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quarta-feira, 19 de março de 2025

A Verdade Sobre a Gordura Abdominal na Menopausa: Por Que Ela Surge e Como Eliminá-la de Vez

O corpo feminino passa por diversas transformações ao longo da vida, mas poucas são tão impactantes quanto a menopausa. Essa fase marca uma queda acentuada dos hormônios sexuais, especialmente do estrogênio, e com ela surgem diversas alterações metabólicas. Entre os desafios mais comuns, está o acúmulo de gordura na região abdominal. Mas por que isso acontece e, mais importante, o que pode ser feito para evitar ou reverter esse quadro? 

A gordura abdominal não é apenas uma questão estética. “O aumento da gordura visceral nessa fase da vida está diretamente relacionado a um maior risco de doenças cardiovasculares, resistência à insulina, diabetes tipo 2 e inflamação crônica. Portanto, entender suas causas e adotar estratégias eficazes para controlá-la é fundamental para a saúde e qualidade de vida.”, destaca o médico em saúde integrativa e especialista em saúde hormonal, Dr. Francisco Saracuza.

 

Por que a gordura se acumula na barriga após a menopausa? 


1. A queda do estrogênio altera a distribuição da gordura corporal

Durante a fase reprodutiva, o estrogênio ajuda a distribuir a gordura de maneira mais uniforme pelo corpo, favorecendo o acúmulo nos quadris e coxas. Com a chegada da menopausa, os níveis desse hormônio caem drasticamente, levando a uma redistribuição da gordura para a região abdominal. Esse efeito ocorre porque o corpo tenta compensar a queda do estrogênio por meio do tecido adiposo, que também produz pequenas quantidades desse hormônio. 


2. Metabolismo mais lento e perda de massa muscular

Outro fator determinante é a redução natural da taxa metabólica basal. Com o envelhecimento, há uma diminuição progressiva da massa muscular, o que impacta diretamente no gasto calórico diário. Se a alimentação não for ajustada e a prática de exercícios físicos não for incorporada, o resultado será um acúmulo gradual de gordura. 


3. Resistência à insulina e maior tendência ao armazenamento de gordura

Muitas mulheres na menopausa desenvolvem um aumento da resistência à insulina, o que significa que o corpo passa a ter mais dificuldade em utilizar a glicose de forma eficiente. Isso favorece o ganho de peso, especialmente na região abdominal, e pode aumentar o risco de desenvolver diabetes tipo 2. 


4. Aumento do cortisol e impacto do estresse

O hormônio do estresse, o cortisol, também desempenha um papel crucial no acúmulo de gordura visceral. Durante a menopausa, muitas mulheres experimentam alterações no sono, mudanças emocionais e aumento do estresse, fatores que elevam a produção de cortisol. O excesso desse hormônio está diretamente associado ao aumento da gordura abdominal e à inflamação crônica. 


Os riscos da gordura abdominal na menopausa

A gordura visceral, aquela que se acumula ao redor dos órgãos internos, não é apenas uma questão estética. Ela aumenta significativamente o risco de doenças metabólicas e cardiovasculares, incluindo: 

  • Hipertensão arterial
  • Diabetes tipo 2
  • Síndrome metabólica
  • Inflamação crônica
  • Risco aumentado de alguns tipos de câncer, como o de mama e o de endométrio 

Dr. Francisco Saracuza enfatiza: “Por isso, controlar a gordura abdominal não é apenas uma questão de aparência, mas de saúde e longevidade.”

 

Como reduzir a gordura abdominal na menopausa? 

1. Ajuste hormonal e reposição personalizada

A terapia de reposição hormonal (TRH) pode ser uma aliada importante para minimizar os efeitos da queda do estrogênio, ajudando a regular o metabolismo e reduzir a tendência ao acúmulo de gordura abdominal. No entanto, a indicação deve ser individualizada, considerando os benefícios e riscos para cada paciente.

 

2. Estratégias alimentares inteligentes

Uma alimentação equilibrada pode fazer toda a diferença no controle da gordura abdominal. Algumas estratégias eficazes incluem: 

  • Priorizar proteínas magras (peixes, ovos, frango, tofu) para preservar a massa muscular e manter o metabolismo ativo.
  • Consumir gorduras boas (azeite de oliva, abacate, castanhas, sementes) para equilibrar os hormônios e reduzir inflamações.
  • Reduzir o consumo de açúcares e carboidratos refinados, que favorecem picos de insulina e acúmulo de gordura.
  • Apostar em alimentos anti-inflamatórios, como cúrcuma, gengibre e chá verde, que ajudam a modular o cortisol e a inflamação corporal.

 

3. Exercício físico: força e resistência são fundamentais

A prática regular de atividade física é essencial para prevenir e reduzir o acúmulo de gordura abdominal na menopausa. As modalidades mais indicadas incluem: 

Treino de força: Ajuda a preservar e aumentar a massa muscular, acelerando o metabolismo. 

Exercícios aeróbicos: Caminhadas, corrida, natação e ciclismo auxiliam na queima de gordura. 

Treinos intervalados de alta intensidade (HIIT): Promovem maior gasto calórico em menos tempo e são eficazes para reduzir a gordura visceral. 

Exercícios de flexibilidade e relaxamento: Como yoga e pilates, que ajudam a reduzir o estresse e modular o cortisol.

 

4. Controle do estresse e melhora do sono

A qualidade do sono e o gerenciamento do estresse são cruciais para manter os hormônios equilibrados e evitar o ganho de gordura abdominal. 

  • Práticas de relaxamento, como meditação e respiração consciente, ajudam a controlar o cortisol.
  • Evitar cafeína e telas antes de dormir melhora a qualidade do sono e favorece a regulação hormonal.
  • Criar uma rotina noturna saudável, com horários regulares para dormir e acordar, melhora o metabolismo. 

O acúmulo de gordura abdominal na menopausa não é inevitável, mas exige uma abordagem personalizada e multifatorial. A menopausa não precisa ser um período de frustração com o corpo. “Com as estratégias certas e acompanhamento profissional, é possível manter a saúde, a vitalidade e uma composição corporal equilibrada. A mudança começa com o conhecimento e com a decisão de cuidar do próprio corpo de forma inteligente e sustentável.”, conclui o Dr. Francisco Saracuza. 

 

Dr. Francisco Saracuza - CRM 192628 - Médico Especializado em Medicina Integrativa



Imunidade baixa é inimiga das crianças na volta às aulas

Fortalecer o sistema imunológico ajuda a prevenir infecções e proporciona um retorno à rotina escolar com mais tranquilidade

 

Todo ano é a mesma coisa: um misto de alívio e preocupação toma conta das famílias no momento de retorno às aulas. Se por um lado os pais celebram a volta à rotina, por outro se preocupam mais com a saúde da garotada. Isso porque a convivência com outras crianças no ambiente escolar aumenta o risco de infecções. Fortalecer o sistema imune pode contribuir para um retorno mais tranquilo. 

Hábitos saudáveis como uma alimentação equilibrada, rica em frutas e vegetais, hidratação adequada, sono regular e higiene são essenciais para potencializar a imunidade. Essas práticas combinadas ajudam a preparar o organismo das crianças para uma rotina escolar com mais saúde e menos interrupções. 

O uso de imunomoduladores também pode ser uma estratégia recomendada por profissionais de saúde para assegurar que o organismo dos pequenos esteja pronto para enfrentar a maior exposição a agentes infecciosos. Formulados a partir de fragmentos bacterianos inativados, esses medicamentos estimulam a produção de anticorpos e células de defesa, "treinando" o organismo para reagir de forma mais eficaz a futuras infecções. Dessa forma, são importantes aliados na prevenção de infecções respiratórias recorrentes, como sinusites, amigdalites, otites e bronquites. 

“O uso de imunomoduladores permite uma ativação preventiva do sistema imunológico. Eles atuam nas células apresentadoras de antígenos, que identificam e reagem a agentes invasores, ajudando a reduzir a gravidade e a frequência das infecções respiratórias”, explica a Dra. Ana Paula Castro, especialista em alergia e imunologia e doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP. O tratamento com imunomoduladores é realizado em ciclos de aproximadamente três meses. 

Os imunomoduladores constituem uma mescla de antígenos bacterianos obtidos por liofilização e lise química ou mecânica de bilhões de bactérias ou cadeias de referência bacteriana cultivadas in vitro, como o Staphylococcus aureus, Streptococcus viridans, Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Klebsiella pneumoniae, Klebsiella ozenae, Moraxella catarrhalis, Haemophylous influenzae[i]. 

Ao contrário dos antibióticos, que atuam no combate direto às infecções, os imunomoduladores preparam o organismo para agir preventivamente, reduzindo a incidência de infecções e o uso de antibióticos — um desafio crescente na saúde pública.

A Dra. Ana Paula destaca a importância do uso consciente de antibióticos em crianças, frequentemente prescritos para tratar infecções comuns. “Cerca de 75% das prescrições de antibióticos são destinadas a crianças, muitas vezes por infecções recorrentes. O uso prolongado pode levar ao desenvolvimento de resistência bacteriana, tornando o tratamento de infecções futuras mais difícil. É essencial que antibióticos sejam prescritos e utilizados de forma responsável”, reforça. 



Grupo Chiesi
Chiesi


Chiesi Brasil s de asma. A operação conta com cerca de 400 colaboradores e está entre as 10 maiores do Grupo. Para mais informações, Chiesi



Referências

[i] Sanches MRM, Coelho ABA, Onofre JM. Imunoestimulantes na prevenção de infecções respiratórias em idade pediátrica. Resid Pediatr. 2015;5(3):128-131


5 dicas para reverter o sobrepeso e obesidade com hábitos saudáveis e acompanhamento profissional

Especialista da Puravida explica como mudanças graduais e sustentáveis podem trazer benefícios duradouros para a saúde e o bem-estar 

 

No mês que se lembra o Dia Mundial da Obesidade, abre a discussão de como sobrepeso e a obesidade são desafios crescentes em todo o mundo, impactando diretamente a saúde e a qualidade de vida. Mas, reverter esse quadro não precisa ser sinônimo de dietas restritivas, ou mudanças drásticas. Adotar hábitos saudáveis e sustentáveis, além de contar com a orientação de profissionais, são estratégias fundamentais para garantir resultados consistentes e duradouros. 

Segundo a nutricionista Carla Fiorillo, Coordenadora de Conteúdo do Professional HUB da Puravida, pequenas mudanças na rotina podem ter um impacto significativo. “A chave para o equilíbrio é construir hábitos que sejam sustentáveis no longo prazo, respeitando as necessidades individuais do corpo. A perda de peso saudável acontece quando unimos nutrição adequada, movimentação do corpo e bem-estar emocional”, explica a especialista. 


A nutricionista da Puravida compartilha 5 dicas essenciais para reverter o sobrepeso  

  1. Priorize alimentos naturais e nutritivos escolhendo opções ricas em fibras, proteínas e gorduras boas para prolongar a saciedade e evitar picos de fome. 
  1. Evitar dietas extremas é essencial. Restrições severas podem levar ao efeito rebote e desregulação metabólica. O ideal é focar na reeducação alimentar. 
  1. Manter uma rotina de exercícios e encontre uma atividade física prazerosa e constante, respeitando o ritmo e limites. Junto a isso recomenda-se suplementação de nutrientes e minerais para auxiliar no processo. 
  1. Cuidar da qualidade do sono é essencial. O descanso adequado regula hormônios que influenciam o apetite e o metabolismo. 
  1. Buscar acompanhamento profissional facilita a construção de um plano alimentar eficiente e personalizado. Principalmente quando falamos de suplementação.  

A nutricionista da Puravida alerta que soluções rápidas e promessas milagrosas podem comprometer a saúde. “Dietas restritivas e métodos extremos podem gerar déficits nutricionais e afetar o metabolismo. O segredo está na constância e no equilíbrio”, ressalta Carla. 

Para quem deseja resultados mais efetivos, a especialista recomenda atenção ao consumo de proteínas e gorduras de qualidade, além da hidratação adequada. “Pequenos ajustes diários podem gerar grandes transformações ao longo do tempo. O importante é ter paciência e escolher um caminho que seja possível de manter”, finaliza.  



Puravida
www.puravida.com.br


Ojjaara (momelotinibe) é aprovado pela ANVISA para pacientes com mielofibrose de risco intermediário ou alto e anemia


·                    Ojjaara é o primeiro e único medicamento aprovado no Brasil para o tratamento de pacientes com mielofibrose de risco intermediário ou alto que apresentam anemia

 

·                    Estima-se que aproximadamente 44% dos pacientes com mielofibrose são anêmicos ao diagnóstico e quase todos desenvolverão anemia ao longo da doença. A anemia severa pode levar à necessidade de transfusão sanguínea, o que está associado à menor sobrevida e prognóstico desfavorável

 

·                    Ojjaara atua nas principais manifestações da mielofibrose, incluindo alívio dos sintomas constitucionais, redução da esplenomegalia e melhora da anemia, reduzindo a necessidade transfusional

 

A GSK comunica a aprovação de Ojjaara (momelotinibe) pela ANVISA para o tratamento de mielofibrose de risco intermediário ou alto, incluindo mielofibrose primária ou secundária (pós-policitemia vera e pós-trombocitemia essencial), em adultos com anemia, publicado no Diário Oficial da União no dia 10 de março de 2025. 

Ojjaara é um inibidor oral de JAK1/JAK2 e do receptor activina A do tipo 1 (ACVR1), administrado uma vez ao dia. Até o momento, é o único medicamento aprovado para pacientes com mielofibrose que apresentam anemia, abordando as principais manifestações da doença: anemia, sintomas constitucionais e esplenomegalia. 

A mielofibrose é um tipo de câncer hematológico raro caracterizado pela proliferação clonal de células-tronco, frequentemente associada a mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL, que desregulam a produção de células sanguíneas e resultam em fibrose na medula óssea, fazendo parte do grupo de neoplasias mieloproliferativas. A maioria dos pacientes tem em média 65 anos ou mais no momento do diagnóstico e apresenta doença de risco intermediário ou alto. 

“A mielofibrose é uma neoplasia maligna do sistema hematopoiético que tem uma progressão lenta e muitas vezes pode ser assintomática no início. No entanto, na maioria dos casos, é acompanhada de fraqueza crescente, anemia e aumento do baço, além de alterações no hemograma,” explica o Dr. Renato Tavares, professor adjunto de hematologia da faculdade de medicina da Universidade Federal de Goiás (UFG). “É uma doença rara e mais comum em idosos, mas pode atingir pessoas mais jovens. Por isso, a conscientização é essencial para o diagnóstico precoce e melhor manejo dos casos”.  

A mielofibrose pode resultar em contagens sanguíneas extremamente baixas, resultando em anemia e trombocitopenia, além de sintomas como fadiga, sudorese noturna, dor óssea e esplenomegalia, afetando significativamente a qualidade de vida do paciente. Aproximadamente 44% dos pacientes apresentam anemia moderada a grave no momento do diagnóstico e potencialmente, 100% dos pacientes com mielofibrose irão desenvolver anemia em algum momento do curso da doença. A maioria deles, se tornará dependente de transfusões sanguíneas, o que está associado a menor taxa de sobrevida e prognóstico desfavorável. 

“A aprovação de momelotinibe representa um marco significativo para esses pacientes, como o único tratamento disponível que vai além do controle dos sintomas da doença, atuando na melhora da anemia,” afirma Fabio Lawson, Diretor Médico da GSK Brasil. “Estamos entusiasmados em oferecer aos pacientes brasileiros uma opção terapêutica eficaz, que atende a uma necessidade médica urgente, visando melhorar as manifestações desse tipo de neoplasia de difícil tratamento e com poucas opções terapêuticas disponíveis no país.”  

“O momelotinibe é uma opção de tratamento que atenderá a um nicho que, até o momento, estava desassistido no Brasil. Além de melhorar a anemia, ele reduz a necessidade transfusional, que é um fator crítico para esses pacientes, já que a politransfusão aumenta o risco de infecções e compromete tratamentos como o transplante alogênico de medula,” afirma o Dr. Renato Tavares. “A aprovação pela Anvisa é um passo importante, mas precisamos garantir que, no futuro, o medicamento esteja disponível tanto no sistema público de saúde quanto nos convênios.” 

 

Estudos clínicos 

A aprovação de momelotinibe pela ANVISA baseia-se nos resultados dos estudos SIMPLIFY-1 e MOMENTUM, ambos de fase III. O estudo SIMPLIFY-1 avaliou o uso de momelotinibe comparado diretamente ao ruxolitinibe em pacientes adultos com mielofibrose primária ou secundária sem histórico prévio de uso de outros inibidores da JAK. Confirmou-se a eficácia de momelotinibe em comparação ao ruxolitinibe, com uma redução da resposta esplênica na semana 24 observada em 26,5% dos pacientes que fizeram uso de momelotinibe. A taxa de independência transfusional na semana 24 foi de 67% no grupo momelotinibe comparado a 49% no grupo ruxolitinibe, sendo associado com uma melhora da sobrevida global. 

Ao analisar os resultados, o Dr. Renato Tavares diz que “de forma geral, os estudos demonstraram que momelotinibe é equivalente ao ruxolitinibe em termos de controle dos sintomas da mielofibrose, mas se destaca por oferecer benefícios significativos na melhora da anemia e na redução da necessidade de transfusões”.   

Consistente com os resultados da população total do grupo momelotinibe incluída no estudo SIMPLIFY-1, houve um aumento ou manutenção da taxa de independência transfusional com melhora da taxa de sobrevida para aquele subgrupo de pacientes do momelotinibe que eram anêmicos no início do estudo (Hb<10 g/dL). 

O estudo MOMENTUM foi desenhado para avaliar a segurança e a eficácia do momelotinibe em comparação com danazol no tratamento e redução das principais manifestações da mielofibrose em uma população anêmica, sintomática e previamente tratada com inibidores de JAK. O estudo alcançou todos os desfechos primários e secundários, demonstrando resposta estatisticamente significativa favorecendo o grupo de pacientes que receberam o momelotinibe em relação aos sintomas constitucionais (25% momelotinibe vs 9% danazol), independência de transfusão (30% momelotinibe vs 20% danazol) e resposta esplênica (39% momelotinibe vs 6% danazol) quando comparado com o grupo que recebeu o danazol.  

“Essa é uma conquista importante para os pacientes brasileiros, especialmente aqueles que não tinham nenhuma alternativa terapêutica disponível para tratar a anemia associada à mielofibrose”, finaliza o Dr. Renato Tavares.  

“Estamos empenhados em ampliar o acesso a terapias transformadoras no Brasil. A aprovação de momelotinibe reforça nosso compromisso de oferecer soluções inovadoras para áreas de alta necessidade médica, marcando o retorno da GSK na Onco-Hematologia," destaca Patrick Eckert, Presidente da GSK Brasil. "Continuaremos investindo para que novas opções de tratamento estejam à disposição dos pacientes e profissionais de saúde brasileiros, proporcionando avanços que melhorem a qualidade de vida e o prognóstico dos pacientes com mielofibrose e outras doenças”. 

 

Sobre OJJAARA (momelotinibe) 

Ojjaara atua com mecanismo de ação duplo, inibindo as quinases JAK1 e JAK2, o que diminui a fosforilação das proteínas STAT e resulta na redução da inflamação e dos sintomas constitucionais da mielofibrose. Além disso, Ojjaara também age como inibidor do ACVR1, levando à redução da secreção de hepcidina, com o consequente aumento da disponibilidade de ferro e promovendo a eritropoiese na medula óssea, agindo diretamente na anemia.

 

Sobre mielofibrose 

A mielofibrose é um tipo de câncer hematológico raro caracterizado pela proliferação clonal de células-tronco, frequentemente associada a mutações nos genes JAK2, CALR ou MPL, que desregulam a produção de células sanguíneas e resultam em fibrose na medula óssea, fazendo parte do grupo de neoplasias mieloproliferativas. A maioria dos pacientes tem 65 anos ou mais no momento do diagnóstico e apresenta doença de risco intermediário ou alto.

 

Sobre o estudo clínico SIMPLIFY-1 

O SIMPLIFY-1 foi um estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e de fase III que comparou a segurança e eficácia do momelotinibe vs. ruxolitinibe em pacientes com mielofibrose que não haviam recebido tratamento prévio com inibidores de JAK (JAK naive). A eficácia do momelotinibe no tratamento de pacientes com mielofibrose no SIMPLIFY-1 foi baseada na resposta do volume esplênico (redução de 35% ou mais). Foi observada uma melhora da sobrevida global nos pacientes do grupo momelotinibe que alcançaram ou mantiveram a independência transfusional na semana 24.

 

Sobre o estudo clínico pivotal MOMENTUM 

O MOMENTUM foi um estudo de fase III, global, multicêntrico, randomizado e duplo-cego que investigou momelotinibe em comparação com danazol em pacientes com mielofibrose que eram sintomáticos e anêmicos e já haviam sido tratados previamente com inibidor de JAK. O estudo foi desenhado para avaliar a segurança e a eficácia do momelotinibe visando tratar e reduzir os principais aspectos da doença: sintomas constitucionais, transfusões de sangue (devido à anemia) e esplenomegalia. Os resultados do período de tratamento de 24 semanas foram apresentados na Reunião Anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO) de 2022 e publicados posteriormente na The Lancet

 

GSK
www.gsk.com.br

 

Com a chegada do outono, saiba como evitar crises alérgicas durante a estação

Especialista indica cuidados para lidar com a variação de temperatura e com a maior presença de poeira e ácaros

 

O outono marca a transição entre o calor intenso do verão e as temperaturas mais amenas do inverno. No entanto, neste ano, as previsões climáticas indicam que a estação será marcada por temperaturas acima da média em grande parte do país. Estados como Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo e Bahia devem continuar enfrentando calor intenso, e, mesmo com a chegada de algumas frentes frias, o alívio será temporário. A tendência, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), é que as temperaturas voltem a subir após essas oscilações, mantendo o clima mais quente do que o habitual.

Essa variação entre períodos de calor e quedas pontuais de temperatura, combinada com a redução da umidade do ar e o aumento da concentração de poeira e ácaros em ambientes fechados, cria um cenário propício para a manifestação de sintomas de alergias, especialmente entre aqueles que já lidam com condições como com rinite, asma e bronquite.

"Essa alternância entre calor e frio afeta diretamente o sistema respiratório, tornando-o mais sensível a inflamações e infecções. Com a queda na umidade e o maior tempo passado em locais fechados, a exposição a agentes alérgenos como poeira e ácaros aumenta significativamente", explica Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, rede referência na fabricação de produtos hipoalergênicos.

Para reduzir os impactos dessas mudanças no organismo, pequenas adaptações na rotina são suficientes para evitar desconfortos e crises respiratórias ao longo da estação.

 

Utilize uma solução para repelir ácaros, fungos e bactérias

A higienização correta dos ambientes é essencial para minimizar a exposição a agentes alérgenos. O uso de soluções específicas para eliminar e repelir ácaros, fungos e bactérias, a exemplo do ADF Plus, da própria Alergoshop, contribui para manter colchões, estofados e cortinas livres desses micro-organismos, reduzindo significativamente o risco de alergias.

Essas soluções podem ser aplicadas em tapetes, carpetes, sofás, cortinas e até roupas e calçados. Testes laboratoriais comprovam que o uso regular desses produtos reduz em até 86,7% a presença de ácaros em poucos dias e impede a reinfestação por mais tempo.

 

Aposte em capas para colchões e travesseiros

O uso de capas protetoras é recomendado por especialistas como uma estratégia eficaz para evitar crises alérgicas. Essas capas impedem o contato direto com os ácaros e seus resíduos, responsáveis por cerca de 80% das alergias respiratórias.

Além de proporcionar noites de sono mais tranquilas, elas também reduzem a necessidade do uso constante de medicamentos para controle dos sintomas. Feitas com materiais como PVC, garantem proteção contra líquidos e possuem alta durabilidade.

 

Prefira produtos de limpeza hipoalergênicos

Muitos produtos de limpeza convencionais contêm substâncias químicas agressivas que podem irritar as vias respiratórias e a pele sensível. Optar por versões hipoalergênicas, livres de conservantes, corantes e derivados de petróleo, reduz esses riscos e ainda mantém a casa limpa e protegida contra micro-organismos prejudiciais. Fórmulas à base de óleo de coco ou terpenos cítricos são alternativas naturais que garantem alta eficiência sem causar irritações.

 

Escolha cosméticos hipoalergênicos

A substituição de cosméticos tradicionais por versões hipoalergênicas também contribui para evitar reações alérgicas. Muitas fragrâncias, conservantes e corantes presentes em produtos comuns tendem a desencadear irritações na pele e nas vias respiratórias. Optar por fórmulas dermatologicamente testadas e com pH neutro preserva a saúde da pele e reduz o risco de sensibilização.

 


Alergoshop
https://alergoshop.com.br/


Tentando engravidar? O que fazer quando as cobranças incomodam

Psicóloga perinatal ensina formas de enfrentar perguntas invasivas e manter o bem-estar emocional 

 

A pressão para engravidar pesa para muitas mulheres. Perguntas como "E os filhos?" parecem inofensivas, mas podem gerar ansiedade, frustração e tristeza, principalmente para quem enfrenta dificuldades para engravidar.

A atriz e cantora Mariana Rios já comentou sobre as cobranças que recebe por ainda não ter filhos. Ela, que também está na jornada para engravidar, compartilhou algumas vezes como lida com essa pressão. Para lidar com as expectativas alheias sem sobrecarga emocional, a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, recomenda estratégias que ajudam a preservar a saúde mental.

Para Rafaela, o suporte psicológico pode fazer toda a diferença para quem enfrenta cobranças sobre maternidade. Segundo ela, no Brasil, menos de 1% dos psicólogos são especializados em saúde perinatal, o que dificulta o acesso a esse tipo de acompanhamento.

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo reuniu cinco dicas para ajudar quem enfrenta cobranças sobre maternidade a cuidar da saúde mental: 

1) Reconheça seus sentimento

É natural que perguntas sobre maternidade despertem emoções intensas, como tristeza ou frustração. Validar essas sensações é o primeiro passo para lidar com elas. Não ignore seus sentimentos nem se cobre por estar sempre bem.

2) Estabeleça limites em conversas

Comentários ou perguntas invasivas podem ser desconfortáveis. Prepare respostas curtas e assertivas ou, se necessário, mude o foco da conversa. Proteger sua saúde mental é mais importante do que tentar atender às expectativas dos outros.

3) Valorize seu próprio ritmo

Cada trajetória é única e merece ser respeitada. Evite comparações com outras pessoas e lembre-se de que não existe um cronograma universal. O importante é priorizar o que faz sentido para você.

4) Procure redes de apoio

Grupos de apoio para tentantes e conversas com outras mulheres na mesma situação ajudam a aliviar o peso emocional. Esses espaços permitem compartilhar experiências e encontrar acolhimento.

5) Busque acolhimento psicológico especializado

Além das redes de apoio, o acompanhamento psicológico oferece suporte essencial para lidar com as pressões sociais e emocionais do período. A nova Lei 14.721, que garante suporte psicológico gratuito pelo SUS, é uma oportunidade para buscar auxílio especializado. Converse com seu médico para obter indicações de psicólogos perinatais e aproveite os recursos disponíveis. Esse suporte ajuda a reduzir o impacto emocional e a enfrentar questões como ansiedade e depressão. 

 

Ronco e apneia: como identificar e tratar distúrbios do sono que ameaçam a saúde

Dr. Ordival Augusto Rosa, médico especialista em Medicina do Sono do IPO, maior hospital de otorrinolaringologista da América Latina, explica sobre dois dos principais distúrbios do sono

 

Noites mal dormidas, sensação constante de cansaço e dificuldade de concentração ao longo do dia podem ser sinais de um problema de saúde que vai muito além do simples desconforto. De acordo com uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de 2023, 72% dos brasileiros sofrem com distúrbios do sono, entre eles o ronco e a apneia do sono. 

Segundo o Dr. Ordival Augusto Rosa, especialista em Medicina do Sono do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (IPO), maior hospital do segmento da América Latina, muitas pessoas subestimam os sinais desses distúrbios, acreditando que o ronco seja apenas um incômodo social. “O ronco frequente e intenso deve ser investigado, pois pode ser um alerta para a apneia do sono, uma condição em que há interrupções da respiração durante o descanso. Isso compromete a oxigenação do organismo e aumenta o risco de diversas doenças”, afirma. 

Embora ambos os problemas afetem o sono e as vias respiratórias, suas causas e impactos são diferentes. O ronco ocorre devido à vibração das estruturas da garganta, gerando um ruído que pode variar de leve a intenso. Já a apneia do sono é mais grave, caracterizando-se por pausas temporárias na respiração por pelo menos 10 segundos, o que leva à queda dos níveis de oxigênio no sangue e a microdespertares ao longo da noite. 

Além do barulho incômodo, a apneia do sono pode causar sonolência excessiva diurna, sensação de sufocamento ao dormir, fadiga ao acordar e até mesmo dificuldades cognitivas. De acordo com o Dr. Ordival, esses sintomas são um alerta para a necessidade de acompanhamento médico. “O sono deve ser restaurador. Se a pessoa acorda cansada e sente sonolência ao longo do dia, é essencial investigar a causa e buscar tratamento”, enfatiza o médico do IPO. 

O diagnóstico é feito por meio de exames específicos, como a polissonografia, que monitora padrões respiratórios, níveis de oxigenação, frequência cardíaca e atividade cerebral durante o sono. “Esse exame pode ser realizado tanto em ambiente hospitalar quanto domiciliar, dependendo da necessidade do paciente e da avaliação médica”, explica. 

O tratamento para a apneia do sono e ronco varia conforme a gravidade do quadro e das características individuais do paciente. Em muitos casos, medidas simples, como perda de peso, ajustes na posição ao dormir e a adoção de hábitos saudáveis, podem trazer melhorias significativas. “Pacientes com apneia não tratada têm maior risco de desenvolver complicações cardiovasculares e hipertensão arterial”, destaca o especialista. 

Nos casos em que há alterações anatômicas que dificultam a respiração, pode ser necessária intervenção cirúrgica. “Podem ser realizadas cirurgias nasais, faríngeas ou esqueléticas, dependendo da necessidade do paciente. Em algumas situações, a correção cirúrgica pode amenizar ou até eliminar o distúrbio respiratório”, complementa o Dr. Ordival Augusto Rosa.


Especialista destaca os desafios hormonais nas diversas fases da vida da mulher

Endocrinologia é a área da medicina que trata problemas relacionados aos hormônios

 

As celebrações alusivas ao Dia Internacional da Mulher (08/03), acabaram estendendo-se para todo o período,  tornando março o “mês da mulher” e chamando a atenção para os cuidados com a saúde.

A saúde da mulher envolve vários aspectos, problemas hormonais estão entre os que mais acometem o sexo feminino. A médica endocrinologista Dra. Daniele Zaninelli explica que endocrinologia é a especialidade médica dedicada ao diagnóstico e tratamento dos problemas de saúde relacionados aos hormônios.

A Dra. Daniele conta  que as mulheres têm características peculiares que devem ser levadas em consideração em cada fase da vida. Segundo ela, quando uma mulher recebe cuidados de saúde adequados ao longo da vida, as chances de atingir a maturidade com boa qualidade de vida aumentam muito.

A médica pontua que prevenir pode ser a palavra-chave. E evitar o aparecimento de doenças crônicas, que são as principais causas de morte em ambos os sexos, exige cuidados que envolvem alimentação equilibrada, manutenção de um peso saudável, uma vida ativa e restrita ao consumo de substâncias tóxicas (cigarro, álcool e até excesso de suplementos e medicamentos).

A Dra. Daniele ressalta que atualmente dispõe-se de extenso conhecimento científico, além de recursos que podem ajudar a prolongar o tempo de vida livre de doenças, permitindo viver mais e melhor. De acordo com a especialista, a saúde mental da mulher também exige muita atenção desde a infância. “Flutuações hormonais marcam o início da vida fértil, na puberdade, assim como no término, na menopausa, e trazem importantes repercussões para o bem-estar geral”, alerta.

A frequência das disfunções hormonais aumenta ao longo da vida, e dentre as mais comuns estão os problemas de tireoide e a síndrome dos ovários policísticos. Outras questões comumente abordadas pelo endocrinologista são o sobrepeso e a obesidade, os distúrbios alimentares, o pré-diabetes e o diabetes.

“Além disso, não podemos deixar de dar atenção especial à fase da vida que cerca a menopausa”, alerta. Segundo ela, muitas mulheres começam a apresentar sintomas anos antes da parada das menstruações. Além dos fogachos, típicos dessa fase, outras manifestações incluem alterações do sono e do humor, mudanças na composição corporal e secura de mucosas, além de sintomas urinários, entre outros.

A Dra. Daniele destaca também que nada acontece de um dia para o outro, e que o acompanhamento personalizado em longo prazo pode amenizar os efeitos do envelhecimento na saúde, mantendo o bem-estar e a capacidade física e cognitiva, fundamentais para um envelhecimento saudável. 

 

Dra. Daniele Zaninelli - membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia - SBEM, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica - Abeso e da Câmara Técnica de Endocrinologia do CRM-PR.  

 

Planos de saúde e a obrigação do atendimento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA)

No Brasil, os planos de saúde desempenham um papel crucial no acesso a tratamento para pessoas com TEA - Transtorno do Espectro Autista. Infelizmente, muitas famílias enfrentam obstáculos com negativas de cobertura e o exercício limitado de coparticipação abusivas que impedem o tratamento por conta do alto custo. Felizmente, a lei também está no lado dos pacientes, e nos últimos casos, decisões judiciais têm reforçado o direito à terapia sem prender os pacientes a fardos financeiros secundários. 

Recente estudo inédito do Insper - Instituto de Ensino e Pesquisa -, que analisou sentenças do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, revelou que cerca de nove em cada dez ações judiciais (92%) contra planos de saúde que pedem tratamentos para crianças e adolescentes com TEA têm decisões favoráveis ao beneficiário. 

O levantamento também demonstrou que os pedidos com maiores índices de sucesso foram para tratamentos de fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, psicoterapia e equoterapia (acima de 94% de sucesso). Já os pedidos para acompanhante terapêutico (70,6%), psicopedagogia (76,7%), nutricionista (80%), medicamentos a base de canabidiol (81,8%), musicoterapia (83,3%) e hidroterapia (87,5%), também tiveram razoável sucesso. 

De acordo com o Insper, em 66% dos casos houve solicitação para que fosse usada a ABA (Applied Behavior Analysis, na sigla em inglês), uma técnica baseada na ciência do comportamento que foi alvo recente de controvérsia sobre a falta de evidências científicas que atestem a sua eficácia e/ou a superioridade em comparação a outros métodos. 

O Transtorno do Espectro Autista é uma doença neurológica caracterizada por desafios na comunicação, interação social e padrões comportamentais repetitivos. No entanto, com base no DSM-5, Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, alguns indivíduos dentro do espectro podem exibir comprometimento em escalas variáveis, exigindo intervenções multidisciplinares regulares para promover sua qualidade de vida e desenvolvimento adequado. Entre elas, estão incluídas a psicologia, fonoaudiologia e terapia ocupacional, como também a técnica de ABA, que é essencial para estimular o desenvolvimento de habilidades cognitivas, motoras e sociais. 

A legislação brasileira, especialmente a Lei nº 12.764/2012, também conhecida como ‘Lei Berenice Piana’, estabelece que as pessoas com TEA têm direito a um tratamento completo, e os planos de saúde têm a obrigação de cobrir estas terapias. Além disso, a Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS ou rol assegura a cobertura desta terapêutica, acrescentando que as operadoras não podem cobrar coparticipação ou franquias nestes procedimentos. No entanto, muitas famílias ainda enfrentam desafios, quer seja devido à recusa de cobertura ou à coparticipação excessiva. 

Outro ponto de grande controvérsia e judicialização, a coparticipação em tratamentos para TEA. Embora o plano de saúde possa cobrar do beneficiário uma taxa por cada procedimento realizado, a cobrança nesses moldes possui limites éticos e legais. Na prática, contudo, algumas operadoras cobram taxas exorbitantes, tornando o tratamento inacessível para muitas famílias. Para coibir abusos, tribunais em todo o país instituem um teto máximo de 10% do valor total de todas as terapias executadas, protegendo assim os pacientes e garantindo que eles possam continuar o tratamento sem se endividar.

 Entre as decisões judiciais que têm amparado essa proteção com exemplos contundentes, vale citar um caso julgado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. Um plano de saúde estava cobrando mais de R $ 6 mil por mês para que o paciente com TEA pudesse continuar sendo assistido e o tribunal limitou o valor envolvido, de coparticipação, à R$ 80,00 por procedimento. Essa intervenção judicial permitiu que a família continuasse tratando o paciente sem que a renda fosse comprometida. Outras decisões similares têm reconhecido como cobrança extremamente abusiva da coparticipação tornam o tratamento inviável e é violadora do direito à saúde e à dignidade da pessoa humana. 

Importante destacar que no caso de negativas de cobertura ou cobranças abusivas as famílias podem ajuizar uma ação de obrigação de fazer para que o plano de saúde atenda sua obrigação contratual. Para tanto, é necessário reunir documentos como contrato do plano de saúde, comprovantes de pagamento, laudos médicos detalhados, faturas das cobranças realizadas, negativas de cobertura, se houver, e o Rol de Procedimentos da ANS que comprove o tratamento do plano de saúde. Com essa documentação, é possível pleitear amparo judicial, por meio dessa ação, para que sejam revertidas cobranças indevidas e seja garantido o tratamento prescrito.

 Os tribunais brasileiros afirmam que a limitação da coparticipação não causa o desequilíbrio do contrato dos planos de saúde, mas sim impede que os beneficiários deixem de contar com tratamento e coloquem-se em desvantagem, ficando sem as terapias. A jurisprudência ainda aponta que os planos de saúde não podem adaptar as cláusulas do contrato para que nenhum tratamento imprescindível seja realizado, pois configuraria prática abusiva. 

A luta pelo direito a um tratamento adequado para pessoas com TEA é uma batalha que ainda está em andamento, mas a legislação e a jurisprudência estão criando caminhos firmes para assegurar que esses pacientes recebam o cuidado que merecem. A saúde não deve ser um privilégio, mas sim um direito garantido por lei. Se porventura o paciente tiver dificuldades para conseguir a cobertura adequada do plano de saúde, é importante lutar pelos seus direitos e, se necessário, buscar justiça. Garantir um tratamento digno e acessível para pessoas com TEA é uma questão de equidade, inclusão e respeito à dignidade humana.

 



José Santana Júnior - advogado especialista em Direito Empresarial e da Saúde e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados.


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