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terça-feira, 8 de abril de 2025

Modificação torna ainda mais potente imunoterapia usada contra câncer no sangue

 

O inibidor de PRC2 remove os "freios" que impedem
os linfócitos T de atacar o câncer
 (
imagem: Blausen Medical 2014/WikiJournal of Medicine)
Grupo liderado por pesquisadores do A.C. Camargo Cancer Center obteve sucesso na melhoria de células CAR-T, tornando-as mais eficazes no tratamento de tipos refratários de linfoma e leucemia 

Atualmente, metade dos pacientes com linfoma não Hodgkin e com leucemia linfoblástica aguda – dois tipos de câncer que afetam células do sangue – não responde adequadamente ao tratamento com células CAR-T. Essa terapia consiste em coletar células de defesa da própria pessoa a ser tratada (linfócitos T), modificá-las em laboratório para que se tornem capazes de destruir as células tumorais e reinjetá-las no organismo. Esses casos refratários normalmente recidivam após a imunoterapia convencional (leia mais em: agencia.fapesp.br/31656 e agencia.fapesp.br/41521).

Para contornar o problema, pesquisadores brasileiros desenvolveram uma versão mais potente das células CAR-T. Os detalhes da pesquisa foram divulgados na revista Cancer Research.

“A imunoterapia com células CAR-T é revolucionária e tem salvado a vida de muitas pessoas nos últimos anos. No entanto, ainda há uma parcela significativa de pacientes que não responde a esse tratamento. Testamos uma série de drogas nas células CAR-T e uma delas revelou-se promissora ao inibir alterações epigenéticas [relacionadas com o padrão de expressão dos genes] que tornavam as células pouco eficientes contra esses dois tipos de tumor hematológico”, conta Maria Letícia Rodrigues Carvalho, primeira autora do estudo realizado no A.C. Camargo Cancer Center com apoio de Bolsa de Mestrado da FAPESP, hoje no doutorado.

Como explicam os autores, o linfoma não Hodgkin acomete majoritariamente adultos de meia-idade, enquanto os pacientes de leucemia linfoblástica são, em sua maioria, crianças.

Os estudos foram realizados em células tumorais (in vitro) e em camundongos (in vivo) e representam o primeiro passo para que, no futuro, possa haver ensaios em humanos.

Entre as drogas testadas nas células CAR-T, a que mostrou maior potencial foi um inibidor do complexo de proteínas conhecido pela sigla PRC2. No organismo saudável, essas proteínas são necessárias para induzir a expressão dos genes que freiam a ação das células de defesa, para que estas não ataquem as células saudáveis.

“No entanto, no contexto do câncer, é importante que não haja freios como estes, a fim de que ocorra a eliminação completa do tumor. Embora a base da imunoterapia com células CAR-T seja justamente retirar esses freios, alguns ainda permanecem. O que fizemos foi remover aqueles que impedem uma melhor resposta contra o linfoma não Hodgkin e contra a leucemia linfoblástica aguda”, explica Tiago da Silva Medina, pesquisador do A.C. Camargo Cancer Center apoiado pela FAPESP e coordenador do estudo.


Fabricação

Primeiramente, os pesquisadores produziram células CAR-T a partir de células mononucleares de sangue periférico de pessoas saudáveis, obtidas nos bancos de sangue do A.C. Camargo Cancer Center, em São Paulo, e do Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.

Além disso, coletaram células CAR-T produzidas a partir do sangue de pacientes com os dois tipos de tumor e usadas em seu próprio tratamento no A.C. Camargo Cancer Center.

As células CAR-T foram modificadas com o inibidor do complexo PRC2 e usadas para tratar (in vitro) os dois tipos de células tumorais refratários à imunoterapia. Como resultado, os tumores foram eliminados mais rápida e eficientemente do que as amostras tratadas com as CAR-T convencionais (sem a inibição do PRC2).

Os pesquisadores partiram então para testes em camundongos que desenvolveram os dois tipos de tumor. Após o tratamento com o inibidor de PRC2, as células CAR-T foram lavadas antes de serem injetadas nos animais, a fim de garantir que não haveria resquícios do inibidor e, portanto, evitar a ação do composto em células não desejadas e mitigar o risco de eventual toxicidade sistêmica. Depois de 39 dias, os animais que receberam as células CAR-T modificadas tiveram uma melhora superior aos tratados com as convencionais.

“A modificação feita nas células CAR-T induziu uma resposta mais persistente no organismo e resultou em maior eliminação do tumor, tanto in vitro quanto in vivo. A abordagem epigenética melhora a qualidade dessa imunoterapia e abre uma perspectiva bastante promissora”, afirma Medina.

Os pesquisadores planejam agora testar os possíveis efeitos colaterais da terapia em camundongos. Isso porque os tratamentos aprovados são conhecidos por causar um aumento exacerbado da inflamação nos pacientes. O problema é amenizado com medicamentos aprovados para esse fim, que são parte do protocolo da imunoterapia.

“Se os novos estudos apontarem que o tratamento é seguro, a inibição de PRC2 poderia futuramente ser incorporada à fabricação das células CAR-T, aumentando a eficácia da imunoterapia sem aumentar os riscos sistêmicos”, conclui Carvalho.

O trabalho contou com apoio da FAPESP também por meio de bolsas de doutorado e pós-doutorado concedidas a alguns dos coautores (22/00747-820/10299-7 e 19/25129-2).

O artigo Targeting PRC2 Enhances the Cytotoxic Capacity of Anti-CD19 CAR-T Cells Against Hematological Malignancies pode ser lido em: https://aacrjournals.org/cancerres/article-abstract/doi/10.1158/0008-5472.CAN-24-1643/751986/Targeting-PRC2-Enhances-the-Cytotoxic-Capacity-of. 



André Julião
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/modificacao-torna-ainda-mais-potente-imunoterapia-usada-contra-cancer-no-sangue/54397



Obesidade favorece o desenvolvimento do câncer e está ligada a 32 tipos da doença

Estudo revela mecanismos que aumentam o risco e especialista aponta formas de prevenção

 

A obesidade tem sido cada vez mais reconhecida como um fator de risco significativo para o desenvolvimento de diversos tipos de câncer. Um estudo conduzido por cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, monitorou 4,1 milhões de pessoas ao longo de 40 anos e identificou que o excesso de peso está associado a 40% dos casos de câncer. A pesquisa revelou uma relação entre a obesidade e 32 tipos da doença, incluindo mama, intestino, útero e rins, além de apontar pela primeira vez a conexão com 19 tipos adicionais, como melanoma maligno e cânceres de cabeça e pescoço. 

De acordo com especialistas, a obesidade influencia o risco de câncer por meio de três mecanismos principais. O primeiro é a inflamação crônica, já que o acúmulo de gordura corporal, especialmente a visceral, mantém o organismo em um estado de inflamação persistente, prejudicando as células de defesa e dificultando a eliminação de células cancerígenas. O segundo são as alterações hormonais, uma vez que a obesidade aumenta a produção de hormônios como estrogênio e insulina, que estão diretamente ligados à proliferação de células tumorais. O terceiro mecanismo é a disfunção metabólica, pois o excesso de tecido adiposo afeta o funcionamento celular e cria um ambiente propício para o surgimento e progressão do câncer. 

A endocrinologista Giovana Corralo explica que "a obesidade, principalmente a visceral, leva a um estado de inflamação crônica e também ao aumento de alguns hormônios, como o estrogênio e a insulina, o que pode favorecer o aparecimento de câncer". Os tipos mais associados ao excesso de peso são o câncer de mama em mulheres pós-menopausa, câncer de endométrio, fígado, colorretal e esôfago. "O impacto maior está no fato de que a obesidade está aumentando de forma muito intensa nos últimos anos. Com isso, o risco de desenvolver esses tipos de câncer também cresce", alerta a médica. 

A boa notícia é que mudanças no estilo de vida podem reduzir esse risco. "O ideal seria tentar ter uma perda de peso. Perder de 5% a 10% do peso corporal já traz uma melhora na saúde e reduz a probabilidade de desenvolver câncer", orienta a endocrinologista. Além disso, uma alimentação equilibrada, rica em frutas, vegetais e fibras, com baixo consumo de açúcar e gorduras saturadas, é essencial. "É importante reduzir o consumo de açúcar e manter um nível baixo de gordura saturada, que é a pior para a saúde", explica. 

Outras medidas preventivas incluem a prática regular de atividade física, evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool. "Parar de fumar e reduzir o consumo de álcool são passos fundamentais para diminuir esse risco", destaca Corralo. 

Evidências científicas apontam que a perda de peso pode, sim, reverter ou minimizar o risco de câncer em pessoas obesas. "Quando emagrecemos, perdemos gordura visceral, que está muito relacionada ao estado de inflamação crônica e aos riscos da obesidade. A perda de peso reduz esse risco, mas outros fatores, como genética e hábitos de vida, também influenciam", esclarece a especialista. 

Diante do crescimento alarmante da obesidade no mundo, a conscientização sobre sua relação com o câncer se torna cada vez mais urgente. Adotar um estilo de vida saudável pode ser um fator decisivo para evitar a doença e garantir uma melhor qualidade de vida.

 



Dra. Giovana Corralo - médica endocrinologista com especialização em endocrinologia e metabologia, com título concedido pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Sua atuação envolve tanto a saúde hormonal quanto a prevenção de doenças relacionadas ao estilo de vida. Formada em Medicina pelo Centro Universitário Lusíada, completou sua residência em Clínica Médica pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e especializou-se em Endocrinologia pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUCCAMP). Em busca de ampliação de seu conhecimento, concluiu também uma pós-graduação em Medicina do Estilo de Vida e Coaching em Saúde pelo Instituto de Ensino e Pesquisa Albert Einstein. Em 2023, obteve certificação em Medicina do Estilo de Vida pelo International Board of Lifestyle Medicine (IBLM). Essa qualificação a habilita a integrar o tratamento clínico com práticas voltadas para a adoção de hábitos saudáveis por seus pacientes. Além de sua prática médica, ela é professora de Endocrinologia na Faculdade de Medicina do Centro Universitário Lusíada. Como docente, transmite seu conhecimento para alunos de Medicina, incentivando uma abordagem que priorize a saúde integral.



Estudo indica que endometriose e síndrome dos ovários policísticos aumentam o risco de doenças do coração nas mulheres

A saúde feminina exige uma abordagem integral que vai além de exames pontuais, considerando a interconexão entre diversas especialidades, como saúde reprodutiva e cardíaca. A prevenção é essencial para identificar precocemente condições que podem afetar o bem-estar ao longo da vida, sendo composta tanto da realização de exames ginecológicos quanto do monitoramento contínuo do sistema cardiovascular. 

“Quando distúrbios ginecológicos são diagnosticados, é crucial que as mulheres também recebam acompanhamento cardiovascular adequado, especialmente em casos com fatores de risco como hipertensão ou diabetes gestacional. Esse acompanhamento assegura uma saúde mais completa e prevenção eficaz”, afirma Dra. Marcia Felician, ginecologista dos laboratórios de medicina diagnóstica Delboni e Salomão Zoppi, em São Paulo. 

Estudos recentes apontam que condições ginecológicas não malignas, como a endometriose e a síndrome dos ovários policísticos (SOP), aumentam substancialmente o risco de doenças no coração e no cérebro. É isso o que atestou uma pesquisa publicada no Brazilian Journal Health Review, em 20221. Segundo a pesquisa, mulheres com essas condições têm 28% mais chances de desenvolver problemas cardíacos e cerebrovasculares, além de 41% mais risco de doenças coronárias1. Distúrbios como hipertensão e diabetes gestacional também podem elevar as chances de complicações cardíacas no futuro. 

Nesse contexto, a integração entre cuidados ginecológicos e cardiovasculares é essencial. Muitas instituições, como o Delboni, têm adotado modelos de atendimento que oferecem exames especializados em um único local, permitindo um monitoramento abrangente da saúde feminina. Um exemplo disso é o Espaço da Mulher, que oferece não apenas exames ginecológicos como mamografia e ultrassonografia, mas também uma série de exames laboratoriais e cardiovasculares. Essa abordagem integrada facilita a detecção precoce de condições que afetam tanto o sistema reprodutivo quanto o coração, proporcionando um cuidado contínuo e mais eficaz. 

Dr. Carlos Suaide, cardiologista do Alta Diagnósticos, complementa: “Doenças cardíacas em mulheres muitas vezes não apresentam sintomas até que se tornem graves. Por isso, é essencial realizar exames preventivos, como ECG, teste ergométrico e ecocardiograma, além de acompanhar os níveis de colesterol e triglicerídeos.” 

Esse cenário reforça a importância de um cuidado completo, no qual especialistas trabalham de forma conjunta para monitorar a condição das pacientes de maneira abrangente. 


Exames regulares e check-up 

A realização de exames regulares, tanto para a saúde reprodutiva quanto para o coração, é fundamental para detectar precocemente qualquer alteração. Entre os exames ginecológicos, destacam-se o papanicolau, que identifica alterações no colo do útero, e a mamografia, que contribui para a detecção precoce do câncer de mama. A ultrassonografia transvaginal também é indicada para avaliar o estado do útero e dos ovários. 

O check-up também inclui exames laboratoriais, como hemograma, glicemia em jejum, colesterol, triglicerídeos, além de testes de função hepática e hormonal. Para monitorar a saúde cardíaca, o médico pode solicitar exames como o eletrocardiograma (ECG), o teste ergométrico, que analisa a resposta do coração ao exercício, e o ecocardiograma, que utiliza ultrassom para examinar o funcionamento do coração. 

 


Delboni Medicina Diagnóstica
https://delboniauriemo.com.br


Referência

1 - SILVA, L. R.; OLIVEIRA, J. D. Análise do impacto da pandemia de COVID-19 na saúde mental de trabalhadores de saúde. Brazilian Journal of Health Research, [S. l.], v. 5, n. 2, p. 1-10, 2021. Disponível em: https://ojs.brazilianjournals.com.br/ojs/index.php/BJHR/article/view/47641. Acesso em: 01 abr. 2025.


Prevenir para não remediar: a importância dos check-ups regulares

CEJAM e Pague Menos destacam exames preventivos como principais aliados à saúde; De acordo com o IBGE, 70,6% dos brasileiros não realizam check-ups regularmente; Adultos saudáveis precisam realizar avaliações médicas a cada 1-2 anos, começando aos 18 anos

 

Criado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em 1948, o Dia Mundial da Saúde é celebrado anualmente em 7 de abril. É uma oportunidade para reforçar a importância dos cuidados com o bem-estar físico e mental. A realização de uma avaliação médica completa regular é fundamental para a manutenção da saúde e a prevenção de doenças, mas apesar disso, dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelam que 70,6% dos brasileiros não realizam check-ups regularmente. 

De acordo com a Dra. Carolina Romero, Médica da Família e Comunidade do CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas "Dr. João Amorim", o diagnóstico precoce possibilita a detecção de doenças, prevenção de complicações e ajuste de tratamentos para condições crônicas já existentes. “A realização de exames preventivos aumenta a longevidade e qualidade de vida. Isso porque, o diagnóstico precoce pode aumentar a taxa de sobrevivência em doenças como câncer, doenças cardíacas e infecciosas, podendo reduzir também a gravidade, minimizando os sintomas e complicações, e, principalmente, aumentar a eficácia do tratamento, uma vez que permite iniciá-lo o mais cedo possível”.

A especialista orienta que a frequência ideal para as avaliações médicas varia de acordo com a idade, sexo e histórico médico de cada indivíduo. Em geral, as recomendações são:

  • Crianças: Avaliações mensais até o primeiro ano de vida, bimestrais até o segundo ano de vida e anuais até os 18 anos de vida.
  • Adultos saudáveis: Avaliações médicas a cada 1-2 anos, começando aos 18 anos.
  • Adultos com fatores de risco: Avaliações médicas a cada 6-12 meses, se houver fatores de risco como hipertensão, diabetes ou doenças cardíacas.
  • Mulheres: Avaliações ginecológicas anuais, começando aos 21 anos.
  • Homens: Avaliações urológicas anuais, começando aos 50 anos.
  • Idosos: Avaliações médicas a cada 6-12 meses, começando aos 65 anos.


Onde realizar check-ups regulares

A população tem acesso a check-ups e exames preventivos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que oferece uma variedade de serviços – tendo como porta de entrada as Unidades Básicas de Saúde (UBS).

Além disso, a Pague Menos, segunda maior rede de farmácias do Brasil, atenta à importância da acessibilidade à saúde, conta com o Clinic Farma, consultórios farmacêuticos da rede, disponíveis em mais de 1.100 lojas pelo Brasil. O Clinic Farma, oferece diversos serviços farmacêuticos que incluem aferição da pressão arterial, exame de glicemia, avaliação corporal, vacinação e até exames de análises clínicas para rastreio precoce de possíveis problemas por um preço acessível para todos, como o exame de hemoglobina glicada, capaz de ajudar no rastreio de Diabetes, por exemplo. Além desse,  a rede oferece uma ampla gama de exames, incluindo perfil lipídico (colesterol), HIV/sífilis, tipagem sanguínea, dengue, malária, Covid e Influenza, chikungunya, PSA, hepatite C, zika, Beta HCG (Gravidez), Vitamina D, anemia, entre outros.

A Pague Menos também conta com as "Quartas da Saúde", uma iniciativa que visa ampliar o acesso à saúde para a população por meio da gratuidade em diversos serviços, como exame de glicemia e outros procedimentos. Somente em 2024, a rede registrou mais de 5,4 milhões de atendimentos, incluindo os serviços de exames, vacinas, aplicação de injetáveis, dentre outros, reforçando seu papel na democratização do acesso à saúde.  

Dentro do consultório Clinic Farma, com o suporte especializado do farmacêutico, os clientes também têm acesso à teleinterconsulta, permitindo que relatem seus sintomas para um médico por meio de uma videoconferência. “Se houver uma inflamação na garganta, por exemplo, o médico clínico geral pode prescrever um antibiótico por meio de uma receita eletrônica, e a jornada do cliente pode ser resolvida dentro da farmácia em questão de minutos”, ilustra Socorro Simões, diretora do Hub de saúde da Pague Menos. Essa abordagem primária visa simplificar o acesso à saúde e resolução, sem renunciar à qualidade e assertividade, tornando prática a obtenção de cuidados de saúde adequados. 

"Acreditamos que a saúde deve ser acessível a todos. E pelo Clinic Farma, oferecemos serviços que complementam o atendimento médico e auxiliam na prevenção e no acompanhamento de diversas condições de saúde, sendo um aliado direto ao sistema público de saúde. Nosso objetivo é estar cada vez mais próximos dos nossos clientes, oferecendo soluções completas para o cuidado com a saúde. Temos um compromisso especial com aqueles que necessitam de um cuidado contínuo, garantindo acompanhamento próximo, suporte e orientações personalizadas para que sigam seus tratamentos com segurança e qualidade de vida. No Clinic Farma, estamos ao lado dos nossos clientes em cada etapa da jornada de saúde, fortalecendo o cuidado dia após dia.", completa Socorro.

 


Pague Menos

Extrafarma


Corrimento vaginal: entenda quando se preocupar

Ginecologista Loreta Canivilo explica os diferentes tipos de corrimento vaginal e alerta sobre sinais que exigem atenção


O corrimento vaginal é um processo natural do corpo feminino, responsável por manter a região íntima saudável e protegida contra infecções. No entanto, alterações na cor, cheiro e consistência podem indicar problemas de saúde que exigem atenção médica.

De acordo com a ginecologista Loreta Canivilo, entender as diferenças entre os tipos de corrimento é essencial para saber quando buscar ajuda profissional. "Nem todo corrimento é preocupante. Em muitas situações, ele é apenas um reflexo das oscilações hormonais ao longo do ciclo menstrual. Porém, quando há mudanças significativas acompanhadas de sintomas como coceira, ardor e mau cheiro, pode ser um sinal de infecção ou outra condição ginecológica", explica a especialista.

Tipos de corrimento vaginal

A médica Loreta Canivilo detalha os principais tipos de corrimento e o que cada um pode indicar:

Branco e sem cheiro: normal e comum durante o ciclo menstrual, principalmente no período ovulatório.

Branco espesso e acompanhado de coceira: pode indicar candidíase, uma infecção fúngica causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida.

Transparente e elástico: considerado saudável, é mais frequente durante a ovulação e ajuda na lubrificação natural.

Amarelo ou esverdeado, com mau cheiro: sinal de infecções, como a tricomoníase, uma DST causada por um protozoário.

Cinza ou branco acinzentado, com odor forte semelhante a peixe: pode indicar vaginose bacteriana, um desequilíbrio da flora vaginal causado por bactérias.

Marrom ou com sangue fora do período menstrual: pode estar relacionado a restos de menstruação ou até ser um alerta para problemas como pólipos, feridas no colo do útero ou, em casos raros, câncer ginecológico.

O corrimento vaginal saudável é produzido naturalmente pelo organismo para manter a lubrificação e proteger a região íntima contra agentes externos. Seu volume e características podem variar ao longo do ciclo menstrual, na gravidez, durante o uso de anticoncepcionais e até na menopausa, devido às variações hormonais.

Infecções, DSTs, uso excessivo de produtos íntimos e duchas vaginais podem alterar a flora vaginal e desencadear corrimentos anormais. "Muitas mulheres acreditam que o uso de sabonetes íntimos diariamente e duchas vaginais frequentes ajudam a manter a higiene, mas, na verdade, isso pode causar um desequilíbrio e favorecer infecções", alerta Loreta.

O corrimento vaginal pode ocorrer em qualquer fase da vida, desde a infância até a menopausa. Em meninas antes da puberdade, pode ser um sinal de infecção por higiene inadequada. Durante a fase reprodutiva, é mais comum devido às oscilações hormonais. Já na menopausa, a redução de estrogênio pode causar secura vaginal e corrimentos associados a infecções.

Embora o corrimento vaginal seja muitas vezes inofensivo, algumas características exigem avaliação médica. “Mau cheiro persistente, cor amarela, esverdeada ou acinzentada, presença de sangue fora do período menstrual, coceira intensa, ardor ou dor ao urinar e aumento repentino da quantidade de corrimento são sinais que está na hora de procurar por um ginecologista. Ou até mesmo se houver qualquer desconforto ou mudança significativa no padrão habitual do corrimento, a melhor atitude é procurar um ginecologista. Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais eficaz será o tratamento", finaliza Canivilo.

  

Dra. Loreta Canivilo - A médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio. A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica. Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 70 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes. Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.


Saúde: exercício físico é essencial para a saúde do coração, alerta cardiologista do Hospital Brasília

Atividades aeróbicas, aliadas a treinos de resistência, são altamente recomendadas para a manutenção da saúde cardiovascular 


Cerca de cinco milhões de mortes poderiam ser evitadas, a cada ano, se as pessoas se tornassem mais ativas fisicamente. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS)1, que alerta ainda que a atividade física regular ajuda a prevenir e a controlar doenças cardíacas, diabetes tipo 2 e câncer. De acordo com o cardiologista do Hospital Brasília, Edson D’Avilla, o sedentarismo é um dos principais fatores de risco para problemas no coração, enquanto o exercício físico pode reduzir significativamente a incidência de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e hipertensão arterial.   

No Dia Mundial da Saúde (7/4), o especialista reforça a importância da prática regular de atividades físicas para a prevenção de doenças cardiovasculares. Segundo ele,  

o treinamento regular fortalece o músculo cardíaco, melhora a circulação sanguínea e contribui para a redução da pressão arterial e do colesterol. “Exercícios aeróbicos, como caminhada, corrida, ciclismo e natação, aliados a treinos de resistência, como a musculação, são altamente recomendados para a manutenção da saúde cardiovascular”, afirma.  

Para pessoas com fatores de risco, como diabetes, obesidade ou histórico familiar de doenças cardíacas, a avaliação médica antes do início da prática esportiva é essencial. "Exames como eletrocardiograma e teste ergométrico são fundamentais para garantir que o paciente possa se exercitar com segurança. No Hospital Brasília, contamos com a inteligência artificial Kardia, que analisa eletrocardiogramas em tempo real e direciona exames alterados para uma equipe especializada, garantindo diagnóstico ágil e preciso", ressalta o especialista.  

Além do impacto na prevenção, o exercício físico também desempenha um papel importante no tratamento de pacientes com doenças cardíacas já diagnosticadas. "Pessoas com insuficiência cardíaca ou que passaram por cirurgias cardíacas podem se beneficiar de um programa de reabilitação supervisionado, que melhora a qualidade de vida e reduz a necessidade de novas internações", diz. 

 

Hospital Brasília 


Dia Mundial de Luta Contra o Câncer: fisioterapia melhora saúde física e mental de pacientes oncológicos

Especialista aponta que avaliação biomecânica e tratamento com fisioterapeuta pode contribuir para ‘reprogramar’ o cérebro e recuperar movimentos limitados pela doença

 

Um estudo polonês publicado no Frontiers in Psychiatry aponta que a fisioterapia e as atividades físicas são fatores essenciais para o tratamento de pacientes oncológicos. O artigo reforça que a individualização dos programas de fisioterapia tem um efeito positivo na melhora do paciente.

 De acordo com o estudo, pacientes em estágios avançados de câncer devem receber cuidados que incluem aconselhamento e um programa individualizado de exercícios. Essa abordagem de tratamento contribui consideravelmente para a saúde mental, melhorando o estado somático e psicológico dos pacientes. 

Os benefícios físicos também são essenciais para a recuperação de quem luta contra o câncer e devem ser reforçados neste 8 de abril, Dia Mundial de Luta Contra o Câncer. Segundo a fisioterapeuta Juliana Thomé, mestre em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo, uma avaliação biomecânica individualizada e um tratamento adequado pode “reprogramar” o cérebro e recuperar movimentos que foram limitados pela doença, tanto como consequência da quimioterapia quanto de possíveis cirurgias. 

“A fisioterapia traz qualidade de vida e independência ao paciente. Diante das sequelas trazidas pelo tratamento oncológico, o tratamento especializado e individualizado traz de volta as funcionalidades perdidas. Assim, o paciente vê que está conseguindo fazer suas atividades e passando a não depender de ajuda, o que traz benefícios psicológicos diretos e auxilia no processo de recuperação”, explica Juliana. 

A neurocientista reforça que é preciso o acompanhamento e a liberação do oncologista, que deve realizar o tratamento em conjunto com o fisioterapeuta, observando as restrições para cada caso. “Todo tipo de atividade física libera endorfina, o que contribui para a saúde mental e a recuperação do paciente. Contudo, os cuidados devem ser observados e atividades de alta intensidade não são indicadas para estes casos”, alerta.

 

Reprogramando o cérebro 

A especialista explica que, quando um paciente passa por uma cirurgia ou enfrenta uma dor intensa, é comum que o corpo faça uma compensação postural para amenizar o incômodo. Vários sistemas sensoriais podem ser afetados por tratamentos medicamentosos e cirurgias, gerando má postura e, consequentemente, mais dores. 

“É preciso olhar para a postura e para o movimento e avaliar como é possível adequar o corpo para que essa compensação natural não cause outras dores. Uma avaliação biomecânica realizada por um fisioterapeuta pode identificar essas alterações, realinhar o corpo e amenizar o desconforto físico durante o tratamento oncológico. Com isso, o paciente pode evitar e reduzir dores musculares, articulares e ter menos limitações de movimento”, detalha a neurocientista. 

Juliana Thomé - mestre em Neurociências e Comportamento pela Universidade de São Paulo, formada em Fisioterapia pelo Centro Universitário São Camilo e pós-graduada em Reeducação Funcional da Postura e do Movimento pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. É CEO da Clínica Calen, professora e criadora de cursos livres de extensão para fisioterapeutas e idealizadora do Guia Prático da Postura, um curso voltado para quem busca aprender a se movimentar de forma saudável, corrigir vícios posturais e adotar hábitos que transformam o dia a dia, auxiliando a prevenir e melhorar dores. No Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, foi supervisora da Liga de Reeducação Funcional da Postura e do Movimento e supervisora responsável pelos ambulatórios de Neurologia, Reumatologia, Esporte, Urofuncional e Gastroenterologia dos cursos de especialização em fisioterapia. Supervisionou atividades acadêmicas vinculadas aos seus ambulatórios e aos cursos de Reeducação Funcional da Postura e Movimento, Gerontologia e Saúde da Mulher.


Guia Prático da Postura 


Unisa promove Feira da Saúde com atendimentos gratuitos

Testagem de glicemia e tipagem sanguínea, atendimento odontológico, orientações sobre doenças de ouvido e nariz e acupuntura estão entre os serviços 

 

A Universidade Santo Amaro (Unisa), uma das principais faculdades médicas do país, promove neste mês a Feira da Saúde. O evento será realizado no dia 12/4, das 10h às 16h, no Campus Interlagos da Instituição. A ação envolverá alunos e especialistas de 16 cursos com atividades práticas e educativas e será aberta ao público. Todos os atendimentos serão gratuitos. Confira as principais atividades: 

 

O curso de Medicina, por meio da Liga Acadêmica de Medicina Chinesa, realizará sessões de acupuntura para equilibrar o fluxo de energia e tratar condições de saúde. Já a Liga Acadêmica de Otorrinolaringologia orientará sobre o tratamento e prevenção de doenças do ouvido e nariz, enquanto a Liga Acadêmica de Nefrologia distribuirá materiais sobre cuidados renais pediátricos. 

 

O curso de Biomedicina oferecerá atendimento à comunidade e testagem de glicemia e tipagem sanguínea. O processo inclui explicações sobre os testes, assepsia do dedo, punção e análise dos resultados. Além disso, será feita uma apresentação sobre o estoque de sangue da Fundação Pró-Sangue. 

 

Os alunos do curso de Ciências Biológicas também participam da iniciativa. Orientados por professores, eles desenvolverão uma dinâmica lúdica com massa de modelar para explicar o funcionamento de vírus e bactérias, assim como evidenciar o funcionamento das vacinas. Haverá também apresentações sobre arboviroses e animais peçonhentos, com amostras do acervo da Unisa e orientações sobre cuidados. 

A turma do curso de Farmácia promoverá um jogo interativo sobre uso racional e descarte de medicamentos, além de uma "Blitz de Medicamentos" para orientar os participantes sobre a melhor maneira de organizar seus medicamentos. A Fisioterapia realizará exercícios de fortalecimento muscular, mobilidade articular e alongamento muscular, promovendo ganho de força, resistência, flexibilidade e relaxamento. 

A atividade física também será tratada na Feira da Saúde. O curso de Educação Física, por meio do programa "Saúde em Movimento", promoverá um circuito de atividade física. O objetivo é promover a conscientização sobre a importância da saúde integral por meio de atividades interativas e educativas. 

Os cuidados com a beleza farão parte do evento. Os alunos do curso de Estética e Cosmética avaliarão os tipos de pele para indicar produtos para skincare diária. Além disso, haverá um "Spa das mãos", com esfoliação, massagem, reflexologia e momentos de reflexão sobre autocuidado. 

Para tratar da saúde bucal, os alunos do curso de Odontologia promoverão ações de orientação em saúde bucal, exames clínicos para prevenção do câncer bucal e atividades lúdicas para crianças. Os futuros nutricionistas realizarão uma demonstração sensorial com especiarias e condimentos, ensinando os participantes a reduzir o uso de sal e aumentar a ingestão de antioxidantes na alimentação. 

A atividade irá além da Saúde! Alunos da Pedagogia organizarão brincadeiras tradicionais para crianças, promovendo a interação e o aprendizado por meio de atividades lúdicas. Já os estudantes de Psicologia distribuirão materiais sobre cuidados com a saúde mental e realizarão uma dinâmica sobre mitos e verdades, além de ensinar técnicas de respiração para reduzir o estresse. 

O curso de Administração realizará uma apresentação sobre controle financeiro e orçamento doméstico, seguida de uma demonstração prática de ferramentas para registro de gastos e ganhos. A atividade inclui uma dinâmica em grupo para simular a organização de um orçamento doméstico. 

Os cursos de RH e Gestão orientarão o público sobre a elaboração de currículos, com bate-papo com docentes. Os cursos de Engenharia de Software, Engenharia da Computação, CST em Análise e Desenvolvimento de Sistemas e CST em Gestão da Tecnologia da Informação promoverão a dinâmica "CyberBullying – Cebola quente", promovendo reflexões sobre o impacto das ofensas online e como evitar esse comportamento.

 

Serviço: 

Feira da Saúde Unisa 

Data: 12 de abril 

Horário: das 10h às 16h 

Local: Unisa campus Interlagos (Rua Professor Enéas de Siqueira Neto, 340 - Jardim das Imbuias, São Paulo). Todos os atendimentos serão gratuitos 


Câncer pediátrico: existem complicações metabólicas tardias

                                      #COPEM2025

 

“As crianças e adolescentes que sobrevivem ao câncer, muitas vezes, enfrentam desafios de saúde que vão além da remissão da doença. Esses pacientes têm um risco elevado de desenvolver doenças metabólicas e cardiovasculares precocemente, principalmente devido ao impacto dos tratamentos como quimioterapia e radioterapia”, explica Dra. Adriana Siviero-Miachon, endocrinologista pediátrica palestrante do 16º Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia (COPEM), que acontece entre 8 e 10 de maio, no Centro de Convenções Frei Caneca.

 

A Academia Americana de Cardiologia aponta que, para os sobreviventes de câncer tratados na infância, o risco de doenças cardiovasculares ocorre antes dos 55 anos, representando uma preocupação significativa para o acompanhamento de saúde desses pacientes.

 

Riscos metabólicos elevados - Embora todos os sobreviventes de câncer enfrentem riscos aumentados, algumas doenças específicas, como a leucemia linfoblástica aguda, câncer pediátrico mais prevalente, e os pacientes que passaram por transplante de células tronco-hematopoéticas, apresentam um risco ainda maior de desenvolver complicações metabólicas e cardiovasculares. A Dra. Adriana destaca que a leucemia, por exemplo, pode desencadear alterações metabólicas, aterosclerose prematura e resistência à insulina, além de um aumento na gordura corporal, com predomínio na região abdominal.

 

Além disso, pacientes que passaram por transplante de células-tronco hematopoéticas, e que frequentemente recebem quimioterapia e radioterapia corporal total, enfrentam uma série de desafios. A associação desses tratamentos intensivos pode agravar o quadro de obesidade sarcopênica – a perda de massa muscular associada ao aumento de gordura corporal.

 

Fatores contribuintes e ações preventivas - A endocrinologista explica que as condições metabólicas nas crianças sobreviventes de câncer estão relacionadas a múltiplos fatores. “A relação entre genética, ambiente e tratamento contribui para essas alterações. O estilo de vida do paciente, incluindo hábitos alimentares e nível de atividade física, pode influenciar significativamente a evolução dessas condições”, afirma a Dra. Adriana.

 

Um dos maiores vilões neste processo é a radioterapia, especialmente quando aplicada em altas doses na região cranial, o que pode resultar em lesão hipotalâmica, alterando o equilíbrio hormonal e metabólico. Como consequência, os pacientes podem experimentar ganho de peso excessivo e alterações na distribuição da gordura corporal. Em particular, a obesidade hipotalâmica, cujo modelo são as crianças tratadas por craniofaringioma, caracterizada por ganho de peso de difícil controle e que exige estratégias terapêuticas complexas.

 

A importância do acompanhamento multidisciplinar - O acompanhamento das crianças sobreviventes de câncer deve ser realizado de maneira contínua e multidisciplinar. A Dra. Adriana reforça que é fundamental um acompanhamento constante com oncologistas, endocrinologistas, nutricionistas e outros profissionais de saúde. O objetivo é promover a melhoria do estilo de vida, incentivando uma alimentação saudável e a prática regular de atividades físicas, o que pode ajudar a mitigar os efeitos tardios do tratamento.

 

A avaliação desses pacientes inclui monitoramento da antropometria (peso, estatura e índice de massa corpórea), da composição corporal (por meio das medidas de circunferência ou de densitometria) e acompanhamento metabólico regular, com exames de glicose, insulina, hemoglobina glicada e lipídios sanguíneos. A pressão arterial também deve ser monitorada para detectar precocemente a hipertensão, um dos problemas frequentemente observados nesses pacientes.

 

Desafios no Tratamento e Cuidados Específicos - Tratamentos específicos para as condições metabólicas dos sobreviventes, como resistência à insulina, diabetes tipo 2 e dislipidemia ou hipertensão, devem ser baseados em consensos clínicos e personalizados.

 

No caso da leucemia, por exemplo, o “rebote precoce de adiposidade” durante a fase de manutenção do tratamento e nos anos seguintes é uma preocupação central. Esse aumento de peso pode ser observado mesmo em pacientes que não receberam radioterapia, sugerindo que outros fatores, também desempenham um papel importante no desenvolvimento dessas condições.

 

Para pacientes com craniofaringioma, a obesidade hipotalâmica, característica dessa doença, é um desafio terapêutico significativo. O tratamento dessa condição ainda continua controverso, com algumas medicações apresentando eficácia de curto prazo, mas sem comprovação de resultados duradouros.

 

“As crianças e adolescentes que superam o câncer precisam de uma atenção cuidadosa ao longo da vida, especialmente devido aos riscos metabólicos e cardiovasculares aumentados. Com um acompanhamento adequado e estratégias de saúde preventiva, é possível melhorar significativamente a qualidade de vida desses pacientes e reduzir o impacto das complicações tardias dos tratamentos oncológicos”, conclui a endocrinologista.

 

Outros temas quentes da Medicina serão abordados no evento, tais como: “Tratamento da Obesidade: onde estamos e o que esperar no futuro”, “Novos guidelines para câncer de tireoide”, “Disruptores Endócrinos: impacto sobre a função tireoidiana” e vários outros temas científicos de interesse para prática clínica, ou seja, que diretamente afetam o paciente.

 

O evento é realizado pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).


 

16° Congresso Paulista de Endocrinologia e Metabologia

www.copem2025.com.br

#COPEM2025

Data: 8 a 10 de maio

Local: Centro de Convenções Frei Caneca, SP 

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Saúde alerta para desafios no cuidado com gestantes e recém-nascidos

Obstetra do CEUB defende o atendimento pré-natal qualificado e humanizado como o caminho mais eficaz para salvar as vidas das mães e bebês


“Inícios saudáveis, futuros esperançosos” é o mote da campanha em defesa da saúde materna e neonatal que a Organização Mundial da Saúde (OMS) adotou no Dia Mundial da Saúde (7). A mobilização chamou  a atenção para o alto número de mortes evitáveis entre gestantes e recém-nascidos e a necessidade de ações efetivas em todos os níveis do sistema de saúde. Alécio Oliveira, ginecologista, obstetra e professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB), relata os principais desafios enfrentados por gestantes e bebês no Brasil. 

Os números são alarmantes: somente na América Latina e no Caribe, ocorre uma morte materna a cada hora. Mundialmente, são 300 mil mortes por ano relacionadas à gestação ou ao parto. Outros 2 milhões de recém-nascidos morrem no primeiro mês de vida. “Valorizar o pré-natal, garantir condições dignas de parto e fortalecer o cuidado no pós-parto não é apenas uma meta do sistema de saúde, é um compromisso social com as futuras gerações”, destaca Alécio.  

O acompanhamento pré-natal é a principal ferramenta para prevenir essas mortes. Segundo o docente do CEUB, o não acompanhamento adequado durante o pré-natal, a falta de estrutura nos partos e a falta de suporte emocional geram consequências diretas na saúde e na vida de mães e filhos.  “É durante o pré-natal que conseguimos rastrear fatores de risco, diagnosticar precocemente doenças e agir a tempo de evitar complicações para mãe e bebê”, destaca. 

As transformações biológicas e emocionais durante a gestação exigem acolhimento e orientação especializada, sendo que, quando essas mudanças não acontecem de forma plena, podem surgir quadros de morbidade com impactos físicos e emocionais. “Muitas vezes, o sofrimento psicológico está ligado à falta de apoio, à gravidez não planejada ou rejeitada, e à ausência de um ambiente seguro para lidar com tudo isso”, observa o docente do CEUB, reforçando o cuidado humanizado e o vínculo entre profissional de saúde e paciente para construir confiança e empatia. 

 

Estilo de vida saudável e assistência contínua

Além do cuidado emocional, o especialista lembra que hábitos saudáveis são aliados para uma gestação tranquila. Alimentação equilibrada, prática de atividades físicas, controle do estresse e padrão de sono adequado ajudam a evitar intercorrências comuns no período. Segundo o médico, uma boa assistência pré-natal também atua na prevenção de prematuridade, no planejamento de parto seguro e na preparação da estrutura necessária para um atendimento adequado ao recém-nascido. 

“No período perinatal o bebê precisa de suporte para adaptação cardíaca, respiratória e térmica. Uma assistência qualificada pode evitar sequelas que comprometem a saúde da criança na infância, adolescência e vida adulta”. Oliveira defende ainda a amamentação nos primeiros seis meses de vida e cuidados no puerpério: “Muitas mulheres enfrentam o cansaço físico e emocional, a solidão e até quadros de depressão pós-parto. Ter uma rede de apoio e profissional é decisivo para garantir o bem-estar dessa mãe e, consequentemente, do bebê”.


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