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quinta-feira, 20 de março de 2025

O sonho americano ainda vale a pena? Especialista em imigração americana traça cenário no curto e longo prazo

 Para o advogado brasileiro Felipe Alexandre, fundador do escritório Alfa, e residente nos Estados Unidos, o país continua sendo a terra das grandes oportunidades para profissionais qualificados


De acordo com o relatório mais recente do Ministério das Relações Exteriores, datado de 2023, são cerca de 4,9 milhões de brasileiros e brasileiras residentes no exterior, um aumento de cerca de 400 mil pessoas em relação ao ano anterior. Este total equivale à soma de toda a população de Salvador (BA) e Belo Horizonte (MG).

Nos Estados Unidos, vivem 2.085.000 brasileiros, ou 42% do total. Entre as dez maiores comunidades de brasileiros, por jurisdição, em qualquer ponto do planeta, sete estão em território americano. Pela ordem, de acordo com o total de moradores, são: Nova York, Boston, Miami, Orlando, Atlanta, Los Angeles e Houston. No mesmo ano, as embaixadas e os consulados do Brasil celebraram um recorde: 1,125 milhões de vistos americanos concedidos aos cidadãos do país.


Cenário americano no curto e longo prazo

Num momento em que o noticiário está tomado por notícias sobre mudanças nas regras para a imigração para o país, o que estas pessoas podem esperar? E o que dizer para aqueles que já solicitaram vistos com o objetivo de se mudar para a famosa terra das oportunidades? Mais ainda: e aquelas pessoas e famílias que ainda estão na dúvida sobre a situação atual, antes de solicitar os documentos para realizar uma transformação tão importante em suas vidas?

O advogado brasileiro Felipe Alexandre já passou por todo o processo para constituir moradia e profissão nos Estados Unidos. Tem 13 anos de experiência em imigração e é fundador do escritório Alfa, que atende aos imigrantes que buscam apoio diante de um momento decisivo de suas trajetórias.

Para ele, o sonho americano continua vivo. “Os Estados Unidos são um país formado majoritariamente por imigrantes. Eles continuam sendo fundamentais para o país e a nação continua aberta aos estrangeiros que buscam o país para viajar, estudar, fazer turismo – e mesmo morar e trabalhar.


Oportunidade para todos

Felipe Alexandre lembra que é importante lembrar desse aspecto estrutural e de longo prazo. Afinal, a concessão de vistos e as viagens para os Estados Unidos envolvem um planejamento longo, que muda a rotina de todos os envolvidos. E está além das pressões atuais que o governo recém-empossado vem buscando emplacar.

“O novo governo Trump colocou a pauta de imigração no centro das atenções e está tentando de todas as formas dificultar a vida dos imigrantes ilegais, que são muito importantes para a economia americana. São ações que geraram pânico entre os não documentados que já vivem no país, e que podem contar com apoio jurídico para lidar com a pressão”, aponta ele.

Para quem procura realizar o sonho americano e morar em um país de primeiro mundo, existem mais de 180 diferentes tipos de vistos, para todas as necessidades.

Os mais procurados, ao longo dos anos, são B-1/B-2 (negócios e turismo), seguido dos vistos para estudantes (F-1) e para programas de intercâmbio (J-1), e também os vistos de imigração (EB-2 e EB-5). Para cada um deles, e para todos os demais, a Alfa está bem posicionada para apoiar os imigrantes, mesmo em momentos de grande insegurança no curto prazo, como o atual. “Conhecemos os caminhos, acompanhamos os bastidores, tanto do ponto de vista do governo, quanto dos imigrantes. Estamos preparados para apoiar os brasileiros que não desistirem do sonho americano”, afirma  Felipe Alexandre, advogado de imigração.

 

Dr. Felipe Alexandre - advogado especialista em imigração americana. Fundador da ALFA - Alexandre Law Firm & Associates e referência em vistos humanitários. Possui BAR (Licença Americana) em dois estados - Washington, DC e Nova York, o que lhe autoriza a exercer a atividade em todo o território americano, além de nove licenças que lhe concedem o direito de ir até a Suprema Corte em defesa de imigrantes. Premiado nos últimos cinco anos como um dos Top 10 Advogados de Imigração de Nova York pelo American Institute of Legal Counsel e com classificação “Excelente” no Avvo; Também é considerado, um dos 10 principais advogados da Califórnia, em votação pela revista jurídica “Attorney & Practice Magazine”, e reconhecido pela “Super Lawyers (Thomas Reuters)” como referência no campo das leis imigratórias dos EUA. https://alexandrelaw.com/


Voluntários se mobilizam para grande ação de limpeza na Baía de Guanabara


No Dia Mundial da Água (22 de março), voluntários de diversas regiões do estado participarão da quarta edição do Clean Up Bay, mutirão de limpeza organizado pela Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA). A iniciativa, que conta com o apoio do AquaRio e do BioParque do Rio, é organizada pela Rede de Conservação Águas da Guanabara (REDAGUA), uma rede de atuação territorial que reúne projetos que contam com a parceria da Petrobras — Coral Vivo, Guapiaçu, Meros do Brasil e UÇÁ — por meio do Programa Petrobras Socioambiental (PPSA), e a própria empresa. 

As ações ocorrerão em seis pontos estratégicos: Praia do Flamengo (Aterro), São Gonçalo (Praia das Pedrinhas), Cachoeiras de Macacu (Poço do Valério), Niterói (Charitas), Tanguá (Rio Caceribu) e Maricá (Praia do Recanto). Os voluntários realizarão a coleta de lixo, seguida da triagem e registro dos resíduos encontrados, contribuindo para o mapeamento dos detritos que chegam à costa.

Inspirado no Clean Up Day, o evento também oferecerá atividades interativas para o público. Oficinas, exposições e jogos educativos vão sensibilizar os participantes sobre a conservação marinha.

Desde 2022, o Clean Up Bay já mobilizou 916 voluntários e impediu que quase três toneladas de lixo chegassem ao mar, sendo a maior parte plástico. A iniciativa também se conecta com outras ações de conservação, como a 'Operação LimpaOca', que ocorre durante o período de defeso do caranguejo-uçá.

Para ampliar o impacto, será oferecida a formação gratuita 'Lideranças em Limpeza de Praias e Outros Ambientes', com orientações sobre o uso de EPIs e organização de mutirões. As inscrições estão disponíveis no link.

"A colaboração entre voluntários, poder público e sociedade civil é essencial para gerar mudança. Nosso objetivo é inspirar mais ações coordenadas e transformar este evento em um marco para a conservação ambiental", destaca Andie Märal, consultora do Projeto UÇÁ na REDAGUA.

Além das parcerias com o AquaRio e BioParque do Rio, o Clean Up Bay conta com o apoio de projetos parceiros da Petrobras, como Aruanã, Cavalos Marinhos, Costão Rochoso, Sigas Maricás e Orla Sem Lixo Transforma – que também estarão presentes, ampliando a programação com atividades interativas e educativas.


Serviço:

Clean Up Bay 2025 – Dia de Limpeza da Baía de Guanabara

+ Circuito de Educação Ambiental

Data: 22 de março de 2025

Horário: 8h às 12h

Locais: Praia do Flamengo (Aterro), São Gonçalo (Praia das Pedrinhas), Cachoeiras de Macacu (Poço do Valério), Niterói (Charitas), Tanguá (Rio Caceribu) e Maricá (Praia do Recanto).


Dia mundial da poesia: 5 dicas de livros de poetas femininas

No próximo dia 21, é celebrado o Dia Mundial da Poesia, data essa, criada para lembrar a importância da poesia para sociedade, promovendo o incentivo à leitura, escrita e a publicação de obras pelo mundo. Em São Paulo, o Grupo Baderna - produtora cultural e editora - é responsável por projetos periféricos e o lançamento de grandes obras, que servem como representatividade e disseminação de cultura e desenvolvimento intelectual de crianças, jovens e adultos. 

Liderado por três mulheres de uma mesma família, Carolina Peixoto - poeta e pedagoga há mais de dez anos - Eliana de Freitas, contadora e romancista e Pam Araujo - escritora, poeta e produtora cultural. Na literatura, o grupo tem como missão e objetivo fomentar histórias de lutas e superação, dando enfoque ao protagonismo feminino. 

Pensando nisso, selecionamos cinco obras necessárias para a leitura de quem ama poesia. Confira: 

 

Livro: “Mulheres História”.

Com apenas 60 páginas, a obra traz a biografia de três importantes representantes da literatura brasileira: Maria Firmina dos Reis, Ana Cristina Cesar e Maurinete Lima. A obra funde a força da palavra de mulheres que lutavam pelo direito de existir na literatura, com autoras contemporâneas integrantes de um movimento que tem sido porta, plataforma e vitrine para o protagonismo de mulheres, que ainda hoje, alimentam esse mesmo sonho, em meio a uma sociedade que as tentam silenciar.

 

ABRABA, King

King Abraba transforma sua trajetória em poesia, criando uma autobiografia potente e visceral. A obra narra suas memórias desde a infância na periferia, o impacto das desigualdades sociais e raciais, até sua descoberta como poeta. Entre rimas e relatos, a autora reflete sobre a dureza da realidade e a força que encontrou na palavra falada.

 

A Língua quando poema / La lengua cuando poema

Obra bilíngue (português e espanhol) publicada em 2022 pela Slam das Minas-SP, que traz 28 poemas de mulheres, homens trans, travestis e pessoas não bináreis, todes poetas que passaram pela Jornada Latines, evento internacional que reuniu poetas de nove países da América Latina com diversas artistas de todas as regiões brasileiras, para batalhas de poesia e oficinas formativas ligadas à literatura. Este evento JORNADA LATINES que deu origem ao livro ficou entre os 5 finalistas do Prêmio Jabuti 2023. O livro traz também uma breve contextualização histórica sobre o Slam no Brasil e uma pesquisa sobre recorte de gênero nesse movimento literário.

 

O Riso de Luiza, Bruna Burkert


Luiza é aluna nova na escola da Kailani, uma menina esperta e faladeira, que gosta de contar sobre os acontecimentos da escola para a mãe. Nos últimos dias essa conversa tem sido tomada por um assunto intrigante, Kailani não entende porque sua amiga, recém chegada à turma, não expressa seus sentimentos da mesma forma que as outras crianças. A obra tem ilustrações de apoio em LIBRAS, audiobook com audiodescrição na primeira pessoa e vídeo interpretação em LIBRAS.

 

O Destino de Maria, Eliana de Freitas

Uma noiva às vésperas do casamento tem um colapso, fica em coma. Pela suposta falta de virgindade, nem a família nem o noivo a querem mais, até saberem que a enferma fora premiada pela loteria. E agora, a quem pertence o destino de Maria? A trama se passa numa pequena cidade mineira, um imbróglio que envolve costureira, médico, juiz, rezadeiras, barbeiro e mulheres simples de destino traçado, pela sociedade da época e daquele lugar.  Romance dedicado a todas as mulheres que tomam o seu destino na mão e o constrói.

 


Grupo Baderna
Espaço cultural que realiza saraus, oficinas e rodas de poesia, faz editoração de livros atendendo principalmente autores da cena literária independente. O espaço dispõe da Biblioteca Dona Edite, com cerca de dois mil exemplares, um rico acervo literário disponível para leitura no local e empréstimo à comunidade. O Baderna é um grupo que reúne iniciativas culturais que buscam materializar sonhos coletivos que proponham e produzam, para além de entretenimento, encontro, integração, reflexões e rompimentos de barreiras sociais, valorizando o artista e a cultura popular brasileira como a nossa maior riqueza. É dirigido pelos poetas e produtores culturais Carolina Peixoto, Eliana de Freitas, Pam Araujo e Thiago Peixoto. Atua há mais de 20 anos realizando produção de eventos, elaboração, escrita, formatação e prestação de contas para projetos culturais, editoração de obras literárias e do agenciamento de artistas independentes e coletivos culturais periféricos.


Imposto de Renda 2025: cuidados e como evitar erros na declaração

Contribuintes devem ficar atentos à classificação correta dos rendimentos para evitar problemas com a Receita Federal 

 

Com a proximidade da temporada de declaração do Imposto de Renda 2025, é essencial que os contribuintes compreendam as mudanças nas regras e saibam como classificar corretamente seus rendimentos. As discussões sobre o tema e suas mudanças estão em alta desde que o Governo Federal, por meio do Ministério da Fazenda, anunciou uma série de possíveis alterações nas regras do imposto, que seriam implementadas através de uma reforma.   

No entanto, tivemos poucas mudanças em relação ao ano passado. Mesmo assim, é sempre comum que surjam dúvidas durante o processo do IR, principalmente em relação aos rendimentos e à forma de defini-los na declaração. Para evitar erros e garantir o cumprimento correto das obrigações fiscais, é importante que os contribuintes consultem fontes confiáveis e fiquem atentos às orientações da Receita Federal.  

De acordo com Carlos Castro, CEO e planejador financeiro da SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, é fundamental conhecer as diferenças entre rendimentos tributáveis, isentos e sujeitos à tributação exclusiva para evitar inconsistências na declaração e até multas. "Muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre como declarar certos tipos de rendimentos, o que pode levar a erros e problemas com a Receita Federal. Entender essas diferenças é o primeiro passo para uma declaração correta e para um melhor planejamento financeiro", explica Castro. 

 

Quais são as mudanças no Imposto de Renda para 2025?  

A declaração do Imposto de Renda terá poucas mudanças em relação ao ano passado. Em relação às obrigatoriedades, as mudanças foram as seguintes:  

- Valor de rendimentos tributáveis anuais que obrigam a entrega da declaração subiu de R$ 30.639,90 para R$ 33.888;  

- Limite da receita bruta de obrigatoriedade para atividade rural subiu de R$ 153.999,50 para R$ 169.440;  

- Quem atualizou valor de bens imóveis e pagou ganho de capital diferenciado em dezembro de 2024 terá de preencher a declaração;  

- Quem apurou rendimentos no exterior de aplicações financeiras e de lucros e dividendos passou a declarar anualmente;  

- As demais obrigatoriedades foram mantidas. 

 

Diferenças entre os rendimentos  

Para compreender melhor a diferença entre os tipos de rendimento, é essencial entender suas classificações e características. No contexto da declaração do Imposto de Renda, existem três categorias principais de rendimentos: tributáveis, isentos e não tributáveis, e sujeitos à tributação exclusiva ou definitiva. 

 

1. Rendimentos Tributáveis   

São aqueles sobre os quais há incidência de Imposto de Renda e que devem ser informados detalhadamente na declaração anual, permitindo compensações e deduções legais.    

Exemplos:  

- Salários e proventos de aposentadoria (tributáveis acima do limite de isenção)   

 - Aluguéis recebidos    

- Ganhos com investimentos de renda fixa (como CDBs e Tesouro Direto) e renda variável (ações)   

- Receitas de trabalho autônomo ou prestação de serviços    

Muitos contribuintes esquecem de declarar valores recebidos por meio de plataformas digitais, ou trabalhos temporários, o que pode gerar inconsistências e cair na malha fina. "É importante declarar todas as fontes de renda, incluindo aquelas de atividades não recorrentes, como serviços temporários ou valores de aplicativos, para evitar problemas com a Receita Federal", alerta Castro. 

 

2. Rendimentos Isentos e Não Tributáveis    

Não sofrem incidência de Imposto de Renda, mas devem ser informados na declaração, pois influenciam no cálculo do patrimônio e ajudam a justificar a evolução patrimonial.    

Exemplos:  

- Aposentadorias e pensões até o limite de isenção (para pessoas acima de 65 anos há parcela isenta adicional)    

- Lucros e dividendos distribuídos por empresas (isentos até 2023)    

- Bolsas de estudo e pesquisa, quando atendidos os requisitos legais    

- Indenizações trabalhistas (rescisões, FGTS)    

- Ganhos com venda de bens dentro dos limites de isenção (ex: venda de imóvel até R$ 440 mil sob condições específicas)   

 

3. Rendimentos Sujeitos à Tributação Exclusiva ou Definitiva   

Nestes casos, o imposto não pode ser compensado na declaração anual, ou seja, a tributação é definitiva.    

Exemplos:  

- Prêmios de loteria e sorteios    

- Rendimentos de fundos de investimento (em certas modalidades)    

- Participação nos lucros (PLR)    

- Ganhos com aplicações financeiras no exterior (tributação via carnê-leão ou ganho de capital, dependendo do caso).   

"Mesmo quando o imposto já foi retido, é fundamental informar esses rendimentos na declaração para manter o saldo patrimonial correto e evitar distorções", explica Castro. 

 

A importância de classificar corretamente os rendimentos  

Erros na classificação dos rendimentos são uma das principais causas de malha fina. Em 2024, segundo dados da própria Receita Federal, mais de 1,4 milhão de contribuintes caíram na malha fina. Para evitar problemas, Castro recomenda algumas estratégias:  

  • Verifique a origem dos rendimentos – A Receita Federal cruza dados com bancos e empresas, então omitir informações pode gerar multas. 
  • Não esqueça rendimentos menos óbvios – Aluguéis, ganhos com plataformas digitais e até mesmo cashback de algumas operações financeiras podem precisar ser declarados. 
  • Use ferramentas de organização financeira – Aplicativos de controle financeiro e planilhas ajudam a acompanhar os rendimentos ao longo do ano, facilitando a declaração. 

 

Conselhos para a declaração de 2025 e para os próximos anos  

Para quem deseja fazer uma declaração sem erros e ainda obter vantagens fiscais, Carlos Castro compartilha algumas recomendações.   

  • Organize os informes de rendimentos – Antes de começar, peça à empresa, bancos e corretoras todos os documentos necessários, estar preparado desde o início evita dores de cabeça. 
  • Aproveite as deduções – Despesas com saúde, educação e previdência privada podem reduzir bastante o valor a pagar. 
  • Use a declaração pré-preenchida – A Receita Federal oferece essa facilidade que importa automaticamente os dados das fontes pagadoras, reduzindo o risco de erro e economizando tempo.  
  • Planeje o próximo ano – Reinvestir a restituição em aplicações financeiras ou usá-la para pagar dívidas é uma boa estratégia para fortalecer o patrimônio.  

"A declaração do Imposto de Renda não deve ser vista apenas como uma obrigação, mas como uma ferramenta de planejamento financeiro. Ao entender seu balanço patrimonial, o contribuinte pode tomar decisões mais estratégicas e construir um futuro financeiro mais sólido", destaca Castro. 

 

SuperRico
www.superrico.com.br


Áreas marinhas de proteção integral do Brasil estão contaminadas por microplásticos

Abrolhos, uma das áreas de proteção integral
 enfocadas no estudo (
foto: Beatriz Zachello Nunes)

Pesquisadores da Unifesp usaram ostras e mexilhões como organismos-sentinelas para avaliar a ocorrência desses poluentes. Resultados indicam que mesmo os locais mais restritivos à presença humana apresentam contaminação relevante

 

Apesar de serem consideradas santuários da biodiversidade, as áreas marinhas protegidas (AMPs) do Brasil não estão imunes à contaminação por microplásticos. Um estudo recente revelou que mesmo as AMPs classificadas como áreas de proteção integral (APIs), que são as mais restritivas para a intervenção humana, apresentam contaminação por esse material. A pesquisa, que contou com a participação de cientistas brasileiros e australianos, utilizou moluscos bivalves (ostras e mexilhões) como organismos-sentinelas para avaliar a contaminação. Os resultados foram publicados na revista Environmental Research.

“Nosso estudo mostrou que a contaminação por microplásticos ocorre até mesmo nas áreas de proteção ambiental mais restritivas. Por exemplo, no Atol das Rocas, onde não há qualquer atividade econômica nem é permitida a visitação de turistas. Os microplásticos podem chegar a locais assim transportados pelo vento ou pelas correntes oceânicas”, conta à Agência FAPESP Ítalo Braga, professor do Instituto do Mar da Universidade Federal de São Paulo (IMar-Unifesp) e coordenador da pesquisa, financiada pela FAPESP.

Os microplásticos são partículas com tamanho variando de 1 mícron (1 μm) a 5 milímetros (5 mm) que resultam da fragmentação de plásticos maiores ou são fabricados diretamente nesse formato para uso industrial ou cosmético. Aqueles detectados no estudo apresentaram padrões consistentes ao longo da costa brasileira: predominantemente pretos, brancos ou transparentes, com tamanho inferior a 1 milímetro.

A análise química conseguiu identificar 59,4% deles, sendo os principais componentes: polímeros alquídicos (28,1%), utilizados em tintas e vernizes, possivelmente provenientes de barcos e embarcações turísticas; celulose (21%), que tanto pode ter sido de origem natural (plâncton, algas, plantas marinhas e vegetação terrestre) quanto de origem antropogênica (papéis, papelões, resíduos de alimentos etc.); polietileno tereftalato (PET) (14%), comumente encontrado em embalagens plásticas e fibras sintéticas, liberadas na lavagem de roupas e transportadas ao mar por efluentes urbanos; e politetrafluoretileno (PTFE ou teflon) (12,3%), presente em revestimentos antiaderentes e industriais. Os outros 40,6% não puderam ser descritos.

“Ao longo do litoral brasileiro, existem várias áreas protegidas com diferentes níveis de gestão. Parques nacionais, como Abrolhos e Fernando de Noronha, são altamente protegidos, enquanto outras, como algumas APAs [áreas de proteção ambiental], permitem certo grau de intervenção humana. Nosso estudo focou nas áreas de proteção integral, chamadas de ‘no-takes’ na literatura internacional especializada, que são áreas marinhas protegidas mais restritivas. Selecionamos dez delas: Parque Nacional de Jericoacoara, Atol das Rocas, Fernando de Noronha, Rio dos Frades, Abrolhos, Tamoios, Alcatrazes, Guaraqueçaba, Carijós e Arvoredo”, conta Braga.


Medidas globais

Conduzida pela doutoranda Beatriz Zachello Nunes, a pesquisa revelou que os microplásticos estão presentes em todas essas APIs, com uma concentração média de 0,42 ± 0,34 partícula por grama de tecido úmido. Entre as áreas estudadas, a maior contaminação foi registrada no Refúgio de Vida Silvestre do Arquipélago de Alcatrazes, com 0,90 ± 0,59 partícula por grama, enquanto a menor concentração foi encontrada na Reserva Biológica do Atol das Rocas, com 0,23 partícula por grama.

“O dado positivo é que a contaminação em todas essas áreas está abaixo da média internacional para áreas marinhas protegidas [veja a figura abaixo]. E muito abaixo da média brasileira para áreas não protegidas. Locais muito contaminados, como Santos e algumas praias do Rio de Janeiro, chegam a apresentar contaminações de 50 a 60 vezes maior. Santos, aliás, registrou uma das maiores concentrações de microplásticos do mundo”, comenta o pesquisador.

 

As dez áreas de proteção integral estudadas (imagem: Ítalo Braga)


Os moluscos bivalves (ostras, mariscos, mexilhões e outros), que recebem esse nome por possuírem uma concha dividida em duas partes, ou seja, duas valvas articuladas, foram escolhidos no estudo por serem considerados sentinelas do mar. “Eles se alimentam filtrando a água marinha. Os alimentos presentes na água ficam retidos em suas brânquias, que funcionam como peneiras. E pequenos cílios os transportam para o estômago. Se essa água contém contaminantes, como microplásticos, os bivalves também os retêm. Então, em vez de coletarmos amostras de água, que variam o tempo todo, analisamos os bivalves, pois eles acumulam poluentes ao longo do tempo, fornecendo um histórico mais confiável da contaminação”, explica Braga.

Os resultados do estudo demonstram que a contaminação por plástico está presente até mesmo nas áreas mais restritivas de proteção ambiental, com potenciais riscos para os ecossistemas marinhos e as cadeias alimentares. “A criação de AMPs, por si só, não é suficiente para barrar a poluição. É fundamental que essas áreas contem com gestão ambiental eficiente e fiscalização rigorosa. Mas até isso não é suficiente, se considerarmos que os microplásticos podem não estar sendo gerados no local, mas trazidos de longe pela atmosfera e pelas correntes marítimas. Para mitigar isso, apenas medidas globais, como o Tratado Global dos Plásticos, atualmente em fase de negociação e desenvolvimento sob a coordenação do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente [PNUMA], podem fazer diferença”, conclui o pesquisador.

O artigo Microplastic contamination in no-take Marine Protected Areas of Brazil: Bivalves as sentinels pode ser acessado em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0013935125004827?via%3Dihub.

As manchas de cor lilás são áreas marinhas ao redor do mundo. A contaminação por microplásticos nas áreas de proteção integral enfocadas no estudo fica abaixo da média mundial para áreas marinhas protegidas (linha roxa pontilhada) e muito abaixo da média brasileira para áreas não protegidas (linha vermelha pontilhada). A média de contaminação por microplásticos nas áreas estudadas é dada pela linha preta pontilhada (imagem: Beatriz Zachello Nunes)

 

José Tadeu Arantes
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/areas-marinhas-de-protecao-integral-do-brasil-estao-contaminadas-por-microplasticos/54231

 

Por que o home office está sendo cada vez mais abandonado?


Neste mês de março completa cinco anos desde o início da pandemia da Covid-19, que se estendeu de 2020 até meados de 2022. Diante do isolamento social, foi preciso muita adaptação, incluindo, no mercado de trabalho. Quem não precisou fechar as portas logo de cara, como trabalhadores do comércio, começou a adotar o home office e essa foi a grande salvação da época. No entanto, cada vez mais vemos que esse modelo de trabalho está sendo abandonado. A pergunta é: por quê?

Já faz tempo que tenho percebido uma movimentação das companhias para fazer com que os seus funcionários tenham que ir até o escritório para trabalharem no modelo presencial muitas vezes na semana ou todos os dias, acabando assim com o home office. A explicação para isso é promover maior interação entre os integrantes do time e também aumentar a produtividade, evitando com que se distraiam e tenham maior foco.

Inclusive, podemos ver que até mesmo vagas de emprego em home office são bem mais difíceis de encontrar do que antes. Seja no LinkedIn ou em plataformas de recrutamento como a Gupy, cada vez menos aparecem oportunidades de trabalho remoto para a grande maioria das áreas, sendo que vagas presenciais estão em uma constante ascensão e sinto que a tendência é que continue assim.

Vejo a situação como “culpa” de ambas as partes, pois sabemos que muitos colaboradores fingem trabalhar no home office, saindo de casa no horário do expediente e se dedicando a outras tarefas, deixando o principal - que é o compromisso com a empresa - em segundo plano. Esse comportamento acaba prejudicando aqueles que fazem tudo certo e que estão pagando a conta junto com essa parcela de pessoas.

A verdade é que algumas pessoas não sabem trabalhar na base da confiança, o que acaba sendo bastante prejudicial para as relações que precisamos estabelecer no ambiente de trabalho, seja online ou presencial. O Spotify disse que pretende continuar atuando de forma remota, porque são adultos. Talvez isso funcione bem para eles, porque já nasceram desta maneira. Mas a imensa maioria da população não é assim, infelizmente.

Por outro lado, embora pareça que tenhamos tido algum progresso, continuo percebendo um despreparo na gestão das empresas em lidar com os trabalhadores no modelo remoto e isso acontece porque não conseguem exercer uma liderança qualificada e apelam para o microgerenciamento. Essa necessidade de querer saber a todo momento o que o outro está fazendo e cobrar excessivamente acaba sendo desgastante.

O ponto é que tanto colaboradores quanto empresas estão juntos nesse barco e sofrerão as consequências. Acredito que abandonar o home office e adotar 100% o presencial não é uma boa escolha. A partir do momento que as organizações tomam essa atitude, podem acabar perdendo talentos, especialmente porque moram longe do local e os gastos que terão todos os dias não compensará financeiramente. Algumas funções e circunstâncias podem facilitar o trabalho remoto, onde realmente - tanto a empresa como o colaborador - saem ganhando. Mas, de novo, se não houver confiança, não vai funcionar.

Além disso, foi comprovado que o modelo home office é capaz de melhorar a qualidade de vida das pessoas, principalmente em relação ao tempo, porque consegue poupar muitos trabalhadores da necessidade de saírem muito cedo de casa e ficarem horas no trânsito. Esse tempo pode ser melhor aproveitado, seja para descansar, para fazer alguma atividade física ou qualquer outra tarefa que a pessoa desejar.

O fato é que existe e sempre existiu um meio termo: o trabalho híbrido pode ser uma boa solução para as empresas. No entanto, precisamos ser justos, não adianta colocar 4 dias de presencial, 1 dia apenas de home office e querer chamar de “híbrido”. Precisamos ser mais justos e gerar um equilíbrio, para que os colaboradores percebam que estão de fato tendo as duas experiências: o trabalho presencial e o remoto.

No entanto, será necessário repetir aquilo que já tinha sido dito lá na época da pandemia - as empresas precisam aprender e estarem preparadas para lidar com um time que está online, criando estratégias para incluí-los e conseguir exercer uma liderança mesmo de forma remota. Enquanto os colaboradores devem ter responsabilidade com o trabalho, entregando produtividade e qualidade mesmo dentro de casa. E sabemos que é possível.



Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Irlanda se destaca no Top 5 de destinos preferidos por intercambistas, aponta Pesquisa Belt

O Saint Patrick’s Day, celebrado mundialmente no dia 17 de março
 é a maior expressão da identidade irlandesa e reflete o espírito
 festivo e tradicional do país.
Envato

Como a cultura irlandesa influencia os intercâmbios no país?

 

A Irlanda tem se consolidado como um dos destinos preferidos de intercâmbio para brasileiros, e grande parte desse fascínio está ligado à sua rica cultura. Com uma atmosfera acolhedora, tradições vibrantes e um mercado de trabalho aberto a estudantes internacionais, o país oferece uma experiência completa para quem deseja estudar e trabalhar no exterior. 

A Pesquisa da Belta mostra que a Irlanda está dentro do Top 5 países preferidos por intercambistas, reforçando sua posição como um dos destinos mais desejados para estudo e trabalho no exterior. 

O Saint Patrick’s Day, celebrado mundialmente no dia 17 de março, é a maior expressão da identidade irlandesa e reflete o espírito festivo e tradicional do país. Inicialmente uma festa religiosa católica, tornou-se uma celebração cultural, marcada por desfiles, festas, música tradicional, vestimenta verde e o uso de trevos, símbolos da Trindade. Embora suas raízes sejam religiosas, a data é amplamente celebrada como uma festa da cultura e herança irlandesa, especialmente em países com grandes comunidades de descendentes irlandeses. 

Para os intercambistas, vivenciar essa data na Irlanda significa imersão na história, na música e nas tradições locais, fortalecendo o aprendizado da língua inglesa de maneira natural e envolvente. 

“A Irlanda é um destino incrível para intercambistas brasileiros, pois alia ensino de qualidade, possibilidade de trabalho e uma cultura riquíssima. O Saint Patrick’s Day é um exemplo perfeito de como o intercâmbio no país vai muito além da sala de aula, proporcionando uma imersão cultural rica”, destaca Alexandre Argenta, Presidente da Belta (Associação Brasileira de Agências de Intercâmbio). 

Além da riqueza cultural, a Irlanda se destaca por suas oportunidades acadêmicas e profissionais. O país permite que estudantes internacionais de cursos de idioma e ensino superior trabalhem legalmente, garantindo experiência profissional em um ambiente globalizado. Muitos intercambistas encontram posições em multinacionais com sede na Irlanda, como Google, Facebook e Microsoft, beneficiando-se das parcerias entre instituições de ensino e empresas.
 

O impacto da cultura irlandesa no intercâmbio

A cultura irlandesa desempenha um papel fundamental na experiência do intercâmbio. A hospitalidade do povo, os festivais tradicionais, a música celta e a forte valorização da história e das lendas locais criam um ambiente inspirador para os estudantes internacionais. A combinação de qualidade de ensino, oportunidades de trabalho e um estilo de vida dinâmico torna a Irlanda um destino cada vez mais atrativo para brasileiros que buscam uma vivência completa no exterior. 

Com tantos atrativos, a Irlanda segue como um dos destinos mais desejados pelos brasileiros que querem estudar, trabalhar e se conectar com uma cultura vibrante, fazendo do intercâmbio uma experiência transformadora.

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Escolas públicas e privadas não podem recusar matrícula de alunos com deficiência

Especialista em Direito Educacional fala sobre as garantias previstas em lei, as obrigações das instituições de ensino e explica onde buscar ajuda

 

 

As escolas públicas e particulares que recusarem a matrícula de alunos com deficiência - sem apresentar uma justificativa por escrito - poderão ser penalizadas. A informação consta na Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, conhecida como Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência ou Estatuto da Pessoa com Deficiência.

 

O assunto voltou a ser discutido, depois que a Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 9133/17 que prevê sanções às instituições de ensino privadas que tiverem a recusa injustificada da matrícula. As punições vão desde advertência, suspensão temporária de admissão de novos alunos, suspensão da autorização de funcionamento ou do credenciamento da instituição de ensino particular. O texto seguiu para análise do Senado.

 

“O tema é muito delicado para ambos os lados: escola e família. Mas como regra, as escolas públicas e particulares não podem negar a matrícula de alunos com deficiência. Somente poderá haver a negativa se não houver vagas nas turmas”, explica o advogado e membro da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABRADE), Paulo Bandeira.


 

Transparência de ambos os lados


Segundo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, é aconselhável que a família informe à escola - na hora de fazer a matrícula - que o filho tem alguma deficiência.

 

Isso porque, como observa o advogado Paulo Bandeira, as instituições de ensino acabam por identificar na rotina diária que o aluno demonstra alguns indicativos pedagógicos que podem apontar algum tipo de deficiência que podem comprometer a aprendizagem, que não tenham sido devidamente comunicados pela família.

 

“As escolas privadas podem solicitar, mas não obrigar, que as famílias tragam eventuais laudos médicos. Esses documentos serão fundamentais para as instituições de ensino formatar a melhor maneira de adaptar os métodos de ensino e aprendizagem. Quanto mais transparência de ambos os lados, melhor”, destaca.

 

Caso haja a constatação de algum aspecto ligado à deficiência física, intelectual, sensorial ou à transtornos, a escola deve convocar a família para demonstrar sua perspectiva pedagógica sobre o caso e explicar quais serão as adaptações necessárias. Um estudo multissetorial – que envolve professores especializados, médicos, atendentes terapêuticos, psicólogos e familiares – também poderá ser solicitado.

 

O advogado Paulo Bandeira enfatiza ainda que – conforme a Lei nº 13.146 - cabe à escola avaliar, dentro de seu projeto pedagógico e estrutural, quais são as necessidades de apoio ao estudante e como isso será feito.

 


Sem cobranças adicionais


O membro da ABRADE salienta que as escolas particulares devem estar preparadas para atender todos os alunos com deficiência - independentemente de qual seja a patologia - pois a lei as obriga a realizarem as adaptações razoáveis para incluir esses estudantes; seja a readequação de estruturas, as metodologias, os materiais e a capacitação de seus professores.

 

“E como regra, os alunos com deficiência devem pagar o mesmo valor da anuidade escolar dos demais alunos. É legalmente proibido a cobrança de qualquer valor adicional”, pontua.


 

Tratamento de igualdade


Para o especialista em Direito Educacional, o Projeto de Lei 9133/17 deveria criar a mesma obrigação para as escolas públicas; de tal forma que a sensação de que a negativa de matrículas e a restrição dos direitos dos alunos com deficiência ocorre apenas com instituições privadas

 

“Essa é uma questão que envolve vários níveis organizacionais. Por isso, o poder público também precisa estar devidamente preparado para o atendimento de qualidade de todo e qualquer estudante que requisitar matrícula escolar”, destaca.

 

“Também seriam necessárias outras medidas do poder público para auxiliar as instituições de ensino da rede privada. Um exemplo é a criação de linhas de crédito para que possam capacitar seus professores e colaboradores e até mesmo adaptar as estruturas físicas sem onerá-las financeiramente”, complementa.


 

Censo Escolar 2024


O Brasil tem 3.474.886 alunos com deficiência matriculados em escolas públicas e privadas da educação básica, segundo dados do Censo Escolar 2024 publicados na edição de 30/12/2024, do Diário Oficial da União (DOU). Houve crescimento na comparação com 2023, quando foram registrados 2.970.254, e com 2022, que marcou 2.567.298 estudantes com deficiência.

 

Os números são referentes a matrícula na creche, pré-escola, ensino fundamental e médio (incluindo o ensino médio integrado e normal magistério), no ensino regular, na educação especial e na Educação de Jovens e Adultos (EJA) presencial, nos níveis fundamental e médio (incluindo a EJA integrada à educação profissional) das redes estaduais e municipais, urbanas e rurais, tanto em tempo parcial quanto integral, além do total de matrículas nessas redes de ensino.

 

Porém, outro estudo – realizado pela Equidade.info, iniciativa ligada à Escola de Educação da Universidade de Stanford, dos Estados Unidos, com apoio do Stanford Lemann Center - indica que o Brasil tem mais de 6 milhões de estudantes com algum tipo de deficiência ou transtorno de aprendizagem.


 

Onde buscar ajuda


Em caso de negativa de matrícula de alunos com deficiência - tanto das escolas públicas, quanto das particulares - o especialista em Direito Educacional recomenda que os pais ou responsáveis dialoguem com as instituições de ensino.

 

Se a recusa persistir, a indicação é entrar em contato com a área da educação inclusiva da Secretaria de Educação do Município ou do Estado. “Outras sugestões envolvem procurar a ajuda do Procon, fazer um Boletim de Ocorrência, denunciar ao Ministério Público ou ajuizar uma ação cível contra a instituição de ensino, pedindo uma mediação ou indenização em razão do não cumprimento da lei”, observa o advogado e membro da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABRADE), Paulo Bandeira.

 

“Essa questão é delicada, mas sempre orientamos – tanto as escolas, quanto as famílias - de que o primeiro passo é o diálogo franco e aberto”, complementa o especialista.

 

 

Paulo Bandeira - advogado, mestre em Direito Empresarial e Cidadania pelo UniCuritiba, especialista em Direito Educacional, professor universitário, membro da Associação Brasileira de Direito Educacional (ABRADE) e autor do livro Responsabilidade Civil nas Instituições de Ensino (editora Juruá, 185 págs., preço médio R$ 89,90).


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