afirma o médico, “a cirurgia robótica é a via mais indicada para a ressecção da adenomiose, já que a técnica é muito mais precisa, e tem como finalidade dar mais qualidade de vida à mulher - além de garantir a fertilidade”, explica Soares.



Fatores de risco e possíveis causas para a adenomiose

A causa da adenomiose pode ser caracterizada por diversos fatores, como traumas uterinos - causados por cesáreas e/ou curetagens em casos de aborto espontâneo, por exemplo. Ainda, outra possibilidade é em mulheres que menstruaram antes dos 10 anos, ou seja, muito jovens. A multiparidade, ou seja, mais de duas gestações também pode ser um fator de risco para o desenvolvimento da doença. “O tratamento adequado e o diagnóstico preciso são as ferramentas mais adequadas para garantir o bem-estar e a qualidade de vida da mulher”, afirma Dr. Thiers Soares, especialista em adenomiose.

 

Dr. Thiers Soares - Graduado em Medicina pela Fundação Universitária Serra dos Órgãos (2001), Dr. Thiers Soares é médico do setor de endoscopia ginecológica (Laparoscopia, Robótica e Histeroscopia) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ). É membro honorário da Sociedade Romena de Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia, membro honorário da Sociedade Búlgara de Cirurgia Minimamente Invasiva, membro honorário da Sociedade Romeno-Germânica de Ginecologia e Obstetrícia e membro da diretoria e comitês de duas das maiores sociedades mundiais em cirurgia minimamente invasiva em ginecologia (SLS e AAGL). Designado para receber, no ano de 2021, o título de Doctor Honoris Causa, pela Universidade Victor Babe, na Romênia, o médico ainda será homenageado no Congresso Anual da SLS, programado para Nova York, em agosto deste ano, com o título de Honorary Chair. Também é Senior Medical Advisor do Luohu Hospital, em Shenzen, na China.



Exposição a poluentes reduz qualidade do sêmen em homens férteis

Estudo com homens de até 35 anos participantes de programa de doação de sêmen, mostra que a presença do biomarcador cotinina e de materiais como cádmio e chumbo reduz a concentração de espermatozoide por mililitro e aumenta a proporção de espermatozoides não progressivos. Pesquisa foi apresentada no Congresso da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva, nos Estados Unidos


A infertilidade, segundo a Organização Mundial da Saúde, afeta 1 em cada 6 pessoas em idade reprodutiva em todo o mundo. Em relação ao fator masculino, problemas no processo de ejaculação, ausência ou baixos níveis de espermatozoides ou formato (morfologia) e movimento (motilidade) anormais dos espermatozoides são mais observados. Diante da alta prevalência, pesquisadores da área de reprodução humana se voltam para o entendimento das causas associadas com a perda de fertilidade da população mundial.

Com esse propósito, pesquisadores da Igenomix, laboratório de medicina genética - atuante em 80 países, incluindo o Brasil - contribuíram na investigação sobre as possíveis associações entre a exposição não ocupacional a metais pesados e cotinina (tabaco) com os parâmetros de sêmen em doadores de sêmen com histórico comprovado de fertilidade. Os resultados foram apresentados no Congresso da Associação Americana de Medicina Reprodutiva (ASMR 2024), realizado de 19 a 23 de outubro, em Denver, nos Estados Unidos.

Neste estudo foram recrutados 26 participantes, entre 18 e 35 anos, pertencentes a um programa de doação de sêmen. Os critérios de inclusão foram: estar livre de infecções sexualmente transmissíveis, teste de cariótipo sem rearranjos evidenciados, boa qualidade seminal e fertilidade comprovada. Neles, foi investigada a quantidade de metais pesados no sangue: cádmio (Cd), chumbo (Pb) e mercúrio (Hg). Foi também analisada a quantidade de cotinina na urina, como marcador de exposição ao tabaco. Além disso, exames de espermograma e FISH no esperma para os cromossomos 13, 18, 21, X e Y (SAT Igenomix) foram realizados seguindo protocolos padrão de prática clínica.

O estudo mostrou que maiores concentrações de cotinina urinária foram associadas a uma maior proporção de espermatozoides não progressivos. “Nestes casos, o espermatozoide até se movimenta, mas ele não consegue sair do lugar. Quando há baixa motilidade espermática se reduz a possibilidade de fecundação de forma natural”, explica a biomédica e geneticista brasileira Márcia Riboldi, VP da Igenomix e Vitrolife na América Latina e doutora em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade de Valência, na Espanha.

O trabalho demonstrou também que, em pessoas com a mesma faixa etária, índice de massa corpórea (IMC) e presença de cotinina, a maior concentração de Cd, tanto no sangue quanto na urina, foram associados à menor concentração de espermatozoides por mililitro, mas não espermatozoides totais. O Pb no sangue foi associado a níveis mais elevados de volume seminal. Na urina, o Pb foi associado a níveis inferiores de concentração, total e por mililitro. Nenhuma associação foi observada para Hg no sangue. 

“Diante do evidente declínio mundial nos parâmetros seminais, é fundamental que investiguemos o papel da dieta, obesidade, tabagismo e outros fatores ambientais e, a partir disso, orientar as políticas de prevenção de infertilidade. Vimos aqui que é necessário enfatizar a necessidade de reduzir a exposição não ocupacional ao tabaco e metais pesados na população em geral, a fim de minimizar o seu impacto deletério na fertilidade masculina”, ressalta Carmen Rubio, diretora científica da Igenomix Espanha e uma das autoras do estudo. O trabalho também contou com as participações dos pesquisadores Roberto González Martín, Inmaculada Campos-Galindo, Lucía Marín López de Carvajal, Maria Del Carmen Vidal Martinez, Juan Giles Jimenez,e Francisco Dominguez. Este estudo foi realizado com suporte do prêmio MERCK SERONO 2015 Research Award.

 

Igenomix



Menopausa antes dos 40: Uma em cada 100 mulheres sofre de insuficiência ovariana precoce

Especialista revela exames que podem fazer a diferença no diagnóstico 

 

Menopausa antes dos 40?  O quadro é conhecido como insuficiência ovariana precoce, e acomete uma em cada 100 mulheres, segundo dados da OMS. A condição pode comprometer a fertilidade, o bem-estar emocional e a saúde óssea da mulher — muitas vezes de forma silenciosa. 

Sintomas, como ciclo menstrual irregular, ondas de calor intenso e insônia frequente antes dos 40 anos, combinados a outros fatores, podem indicar que a mulher está entrando na fase de insuficiência ovariana precoce. A ginecologista e obstetra Camila Martin Massutani explica que a condição, que afeta cerca de 1% das mulheres, é um diagnóstico difícil de enfrentar. 

“Estamos falando de uma mulher que entra em falência da função reprodutiva, pois os ovários deixam de produzir os hormônios necessários para a fertilidade. Além disso, a insuficiência ovariana precoce impacta diversos aspectos da vida da mulher: vida sexual, perda de massa óssea, surgem sintomas de depressão, ansiedade e ressecamento vaginal. Isso assusta a paciente, pois ela não esperava passar por isso tão cedo”, destaca a médica. 

 

Diagnóstico 

Apesar das causas da insuficiência ovariana precoce muitas vezes serem desconhecidas, os ginecologistas sempre começam as avaliações pelo histórico familiar, entre outros fatores. “Boa parte dos casos tem origem genética, então investigamos se há registros de menopausa precoce na família da paciente. Também existem causas cirúrgicas, como a retirada dos ovários, e alterações cromossômicas”, ressalta Camila. 

A especialista explica que existem exames que podem ajudar no diagnóstico precoce. “A gente não precisa esperar a mulher ficar um ano sem menstruar para diagnosticar e observar. Um exame que podemos fazer para determinar se a mulher está perto da menopausa é através do exame de FSH (hormônio folículo-estimulante). Ele mede como está a reserva ovariana da mulher. Níveis altos de FSH demonstram que a paciente está se aproximando dessa fase”, explica. 

 

Sobre o tratamento 

Assim como nos casos de menopausa natural, os quadros precoces também exigem reposição hormonal. “Essas pacientes precisam de um tratamento diferenciado. Elas precisam de reposição hormonal específica, pois a insuficiência ovariana precoce pode aumentar o risco cardiovascular, provocar perda de massa óssea e levar à osteoporose, além dos impactos emocionais e psicológicos”, comenta a ginecologista.  

A insuficiência ovariana precoce é uma realidade e exige informação e tratamento. “Costumo dizer que é uma fase de descobertas e amadurecimento, principalmente quando há acompanhamento ginecológico. Mas, muitas vezes, os sintomas podem ser mais suaves ou até passar despercebidos, se a mulher for bem orientada”, finaliza a doutora. 

  


Dra. Camila Martin Massutani - médica graduada pela Universidade Estadual de Campinas com trajetória marcada por constante aperfeiçoamento, possui especialização - residência médica em Ginecologia e Obstetrícia pela Universidade de São Paulo. Além disso, foi preceptora de Ginecologia para residentes da Universidade de São Paulo e ex-instrutora médica da Faculdade de Medicina do Einstein. A especialista está à disposição para falar sobre diversos temas, como: Gestação e pré-eclâmpsia; Rotina ginecológica; - Saúde da mulher e longevidade; Menopausa e reposição hormonal; ISTs; Tentantes; - Empreendedorismo médico, empoderamento feminino, entre outros.
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Doença de Behçet: causa importante de aftas orais de repetição

A Doença de Behçet faz parte do grupo das vasculites sistêmicas,  doenças raras e crônicas que afetam, primariamente, os vasos sanguíneos gerando inflamação. As vasculites sistêmicas são doenças autoimunes e são diagnosticadas e tratadas pelo médico reumatologista. Em geral, a doença ocorre mais em adultos jovens, sendo a idade de início entre 20-35 anos. Esta doença acomete igualmente homens e mulheres, mas é geralmente mais grave no sexo masculino. 


A Doença de Behçet é a vasculite sistêmica mais comum em nosso meio e é caracterizada por aftas orais de repetição e inflamações em diversos locais do corpo como olhos, pele, articulações e órgãos internos. São consideradas aftas orais de repetição, quando o quadro acontece mais de três vezes em um ano.

 

Os sintomas da Doença de Behçet variam de pessoa para pessoa. Alguns pacientes podem experimentar apenas aftas  orais, enquanto outros podem apresentar também lesões genitais uveítes (inflamação nos olhos), dor nas articulações, quadro  cutâneo com lesões acneiformes e eritema nodoso, além de poder se apresentar com tromboses. “A gravidade dos sintomas também pode variar, desde manifestações leves mucocutâneas até quadros mais graves”, explica Ana Luísa Pedreira, reumatologista e coordenadora do Ambulatório de  Reumatologia da Escola Bahiana de Medicina.

 

Causas e Diagnóstico

A causa exata da Doença de Behçet ainda é desconhecida. No entanto, acredita-se que a condição esteja relacionada a um desequilíbrio no sistema imunológico, o que causa uma resposta inflamatória em todo o corpo. Essa doença é autoimune e é mais comum em algumas partes do mundo. 

“A análise da distribuição da Doença de Behçet evidencia sua associação geográfica e sugere a hipótese de fatores ambientais e genéticos envolvidos na sua etiologia e patogênese, sendo crucial o desenvolvimento de pesquisas e avanços para o tratamento adequado”, analisa a reumatologista.

 “Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado podem evitar o agravamento da doença e melhorar a qualidade de vida do paciente”, elucida Ana Luisa.

 

O diagnóstico da Doença de Behçet é feito por meio da história clínica de aftas de repetição e demais sintomas, além de testes laboratoriais que evidenciam a inflamação. O tratamento geralmente envolve medicamentos para controlar a inflamação com uso de imunossupressores..

 

Sintomas e tratamento

Embora a Doença de Behçet seja rara, ela é a vasculite mais comum em nosso meio. A depender do tipo de acometimento, Behçet pode gerar sequelas e se tornar incapacitante para seus pacientes.

Aqueles com a condição devem trabalhar em conjunto com seus médicos para desenvolver um plano de tratamento eficaz e gerenciar os sintomas ao longo do tempo.

“Apesar da falta de uma cura conhecida, os tratamentos estão disponíveis, permitindo que os pacientes façam o gerenciamento eficaz de seus sintomas para melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a conscientização é fundamental para Ana Luísa Pedreira.

 

Quem tem doença autoimune pode fazer procedimentos estéticos?

Tratamentos estéticos podem elevar a autoestima e o bem-estar de pacientes autoimunes, mas precisam ser analisadas com maior cautela. Saiba sobre os riscos, cuidados e alternativas


O desejo de rejuvenescimento e a busca pela melhora da aparência cresce cada vez mais com a oferta de novos procedimentos que se tornam mais seguros e acessíveis. Mas, uma parcela da população, pacientes com doenças reumáticas autoimunes, como lúpus, esclerose sistêmica e artrite reumatoide, por exemplo, deveria ter cuidados especiais na hora de decidir sobre intervenções estéticas.

Ao mesmo tempo que contribuem para a melhora da autoestima e até ajudam no tratamento de algumas doenças, esses procedimentos também podem interferir na resposta imunológica, provocar reações inflamatórias e granulomatosas e agravar alguns quadros já existentes.

Segundo a reumatologista Dra. Emília Sato, membro da Comissão de Lúpus da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), os procedimentos estéticos podem trazer impacto positivo na saúde mental e a autoestima das pacientes.

“O bem-estar proporcionado pelos procedimentos com a melhora da aparência e aumento da autoestima acabam impactando também no controle da doença e na satisfação geral de vida da paciente que convive com uma doença autoimune”, explica a médica.

Mas ela ressalta que muitos tratamentos estéticos, até mesmo os minimamente invasivos, podem desencadear algumas reações adversas indesejadas no local, comprometendo o resultado estético esperado.  A aplicação de substâncias como preenchedores, bioestimuladores, e mesmo implantes de próteses de silicone pelas pacientes com doenças autoimunes, segundo ela, precisam ser analisadas com cautela.

Por isso, é fundamental que antes de realizar qualquer procedimento estético, a paciente deve estar com a doença controlada, além disso estar consciente de sua imunossupressão e do uso de medicamentos. “A decisão de realizar um procedimento estético em pacientes deve ser tomada com base em uma análise cuidadosa dos riscos e benefícios. O acompanhamento por especialistas é essencial para evitar complicações e garantir que a saúde do paciente seja priorizada”, completa Dra. Licia Mota, reumatologista e diretora científica da SBR.

Com essa análise é possível, então, esperar o melhor momento da paciente para a tomada de decisão para a realização dos procedimentos desejados e indicados.

A reumatologista Dra. Emília cita o exemplo de pacientes com esclerose sistêmica, doença que provoca o aumento da produção de colágeno. Nesse caso, se o procedimento estético escolhido for o uso de bioestimulantes, esse procedimento poderá acarretar uma resposta inflamatória local.  Pacientes com doenças autoimunes tem risco aumentado de reação inflamatória com consequente lesão granulomatosa e até fibrose, após procedimento com preenchedores. Conquanto sejam raros, as pacientes devem estar cientes desta possibilidade.

Também chama atenção para o cuidado no uso de laser em pacientes com lúpus, doença associada à fotossensibilidade. “É importante testar o procedimento em áreas menores para melhor avaliar as possíveis reações”, orienta. 

“É sempre fundamental que o acompanhamento dos pacientes autoimunes seja feito por uma equipe multidisciplinar com reumatologista, dermatologista e, se for o caso, um cirurgião plástico que avalie o risco do tratamento, os cuidados necessários e as alternativas disponíveis para que se possa minimizar complicações e garantir resultados mais seguros”, alerta a especialista.

Diante desse cenário, a conscientização sobre os impactos dos procedimentos estéticos, a busca de informações e orientação profissional adequada, são as melhores ferramentas para garantir que os procedimentos estéticos sejam realizados com segurança e proporcione bem-estar geral aos pacientes autoimunes.

A diretora científica da SBR lembra ainda que os avanços na dermatologia e na reumatologia permitem que, com o devido planejamento e acompanhamento médico, muitos pacientes com diagnóstico de doenças autoimunes possam realizar procedimentos estéticos com segurança. “O segredo está em entender as particularidades de cada doença, escolher o momento adequado e optar por técnicas menos agressivas quando necessário”, ressalta Dra. Licia.




Sociedade Brasileira de Reumatologia - SBR
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Ozempic e emagrecimento: o alerta que o mundo fitness precisa ouvir

Especialista em fisiologia do exercício aponta os riscos do uso indiscriminado do medicamento e defende o caminho clássico: exercício, alimentação e rotina saudável


Nos últimos meses, o Ozempic — medicamento originalmente desenvolvido para o tratamento da diabetes tipo 2 — ganhou os holofotes como uma solução rápida para o emagrecimento. Celebridades e influenciadores adotaram a substância como uma aliada na perda de peso, mas especialistas em saúde e desempenho físico acendem o alerta: os riscos e consequências do uso sem acompanhamento adequado podem ser maiores do que se imagina.

A substância age imitando o hormônio GLP-1, responsável por controlar a glicose no sangue e promover maior saciedade. Essa ação reduz o apetite e leva à perda de peso. No entanto, parte significativa dessa perda pode vir da massa muscular, e não apenas da gordura corporal.

“Estudos mostram que cerca de 40% do peso perdido com a semaglutida pode ser de massa muscular. Isso compromete o metabolismo, enfraquece o corpo e traz riscos sérios à saúde a longo prazo”, explica Felipe Kutianski, professor de Educação Física e especialista em fisiologia do exercício.

De acordo com o especialista, a perda de músculo afeta diretamente a capacidade do corpo de queimar gordura e manter o peso a longo prazo. Além disso, contribui para o efeito rebote — comum entre os usuários do medicamento —, em que o peso é recuperado após a interrupção do uso, geralmente em forma de gordura, e com menos tônus muscular.

Uma pesquisa recente publicada na JAMA Network revelou que cerca de 75% das pessoas que utilizam Ozempic voltam a ganhar peso em até um ano após parar o tratamento. Para Kutianski, isso se deve à falta de mudança comportamental.

“O remédio pode até ajudar em um primeiro momento, mas não ensina a comer melhor nem incentiva o movimento. Quando o efeito passa, o corpo sente. E aí começa o ciclo vicioso do efeito sanfona”, afirma.

Além da perda muscular, o uso de Ozempic pode causar enjoos, vômitos, prisão de ventre, fraqueza, tontura, arritmias e outros efeitos colaterais. Também não é indicado para pessoas com histórico de pancreatite, doenças gastrointestinais graves ou determinados tipos de câncer.

“Emagrecer com saúde exige constância. É um processo que passa pelo exercício físico, alimentação balanceada e sono de qualidade. Pode não ser imediato, mas é real, seguro e sustentável”, reforça Kutianski.


BOLETIM DAS RODOVIAS


Rodovia dos Bandeirantes apresenta lentidão na chegada à capital

 

- A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta sexta-feira (11).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) o tráfego é normal, em ambos sentidos. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal, já no sentido capital, motorista encontra lentidão do km 16 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal, em ambos sentidos. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), o tráfego normal, sem congestionamentos, no sentido interior, no sentido capital é lento do km 15 ao km 13+290, pista expressa e marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


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